Até que o Teclado se Rompa!
"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." (Martin Luther King)

04 Janeiro 2010

Ao mesmo tempo que Mário Crespo chama os bois pelo nome, e tenta colocar  o dedo na ferida entrevistando personalidades como Medina Carreira, cujo valor e experiência são inquestionáveis, outros jornalistas não passam de meras marionetas do poder. Estão ao serviço do governo ou da implementação de certas medidas governamentais. A título ou a troco de quê? Quem sabe? Será que o escândalo que se descobriu da segregação feita pelo Governo no que respeita à atribuição ou escolha dos media para a Publicidade Governamental trem algo a ver com isto? Não sabemos. Mas que é estranho, lá isso é!...

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Passamos a explicar / justificar, pois, os motivos desta nossa dúvida e indignação.

 

Quando tanto se fala na necessidade de avaliar os professores, de restringir a qualificação de "Excelente", parece-nos uma aberração constatar que a edição on-line do Jornal "O Público" seja gerida de uma forma tão antidemocrática. Deveriam ter vergonha! Das duas uma: ou são os informáticos que gerem a página dos comentários de O Público On-line, que são uns incompetentes, ou são os jornalistas que estão a fazer o frete à Ministra da Educação. Qual das respostas será, não sabemos. Mas não vemos uma terceira, a não ser que algum hacker tenha atacado os comentários de "O Público"...!

 

Com efeito, basta analisar o conteúdo dos comentários que se mantêm na página on-line para perceber a tendência política e a filosofia dos dirigentes. É incrível como, os comentários esclarecedores da opinião pública (efectuados por leitores que tentam explicar o que está em causa!) repondo a verdade sobre o montanha de mentiras que prolieram sistematicamente nos comentários da notícia, são todos, selectivamente eliminados. Porém, os que se baseiam na mentira (quando não mesmo na calúnia!) continuam publicados. Assistimos, pois, à sistemática e selectiva eliminação dos comentários favoráveis à posição dos professores, que continuam a ser vítimas dos ataques sistemáticos. Como conseguem permanecer on-line?

Assim, o Público coloca-se ao lado dos comentadores, que lançam um massacre sem precedentes (um autêntico "grupocídio") de que está a ser alvo o grupo profissional dos professores, ao permitir que apenas os que nos atacam permaneçam publicados. Os restantes, eliminam-nos! É uma vergonha Nacional.

 

Afinal, a comunicação social que deveria ser isenta está ao serviço do governo. E não se importam de repetir uma mentira 3 ou 4 vezes. É incrível como um vasto conunto de comentários esclarecewdores dos motivos que levam os professores para a luta, foram estratégica e sistematicamenre eliminados, ao mesmo tempo que se mantêm, mesmo que repetidos, os comentários que são favoráveis à posição do Ministério.

Será que já não há jornalismo sério?

Estaremos a precisar de um novo "25 de Abril"?

Será que se está a instalar uma Ditadura Silenciosa?

publicado por J.Ferreira às 10:32

18 Julho 2009

Afinal onde vivemos?

Parece que há matéria mais que suficiente, por esse país abaixo, para editar uma nova série de animação para entreter este país. E até lhe antecipamos um possível nome: "Sócrates e Seus Amigos no País das Mentiras"...

 

 

 

Ministério da Educação MENTIU aos professores ... e ao país!

 

Mário Nogueira, dirigente da Fenprof, sem papas na língua escreveu "o Ministério da Educação mentiu aos professores e educadores, aos seus Sindicatos, aos deputados da Assembleia da República, ao país!"

E acusa, peremptoriamente, e com razão: "O ME mantém em vigor a avaliação que a quase totalidade dos docentes contestou na rua, a que todas as organizações sindicais de docentes se opuseram, que toda a oposição parlamentar e alguns deputados do PS pretenderam suspender, que mais de duas centenas de conselhos executivos exigiu que fosse suspensa, que o conselho das escolas aprovou que se suspendesse, que o Primeiro-Ministro, em recente entrevista televisiva, reconheceu ter sido um erro do governo. Mais uma vez, contra tudo e contra todos, o ME decidiu impor a sua vontade e deixar tudo na mesma!"

Os factos são demasiado evidentes e provam a veracidade da acusação de Mário nogueira. Com efeito, em 12 de Junho de 2009, "em reunião realizada no ME, a FENPROF protestou por, em meados de Junho, não se ter iniciado a revisão do modelo de avaliação e nem se sequer serem conhecidas, ainda, as propostas do ME. Este informou, então, que, dado o atraso existente com o relatório da OCDE, possivelmente a revisão do modelo de avaliação não poderia ter em conta as suas recomendações, mas apenas as do CCAP;"

Por sua vez, a FNE não deixa passar em claro a falta de ética deste Ministério que apenas demonstra a ala incompetência e enorme incapacidade negocial. Por isso, João Dias da Silva, Secretário geral da FNE aponta caminhos a seguir na luta dos professores dizendo categoricamente que "a FNE exige ao Ministério da Educação que tenha em conta as propostas desta federação, uma vez que o relatório da OCDE vem de encontro a algumas medidas por nós entregues" não perdendo a oportunidade de apontar para as conclusões de um relatório que "isola, ainda mais, a titular da pasta da Educação no que diz respeito a um modelo de avaliação que tentou impor aos professores e educadores portugueses.

 

O maior problema deste governo é que, tem como Ministra da Educação, uma senhora que é tão incompetente que nem competência tem para se dar conta de que é incompetente! E, para além disso, ainda é SURDA! Teve oportunidade de corrigir as INJUSTIÇAS COLOSSAIS QUE FEZ COM AS NOVAS E ABSURDAS REGRAS DOS CONCURSOS. Mas não o fez. Deturpou tudo quanto eram regras de antiguidade, colocou professores a longos quilómetros de casa com maior qualificação profissional que outros que ficaram ao lado de suas casas. Impediu aqueles a quem chamou de "os melhores" de aproximarem das suas residências impedindo-os de concorrer... Fez de tudo um pouco para desmotivar os seus soldados... É claro que NUNCA MAIS será capaz de obter deles a energia necessária para a verdadeira luta que fazia falta empreender nas escolas: Não fazia falta nenhuma colocar professores contra professores nem tão pouco pais contra professores. A escola vivia em PAZ... Nas escolas respirava-se vontade de trabalhar por uma MELHOR EDUCAÇÃO DOS JOVENS, pela construção de uma sociedade mais justa mais solidária. Mas a Ministra não queria que fosse assim. Os professores estavam unidos em torno de projectos educativos, tinham abraçado a autonomia que os socialistas de António Guterres quiseram dar às escolas como meio de mobilizar forças, vontades, energias para uma mudança profunda da Educação em Portugal. Mas a Ministra Maria de Lurdes Rodrigues decidiu apagar tudo isto do mapa da Educação e das Escolas. E inventou problemas onde eles nunca existiram. E, logo que entrou no ministério, a primeira coisa que tentou fazer foi dividir os professores. Dividir para reinar. Para isso, sabia que teria de mentir ao país. Mas isso pouco importa. Esta gente pensa que uma mentira repetida se transforma numa verdade. E mentiu, mentiu, mentiu... Sobre as escolas, sobre os professores, sobre a cooperação, sobre as faltas...

E inventou um pseudo-concurso ABSURDO que colocou como Titulares muitos dos professores menos competentes. E deixou de fora imensa gente cheia de iniciativa e de profissionalismo... só porque não tinham o tempo de serviço que ela determinou como aquele que dá competência. E, como na tropa, ergue as suas divisas de general e determina que ""a velhice é um posto"! Assim, exige 18 anos de serviço (por muito mau que tenha sido, pouco importa!) como se o tempo de serviço fosse sinónimo de competência. Depois, disse que iria valorizar o trabalho directo com os alunos mas foi aos elementos dos Conselhos Executivos e aos Directores dos Centros de Formação que atribuiu o maior número de pontos para o concurso. Isto como se "fazer umas contas" ou "preparar uns dossiers" todos os meses permitisse aumentar a competência de ensino ou fosse considerado "trabalho directo" (palavras da ministra!) com os alunos! E, muito mais grave, às funções várias desempenhadas pelos professores que serviam o Ensino Português no Estrangeiro nem as teve em conta: (se é que as conhecia!) tendo ficado todos com ZERO PONTOS.

Depois, tivemos que assistir à trapalhada ou palhaçada socialista que se viu com a Nova Alteração ao Sistema de Autonomia e Gestão criada pelos Socialistas de António Guterres. Sim. Sim... !   Foram os socialistas que o fizeram e que o alteraram sucessivamente até que chegamos ao ponto de  a Gestão das Escolas passar a ser atractiva para os caciques e, num curto prazo, permitir a colocação dos socialistas e membros do partido a governar as escolas. Afinal, com mais 750 euros no salário, a direcção das escolas começa a ser um pólo atractivo para os boys dos governos.

E foi assim que as escolas, outrora sem dinheiro para nada, deixaram de estar imunes à corrupção. As escolas deixaram de ser um dos poucos ou únicos redutos que não eram atraentes aos políticos pois não dava dinheiro: só trabalho. Agora, passaram a dar visibilidade política e social, os cargos de Directores e outros passaram a ser bem remunerados e estes lugares, que nunca tinham sido atraentes para os "boys" dos partidos passaram a ser apelativos. Onde havia um interesse comum, passou a haver divisão . Instalou-se a guerra e a corrida aos cargos. Onde havia cooperação passou a haver divisão... pressão, insatisfação, perseguição... De lugar de Educação passou a lugar de disputas e guerras entre pares. Veja-se o que se passa na luta partidária e reflictamos sobre o que há bem pouco tempo os políticos  nos presentearam no parlamento: "um rico par de corninhos no ar".

