Até que o Teclado se Rompa!
"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." (Martin Luther King)

06 Janeiro 2010

Alunos Portugueses no Luxemburgo são campeões do Abandono Escolar.

Um em cada quatro alunos abandona a Escola.  Que espectáculo. Teríamos que ser os melhores... Em alguma coisa teríamos de ser campeões... Mas não é só no Luxembrugo. mas ali, a culpa do abandono é atribuída ao seu dono: os pais. Em Portugal, os políticos incompetentes (porque não foram capazes de colocar a funcionar a inspecção do trabalho) demagogos (pois apenas lhes interessa o número de votos e, como há mais pais que professores...) e, sobretudo, cobardes (pois não foram capazes de impor sanções aos verdadeiros responáveis por esta chaga social) decidiram culpar os professores. E assim, quer os empresários (que exploram a mão de obra barata!) quer os paizinhos (que se demitiram das suas funções deixando os filhos faltar á escola sem qualquer controlo!) ficaram a rir-se. E assim o governo encontrou num grupo de súbditos (que, amordaçados nem podem protestar!) os bodes expiatórios perfeitos para salvar a sua pele de incompetentes. E elegeram uma lei (ECD) para decretar os culpados, avaliadno negativamente os professores que tiveram a infelicidade de ter nas suas turmas alunos filhos de pais irresponsáveis (e irreponsabilizados pelos governantes que continuam a pagar-lhes os abonos correspondentes, independentemente de frequentarem ou não a escola!). E assim se procedeu á crucificação social de todo um grupo profissional: os professores. incrível como pode o Estado esperar que sejam os professores a ir pelas ruas á procura dos faltosos ou a entrar pelas fábricas dentro em busca dos que abandonaram a escola! 

 

Segundo notícia divulgada em “O Público”, um estudo do Ministério do Luxemburgo constatou que “os alunos portugueses, que representam 19,1 por cento da população estudantil, são os que apresentam a maior taxa de abandono escolar entre os estrangeiros: 23,5 por cento do total de estudantes que abandonam a escola.

Muito distanciados dos portugueses (7 vezes menos!) “surgem os ex-jugoslavos, com 61 alunos a abandonar a escola (3,2 por cento do total)... Segundo os dados do Ministério da Educação luxemburguês, o abandono escolar entre os alunos portugueses aumentou cinco por cento." (Falso. Veja já abaixo a explicação!)

E continua o Público noticiando que "No ano lectivo de 2006/2007, verificou-se que 303 alunos portugueses abandonaram a escola. Em 2008/2009 os números do abandono dispararam para 454.

 

Interrompemos aqui as citações da notícia para desmascarar a falsidade: os abandonos tiveram um aumento de 49,8%. Esta é que é a verdade. Em boa Matemática, claro. A leitura dos dados não pode ser outra. Com efeito,  perguntará o leitor:

Mas que se passa? É um erro ou simples manipulação dos números? Vejamos, então, e depois o leitor que retire as suas conclusões:

Em 2006/2007 abandonaram a escola 304 alunos portugueses, certo? Certo. Presentemente o abandono da escola por parte dos filhos dos emigrantes portugueses atingiu 454 alunos, certo? Então, não façam como Guterres. Se fizer falta peguem numa calculadora e vejam a percentagem. 

Querem isso mais fácil? Se um objecto custasse 303 euros e subisse de um dia para o outro para 454 euros, quanto tinha sido a percentagem de aumento? Com cálculo mental, depressa vemos que é um aumento de metade (151 alunos a mais, quase mais metade dos que tinham abandonado no ano escolar 2006/2007, isto é, 303 + 151 = 504  alunos!). Logo, quase 50% de aumento de abandono escolar. mais precisamente, e em boa Matemática, há uma subida do abandono escolar dos filhos dos portugueses da ordem dos 49,8 %.

