Até que o Teclado se Rompa!
"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." (Martin Luther King)

08 Julho 2010

Para onde vamos afinal? O que queremos da Europa?

 

O ex-presidente do PSD acusa o primeiro-ministro de "não ter vergonha na cara", a propósito da "golden share" do Estado na PT.

No seu comentário televisivo semanal na TVI, a que a agência Lusa teve acesso, Luís Marques Mendes considera "esperada" e "correcta" a decisão de Bruxelas sobre a utilização pelo Governo português da 'golden share' do Estado na PT para evitar a compra da Vivo pela espanhola Telefónica.

"As 'golden shares' não são solução, nem em Portugal nem em qualquer País da Europa" e "se um Estado considera que uma empresa é estratégica tem sempre uma solução: ou não privatiza ou só privatiza em parte, mantendo a maioria do capital", defende o ex-ministro dos Assuntos Parlamentares.

De acordo com Marques Mendes, o primeiro-ministro, José Sócrates, comportou-se como "quem tem duas caras" ao criticar a União Europeia pelo "fim das 'golden shares'" depois de se ter batido pelo Tratado de Lisboa.

"Então estes princípios não estão escritos no Tratado de Lisboa? Então é a favor da Europa num dia e contra a Europa no dia seguinte? A isto chama-se não ter vergonha na cara", acrescenta o ex-presidente do PSD.

Marques Mendes sustenta que a explicação é que "o primeiro-ministro está cada vez pior nas sondagens, está a perder popularidade todos os dias" e "pensou que bater o pé aos espanhóis era popular".

"O primeiro-ministro não está a servir nem a PT nem o país. Está a servir-se da PT para tentar limpar a sua imagem nas sondagens", reforça.

"Quem o ouve, o primeiro-ministro, parece que o destino da pátria está dependente da presença da PT na Vivo. Isso é o cúmulo da demagogia. Há que dizer que há mais vida para além da Vivo. A Vivo não é o alfa e o ómega do nosso desenvolvimento", argumenta Marques Mendes, questionando o que ganha Portugal "se houver uma guerra jurídica que se arraste pelo tempo fora".

No seu entender, "quem vai ganhar são vários escritórios de advogados -- esses, sim, podem agradecer ao primeiro-ministro", de resto todos os portugueses perdem "se os investidores estrangeiros se afastarem de Portugal porque consideram que o Estado não é fiável, faz batota e altera as regras do jogo quando lhe convém".

 

Afinal que governo é este? Que dignidade tem para fazer e agir como age? Uma no cravo outra na ferradura?

 


Extraído de aqui.

publicado por J.Ferreira às 23:19

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