Bem pelo contrário... Fazia falta, sim... Fazia falta uma luta séria e empenho real CONTRA O FRACASSO ESCOLAR... Fazia falta um investimento em mais e melhores recursos humanos... Fazia falta colocar especialistas de apoio individual a crianças com NEE e a crianças com dificuldades de aprendizagem cuja origem estava claramente no meio sócio-económico e familiar dos alunos. Mas não! Este governo preferiu inventar as NOVAS OPORTUNIDADES para aqueles que não as quiseram aproveitar no seu devido tempo. E "regalou-lhes" diplomas que a sociedade desvaloriza e não reconhece... Uma vergonha monumental...

FAZIA FALTA (isso sim...!) LUTAR AO LADO DOS PROFESSORES CONTRA O TRABALHO INFANTIL mas este DESGOVERNO preferiu penalizar os professores pelos alunos que faltam ou abandonam a escola. Sabemos que há pais e empresários que exploram os alunos e os obrigam  a faltar ou a abandonar a escola. Pois bem:  Em vez de fazer as reformas COM OS PROFESSORES preferiu fazer reformas CONTRA OS PROFESSORES.

Por isso afirmamos que, tal como outros notáveis portugueses, também esta ministra sofreu de uma tremenda "cegueira auditiva", incurável porque nunca se preocupou a dar ouvidos às receitas que lhe eram apresentadas, oriundas dos mais diversos quadrantes. Assim, preferia fazer que ouvia, passar a ideia à sociedade de que estava a dialogar e negociar mas, realmente, nunca ouviu ninguém. Por isso, num dia dizia uma coisa e no dia seguinte apresentava uma proposta totalmente contrária ao que tinha afirmado.

Na verdade, a forma de estar dos responsáveis deste Ministério corresponde exactamente ao ensinamento expresso na seguinte frase:

Podemos enganar muita gente durante algum tempo... Podemos até enganar alguns durante muito tempo... Mas não é possível enganarmos a todos durante todo o tempo!

E isto passou-se com a continuidade dos professores na escola, com as provas de recuperação dos alunos, com a passagem automática dos alunos (dada a complexidade do processo que poderá levar à retenção de qualquer aluno que seja, avaliação independente do comportamento demonstrado nas aulas, etc... Enfim. Tivemos uma Ministra durante 4 anos que, não sendo surda fisicamente, demonstrou-o ser intelectualmente.

Porém, se é verdade que há alguns tipos de surdez que não têm remédio, a surdez do Ministério tem cura: e o remédio chama-se "Eleições Legislativas". Que os professores, familiares e demais cidadãos que se interessam de facto pela PAZ nas escolas, pela JUSTIÇA entre os professore, que acreditam nas vantagens da COLABORAÇÃO e COOPERAÇÃO contra o individualismo propagandeado para que cada um tente chegar a ser "o melhor" com ganhos para os cofres do Estado (é certo!) mas com perdas para a qualidade das aprendizagens dos alunos (sem qualquer dúvida!), se lembrem no acto de votar. Por nós temos bem claro. Votaremos à Esquerda ou à Direita... mas NUNCA neste PS...

Não restam dúvidas. Estes governantes são como os donos do TITANIC. Podem ir contra o Iceberg, mas isso pouco lhes importa. O lugar num salva-vidas (reforma, subvenção vitalícia, lugares garantidos nas grandes empresas... etc..) está assegurado. Os demais, que se cuidem... Por isso estamos convictos de que este PS está desnorteado. Já não sabe o que fazer com o TITANIC. Este (Des)Governo colocou o navio na rota do ICEBERG (está cego e não tem capacidade de ver mais além, mais longe do que o imediatismo de uma campanha televisiva distribuindo “Magalhães” a meninos pobres!) e a uma velocidade tal que não há forma de desviar do iceberg (abismo económico!). Por isso, chegamos mesmo a crer que já não têm interesse em cruzar o Oceano com este navio. Antes se preparam para saltar para o primeiro salva-vidas antes que seja tarde... E o primeiro salva-vidas de muitos destes governantes (a quem a História fará seguramente justiça!) aproxima-se a passos largos: eleições legislativas...

Já agora perguntamos:

Será que os "corninhos" de Manuel Pinho no Parlamento não foram uma estratégia premeditada para se escapar e mandar o governo à fava (como António Guterres!) partindo de imediato para aquilo que os governantes sempre consideram ter direito: as merecidas férias de Verão (claro, com os bolsinhos garantidamente cheios!)?

publicado por J.Ferreira às 01:38

02 Julho 2009

Ministra Teve e Ouvir e Engolir em Seco


Relatório OCDE arrasa Decreto Regulamentar2/2OO8 sobre Avaliação Professores.

 

 

Foi recentemente divulgado o Relatório da OCDE sobre a avaliação de desempenho docente.

E, as conclusões nele expressas deixam muito mal não só este Governo como outros Governos Socialistas e a respectiva Ministra da Educação.

 

Há pouco tempo atrás, um relatório da OCDE veio criticar o Governo português defendendo a necessidade de alteração no sistema de avaliação dos professores em Portugal. Com efeito, a OCDE critica a associação entre os resultados dos alunos e a avaliação de desempenho dos docentes bem como a avaliação feita por pares com consequências na progressão da carreira. Ora, essas são as duas características centrais do modelo imposto pelo decreto regulamentar 2/2OO8 e que mais contestação provocaram entre os professores. O decreto regulamentar I-N2OO9, que impôs a versão simplex, também não sai incólume do estudo da OCDE, uma vez que o relatório manifesta uma clara oposição a uma avaliação de desempenho de tipo quantitativa e com consequências para a progressão na carreira seja feita pelos directores e colegas a quem foram atribuídas funções de avaliação.

Nas recomendações, o Relatório da OCDE aponta para a necessidade de haver uma avaliação de tipo qualitativo e meramente formativa, feita pelos directores, e uma avaliação com incidência na progressão na carreira docente, feita por elementos exteriores à escola e sem qualquer relação funcional com os docentes avaliados.

A OCDE aconselha que os avaliadores externos sejam especialistas certificados em avaliação de desempenho e que adoptem critérios uniformes para todas as escolas do país.

 

A FNE reagiu ao Relatório da OCDE pela voz de João Dias da Silva, que afirmou o total isolamento da ministra da educação e a necessidade de construir um novo modelo que não padeça dos males apontados no estudo da OCDE. João Dias da Silva acrescentou que, em matéria de avaliação de desempenho, foram dois anos completamente perdidos graças à teimosia da ministra da educação. Interrogada pelos jornalistas à saída da sessão de apresentação do Relatório da OCDE, a ministra limitou-se a afirmar que não era tempo de tomar decisões.

publicado por J.Ferreira às 17:14

05 Abril 2009

 

Apoiamos, inequivocamente, a iniciativa levada a cabo pelo presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Darque, Viana do Castelo.


De acordo com O Público, este cidadão que, nos termos da Constituição da República Portuguesa "lançou esta semana uma petição por alterações legislativas que responsabilizem efectivamente" os pais nos casos de absentismo, abandono e indisciplina escolar”. (Para ver ou assinar a Petição? Clique aqui!)

 

Não é de menor importância o facto de tal petição ser proveniente de um professor. Com efeito, até agora os professores têm-se remetido ao silêncio sobre o abismo para que os políticos estão a conduzir as escolas. Ora, muito embora não tenhamos dúvida de que muitos cidadãos que se julgam “mais iguais do que os outros” desejariam que os direitos de cidadania não fossem reconhecidos aos professores ou que, simplesmente, lhes fossem retirados (de que são exemplos básicos o direito de manifestação, direito de e protesto ou o direito à greve), o  facto de um indivíduo "ser professor" não lhe retira nem minimiza o exercício de qualquer direito. 

Manifestamos aqui a nossa indignação em consequência do  manancial de insultos que são diariamente dirigidos aos professores (porque somos livres, feliz ou infelizmente, de insultar sem que sejamos responsabilizados ou porque são legitimados por uma prática política da destruição da classe docente praticada por este governo!). Com efeito, todos os dias são colocados nos comentários às notícias sobre educação (e, pasme-se o leitor, isto em todos os jornais que, democraticamente ou anarquicamente, tal permitem!) por uma boa camada de cidadãos menos informados (ou propositadamente mal intencionados!) autênticas mentiras e insultos à dignidade de tratamento qeu qualquer cidadão merece!

Na notícia do Público este professor de história refere que "A legislação tem que criar mecanismos administrativos e judiciais, desburocratizados, efectivos e atempados de responsabilização dos pais e encarregados de educação em casos de indisciplina escolar, absentismo e abandono, modificando a lei que consagra o Estatuto do Aluno e outras leis conexas".