Agora, é verdade que 25% abandonam a Escola se tivermos em conta a proporção da totalidade dos alunos portugueses que continuam a estudar face aos alunos que abandonam. Mas não misturemos as coisas. Uma é a percentagem de abandono (25%) outra é percentagem do aumento do abandono! E esta é de 49,8 %. Basta de falácias. Falemos claro... e verdade!

 

Conclui a notícia que "os alunos portugueses representam o maior grupo entre os estrangeiros que estudam no Luxemburgo. No ano lectivo de 2008/2009 estavam inscritos nas escolas públicas luxemburguesas 24.093 alunos luxemburgueses, 7046 portugueses (…). No Luxemburgo residem oficialmente 76.600 portugueses.”

 

A esta realidade, não será de forma alguma alheia as  cada vez mais baixas expectativas dos alunos portugueses face à forma como vêm ser tratados os seus professores a desmotivação a que os responsáveis do Ministério têm condenado os professores nos últimos 5 anos.

Com efeito, para quê estudar, submeter-se a ser avaliado por umas dezenas de professores desde a primária ao secundário, e continuar esse percurso e esse esforço nas universidades para, no final, ainda aparecerem uns senhores (quantos deles incompetentes na área em que se encontram!), que mais não fazem do que enxovalhar, espezinhar, humilhar os que deram provas de competência, como é o caso dos professores? Os alunos e as famílias pensarão duas vezes entre colocar o filho num bom posto (Veja-se Armando vara... Que qualificações tinha ele quando foi nomeado pela primeira vez para um cargo de importância? Nenhumas. E vejam até onde chegou o homem... os exemplos na sociedade colocam à margem quem consegue diplomas. Vivemos no país das novas oportunidades.. Os aluno e as famílias sabem que andam a perder tempo na escola. Mais tarde, vom um cursinho de meia dúzia de semanas, os incompetentes (que no seu tempo de estudantes eram autênticas nódoas académicas!) acabam por ser nomeados pelos governos. Que expectativas têm os alunos quando a competência dos que são licenciados é colocada em causa (para não dizer, menosprezada, questionada, desvalorizada...!)

 

Quanto mais a escola for atacada maior necessidade teremos de abrir prisões. Sempre ques e fecha uma escola, preparem-se para abrir uma prisão. Sempre que se maltrata um professor, preparem-se para contratar mais um polícia. Formar um vândalo é mil vezes mais fácil que formar um cidadão. Educar é cada vez mais difícil. E , num contexto, naõ se compreende o maltrato a que foram votados os professores pelo governo Socialista (?!) de José Sócrates.

 

Que futuro se está a desenhar para os portugueses? Claro: um futuro negro.

 

Algumas perguntas se colocam imediatamente

Haverá um gene responsável por isto? Será que a Ministra da Educação do Luxemburgo vai penalizar a avaliação dos professores por haver portugueses a abandonar a Escola? Só uma louca poderia fazer isso. E esse gene 8o da loucura!) parece que só ataca os Ministros em Portugal... Por cá, a Ministra insiste em avaliar os professores pelos alunos que se baldam.. Que faltam... Que abandonam a escola como se fosse culpa dos professores que nas aulas não haja Playstations motivadoras, Wi-ii's, Nintendo's Gameboy's etc. para motivar as crianças a vir para a escola.

Parafareando uma publicidade 8da qual não gostamos, diga-se!) somos tentados a adivinhar o que vai na cabeça de cada um dos pais (e  até dos alunos que abandonam a escola). E desta vez, diferentemente da publicidade, com total propriedade:

- "Eu é que não sou parvo!"

para quê estudar se depois vou para o desemprego?

Para quê queimar as pestanas e estragar os meus fins-de-semana se depois, em meia dúzia de horas faço um cursinho das Novas Oportunidades e consigo o diploma? Mais, não tardará e estão a oferecer licenciaturas...

 

- "Eu é que não sou parvo!"

