Até que o Teclado se Rompa!
"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." (Martin Luther King)

07 Outubro 2012

Há hoje assaltantes mais perigosos que suam a caneta do que os que usam armas de fogo.

Se alguém quiser saber "como se afunda o país", pergunte aos nossos políticos. Eles sabem como fizeram todo um conjunto de "Parcerias para o Naufrágio" de Portugal.

Quem se lembra da alteração do direito dos deputados à pensão (subvenção vitalícia, chamam-lhes eles!) completa com apenas 8 anos de Parlamento (2 mandatos)?

Pouco, seguramente. Mas a memória ainda não nos trai.

Mas muitos de nós ainda se lembram da discussão que os políticos lançaram sobre esta polémica (tentando passar uma mensagem de que eram mais sérios que os seus antecessores!). E alargaram o direito para os 12 anos.

 

Contudo, à semelhança do que aqui denuncia José Gomes Ferreira, também nessa altura os socialistas, com maioria no parlamento, aprovaram a alteração à lei (essa, sim, de mordomias para os deputados!) passando a ser exigidos 12 anos de Parlamento (isto é, 3 mandatos). Estávamos em 2008 e, obviamente, havia que enganar o povo. Para o comum dos portugueses, aplicou-se imediatamente a alteração (que se lixem as legítimas expectativas dos professores, médicos, enfermeiros, e outros funcionários públicos!) e a reforma passou a ser à mesma idade para todos (65 anos), independentemente da profissão (absurdo! Basta imaginar o perigo de um cirurgião, piloto de avião, de um mineiro ou um condutor de um TIR a trabalhar com 64 anos!).

No entanto, para eles (deputados), a aplicação da lei a lei foi protelada para as calendas gregas, ou seja, para 2013. Curioso... Todos os deputados continuam a usufruir da reforma com apenas 8 anos de Parlamento, ao passo que os demais funcionários públicos se lhes aplicou os 65 anos de imediato. Ridículo. Chamam a isto igualdade?

Veja-se a coincidência com as PPP's. Afinal, só depois de 2013 (quando os socialistas pensavam que estariam fora do governo, já que o mandato foi de 2005-2009 e o segundo, que tinham como seguro renovar, seria de 2009 a 2023. No entanto, o dinheiro acabou-se, as dívidas tornaram-se insuportáveis...) é que os lucros das PPP's teriam a maior repercussão  no Orçamento do Estado. Um autêntico roubo aos portugueses, mas sem qualquer possibilidade de ser criminalizado: responsabilidade políticia? Isto? Sem dúvida. Já me dizia um assessor de um conhecido ministro da Educação, quando se noticiava um assalto a um banco com mão armada: "Os maiores roubos neste país não são feitos com armas: são feitos com canetas". Por isso, cuidado com estes senhores políticos que se apresentam sempre "de fato e gravata".

Mas nada que não pudéssemos esperar. Os socialistas já tiveram de "dar o cavanço" por duas vezes. Por isso, "o cavanço" do governo de Sócrates foi só e apenas, mais um exemplo do que os governos socialistas fazem ao nosso país: esgotar as reservas financeiras e endividar-nos até ao pescoço. Já é o segundo governo socialista a "dar o cavanço" (a seguir ao cavanço de Guterres) depois de deixar o país à beira da bancarrota.

Que mais nos espera quando cair o actual governo?

publicado por J.Ferreira às 18:52

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