 

Sem dúvida! Tal como já havíamos referido em outros textos em que criticámos duramente a Ministra da Educação, é necessário chamar ao banco dos réus os verdadeiros culpados… Não basta encontrar bodes expiatórios e condenar inocentes…

       Nunca os professores penalizaram os alunos por terem faltado à escola, fosse por uma ida ao futebol ou pela vontade de ir ao funeral de um familiar ou de um amigo. Porém, os professores portugueses são os únicos cidadãos deste país (e quem sabe, do mundo!) que, neste estado de direito (que se diz democrático), sofrem penalizações por cumprir uma obrigação humana de levar os seus às última morada. Esta realidade é o resultado da acção de uma ministra incompetente que, seguramente NUNCA RECEBERÁ nenhum convite para que me represente nas exéquias fúnebres de minha mãe porque, infelizmente (ou felizmente para ela!), faleceu ainda no tempo que alguns classificam de "ditadura fascista" (chefiada por Salazar, que contrariamente aos actuais governantes, morreu pobre servindo o país!!!) e não no tempo desta "ditadura democrática" chefiada por Sócrates. Porém, caso não seja alterada esta legislação aberrane, absurda e anti-democrática criada por este (des)Governo de José Sócrates, o Ministério da Educação receberá, seguramente, um TELEGRAMA de minha parte, quando um certo dia (que espero longínquo) chegar, a pedir que me represente nas exéquias fúnebres de meu pai.

Nunca os professores apelaram aos alunos para que acompanhassem o pais que pretendem gozar um fim-de-semana prolongado.

Nunca os professores apelaram aos alunos para que saíssem com os pais para gozarem  umas mini-férias (aproveitando uma promoção a custo reduzido ou do tipo 2 em 1)...

Nunca os professores apelaram aos alunos para que faltassem à Escola só porque o patrão do papá (ou a agência de viagens da mamã!) resolveu fazer uma promoção de viagem à Disneyland...

Nunca os professores apelaram aos alunos para que fossem com os paizinhos a Londres, Liverpool ou Barcelona só para ver jogar o clube de futebol do coração ... 

Mas NAS ESCOLAS HÁ ALUNOS QUE FALTAM POR ESTES MOTIVOS. POR DECISÃO, OPÇÃO, RESPONSABILIDADE EXCLUSIVA DOS PAIS... E nem censuramos os pais que o fazem! É a Mnistra que nos obriga a REVOLTAR contra esta atitude dos pais porque POR ESTUPIDEZ DA MINISTRA, OS PROFESSORES É QUE AGUENTAM COM AS CONSEQUÊNCIAS NA AVALIAÇÃO CULPAS! Por isso, afirmamos também categoricamente que nos recusamos que nos queiram culpabilizar pelas faltas dos alunos!

Ora, se a criança “vai umas semaninhas para fora” faltando às aulas… ou se o pai as leva para a feira “para dar uma mãozinha” ao pai porque a mãe está doente e ele não pode olhar pela tenda sozinho na feira… os professores nada podem fazer. A inspecção do trabalho, essa sim! Mas a esses a Ministra da Educação não controla. Logo, como os inspectores do trabalho não foram capazes de “acabar com o trabalho Infantil”… vai daí, a Ministra decidiu penalizar os Professores na sua avaliação pelo Abandono Escolar… Outro Absurdo…

E, obviamente, se considerarmos as diferenças de rendimentos das famílias dos alunos que frequentam a escola pública e a correspondente diferença de recursos que os alunos têm em casa para a aprendizagem, acrescidas da diferente formação académica dos pais de cada criança (alguns nem ler sabem!) o último absurdo do modelo da Ministra está explicado: Avaliar ops professores tendo em conta os resultados escolares dos alunos! Pobre professor que vai parar a determinados bairros… Será sempre o professor do último lugar do ranking.

Como já em 1999 o afirmáramos em Castelo Branco, numas jornadas pedagógicas transfronteiriças levadas a cabo nessa localidade pela Associação Nacional de Professores “até podemos concordar com aqueles que defendem a avaliação do trabalho dos professores pelos resultados dos alunos desde que, os professores das primeiras escolas do ranking (a que chamamos escolas de luxo!) sejam, obrigatoriamente, colocados no ano seguinte nas últimas escolas do ranking e que demonstrem a sua competência para fazer aprender os alunos de parcos recursos (nas escolas de lixo) e que os obriguem (a esses, alguns professores, que se consideram “a elite” profissional só porque têm alunos como a minha filha com 20 a todas as disciplinas!) a conseguir os mesmos resultados (ou aproximados) que haviam conseguido nas escolas ditas “de elite”!...

Não duvidamos e compreendemos que em certas famílias (naquelas onde a miséria da barriga vazia impera e cujos recursos se destinam a evitar a fome…) ainda persista a máxima dos tempos de meu avô: “o trabalho da criança é pouco mas quem o despreza é louco!”

No entanto, consideramos absurdo que a Ministra nada tenha feito para minimizar a diferença dos recursos dos alunos a não ser fazer as crianças mais pobres, de origem em povos isolados geograficamente, a percorrer imensas distâncias para chegarem à escola, a passarem a maior parte do tempo em percursos casa-escola, em transportes públicos que os fazem chegar a cada cansados e sem vontade de fazer quaisquer trabalhos escolares pois, no dia seguinte, têm de despertar cedo e levantar-se para perderem outro tanto tempo, e novamente, na deslocação casa-escola. E o Governo de José Sócrates vangloria-se de terem acabado com as escolas de menos de 10 alunos! Não. Não encerrou apenas as escolas de menos de 10 alunos! Foi com muitas de mais de 20 alunos! Só sabem encerrar para poupar… Aos alunos venderam um sonho que se torna num pesadelo… os pais adormeceram… Deixaram-se levar pela demagogia, pelo engodo de que as crianças teriam melhores possibilidades se fossem para outras escolas… Só se for ao abrigo das novas oportunidades que se inflacionem as suas notas… caso contrário, perderam. Seguramente que perderam… ganhou o Estado. Deixou de pagar um contador de energia; deixou de pagar uma assinatura telefónica; deixou de pagar a água; deixou de pagar o aquecimento; deixou de pagar um professor; deixou de pagar a uma empregada de limpeza, etc, etc, etc, para cada uma das 2500 escolas que encerrou.

E ainda não houve nenhuma criança que fosse vítima de rapto… de abusos, de acidente de transporte para que os pais venham de novo exigir a reabertura da escola… Só encaixou dinheiro nos cofres do Estado. Aliás, as medidas que tomou foram todas no sentido de encaixar dinheiro. Corajoso seria melhorar os recursos das povoações para atrair alunos para as escolas das localidades menos povoadas. MAS nada!

 Entretanto, os filhos das classes mais favorecidas …

ESTA MINISTRA DA EDUCAÇÃO pretende impor aos professores UM SISTEMA DE AVALIAÇÃO FUNDAMETDO EM CRITÉRIOS QUE OS PROFESSORES NÃO CONTROLAM... Trata-se de um sistema de avaliação de  professores que APENAS CULPABILIZA OS PROFESSORES pelas faltas dos filhos dos portugueses de que (desde que as crianças não se encontram doentes, obviamente!) os pais são os únicos responsáveis. Mas, a teimosia da Ministra da Educação vai ainda mais longe! Num Estado de Direito Democrático, ninguém pode ser condenado por culpas que não lhe possam ser imputadas. Ora, qualquer cidadão esclarecido (que se digne de se considerar como tal) reconhece que este argumento é o bastante para que os professores tenham razão ao contestar o absurdo e injusto Modelo de Avaliação Docente que teimosamente a Ministra pretende impor. Com efeito, O MODELO DA MINISTRA VOLTA A CULPAR OS PROFESSORES por causa do abandono escolar quando esta missão deve ser da responsabilidade da Inspecção do Trabalho e não dos professores.

Ora, este assunto é demasiado sério para ser tratado como anedota. Já imaginaram? Para fazer cumprir a lei e alcançar a diminuição do absentismo e do abandono escolar considerados como critérios para se ser bom profissional no Modelo de Avaliação Docente que o ministério pretende impor, só resta aos professores transformar este país num “farwest”, pegando em pistolas e percorrendo as ruas à procura de quem falta à escola, entrar nas fábricas ou ir pelos campos à procura dos alunos que estejam a trabalhar em vez de irem para a escola… Mas ainda que a transformação do país num “farwest” fosse o objectivo do governo, os professores que fossem à procura dos alunos, estariam a faltar à escola, e como tal, seriam avaliados negativamente!

Com uma Ministra INCOMPETENTE (e uma Equipa no Ministério da Educação a condizer) Portugal nunca mais encontrará o Caminho do Sucesso... E, enquanto se mantiverem estes timoneiros incompetentes a comandar o Ministério, podem ter a certeza os pais que a EDUCAÇÃO em Portugal (e o que espera os jovens deste país) não será muito diferente do destino que teve a maioria dos tripulantes do TITANIC:  NAUFRÁGIO GARANTIDO! 

publicado por J.Ferreira às 10:04

17 Março 2009

 

A evolução da Língua Portuguesa na "Era Socialista" passou a ser feita através de uma nova metamorfose. Até aqui, explicávamos a evolução da Lingua partindo do Latim até ao Português. Na "Era Socialista", passaremos a explicar aos alunos como a Língua Portuguesa evoluiu do "Latim" ao "Magalhanês". Esta evolução enquadra-se numa perspectiva de reconhecimento deq ue qualquer analfabeto poderia ser engenheiro. É a forma de reconhecimento do saber que Sócrates implementou com ao Programa "Novas Oportunidades" dissemina e prolifera como um vírus sem descontrolado... São as formas de ascensão no saber bem características da filosofia que sustente a democratização dos diplomas. Para este Partido Socialista (em que qualquer  cidadão, mesmo que tenha tido fracasso escolar sucessivo pode vir a ser "Doutor"!..

