Até que o Teclado se Rompa!
"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." (Martin Luther King)

06 Março 2013

Professora vítima da incompetência de quem, com as suas leis, implementa, promove, incentiva ou permite o laxismo e irresponsabilidade dos jovens.

Sim... Para certas coisas (quando convém aos governos) consideram os jovens como entes dotados da capacidade de assumir as suas responsabilidades ainda que para as mesmas não tenham a mínima formação (como é o caso de representantes em órgãos de gestão das escolas ou de avaliação do processo educativo (incluindo dos seus intervenientes) desempenhando o seu papel com uma total e assustadora ausência de competência. Com efeito, contrariamente a um professor que só consegue que lhe dá o lugar como docente da escola após ter passado vários anos estudando e prestando provas de competência científica e pedagógica (até obter a licenciatura), o direito do aluno a ter um  "representante" (tão falaciosamente apregoado como necessário e democrático à sustentação desta sociedade cada vez mais podre...) é conquistado por eleição e como tal, não tem qualquer exigência no que respeita a conhecimentos e competências da  mais diversa natureza (científicos, pedagógicos ou didácticos...) tendo, infelizmente, conduzido à inversão do papel do professor: de avaliador de alunos passou a avaliado pelos alunos. 

 

Vem este texto a propósito de uma denuncia que recebemos via email. Não tendo a possibilidade de verificar a sua veracidade, apenas a publicamos como texto para levar a uma necessária reflexão:

Que geração de irresponsáveis estaremos a formar?

Estaremos a formar uma estirpe social com um conjunto de valores (os da irresponsabilidade!!!) correspondente aos que demonstraram alguns dos nmossos políticos que obtiveram formação superior?

Será que a máxima popular "água mole em pedra dura tanto bate até que fura" vai passar a ser a norma que condizirá à obtenção de êxito escolar o que é bem diferente de êxito educacional (sucesso educativo) já que de sucesso no sentido de êxito... é o que parece não haver...

Cada vez estamos a formar mais irresponsáveis, à semelhança dos políticos que nos vão tocando na rifa (mentindo sempre na campanha eleitoral e nunca sendo responsabilizados com perdad ded mandato por essas mesmas mentiras...!).

 

Cremos que o país está a padecer de uma postura mais responsável  e ética dos governantes, dando o exemplo de responsabilidade que seria de esperar e que os cidadão têm o direito pois para elegem representantes para cumprirem com o programa que apresentam na campanha eleitoral.


Num mundo da informação, não vale a nenhum deputado de nenhum partido nem a nenhum candidato à governação do país, argumentar com "não sabíamos como o país estava!". Tretas... !!!

Que fazem os deputados no Parlamento? Discutem o sexo dos anjos...? O casamento homossexual? E... para quê? Para deixarem que as crianças, que nenhuma culpa têm de ter quem têm no governo, sucumbam à fome ?

Triste país.... 


 

Por fim, aqui vos deixo o desabafo que chegou por email. Nele não estão identificados os intervenientes pelo que, mesmo que tal seja uma ficcção, vale a pena ler para que estejamos mais alerta...

 

 

Bom dia

Após contacto telefónico para denunciar uma agressão numa escola,  foi-me solicitado que vos contatasse por este meio. Assim, e enquanto  professora e cidadã passo a relatar o acidente/agressão de que fui  vítima. Sou professora numa escola, em Setúbal e, na passada segunda  feira, dia 25 de fevereiro, um aluno de uma turma de 9º ano retirou,  sem o menor ruído e sem que quase ninguém se apercebesse, de  propósito, a porta da sala de aula dos encaixes, pelo que a mesma  ficou encostada à parede, dando a noção de que estava aberta  normalmente.

Quando me dirigi para a porta com o intuito de a fechar (convém  salientar que é uma porta pesadíssima), a mesma caiu-me sobre o lado  direito do corpo. Se não fosse um aluno estar junto a mim e tivesse  sustentado a sua queda total, teria, certamente, ocorrido uma  tragédia. Chamei funcionários e um elemento da Direção da escola para  testemunharem a ocorrência e foram necessárias quatro pessoas para  voltar a colocar a porta nos encaixes. Como no momento, e com o susto,  nada parecia ter-me magoado, continuei a dar aulas até às 18:30h.

Já no carro, durante o trajeto de Setúbal para Almada, comecei a  sentir tonturas, dores no lado direito do corpo; um formigueiro e  dores na cabeça, vista, ouvido e pescoço, pelo que me dirigi às  urgências do Hospital Garcia de Orta, na área da minha residência.

Permaneci durante seis horas nas urgências, onde me foram realizados  exames, nomeadamente uma TAC e diversos RX que diagnosticaram um  traumatismo craneano sem lesões internas graves e hematomas na cabeça.

