Até que o Teclado se Rompa!
"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." (Martin Luther King)

08 Fevereiro 2011

Haverá razão para alterar a escrita e promover-se um novo Acordo Ortográfico???
Ou isto não passa de mais um hilariante erro dos nossos políticos?

Algumas perguntas pertinentes:

Afinal, qual é a origem da nossa Língua? O Português é originário do Grego e do Latim ou do Brasil? Ora, se a origem está na Velha Europa, porque é que temos de adaptar a língua aos falantes de português que se encontram do outro lado do Atlântico?

Se repararmos na tabela abaixo, constataremos facilmente que, na maior parte dos casos, as consoantes mudas das palavras usadas nas línguas europeias mantiveram-se tal como se escreviam na sua língua mãe.

Vejam como algumas palavras passam a ser escritas e como uma vez mais ficaremos sós, no mundo das línguas, inovando simplesmente porque a falta de cultura de um dado povo se nos impõe pela sua capacidade económica.

 

 

Latim

 

Francês

 

Espanhol

 

Inglês

 

Alemão

Actor

Acteur

Actor

Actor

Akteur

 

Facteur

Factor

Factor

Faktor

 

Tact

Tacto

Tact

Takt

Reactor

Réacteur

Reactor

Reactor

Reaktor

Sector

Secteur

Sector

Sector

Sektor

Protector

Protecteur

Protector

Protector

Protektor

Selection

Seléction

Seleccion

Selection

 

 

Exacte

Exacta

Exact

 

 

 

 

Except

 

Baptismus

Baptême

 

Baptism

 

 

Exception

Excepción

Exception

 

 

 

 

Optimum

 

 

Agora vejam as mesmas palavras mas... escritas de forma a demonstrar a evolução verificada na escrita em Português.

Português

(Pré-Acordo)

Português

(Colonizado

pelo Brasil)

 

Actor

Ator

 

Factor

Fator

 

Tacto

Tato

 

Reactor

Reator

 

Sector

Setor

 

Protector

Protetor

 

Selecção

Seleção

 

Colectivo

Coletivo

 

Excepto

Exceto

 

Exacto

Exato

 

Recepção

Receção

 

Baptismo

Batismo

 

Excepção

Exceção

 

Óptimo

Ótimo

 

O Acordo Ortográfico constitui um atentado contra a Língua e a Cultura Portuguesa. E, desta vez, com a complacência dos intelectuais da Língua de Camões.

Um pouco de história sobre o que sofreram portugueses para que aprendessem a Língua de Camões... Durante longas décadas, com apenas 7, ou 8 ou até 9 anos, muitas crianças tiveram de escrever textos ditados pela voz das suas professoras e/ou professores. A partir do 3º erro de cada texto, tinham que preparar as mãos para as dar à palmatória. E levavam reguadas por escreverem palavras que eram consideradas como erro: "ação" (acção), "ator" (actor), "fato" ("facto"), "tato" ("tacto"), "fatura" (factura), "reação" (reacção),  etc, etc...  

Com a entrada em vigor desta aberração a que chamam "Acordo Ortográfico" (sem que o país fosse chamado a pronunciar-se sobre se estava ou não de acordo com a mudança da escrita!), constatamos que as reguadas levadas por muitos dos nossos antepassados foram tempo perdido. Alunos que podem ter reprovado por não saberem escrever, agora teriam aprovado. Ensinam as pessoas a escrever de determinada maneira para agora nos termos de adaptar. É ridículo...

E não me venham com essa de que a Língua não é pertença de um dos povos que a falam… Ou que há mais nativos no Brasil a falar Português do que nativos em Portugal a falar essa Língua. É que pode haver mais cidadãs brasileiros que portugueses que, isso nunca significará que haja mais gente a falar português no Brasil que fora do Brasil.

Por outro lado, podemos constatar que o Inglês (de terras de Sua Majestade) e o Inglês dos Estado Unidos da América têm muitas semelhanças e também muitas diferenças (quer de escrita quer de pronúncia!) tal como o Português do Brasil e o Português de Portugal… Porém, curiosamente e não por acaso, não assistimos a nenhuma preocupação dos ingleses em chegar a nenhum acordo com os Estados Unidos para implementarem um acordo que unifique a Língua. Aliás, essa é uma garantia de que continua a haver editoras nos dois países com a sua quota de mercado garantida. Porém, a nova fórmula de escrita pode fazer implodir as editoras Portuguesas que muito bem se podem deslocalizar par ao Brasil onde o nível de vida é muito baixo e os custos de produção lhes podem ficar bem mais acessíveis, garantindo o único motivo subjacente à política empresarial: o lucro.

Vejam como outras línguas da Europa se comportam relativamente a palavras que agora nos querem impor uma nova escrita, naturalmente, a que se faz no Brasil som porque os brasileiros não a pronunciam ou porque não se lêem e, por isso, nada fazem na palavra.

Meus caros, se formos por essa via, os brasileiros pronunciam todos os infinitivos dos verbos sem evidenciarem o “r” final. Será que passaremos a “escrevê” em vez de “escrever”? A “falá” em vez de “falar”? E, já agora, a “vomitá” (em vez de “vomitar”)verborreia discursiva. Até no Inglês, a maior parte das palavras derivam do latim. Uma vantagem haveria para os adeptos das palavras agudas pois incrementaria imenso as suas probabilidades de ganharem uma qualquer disputa linguística.

Na verdade, outras questões existem que ninguém se preocupou. Como podemos dizer cinquenta quando o “u” não se lê na sílaba “que”? Então não é verdade que se escreve quente e se diz “kente” ao mesmo tempo que se escreve frequente (palavra que contém em si a anterior “quente” mas onde já se lê a letra “u”… Da mesma forma que se diz eloquente (lendo-se a letra “u”) enquanto se diz aquece (não se lendo o “u”). De igual modo, se diz aquífero (lendo-se o “u”) mas diz-se aquilo ou quimera, quinze e quintal ou queimar (em que não se lê a letra “u”).