 

Com a "Era Socialista" no poder, seja pelos escritos produzidos pela Directora Regional de Educação do Norte (DREN) seja pelos Programas contidos no Magalhães (o computador falsamente apresentado pelos Socialistas que governam como Genuinamente Português!), a Língua Portuguesa poderá ser caracterizada  como o resultado de uma evolução em 3 etapas:

 

Latim: Errare humanum est

Português: Errar é Humano

Magalhanês: Herrar é o Mano

 

Parece mesmo um filme... e estará em exibição em todas as casas do país… num qualquer computador “MAGALHÃES”... bem perto de Si!   É caso para desabafar: Pobre Língua de Camões! Que te havería de acontecer ... Tão maltratada que és por estes novos  Socialistas.  E tenta o governo dizer ao Povo que há problemas na Escola e que tem de ser feito um esforço para melhorar o Ensino... ! Os professores que aguentem... O que vale é que os professores são persistentes e sabem, ou melhor, esperam (para o bem do ensino dos jovens de Portugal) que esta fase socialista é passageira! Os eleitores (pais e familiares dos primeiros utentes da Escola!) que abram os olhos...

 

Nós apenas dizemos ao Governo: "Por favor…! Poupem-nos a mais desgraças…  Para nos envergonharem no estrangeiro, já nos basta a ver a forma como os Chefes dos países da Europa se riam ao ouvir falar  Inglês o nosso Primeiro Ministro (engenheiro!) José Sócrates.

 

 

Ai, Sócrates… Quanta falta te fazia que tivesses conhecimento das célebres frases de Groucho Marx, actor americano (1890 a 1977): "É melhor ficar calado e passar por ignorante que abrir a boca e dissipar quaisquer dúvidas"!

 

Como diria o Zé Povinho: Ah, pobre Sócrates, nem às solas do Barroso chegas!

 

Agora, com um esforço de imaginação já estou a ver como os "Gato Fedorento" tratariam, humoristicamente, deste tema:

Numa grande Homenagem a Fernão de Magalhães, José Sócrates apresentou ao país o primeiro computador genuinamente português! (Bem... o primeiro, quer dizer... o primeiro... a ter escrita em magalhanês!... É que por esse mundo fora, há mais uns 4 ou 5 iguais e... Sr. primeiro Mnistro... há mais de um ano! Então os senhores do plano Tecnológico Inovador nem sabem o que existe por esse mundo? Está bem... Está bem... Até podem passar mentiras a uma grande parte de portugueses porque como ainda nem lhes chegou a casa o "Magalhães" não podem dar uma voltinha pelo mundo virtual e descobrir um REAL MENTIRA! Mas enfim... vamos lá dar um puntinho ao Sr. Ministro. Ele até estava de boa fé... Só que não sabia, como do costume, do ques está a falar porque anda muito mal informado... Pobre... Nem tem culpa... O Plano Tecnológico ainda nem chegou a S. Bento... Aliás, este Magalhães é original... quanto mais não seja, porque é o único em cor azul...  Bem e apresenta software escrito em "Magalhanês"... Resumindo: mudou a cor da bolsa e fez o que nunca ninguém tinha ainda feito: escrever em Magalhanês… Vá lá…! O Primeiro-Ministro bem poderia brindar as criancinhas com um produto cor-de-rosa! Ou pelo menos, para as meninas, não acham?!…”

  

Englobado na grande e inovadora iniciativa do Plano Tecnológico o (DES)governo de José Sócrates continua a trabalhar arduamente na sua grande aposta: “Educação A Caminho do Abismo”! Em breve, todas as crianças, jovens e adultos, (governantes do futuro) com ajuda do inovador e genuinamente português preparados para falar o novo idioma oficial de Portugal: o "Magalhanês". Assim, ficaremos seguramente, mais afastados do Brasil”

 

*   Herrar é... O Mano 

*  "Cada automóvel só pode mover horizontalmente ou verticalmente. Tu  deves ganhar espaço para permitir ao carro vermelho de sair pelo portão à direita." 

*  "O Tux escondeu algumas coisas. Encontra-las na boa ordem." 

*  "Carrega nos elementos até pensares que encontras-te a boa resposta.  (...) Nos níveis mais baixos, o Tux indica-te onde encontras-te uma  boa cor marcando o elemento com um ponto preto. Podes utilizar o botão  direito do rato para mudar as cores no sentido contrario." 

*  "Dirije o guindaste e copía o modelo." 

*  "Abaixo da grua, vai achar quatro setas que te permitem de mexer os  elementos." 

* Nota: instruções para o jogo sudoku: "O objectivo do quebra-cabeças é de entrar cifres entre 1 e 9 em  cada quadrado da grelha, frequentemente grelhas de 9x9 que contéem  grelhas de 3x3 (chamadas 'zonas'), começando com alguns números já  metidos (os 'dados'). Cada linha, coluna, e zona só pode ter uma vez  um símbolo ou cifre igual." 

*  "Carrega em qualquer elemento que tem uma zona livre ao lado dele.  Ele vai ir para ela." 

*  "Enfia a bola no buraco preto á direita." 

*  "Com o teclado, escreve o número de pontos que vês nos dados que caêm." 

*  "O objectivo do jogo é de capturar  Ao princípio do jogo 4 sementes são metidas em cada casa. O jogadores  movem as sementes por vês. A cada torno, um jogador escolhe uma das 6  casas que controla. (...) Se a última semente também fês um total de 2  ou 3 numa casa do adversário, as sementes também são capturadas, e  assim de seguida. No entanto, se um movimento permite de capturar  todas as sementes do adversário, a captura é anulada (...). Este  interdito é ligado a uma ideia mais geral, os jogadores devem sempre  permitir ao adversário de continuar a jogar." 

*  "Aceder ás actividades de descoberta."  

*  "Pega as imagens na esquerda e mete-las nos pontos vermelhos." 

*  "Carrega e puxa os elementos para organizar a historia."  (nota: "historia" é repetidamente escrito sem acento) 

*  "Saber contar básicamente." 

*  "Move os elementos da esquerda para o bom sitio na tabela de entrada  dupla." 

*  "Puxa e Larga as peças no bom sitio."  (nota: "sitio" nunca é escrito com acento) 

*  "Com o teclado, escreve o número de pontos que vês nos dados que caêm." 

*  "Primeiro, organiza bem os elementos para poder contar-los (...)." 

*  "Carrega no chapéu para o abrires ou fechares. Debaixo do chapéu,  quantas estrelas consegues ver a moverem? Conta attentamente. Carrega  na zona em baixo à direita para meter a tua resposta." 

*  "Treina a subtracção com um jogo giro. Saber mover o rato, ler  números e subtrair-los até 10 para o primeiro nível." 

*  "Quando acabas-te, carrega no botão OK ou na tecla Entrada." 

*  "Conta quantos elementos estão debaixo do chapéu mágico depois que  alguns tenham saído." 

*  "Olha para o mágico, ele indica quantas estrelas estão debaixo do  seu chapéu mágico. Depois, carrega no chapéu para o abrir. Algumas  estrelas fogem. Carrega outra vês no chapéu para o fechares. Deves  contar quantas ainda estão debaixo do chapéu." 

*  "Lê as instruções que te dão a zona em que está o número a  adivinhar. Escreve o número na caixa azul em cima. Tux diz-te se o  número é maior ou mais pequeno. Escreve então outro número. A  distância entre o Tux e a saída à direita representa quanto longe  estás do bom número. Se o Tux estiver acima ou abaixo da saída, quer  dizer que o teu número é superior ou inferior ao bom número." 

*  "Tens a certeza que queres saír?" 

*  "Aprende a escrever texto num processador. Este processador é  especial em que obriga o uso de estilos (...)" 

*  "Neste processador podes escrever o texto que quiseres, gravar-lo e  continuar-lo mais tarde. Podes estilizar o teu texto utilizando os  botões à esquerda. Os quatro primeiros permitem a escolha do estilo da  linha em que está o cursor. Os 2 outros com múltiplas escolhas  permitem de escolher tipos de documentos e temas coloridos  pré-definidos." 

*  "Envia a bola nas redes" 

*  "É preciso saber manipular e carregar nos botões do rato fácilmente." 

*  "O objectivo é só de descobrir como se podem criar desenhos bonitos  com formas básicas (...)." 

*  "O objectivo é de fabricar um forma dada com sete peças." 

*  "Quando o tangram for dito frequentemente ser antigo, sua existência  foi somente verificada em 1800."  (nota: explicação do tangram, um quebra-cabeças tradicional chinês) 

*  "Mexe as peças puxando-las. Carrega o botão direito nelas para as  virar. Selecciona uma peça e roda à volta dela para a rodar. Quando a  peça pedida estiver feita, o computador vai reconhecer-la (...)." 

*  "Reproduz na zona vazia a mesma torre que a que está na direita." 

*  "Reproduzir a torre na direita no espaço vazio na esquerda." 

*  "Puxa e Larga uma peça por vês, de uma pilha a outra, para  reproduzir a torre na direita no espaço vazio na esquerda." 

*  "Move a pilha inteira para o bico direito, um disco de cada  vês."(nota: as quatro últimas frases são as instruções dos jogos  "Torres de Hanoi" e Torres de Hanoi simplificadas" - "Hanoi" sem  acento no "o") 

*  "Torno dos brancos"  (nota: a vez de jogar das peças brancas num jogo de xadrez) 

*  "Joga o joga de estratégia Oware contra o Tux."    

 

Como podem estes governantes Socialistas colocar em causa a competência dos professores? Será que ninguém no Ministério teve o bom-senso de “dar uma olhadela” aos programas do Magalhães antes de os comercializar, antes de “obrigarem” os professores a “vender” aos pais esta porcaria?