O resto do corpo apenas está dorido e com nódoas negras (face, braço e  anca). Contudo, e sem "pieguices" (como diria o nosso Passos), eu  poderia ter morrido, se a queda da porta não tivesse sido apaziguada.

E se caísse em cima de um aluno e o matasse? A responsabilidade;  negligência; leviandade; processo disciplinar e, quiça, despedimento  por justa causa seriam imputados a quem? Ao professor. Todos lavariam  as mãos qual Pilates... Quem me indeminiza pelos danos de saúde de que  padeço há três anos por ter ido parar a esta escola por um engano,  omissão, incompetência...? O que irá acontecer a estes alunos que já  cometeram inúmeras infrações graves e continuam nas escolas como se  nada fosse? Sim, é que o IFP que, supostamente, "acolhia" estes alunos  não os aguentam e estão a enviá-los para as escolas novamente...

Surreal; irónico; subversivo.... não acham??

  Gostaria que o meu caso fosse divulgado, não por ser mais um, mas por  ter podido ser mais um, isto é, daqueles que são omissos por medo de  represálias de vária ordem e/ou proveniência. Para além disso, segundo  o MEC, os alunos, agora, após o Novo Estatuto do Aluno, têm, na  teoria, punições graves. Contudo, na prática, e se forem menores,  cometem delitos que põem em risco a integridade física e moral dos  seus pares, assobiando impunemente, como se nada se passasse, uma vez  que não têm a mínima consciência da consequência dos atos que cometem,  mas sabem, porém, que nada lhes acontece de efetivo. Nem os pais nem  os alunos são responsabilizados pelos danos humanos e materiais que  despoletam e as escolas e respetivas direções veem-se de mãos atadas,  perante leis algo perversas. Como é que um Diretor pode penalizar um  aluno como ele merece e de acordo com o delito que comete, sabendo  que, muitas das vezes, a família sobrervive "à conta" do rendimento de  inserção se o menino não prevaricar? O que pode fazer um professor  perante um caso "banal" destes? O que pode fazer a Direção de uma  escola? O que pode fazer o MEC? O que pode fazer a sociedade? O que  (se) pode fazer (de) Portugal? Come-se e cala-se com medo? Enterra-se  a cabeça na areia e assobia-se para o lado, enquanto não for connosco  e é com o colega? Espera-se que morra alguém a quem se tecerá  hipócritas elogios na hora da partida? Por que motivo oiço todos os  professores a queixarem-se no fundo das suas olheiras, diariamente, de  tudo e todos, que se arrastam literalmente por não aguentarem mais a  exaustão, a (o)pressão e o medinho, mas no momento de dar a cara, de  falar, de confrontar, de estender a mão a um colega, se encolhem,  efiando a cabeça no seu umbigo cobarde e individualista, como quem  pensa "não é nada comigo; o melhor é não me misturar...". Até, um dia,  lhe tocar a si ou aos seus. A desunião e o medo não fazem a força. A  cobardia não deverá ser o nosso lema. O país e a sua soberania  dependem de um ensino e de uma educação, onde se estejae seja tratado  com dignidade para que o brio e a motivação por dar/fazer mais e  melhor venham ao de cima. É o lema de muitas empresas, até já em  Portugal, note-se com estranheza...

  Este é mais um desabafo de uma professora maltratada, que faz 80  quilómetros para ir trabalhar, gastando cerca de 250 euros/mês em  gasóleo e portagens, sem quaisquer ajudas de custo, como tantos que  tanto se queixam e, no entanto, as auferem; a quem retiraram cerca de  200 euros para acertos, no mês de fevereiro; que está congelada (a  todos os níveis) há cerca de 8 anos; que vê contratados a serem  colocados como efetivos, passando à frente dos seus 20 anos de  serviço, porque o MEC decidiu oferecer mais um presente envenenado a  600 contratados, atirando areia para os olhos de todos, e passando, ou  melhor, tentando passar, um atestado de debilidade mental aos  professores e cidadãos portugueses, subestimado a sua inteligência. E  os professores de quadro que estão há anos longe de casa e das suas  famílias, gastando o que já não têm: saúde; esperança e dinheiro??

Resta a frustração e ir trabalhar com dores; malas com rodinhas; com  depressões ou cancros. Também, quantos mais morrerem melhor, certo??

  Não vou cantar a Grândola Vila Morena, porque não estou em condições  físicas para o fazer, mas conto com a divulgação deste texto ou caso  (como melhor entenderem fazer), visto serem uma entidade respeitadora  da liberdade de expressão dos portugueses e que, indubitavelmente,  lhes servem um excelemnte serviço público.

publicado por J.Ferreira às 12:42

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