Até que o Teclado se Rompa!
"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." (Martin Luther King)

30 Março 2009

 


Estamos a ser governados por um grupo dos mais incompetentes socialistas (sem currículo devidamente certificado e adequado à função que desempenham) que se poderia encontrar. Querem exigir dos outros cidadãos a excelência e a competência, andam a certificar as pessoas com diplomas "forjados na internet" em nome das NOVAS OPORTUNIDADES, mas, entre quem nos governa, há quem tenha  o diploma passado a um domingo. Já é tempo das pessoas serem responsabilizadas pelo que fazem...

Chocados com tanta aberração socialista, ao verem até que ponto o caciquismo socialista se está a instalar, dois Conselheiros das Comunidades Portuguesas dos Estados Unidos divulgaram esta carta aberta que, depois de lhe realçar algumas partes, aqui a publicamos na íntegra.

 

"CARTA ABERTA

Por: José Morais e Manuel Carrelo

(Conselheiros das Comunidades Portuguesas dos Estados Unido)

 

Eu, José Morais e Manuel Carrelo na qualidade de Conselheiros das Comunidades Portuguesas dos Estados Unidos, viemos, por este meio, denunciar o desrespeito e a falta de consideração subjacentes às soluções encontradas pelo Governo Socialista para o ensino da Língua e Cultura Portuguesas nos EUA. Depois de grande polémica, gerada em torno da nomeação de dois coordenadores e de um consultor para os EUA, o Governo, ao contrário do que anunciou publicamente, no sentido de que nomearia com base num concurso público, acabou por usar o critério da confiança política. É assim que aos EUA chegam duas novas coordenadoras (Ana Isabel Sousa, colocada na costa oeste desde Setembro de 2007 e Fernanda Costa, a trabalhar na costa Leste desde finais de 2008) e um novo consultor, recentemente nomeado pelo Governo Português, que irá trabalhar no Massachusetts Department of Education, de nome João Caixinha. Como conselheiros, ainda não fomos contactados por nenhum destes elementos, o que nos leva a colocar ao governo português as seguintes questões:

- Qual é a política de língua que o Governo tem para os EUA?

- Qual o vencimento mensal destes três elementos nomeados pelo Governo Português?

- Qual a verba que as coordenações da costa leste e oeste irão receber anualmente?

- Por que motivo o Governo Português nomeou duas coordenadoras com licenciaturas em Inglês-Alemão, ou seja, sem qualquer formação em ensino de Língua Portuguesa no país ou no estrangeiro, quando dezenas de pessoas com formação muitíssimo superior (com mestrados, doutoramentos e pós-doutoramentos em língua portuguesa) manifestaram o seu interesse ao Ministério da Educação em desempenhar este cargo?

- Por que motivo foram escolhidos três elementos sem qualquer trabalho relevante feito na área do Português ao nível de Congressos, investigação, publicações ou docência?

- Por que motivo foi nomeada uma Coordenadora para a Costa Leste, Fernanda Costa, e um Consultor para o Massachusetts Department of Education, João Caixinha, que não conhecem os EUA, o seu sistema de ensino, as comunidades e as escolas portuguesas e norte-americanas?

- Por que motivo veio como Consultor para Massachusetts um senhor que se propõe implementar os standards do Estado em língua portuguesa sem conhecer os standards? Sabe o Governo Português que existe uma Doutora, Carolina Baptista, por acaso parente chegada do Senhor Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, com uma tese de doutoramento em standards da língua portuguesa no Estado de Massachusetts? Afinal, não é preciso ir buscar um ignorante na matéria para vir para os EUA, como facilmente se comprova.

- Por que motivo as coordenadoras se esforçam em passar a mensagem que estão a criar novas coordenações, quando toda a gente sabe que outros coordenadores já existiram nos EUA e com trabalho digno de registo e que deveria ser respeitado?

- Por que motivo as coordenadoras estão a fazer o levantamento do ensino nos EUA sem darem crédito ao trabalho que a ex-Conselheira fez, pela primeira vez na história do ensino do Português nos EUA, junto das escolas da rede particular e das escolas norte-americanas, e que divulgou nos órgãos de comunicação social deste país e de Portugal em 2004 e 2005?

- Por que motivo o governo português nomeou dois elementos com o mesmo sobrenome para virem desempenhar funções nos EUA? Segundo informação que nos chegou da África do Sul, a Coordenadora para a costa leste é Fernanda Caixinha Costa (sobrenomes de casamentos pelo que apuramos) e o consultor é João Caixinha. Quem nos explica o grau de parentesco entre ambos?

- A serem familiares, como explica o governo este compadrio doentio, tratando-se, ainda por cima, de pessoas com formação irrelevante para a área em que trabalham nos EUA? Basta fazer uma breve pesquisa na internet para percebermos que estes elementos não têm nada a registar, não são especialistas em coisa alguma. A única credencial que têm é serem protegidos do Governo Português. Leva-nos isto a pensar que o destino de ambos será igual ao dos seus antecessores: mudando o Governo em Portugal, serão exonerados, de imediato. E bem merece este governo esta atitude porque não respeitou nem as comunidades nem os compromissos assumidos publicamente sobre a nomeação por concurso público dos coordenadores e consultor para os EUA. Acabou nomeando, com base na confiança política, e o resultado é este.