Sem palavras… 

É caso para perguntar: "Para onde vai a Língua  Portuguesa? Já não bastava terem assinado um acordo luso-brasileiro (lusobrasileiro?!) para que a Língua seja mais um conjunto de complicações?  O Governo Português promove e patrocina a disseminação de uma nova variante: o "magalhanês"?

publicado por J.Ferreira às 12:14

05 Fevereiro 2009

 

Um Anónimo (Sim Anónimo, porque neste país identificar-se como Professor seria meio caminho andado para ser imediatamente insultado de “preguiçoso” ou de “incompetente”!) comentou no blog "Movimento dos Professores Revoltados", em jeito de desabafo, o seu desencanto demonstrando bem os efeitos preversos de um Sistema de Avaliação que pretendem implementar baseado num Falso Reconhecimneto do Mérito:

 

PROFESSOR ANÓNIMO ESCREVEU:

Currriculum vitae gratuito de um Professor em Tempos Livres

Com todo o tempo livre, dei liberdade a um percurso profissional, que escolhi por livre vontade, enquanto professor, a saber, profissional da Educação, um labor intelectual dedicado ao ensino-aprendizagem. Foi assim, que durante 20 anos de trabalho não lectivo vaguei por ai à procura de mim mesmo enquanto profissional, muitas vezes ausente da escola, mas sempre ao serviço (tal como me ensinou João de Deus: “à procura de me tornar cada vez melhor Professor”). Fiz o que me pareceu essencial, para me valorizar enquanto pessoa e enquanto profissional. Por isso registo, com mágoa e algum arrependimento (uma vez que não foi reconhecido) todo o tempo que estive ausente da Escola e/ou em tempo não lectivo a desenvolver as seguintes actividades:


(Curriculum Laboral Gratuito)

- Nos tempos livres, realizei reuniões com Pais e Encarregados de Educação, depois das aulas, em tempos que possibilitassem a presença dos Pais, normalmente depois das minhas aulas e em Horários compatíveis com os Horários laborais dos Pais;

- Nos tempos livres, organizei mil e uma Visitas de Estudo, assumindo a responsabilidade pelos filhos de muitos Encarregados de Educação, mesmo sabendo que corria riscos, mesmo muitas vezes adiantando dinheiro a “fundo perdido” para que muitos visitassem Lisboa pela primeira vez, assistissem como espectadores estreantes a peças de Teatro, à Assembleia da República, a Filmes, a Reuniões/Encontros com outros alunos de outras Escolas e a outros e outros lugares que a minha memória já não consegue alcançar;

- Nos tempos livres, inaugurei em conjunto com outros colegas um Clube de Cinema e Vídeo, que à custa de muitos telefonemas e de muitas viagens aqui e ali para angariar fundos, se concretizou com a conquista de um Equipamento de projecção caríssimo, que ficou ao serviço da Escola e dos alunos. Recordo-me de ter vagueado por ai à procura de apoios, junto das Empresas, das Autarquias, muitas das vezes a ouvir: “não”, “não pode ser”, “não é possível”;

- Nos tempos livres, criei um Clube de Filosofia, iniciei o Projecto de Clube da Rádio e fiz parte do Jornal da Escola;

- Nos tempos livres e durante 10 anos organizei, em conjunto com outros colegas intercâmbios com Escolas e Associações de Jovens de mais de cerca de 8 Países da União Europeia, entre eles, a Grécia, a Inglaterra, a França, a Holanda a Hungria, a Suécia, Alemanha, Espanha e Itália. Tudo isto planeado e concretizado em tempos livres, digo, em tempos não lectivos e à minha custa, digo, à custa do meu tempo e de algum do meu dinheiro;

- Nos tempos livres, criei uma Unidade de Apoio (UNIVA) para consulta e aconselhamento Escolar e Profissional, o que foi feito nos meus tempos de Professor livre, sem obrigatoriedade de permanência na escola, muito à custa do meu dinheiro de viatura própria, sempre que se tratou de formalizar todo o Processo;

- Nos tempos livres, fiz a Formação Contínua desejada, mesmo para além das necessidades estipuladas pelos Créditos obrigatórios. Apostei em mim e na Escola, mesmo que para isso, me visse obrigado a deslocar-me longe, muitas vezes sem almoço nem jantar e mesmo quando a família reclamava gastos pessoais e financeiros incomportáveis. Tudo isto em tempo após as aulas, em deslocações sem ajudas de custo, sem ajudas de Fato e nem sequer tolerância de horário;

 

- Ainda consegui gastar 3 anos da minha vida num Curso de Mestrado em Ciências da Educação, que julguei fundamental para o meu desenvolvimento profissional;

- Enquanto Orientador de Estágio, durante 10 anos, coordenei com muitos dos meus colegas, muitas e muitas actividades de âmbito Educativo, interdisciplinar e cultural, que tinha por destinatários os alunos, os pais e a comunidade educativa em geral. Recordo-me do Fórum Estudante; da Filosofia para os Pais, Estética e Actividade Artística, Formação em Avaliação, em Informática, Metodologia de Projecto, Filosofia para crianças, etc, etc. Recordo-me de umas “férias lectivas” de Carnaval passadas na Escola, a passar cabo, a arrumar mesas, a decorar a sala, a providenciar o som... tudo isso a preparar uma Actividade para os alunos e para os Pais. Também deu muito prazer participar na Abertura da Escola ao Domingo (em muitos Domingos, ao longo destes anos), para a apresentação de Trabalhos, Actividades e Projectos; tudo isto, para que a Comunidade Educativa pudesse estar presente a partilhar a vivência da Escola;

- Nos tempos livres, trouxe para a Escola um Curso de Filosofia Para/Com Crianças, inspirado em Lipman e fundei um Clube único em todo o País, em que se aplicavam (e aplicam) técnicas que propiciam aprendizagens nas áreas da Lógica, da Argumentação e da Educação Moral ou Cívica dos Jovens, para níveis de 7º, 8º e 9º Anos de escolaridade;

- Nos tempos livres, integrei um Grupo de Estudos sobre Ética e Deontologia Profissional da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, do qual ainda faço e continuarei a fazer parte se o tempo e a motivação me permitirem;

- Nos tempos livres, fui Formador de Professores, partilhando com outros o que aprendi. Organizei Cursos de Formação, assisti a muitos outros, muitas vezes com espírito de missão e de sacrifício;

- Nos tempos livres, integrei um grupo de carolas que elaborou os Projectos Educativos da Escola, à custa da disponibilidade e da motivação de cada um, à noite, aos Sábados e Domingos;

- Nos tempos livres, planifiquei, reformulei, corrigi testes, fiz montagens, preparei e reflecti avaliações, mesmo que isso tivesse que ser feito ao Sábado, ao Domingo ou num Feriado; mesmo que isso provocasse protestos e más disposições da Família.

- Nos tempos livres, mesmo em horas de sair da Escola permaneci mais tempo para um apoio a um aluno com uma dúvida ou problema pessoal. Como todos os meus colegas, preenchi lacunas sociais e de âmbito familiar, sempre que foi necessária uma palavra amiga, um conselho, uma sugestão ou um grito de solidariedade. Foi com outros professores, o Psicólogo, o Sociólogo, o Amigo e até o Pai suplente, quando o efectivo estava ausente ou indiferente;

- Nos tempos livres, fui uma voz contra a discriminação, contra o racismo, a indiferença, sempre que acolhi as diferenças que fora da Escola são alvo de separatismos e de incompreensão;

- Nos tempos livres, reflecti sobre esta difícil arte de me adaptar ano após ano aos novos alunos, às mudanças legislativas, às mudanças sociais e políticas, às mudanças científicas constantes, às desigualdades que se reflectem no dia a dia dos nossos alunos, às criticas cruzadas dos pais, dos colegas, dos alunos, da sociedade que tudo espera de nós (enfim, um “fogo cruzado”, com razão de ser, mas deveras doloroso), por não conseguir estar em todo o lado, nem dominar todas as áreas. Na verdade não há profissão a quem se peça tanta actualização, tanta capacidade de adaptação e mesmo de tanta coragem para enfrentar tamanha diversidade.

 

Ainda hoje, a um Sábado à noite, me disponho (nos meus tempos livres) a escrever as minhas mágoas, a pensar o que teria feito por mim e pelos meus, senão tivesse perdido tanto do meu tempo livre, que dediquei à Escola e aos meus alunos.

Ainda hoje me admiro como é que ainda consigo gostar desta profissão, mesmo contra a “maré da opinião pública” (alguma opinião pública), que considera a classe docente como funcionários incompetentes, preguiçosos e até desnecessários.

 

É curioso que todos, mesmo os que nunca estiveram à frente de uma Turma de jovens alunos, têm soluções para a crise do Ensino e receitas categóricas para a indisciplina, para o abandono escolar, apara a desmotivação e o crescente desprestígio da Escola para as sociedades modernas.

 

Esquecem que hoje em dia tudo se pede à escola e aos professores, mesmo em assuntos e problemas que dizem respeito a outros intervenientes sociais. É pena que não vejam que a crise não está na Escola, mas fora da Escola, numa sociedade que perdeu referências axiológicas, porque o sucesso pessoal já não é sinónimo de formação, nem de instrução.