Ao menos que tivéssemos sido ousados e pragmáticos. Afinal, se queriam simplificar, porque não varreram de vez com a letra “ç” pois somos das poucas línguas latinas que ainda o usam… E, pelo que parece, é uma trapalhada para as novas tecnologias… O castelhano não a tem (exceptuando na palavra Barça: clube de Barcelona) e no francês é tão rara que, nem vale a pena falar dela… já para não dizer que nem existe em Inglês. Ah… Claro. Porque a Língua Portuguesa vem do Latim e em latim se escrevia assim, não é verdade?

Mas… onde está a coerência (pois só vemos a falta dela) nos argumentos apresentados para este Acordo Ortográfico?

Dito de outra forma, a quem querem enganar com esta trampa (será que existe esta palavra ou estarei eu a inventar?).

Bem diz uma jovem que acaba de entrar na Universidade tendo conseguido a nota máxima possível no ensino Secundário: 20 valores! Para quê mudar a Língua que tanto lhes custa a aprender? "E eu, que gostava tanto da Língua Portuguesa... Afinal, para que andaram a ensinar-nos a escrever de determinada forma se de um momento para o outro nos atiram para o lixo horas e horas de estudo, conceitos e conhecimentos que tínhamos adquirido e de que tínhamos tanta certza em troca de um acordo que para nada serve senão para tornar a Língua mais estranha e esquisita para além de ser a negação da sua origem..."

E, se atentarmos nas notícias dos últimos dias em que tanto se tem falado e escrito sobre o EGITO, quase nos atrevemos a perguntar: como se passam a chamar os naturais deste país? Egitios, egicios, egitanos, egitenses,… ?

As verdades que aqui ficam evidenciam bem o ridículo deste acordo ortográfico… Para além das perturbações na escrita e nas pessoas é um balúrdio que se vai gastar para actualizar as bibliotecas com livros e dicionários... E logo, incrível... tudo isto em tempos de crise e de diminuição de salários... Quem quererá deitar ao lixo o investimento que fez para a formação educativa dos filhos, comprando livros, dicionários, enciclopédias... É que um aluno que estuda por um livro que não tem a mesma ortografia, corre um alto risco de memorizar palavras que depois o podem levar a escrever incorrectamente e a reprovar... Será que esta iniciativa de levar a cabo um acordo ortográfico cuja necessidade é uma ficção, tem alguma lógica?

Enfim... Sem comentários.

PS: Num país "sem rei nem roque" há alguém com sentido de responsabilidade que se propõe enfrentar o triste espectáculo em que políticos com licenciaturas duvidosas transformaram a Língua Portuguesa. Vejam aqui: Um professor de Direito defende que Parlamento deve desvincular Portugal do Acordo Ortográfico anulando os efeitos legais deste acordo.

publicado por J.Ferreira às 23:06

08 Fevereiro 2011

Queremos, hoje, brindar os estimados leitores com uma verdadeira aula de português, ao longo da qual podemos constatar a presença da mais forte arma socrática (ironia) mas também do bom-humor.


Refira-se, antes de mais, que este texto se mantém ao abrigo da Língua Portuguesa antes do Acordo Ortográfico, com o qual temos muitas concordâncias mas também muitas reservas...   Dito isto, aqui fica a pergunta:

 

Será correcto proferir a palavra "Presidenta" ?

 

Nos últimos tempos, todos assistimos à caminhada de uma senhora que se candidatou à presidência do Brasil. Ora, Dilma Roussef e seus apoiantes, acreditaram que esta senhora poderia chegar a ser a primeira Presidenta do Brasil, tal como atesta toda a propaganda política veiculada nos meios de comunicação social, pelo partido de Lula da Silva que a apoiou (PT).

Pergunta-se: Presidenta? Mas, que idioma é esse?

Ora, vejamos:

No português existem os particípios activos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio activo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de requerer é requerente...

Qual é o particípio activo do verbo ser? O particípio activo do verbo ser é “ente”.

Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade. Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a acção que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos “ante”, “ente” ou “inte”.

Portanto, à pessoa que preside chamamos “Presidente" e NUNCA "Presidenta", independentemente do género do que exerce o cargo ser masculino ou feminino.

Veja-se o ridículo: Diz-se capela ardente (e não capela "ardenta")! Diz-se “estudante” (e não "estudanta")! Diz-se adolescente (e não "adolescenta")! Diz-se paciente (e não "pacienta")!

Se assim não fosse, teríamos um texto do tipo:

"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre suas tantas outras atitudes alienantas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta."

Incrível… Basta de insultos ao Português. Basta de maltratar a Língua Portuguesa. Está mais do que na hora de restabelecermos a leitura e a fala correctas do nosso idioma (o português) que assim é falado no Brasil e pretende obter estatuto de comandante (e não comandanta!) das alterações ortográficas do nosso património linguístico. Abandonemos, de uma vez por todas, não mais o churrasquês, mas também o futebolês e outros dialectos de triste e recente memória, infelizmente aplaudidíssimos pelos 80% dos patrícios que vibravam com toda e qualquer estupidez, com toda a parvoíce que vem sendo cada vez mais oficializada pela repetição reiterada por um grupo de gente defensora do politicamente correcto…

 

Nota: O presente texto foi adapatado a partir de um email recebido pretensamente pertencente a Terezinha da Conceição Costa-Hübes.

publicado por J.Ferreira às 00:36

pesquisar
 
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Fevereiro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
11
12

13
14
15
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28


mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

7 seguidores

subscrever feeds
blogs SAPO