Até que o Teclado se Rompa!
"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." (Martin Luther King)

08 Novembro 2010

Miguel Cadilhe resolveu falar... O título da notícia do Diário Económico (que citamos e comentamos de seguida) diz tudo para quem quiser "ler nas entrelinhas":  A supervisão não viu ou esforçou-se por não ver”.

 

Enfim... Finalmente as palavras que esperávamos há muito. Houve incompetência que era muito bem paga por parte de quem tinha o dever de vigiar pelas instituições financeiras e, não o tendo feito, obteve como prémio uma nomeação para o BCE (Banco Central Europeu)... Estas palavras de Cadilhe têm, quanto a nós, um destinatário claro. Só não as vê quem não quer... ou é cego. A justiça deveria intervir...

Os responsáveis, como refere Passos Coelho, têm de ser chamados à justiça. O povo inocente é que não pode continuar a pagar as falhas e erros graves de gestão, seja de políticos seja de nomeados politicamente. Parece que o dinheiro com que o estado financia os partidos serve precisamente para que os incompetentes possam usar estratégias bem sofisticadas para enganar o povo que financia as campanhas com os seus impostos:

 

A crise (do BPN) acabaria por pregar uma primeira partida a Miguel Cadilhe, culminando com a nacionalização do banco. Cadilhe “deixa duras críticas ao Banco de Portugal” (era então Governador o Socialista Vítor Constâncio) “e ao Governo” (chefiado pelo também socialista, José Sócrates) “e faz o seu balanço do que foi feito com o BPN.”

Refere que “auditorias externas independentes que identificaram imparidades, evidenciaram operações danosas e ruinosas, algumas delas talvez dolosas, e denunciaram uma extensa mancha de irregularidades e ilicitudes.”

Imagine-se a que ponto chegou o Banco. Mas... Onde está a origem do afundamento do BPN.

Algumas palavras parecem esclarecedoras: Diz Cadilhe: “apresentei ao BP um pedido de financiamento a prazo longo e juro zero. Chamei-lhe «missão impossível», era mais para marcar posição e lembrar ao BP certas responsabilidades. Entendia e entendo que a supervisão tinha grave co-responsabilidade na deplorável situação do banco. Durante anos a supervisão não viu, ou fez um grande esforço para não ver.”

E vejam para que foi nacionalizado, suportado com os nossos impostos... Quem foi o responsável pela falência do BPN que se encontrava a tentar executar uma operação de salvamento a que Cadilhe atribui simbolicamente o nome de “Missão Impossível”. Vejam bem para que serviu o dinheiro dos contribuintes: “Grandes depositantes do Estado retiravam depósitos.”

 

Já se percebe para quem serviram os financiamentos do BP e da CGD: “A liquidez do banco era gerida dia a dia. O BP cedia liquidez gota a gota e com manifesta má vontade. A Caixa emprestava mas queria garantir-se com bons activos”. Depois, foi nacionalizado em 2 de Novembro de 2008. Sim... Ainda deveria haver quem precisasse de sacar os seus milhões... José Sócrates e o seu (des)governo decide nacionalizar. E diz Cadilhe que “Veio a nacionalização e então foi o alarme social, foi o diabo, piorou tudo, foi uma nova onda de fuga de depositantes.” Quem é afinal, responsável pela falência do Banco?" A concluir afirma-se que "o BPN era um banco relativamente muito pequeno, perante quem a supervisão (da responsabilidade do BP, chefiado pelo socialista Victor Constâncio) fechou os olhos anos a fio".

 

Conclusão... Os políticos, e seus nomeados, tomam a decisão que mais convém... Mesmo sendo incompetentes, nada lhes acontece... Enchem os bolsos com salários chorudos e o povo agora, que pague a crise!

publicado por J.Ferreira às 22:13

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