 

Têm sido 20 anos de grande dedicação, de entusiasmo e até mesmo de grande prazer. Mas também foi com muita “luta” e algumas frustrações que fiz este caminho, que não é só meu, pois nele estão muitos colegas, trabalho interdisciplinar e muitas e muitas horas. Mas, como sempre permaneceu a máxima: “ com trabalho se vencem todas as dificuldades”. E por isso dei o máximo, mesmo que seja considerado insuficiente. E por isso fiz da minha casa um Gabinete de Trabalho e do meu automóvel uma Biblioteca Ambulante e uma Viatura de Serviço. Também foi por isso que comprei todo o material didáctico, desde canetas de várias cores, correctores, folhas, cadernos, CD Rom’s, Dvd’s, Cassetes Vídeo, Disquettes, Acetatos, Livros indispensáveis à minha Formação e actualização, uma Caneta UBS e um dia destes um Computador Portátil para poder trabalhar na Escola. Foi muito trabalho e talvez pouco, se tivermos em conta as necessidades dos nossos alunos. Tudo isto e muito mais com uma assiduidade de 100% em tempos Lectivos e com uma motivação de 200%.

 

Agora, nos meus tempos de reclusão, fico limitado a um espaço exíguo, que não me deixa ver o mundo nem me deixa fazer mais pela Escola nem por mim próprio. Fica por fazer, o que, se não é essencial, é pelo menos, manifestamente importante, a saber, a descoberta, a actualização e a aposta em actividades que tornem a escola num local vivo onde se realizam efectivas aprendizagens. E se o Professor é por excelência um transmissor/emissor de Cultura, essa função passa a ficar lá fora, inacessível, delimitada por um Horário fixado pelas horas e tempos estipulados para a função pública e ao ritmo da Componente Não Lectiva e das actividades/aulas de substituição.

 

E EM TROCA destes anos de dedicação RECEBI UM “PRÉMIO”: O CONGELAMENTO DA CARREIRA, TALVEZ (digo eu, não sei) COMO INCENTIVO, como quem diz: “VÁ LÁ ESFORÇA-TE MAIS, pode ser que mereças progredir na Carreira, PORQUE A PROGRESSÃO NÃO É PARA TODOS, MAS APENAS PARA QUEM TEM MÉRITO”.

 

 

publicado por J.Ferreira às 16:47

29 Janeiro 2009

Os professores no Chile lutaram durante mais de um mês contra a um Modelo de Avaliação TÃO ESTÚPIDO QUANTO INJUSTO... Mas a "Razão" e o "Bom-Senso" do Governo Chileno acabou por vir ao de cima.... Pena é que tenha despertado para a injustiça e estupidez, com uma greve de um mês seguido. Os professores chilenos estiveram unidos e conseguiram que o Governo desistisse do INJUSTO e RIDÍCULO MODELO DE AVALIAÇÃO que queria impor aos profissionais de Educação EM TUDO (incluindo nos descritores) SEMELHANTE AO NOSSO! Nem professores nem alunos esatão disponíveis para tolerar um modelo ditatorial e injusto.

As pseudo-reformas que este Ministério da Educação tem tentado implementar necessitam de aposentação compulsiva. Portugal tem neste Governo políticos incompetentes que buscatram problemas onde eles não existiam. Os professores sempre foram avaliados por critérios criados pelos governos de Portugal, de maioria absoluta como é o caso deos Governos de Cavaco Silva. E António Guterres, Socialista teve a oportunidade de aperfeiçoar o que estava mal... Passados mais de 10 anos, reaparece José Sócrates (socialista reconstruído que esteve com António Guterres no Governo e que como tal, fazia parte do Conselho de Ministros) atacar os professores acusando-os de terem "regalias" que na verdade nunca existiram e com a paranóia Chilena da divisão da carreira docente em duas categorias. Pretensamente, seria para escolher os melhores mas, por incompetência da Ministra (que impôs a todos critérios inadmissíveis e absurdos para determinar quem era competente!) tal não foi possível. Bem pelo contrário. Como os critérios não tinham nada a ver com competência, ltemos hoje nomeados como P*rofessores Titulares, muitos dos piores profissionais. De  incompetentes na comunidade passaram, magicamente, a Excelentes! Nada de muito grave se passaria se não tivesse deixado de fora os muitos dos melhores profissionais, de elevadíssima qualidade e competência, que agora serão avaliados pelos incompetentes...

É claro que esta barafunda só foi possível porque temos uma ministra INCOMPTENTE que decidiu basear a escolha dos professores titulares em critérios TREMENDAMENTE ABSURDOS,  que apenas servem para provar a incompetência da ministra. Na verdade, as alterações efectuadas pela Ministra ao Estatuto da Carreira Docente só vieram prejudicar e piorar o ambiente de aprendizagem dos filhos dos portugueses. Portugal teve desde 1990 uma metodologia de avaliação do trabalho dos professores que supera em muito a utilizada em países como a nossa vizinha vizinha Espanha. Quem já investigou no terreno sabe  que é verdade e só pode confirmar o que acabámos de afirmr. Se é verdade que poderia ser melhorada, não é menos verdade que a metodologia e estratégias utilizadas pela ministra foram uma autêntica aberração que provocou uma desgraça total no sistema educativo. As melhorias a introduzir. E era possível melhorar o sistema. Basta  pensar sobre o seguinte: na formação contínua havia docentes que eram avaliados negativamente. Mas, apesar de dispor de uma enorme quantidade de inspectores,  nunca o Ministério quis saber os motivos por que os professores não obtinham os créditos a que eram obrigados nem se interessou em investigar a sua qualidade como profissionais. Porém, e de uma forma totalmente irresponsável (característica de quem é incomptetente como esta ministra e a equipa que a rodeia!) Maria de Lurdes Rodrigues, com o apoio incondicional do Primeiro-Ministro José Sócrates, destruiu o que de bom havia insultando todos os professores sem distinção. Acusando os professores de serem  um grupo profissional que tinha um conjunto de mordomias, conseguiu o apoio do POVO FÁCIL DE ENGANAR COM MENTIRAS REPETIDAS. OS PROFESSORES NUNCA TIVERAM QUAISQUER MORDOMIAS. A não ser que considere como mordomias o facto de OS PROFESSORES PAGAREM TUDO DO SEU BOLSO. Desde a deslocação casa-escola (os funcionários judiciais deslocam-se gratuitamente nos transportes públicos!), ou, quando não há transportes públicos a servir a escola, a gasolina, o seguro, a desvalorização e o desgaste do carro (pneus, gasolina, travões, etc.), os computadores, as impressoras, os tinteiros, o papel, ...  até à energia que usam em casa para servir os alunos... etc...!). Se antes estava algo que poderia ser melhorado, agora tudo pode ser melhorado pois é um Sistema ABSURDO que nada avalia do trabalho do professor. E isto por imensos motivos que estão já demasiadamente explanados e dissecados noutros textos.

Temos, pois, um governo sem escrúpulos. Tão cego que não olha a meios para atingir os fins, pois está a destruir um sistema educativo que não sendo perfeito, era muito mais democrático, mais funcional e sobretudo mais justo. Estamos hoje a ser governados por políticos (alguns deles professores!) que apresentam uma mentalidade mais curta que a dos governantes terceiro-mundistas como o Chile.

 

Está na hora de ponderarmos na necessidade de fazer greve por tempo indeterminado. E o argumento de que o ordenado nos faz falta aos professores não serve. Temos em Portugal famílias a pedir empréstimos para ir de férias... Será que pedir um empréstimo para defender a dignidade da profissão não é importante? Seguramente que não há professor que não consiga obter de uma instituição bancária um empréstimo para viver um mês... Vamos fazer os pais sentir que lhes fazemos falta... Um ou dois dias de greve de nada serve... UM MÊS DE GREVE... Que Sócrates seja forçado a fazer a REQUISIÇÃO CIVIL... MAS QUE O FORCEMOS A FAZER (se é que se aplica este caso!)... É pFaçamos uma GREVE POR TEMPO INDEFINIDO ... É PELA DIGNIDADE A QUE TEMOS DIREITO e não por mais uns cêntimos. Se continuamos apegados a 1500 euros, no futuro próximo, bem a curto prazo, vamos perder muito mais do que isso... Se os professores não liutam na hora certa, cada vez caminhamos mais para o abismo. Estamos a ficar desprofissionalizados... Será que os professores estão dispostos a aceitar o que o nosso "patrãozinho" decidir dar de vencimento? Até que nível estamos dispostos a baixar? Até ao nível da pobreza, da ida ao banco alimentar pedir para comer? para muitos colegas, já faltou mais... DIGAMOS TODOS: BASTA !!!.

Creio que não será necessário mais de uma ou duas semanas  para que os pais (que também somos, claro!) comecem a preocupar-se com a educação dos seus filhos. Muitos nem conseguem aguentar dois ou três filhos ou netos mais de 15 dias de férias em casa! As eleições estão aí à porta...

"Unidos na Acção" podemos obrigar o governo a ceder!... Basta de cortes no Orçamento da Educação. Vejam o que se passa no vergonhoso mundo da política: em  2004 Eurodeputados Portugueses bateram-se por mais euros, mas alemães e suecos tramaram aumentos...  Afinal, conseguiram aumentar-se em 2009. Percebem agora por que qtodos querem ir para o Parlamento Europeu? Em tempo de crise, esta NOVA EUROPA (que quer recusar aos cidadãos o referendo sobre o tratado) aumenta os salários dos eurodeputados em 125%. Notem bem... Isto passa-se em tempo de crise! Imaginem como se comportarão quando estivermos em crescimento económico!... Não me venham com esta de que "não há dinheiro!" ... Que grande lata, não?