 

E é verdade... Os emigrantes podem não ser muito letrados... mas não são parvos! É que, a julgar pelo que estão a fazer à classe docente, quem quererá estudar e ser alguém academicamente para depois ser aqui, em praça pública e sem direito nem espaço para defesa, ser humilhado por todo e qualquer português, por mais ignorante que seja?!!

 

Em Portugal o no estrangeiro, os alunos portugueses continuam com o mesmo problema. Com uma diferença. Os luxemburgueses tabém não são parvos... E,, sabem diferenciar muito bem quem é o criminoso e quem é a vítima. Por cá é que a vítima é transfomada em réu. Os criminosos acabam por sair sempre em liberdade.... O único sobre quem pende a cadeia parece ser o Vale e Azevedo (Será que ele se vai inscrever no partido socialista!).

Estamos muito mal... O Governo português está agora em maus lençóis...  É que, a nossa Ministra da Educação (seguindo o exemplo da angterior!) ainda não eliminou o absurdo que consta da lei da avaliação dos professores (qdigno de despoletar repungnância a qualquer ser dotado de cérebro!) que é o absentismo discente (da responsabilidade exclusiva dos alunos e/ou dos familiares de quem dependem!) e o o abandono escolar, (da responsabilidade exclusiva de quem tem as crianas á sua guarda, sejam eles os pais ou outros cidadãos!).

Ou será que a Ministra vai penalizar os professores luxemburgueses pelo abandono escolar dos filhos dos nossos compatriotas. Que esperavam? Os emigrantes podem ser pobre mas não são tolos, nem desmiolados! Eles já se deram conta... E concluiram: por os filhos a estudar? Para quê? Para depois serem achincalhados pelos políticos (ministro e caciques dos partidos!) e verem os "chicos espertos" a subir na sociedade?

 

Até quando se vai manter este absurdo modelo e respectivos critérios de avaliação? Não sabemos!... Que é uma aberração, não duvidamos! Mais do que isso, é um autêntivo "aborto legislativo"! Por isso, seguramente, contra ele lutaremos enquanto tivermos forças e a nossa voz puder viajar batendo no teclado!

 

PS:

A notícia do Público cujo "Título Original" era "Portugueses no Luxemburgo São os Campeões do Abandono Escolar" foi vítima de mais um ataque do efeito camaleão.  É claro que o título escolhido ou aceite pelo responsável editorial do Jornal On-line de o Público, embora colocando os filhos dos portugueses como  "campeões"  não era propriamente um Hino à Excelência. Depois de o termos comentado por várias vezes, e de termos remetido para este blog, a notícia inicial desapareceu da zona de destaque mantendo-se outras muito mais antigas como "Alçada não cede nas carreiras, negociação prossegue em 2010" e aparece agora esta com um Título  menos heróico mas muito mais "Soft". Que motivos levaram o Público a remeter o texto em causa para uma linha apenas na lista de notícias relacionadas com a educação. E logo esta que é tão importante para se perceber a forma como os portugueses se comportam além fronteiras não é divergente da que se comportam em Portugal, sendo que, lamentavelmente, a Ministra não foi capaz de recuar, dando um passo à frente  na resolução do confronto com os professores. Com efeito, esta senhora ministra (tal como a anterior!) não foi capaz ainda de entender que, "quando o rumo nos leva ao abismo, a melhor forma de avançar é dar um passo atrás".

Com esta atitude (retirar de destaque uma das notícias que ajudaria a população portuguesa a compreender e a reflectir sobre o absurdo dos critérios de avaliação dos professores que poderia ajudar os portugueses a compreenderem a razão e os motivos da luta dos professores contra o injusto sistema de avaliação docente criado pelo ministério, a linha editorial de "O Público on-line" coloca-se numa posição de suspeita de favorecimento dos que se colocam ao lado do governo.

É caso para perguntar:

Será que o jornalismo em Portugal passou de "Força de Bloqueio"  no tempo de Cavaco Silva a "Forças da Apoio"  no tempo de José Sócrates?

 

publicado por J.Ferreira às 16:58

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