Temos um trio desqualificado, que nada nos honra, em comparação com as altas credenciais dos Conselheiros para o ensino das outras línguas europeias. É pena que os governos portugueses repitam constantemente os mesmos erros e que gastem desnecessariamente o dinheiro do erário público, quando esse mesmo dinheiro deveria ser utilizado para ajudar a incrementar o ensino da língua portuguesa nas nossas comunidades. Parece-me que existem centenas de pessoas em Portugal e nas comunidades com um perfil muito mais adequado e dignificante para levar avante o trabalho destas coordenadoras e consultor e, quem sabe, por muito menos dinheiro. Material Didáctico e formação dos nossos professores fazem realmente mais falta do que sustentar estas senhoras e senhor, amigos de Secretários de Estado, nos EUA.

As comunidades têm motivos para se envergonhar da decisão do actual governo, depois de vários anos de espera para ver o assunto do ensino resolvido. Tempo foi o que não faltou para agir em total respeito pelos princípios democráticos.  Obrigado.

Manassas, Virgínia,  Fevereiro de 2009

José João Morais – Manuel Carrelo  

Conselheiros das Comunidades"

 

Deixamos ao leitor a palavra... Que cada um veja até que ponto temos caciques no poder ou governantes competentes... Porém, se alguém ocupa altos cargos ainda que  tenha um diploma passado ao domingo, qualquer cidadão ou analfabeto pode ser coordenador da Língua Portuguesa pelas comunidades lusas espalhadas pelo Mundo... Aliás, se o computador que o Governo obrigou os professores a "vender" aos pais por esse Portugal tem como idioma o "Magalhanês"... qualquer incompetente (desde que seja socialista, claro!) pode perfeitamente coordenar o ensino Português pois, dificilmente fará pior... Assim vamos... Comentários para quê...?

publicado por J.Ferreira às 10:45

Resposta à carta aberta dos Srs. José Morais

O meu nome é Cristina Chabert, não sou filiada no partido socialista, sou professora titular de Inglês numa escola secundária e possuo 29 anos de experiência docente, quatro dos quais como Leitora de Língua e Cultura Portuguesas nos Estados Unidos. Tendo tido conhecimento da V. carta datada de Fevereiro de 2009, não posso deixar de tecer algumas considerações:
• Quando se escreve algo que se pretende seja do domínio público e, sobretudo, quando se mencionam outras pessoas, deve-se procurar estar o mais informado, evitando desta forma cair no vilipendiar puro;
• Não posso, de facto, aferir a veracidade de tudo o que é afirmado, mas relativamente à coordenadora da costa oeste dos Estados Unidos, que tenho o privilégio de conhecer há mais de 30 anos, considero imperativo corrigir os seguintes aspectos:
1. O seu nome é Dra. Ana Cristina Sousa (Ana Isabel Sousa é o nome da sua irmã);
2. Não é nem nunca foi filiada em qualquer partido político, não tem nem nunca teve “padrinhos” e nunca foi colocada em qualquer lugar por outro motivo que não o seu mérito pessoal;
3. Tem, como habilitações académicas, duas licenciaturas (uma delas em Estudos Portugueses e Ingleses), um mestrado e encontra-se a concluir um doutoramento pela Universidade de Aveiro;
4. Possui um currículo profissional invejável a todos os níveis, incluindo a formação de formadores e é certamente uma das docentes em Portugal mais capacitada no âmbito das tecnologias da informação e comunicação em contextos educativos;
5. A Dra. Ana Cristina Sousa não só conhece os Estados Unidos (foi Leitora durante quatro anos), como o seu filho é americano e se encontra actualmente a estudar nesse país;
6. O vencimento que aufere como coordenadora é, na minha opinião, bastante humilde, tendo em conta todo o trabalho que tem vindo a desenvolver (facilmente comprovável) e as despesas pessoais acrescidas por se ter deslocado para os Estados Unidos. Pessoalmente, nunca o teria aceitado, pois estando como ela no topo da carreira de professora, aufiro mais em termos relativos do que ela.
Estou inteiramente ao vosso dispor para quaisquer outros esclarecimentos, mas, antes de terminar, permitam-me fazer ainda alguns reparos:
• Não “fica bem” a dois conselheiros apresentarem um texto que se inicia com uma “gralha” (“Estados Unido”), como fica ainda mais mal escreverem com erros: tratando-se de duas pessoas, a carta deveria ter sido iniciada com “Nós” e não “Eu” ; em vez de “viemos” deveriam ter escrito “vimos” e ter tido mais cuidado com a utilização das vírgulas;
• Também a incoerência não “fica bem” a dois conselheiros: por um lado, insinuam compadrios, e por outro, sentem necessidade de referir os laços familiares da Dra. Carolina Baptista com o Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama. Se pretendiam realçar as qualidades profissionais da referida senhora, falharam rotundamente ao mencionarem o “parente chegado”.
Cordialmente,
Cristina Chabert
Cristina Chabert a 7 de Abril de 2009 às 20:51

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