Ainda assim, não desistiram de alcançar os seus objectivos e, a partir de Junho de 2009 já têm garantido o aumento de 125% nos seus salários... É um facto... E Sócrates nem fala disso... Como são avaliados os deputados?  Nas eleições...? Ora vão bugiar, meus caros... Mas o dinheiro para os seus salários SUPER CHORUDOS vai ter de aparecer... Como? Para já, se os deixarmos, os professores serão os que primeiro vão desembolsar reduzir-lhes a carreira que era já um legítimo "direito adquirido"... Ainda que as notícias sobre o caso tenham desaparecido dos jornais electrónicos (vá-se lá saber ou entender o "porquê"!... que andam por estas bandas...  Se há colegas preocupados com um mês sem o vencimento... que se preparem pois o que perdem é milhares de contos... E, qualquer dia, nem direito à Reforma vamos ter...

Não podem perder um mês de ordenado? Deixem-se amedrontar e em breve Sócrates virá com a ameaça de vos retirar o "direito ao emprego" . Sem emprego, morrem no mês seguinte? Não! Está na altura de fazer um pequeno sacrifício perante o que se avizinha! E um mês de ordenado é um pequeno sacrifício perante o que estamos na eminência de perder!  Professores, coloquem os vossos olhos no exemplo Chileno!
Vamos ser a única classe profissional, no único país do mundo a vser vítima de uma avaliação profissional baseada em critérios injustos e que em pouco ou nada dependem do professor (resultados escolares, absentismo dos alunos, abandono escolar dos alunos!), para além de uma divisão artificial e absurda da carreira docente. Abram os olhos!

A greve por tempo indeterminado é cada vez mais a única saída para a queda completa deste modelo de avaliação. Temos de espalhar esta ideia rapidamente, sobretudo agora que os sindicatos vão dar a luta por estagnada de novo e o modelo saiu em Diário da República obrigando a que as escolas façam a avaliação sob hipótese de despedimento dos avaliadores que se neguem a avaliar e processos disciplinares aos elementos do CE que não apliquem o modelo.
E nem vale a pena que os colegas peçam para não ser avaliados, pois isso implica que não progridem garantidamente e isso é só o que interessa ao governo, pois querem lá saber da avaliação...

Os professores ainda não recuperaram nada do que merecem ver reconhecido no seu estatuto. Há que endurecer a luta.

GREVE POR TEMPO INDETERMINADO.... JÁ !

publicado por J.Ferreira às 14:19

20 Janeiro 2009

Num país verdadeiramente domocrático, nunca os responsáveis máximos pela pasta da Educação permitiriam que um qualquer cidadão pudesse chegar aos meios de comunicação social e insultar os professores...

Como professora (se é que realmente algum dia mereceria ter este título!) a Ministra deveria agir face aos insultos permanentes de que são alvo os professores... Deixou de haver respeito pelos professores. Até o mais analfabeto dos cidadãos se arroga, hoje, do direito de maltratar, espezinhar, denegrir a imagem dos professores. Não vivemos nos Estados Uniddos (que tantos dizem não ser uma veradeira democracia!) caso contrário muitos destes "cidadãozecos" (e parafraseando um dos termos proferidos pelo Secretário de Estado da Educação relativamente aos professores!) pagariam "bem caras" as palavras que proferem quer em termos insultuosos quer em insinuações, implícitas ou explícitas, que fazem nos meios de comunicação social (audovisuais ou escritas), sobre os professores. Estamos fartos deste estado de coisas... Chegamos a um ponto de saturação tral que não é possível continuar sem uma luta que nos permita recuperar a dignidade a que temos direito!

Mais... Se eu fosse um forte advogado neste país que mais parece uma "Portugalândia", ainda que não chegasse a ser indemnizado (como Paulo Pedroso!) pelas calúnia e injúrias contra as professoras (ou, pelo menos uma condenação pública, ainda que tivesse de recorrer às instâncias de Justiça da Comunidade Internacional), para que se saiba que Portugal é um país (des)governado em que a justiça apenas está pronta e célere apra defender a honra e dignidade de alguns!As professoras são mulheres portuguesas que dedicam a sua vida aos filhos dos portugueses e como tal merecem respeito e têm direito a ser tratadas com a mesma dignidade com que devem ser tratadas todas mulheresm, incluindo as prostitutas! Porém, não é aceitável que, querendo denegrir o trabalho desenvolvido pelos professores e professoras, se publiquem na imprensa autênticas calúnias sobre as professoras. É INACEITÁVEL QUE AS PROFESSORAS PORTUGUESAS TENHAM DE VER TEXTOS PUBLICADOS QUE AS REDUZEM À CATEGORIA DE PROSTITUTAS"...

 

 

Pois...  É  TEMPO DE DIZER ... BASTA!

 

Temos de demonstrar o quanto fazemos falta para uma sociedade mais justa, mais segura. Cada vez que esta ministra fecha uma escola, a sociedade tem de estar preparada para abrir uma prisao.., Os "paizinhos" (como um tal de Sr. Albino) já notaram a falta que lhes fazemos... E só fizemos greve por um dia de cada vez... os pais nunca precisam de faltar ao trabalho porque até carregados de febre mandam os seus filhos para a escola... Depois, há que "aguentar" (mimando e paliando as dores destas crianças) porque nas escolas nem um médico existe!... Os professores que tratem de "desenrascar-se!"... As vidas dos filhos dos portugueses estão em segurança pela dedicação dos professores! Mas custa-lhes a rteconehcer quanto nós lutamos pelos seus filhos! Os professores funcionam socialmente como pais de substituiçao... Porém, BASTA... basta de falta de reconhecimento social... Esta Ministra é a responsável pelo comportamento dos pais. As suas atitudes face aos professores sempre foram de desprezo e desvalorização do seu trabalho. Eram como que um apelo aos apis para que maltratem os professores para assim justificar as suas políticas injustas...

PELO DIREITO À DIGNIDADE E AO RESPEITO...

GREVE POR TEMPO INDETERMINADO... JÁ!

 

QUE EU, enquanto pai, SINTA A FALTA QUE FAZEM OS PROFESSORES PARA O FUTURO E A SEGURANÇA DOS MEUS FILHOS.

 

 

 

Vamos OBRIGAR AQUELES PAIS que se apresentaram como insultuosos nas páginas de notícias como "incultos e insurectos" A APRENDEREM O VALOR DO RESPEITO para com aqueles que se dedicam a preparar o futuro dos seus filhos!...

 

Quando o Destino é o Abismo... a melhor forma de seguir apra diante... é dar um passo atrás...

Em Defesa da

Dignidade da Função Docente, obriguemos a MINISTRA a DAR UM PASSO ATRÁS !

 

GREVE INDEFINIDA

É O ÚNICO CAMINHO !

 

 

20.01.2009 - 08h27 Leonete Botelho
O Parlamento volta a debater sexta-feira o processo de avaliação de professores, pela mão do CDS, e o Governo não escamoteia a importância do resultado dessa votação, por enquanto uma incógnita. "Trata-se de uma questão crítica", assume o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, sublinhando que "dessa reforma depende a agenda reformista do Governo". Uma ameaça de demissão? "Não elaboro sobre cenários, nem tenho nenhuma razão para duvidar que o Parlamento volte a chumbar [este projecto, contraditório com o rumo da maioria]."

"Os professores avaliadores que tenham a partir de hoje de observar aulas de colegas no âmbito do processo de avaliação de desempenho podem recusar-se a fazê-lo, alegando que se encontram em greve.

Para esse efeito, a Plataforma Sindical de Professores entregou a 12 de Janeiro no Ministério da Educação (ME) um pré-aviso de greve relativo ao período entre hoje e 20 de Fevereiro.

Segundo o regime simplificado da avaliação de desempenho, a componente científico-pedagógica, que assenta sobretudo na observação de aulas, deixa de ser obrigatória, excepto para os professores que queiram aceder às classificações de "Muito Bom" e "Excelente". Nestes casos, os docentes têm de requerer que pelo menos duas aulas leccionadas por si sejam observadas por um avaliador, que não pode recusar-se a fazê-lo.

Mesmo que não concordem com o modelo de avaliação, os avaliadores estão obrigados a esta tarefa, excepto se, no momento da sua concretização, se encontrarem em greve, segundo os sindicatos.

"Por cautela, e porque mais vale prevenir do que remediar, pusemos o pré-aviso para que os professores com funções de avaliadoras possam fazer, se assim entenderem, greve às aulas assistidas", explicou o porta-voz da Plataforma Sindical.

No entanto, Mário Nogueira reconhece que "a esmagadora maioria das escolas, senão todas", ainda não se encontra na observação de aulas, mas sim numa fase anterior, na qual os professores deveriam estar a entregar os objectivos individuais.

"Poderá haver alguma escola que, mais apressada, já tenha marcado a observação de aulas, pelo que, assim, evitamos surpresas", acrescentou o também secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

Se o processo de avaliação de desempenho não for entretanto suspenso, os sindicatos vão "alargar o pré-aviso de greve para lá de 20 de Fevereiro".

Sobre esta iniciativa, o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, afirmou que a mesma é "puro boicote" à avaliação e manifestou as suas dúvidas quanto à sua legalidade.

Na resposta, os sindicatos afirmaram que se o governante tivesse a certeza que o procedimento era ilegal era isso que tinha dito." In: O Público

 

publicado por J.Ferreira às 13:44

24 Dezembro 2008

 

 

A todos os anónimos deste país que insistem em não entender ou em não querer ver a Razão dos Professores.

 

Confesso que não entendo as razões apontadas por muitos dos caríssimos anónimos que não conhecem minimamente o sistema de avaliação do desempenho dos docentes que a Ministra pretende implementar... Assim, ver repetidamente escritas e publicadas barbaridades sobre este tema leva-nos a publicar este artigo, manifestando o nosso repúdio contra todos e quaisquer comentadores que, sem entenderem nada do assunto, sem quaisquer argumentos válidos têm a "lata" de pronunciar ou escrever apeloss a que a Ministra vá em frente, mais parecendo que têm ódio aos professores, quizás como forma de descarregar em alguém as frustrações e recalcamentos de seus próprios insucessos.

Assim, é comum pelas páginas de notícias sobre o tema, surgirem comentários semelhantes aos que a seguir expomos: "o problema está na má qualidade das aprendizagens no ensino escolar público. Aprende-se pouco e mal", tendo este texto surgido na sequência do comentário que ali postamos, em clara manifestação de repúdio e indignação.

Confesso que justificar que se avance com uma avaliação absurda e injusta, irreversível nos males que pode causar a tantos e tantos professores e consequentemente à Educação no nosso país só porque na escola pública alguns alunos (Sim, apenas alguns.!.. Ainda que sejam muitos no total, são alguns comparados com a totalidade dos alunos do ensino público!) não se empenham o suficiente ou não têm "capacidade" para obter os resultados que obtêm os alunos que se inscrevem no ensino particular (ou têm poder económico para se inscrever e pagar as mensalidades, a maioria deles, oriundas das famílias de elite da localidade onde estudam...)... Alguém tem dúvida?

Simples... Que se investigue o rendimento médio per capita das famílias dos alunos que frequentam o ensino público... e que se investigue também o rendimento per capita dos alunos do ensino privado ...

Que investiguem o nível médio das habilitações dos familiares (pais e mães, tios ou avós) que vivem e convivem diariamente com os mesmos alunos, quer para o ensino privado quer para o público... E que e vejam quantos do ensino privado não são "meninos do coro"...

Depois... Depois, que o Governo tenha a coragem e a dignidade de publicar os resultados... No final, sim... Se os resultados forem equivalentes, qualquer português poderá dizer aos professores do público que são incompetentes face aos do privado. Enquanto isso não for demonstrado, exigimos que alguém, seja ele engenheiro, padeiro ou pintor... ou simplesmente "comentador de meia tigela" (sobretudo o mais dotado de entre eles, que dá pelo nome de Miguel de Sousa Tavares!) nos explique e demonstre "como fazer omoletas sem ovos?"

Por fim, vejam e analisem o sucesso económico, social e cultural dos familiares dos alunos que frequentam um e outro sistema de ensino... Seguramente que depois de tudo isto, deixarão de massacrar os professores do ensino público: estes que sempre deram o máximo de si, o seu tempo e a  sua vida, para que cada um dos seus alunos possa chegar o mais longe possível, respeitando as suas capacidades...

Sei que todos gostariam de ter o último nível de sucesso. Nós também gostaríamos. Mas respeitamos as diferenças dos alunos. E... sabemos muito bem que nem todos os jogadores de futebol podem jogar no Benfica, no Porto ou no Sporting? E isso nem é importante. Afinal, nesta data é o Leixões que é a sensação do Campeonato: 2º Lugar, apra um clube que ninguém dá por isso! Mas, milagres destes... Só uma vez em cada década! 

Que esperavam? Que os alunos de famílias a quem não lhes faltam recursos materiais (livros, dicionários, enciclopédias...) nem recursos humanos (sejam eles os pais em casa que têm habilitações superiores aos seus filhos e como tal os podem acompanhar no estudo, seja mediante pagamento de apoio extra com explicadores a fim de alcançarem, não a positiva a tudo mas a média desejada para ingressar directamente no curso e na universidade pretendida!)

 

O importante é a realização pessoal de cada um... Saber que deu o máximo de si... Nem que não chegue ao mesmo nível do companheiro. Avaliar os alunos +é comparar o que é capaz de fazer hoje com o que era capaz de fazer ontem. E um aluno que antes conseguia apenas um nível de 6 valores a Matemática e agora alcança 9 valores, continua na negativa! E reprova! Incrível... Progrediu mais que o alunos que tinham 11 e agora  têm 13 valores. Qual deles merece ser elogiado? Pois... Pois... Sucesso apra o que regrediu. Insucesso para o que progrediu!

Agora, façam mais este exercício:

 

 

É esta a justa avaliação? Não, para nós! Mas é esta que os governantes valorizam e colocaram na lei! E os professores não podem lutar contra todas as leis...  Por que esperam os pais para exigirem a valorização dos seus filhos? Que os professores esqueçam o que afecta as suas vidas e que lutem para defender os seus filhos quando os pais se unem contra os professores?Por que esperam os portugueses? Alimentam que ilusões? Que os jogadores das equipas distritais consegam ganhar a taça de Portugal?

Muitas das frases que surgem nos comentários em jornais online não passam de falácias... quando não mesmo de mentiras. Estas afirmações, mais do que falta de reflexão de quem as profere, são o exemplo paradigmático da vontade recalcada de muitos cidadãos de fazer  passar à prática uma máxima atribuída ao alemão Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazista de Adolf Hitler, segundo a qual, "uma mentira repetida se pode transformar numa verdade!” Ora, quem afirma semelhante coisa carece, certamente, de clarividência ou de seriedade.

 

Expliquemos a falácia com um paralelismo entre Educação e Futebol porque parece que deste último é o que mais portugueses percebem (ou parecem perceber, a julgar pelos treinadores de bancada ou aos microfones das rádios ou de canais de televisão!). Os meus caros sabe que tipo de jogadores jogam na distrital, verdade? Sim… E também sabe que tipo de jogadores tem o Manchester, o Real Madrid, o Milão, o Barcelona, o Porto ou o Benfica... verdade? Sim!

Agora, diga-me: quando assistimos a um jogo da distrital temos determinadas expectativas e podemos sair de lá satisfeitos, verdade? Pois bem. Mas certamente não gostaríamos de sair de um jogo entre Benfica e Porto com a sensação de que estivemos a assistir a um jogo da distrital... Verdade? Continuemos. Muitos dos adeptos saem satisfeitíssimos de assistir ao seu clube da terra a jogar contra um clube rival vizinho (ainda que percam o jogo!), não é verdade? Basta que reconheçam que o rival tem jogadores mais fortes, com maior técnica... Até mesmo entre a primeira divisão podemos sentir sensações semelhantes.

Facilmente reconhecemos existir qualidade nos jogos entre clubes da distrital (onde os jogadores praticam desporto após a sua jornada de trabalho!) como da 1ª liga (onde os jogadores são especializados naquilo que fazem). E ninguém exige que o clube da regional ganhe a Taça de Portugal… Porquê? Simplesmente, reconhecem as suas limitações.

A diferença entre a escola Pública e a privada não está apenas no estabelecimento como espaço físico (estádio, para o caso do futebol)... Ela está também e acima de tudo, nos alunos (jogadores)... E não nos treinadores (professores). Se assim não fosse, por que motivo o Estado não contrata para o público os professores  que foram para o privado (a maioria por falta de qualificação que lhe permitisse um lugar no público, ou por questões de ficar mais perto de casa) uma vez que o Estado dispõe dos professores para os colocar onde bem entende, sem respeito pelo direito à família (mas reconhece o direito ao reagrupamento familiar dos imigrantes!), desde Viana do Castelo a Tavira, passando por Bragança, Covilhã, Sines... (sem qualquer ajuda de custo)...

Enfim, será que o tipo de alunos que frequentam as diferentes Escolas Públicas do país (situadas nas aldeias, nas vilas, nas cidades ou na capital ou que os alunos de um bairro social (arcado pela degradação e pelo desemprego) têm as mesmas condições que os de uma escola privada onde só andam os que têm condições para pagar?

Ainda assim, meus caros, posso assegurar peremptoriamente que as minhas filhas não adoram... elas amam a Escola Pública. Têm orgulho na Escola que representam. Para a  minha filha mais velha, o nome ESAS é um Hino. E, na mesma turma em que aprende, existem outros alunos excelentes mas também alunos que o não são. Assim, apesar de estarem todos na mesma turma, com os mesmos professores e as mesmas aulas, há alunas que conseguem obter notas altas... Uma delas, minha filha, tem 20 valores a todas as disciplinas (com excepção de Português que conseguiu "apenas" 19 valores!). Como se explica?  Creio que se entende: ou é porque ela é inteligente (não a creio sobredotada!) e os restantes alunos não são... ou é porque enquanto ela vai para a Biblioteca enquanto os amigos que reprovam vão para a  discoteca!

Não tenho dúvida de que, enquanto a minha filha prefere assistir a programas da “Discovery Channel” onde aprende a conhecer o mundo e a ciência, os restantes ou preferem rir-se com as parvoíces galhofeiras proporcionadas pelos "Simpsons” ou  até abanar o capacete com a música barulhenta na “MTV”…

Enquanto a minha filha recorre ao computador para fazer as suas pesquisas na internet (porque o tem, como muitos alunos ou quase todos os alunos das escolas privadas enquanto os das públicas se terão de contentar com o “Magalhães”…!) muitos dos alunos preferem a playstation ou a X-Box…

 

 

Como devo classificar os professores da minha filha? Com "Excelente", adivinho que digam, pois claro! E como acham que esses mesmos professores vão ser classificados pelos pais dos alunos que reprovam? Com "Insuficiente", não é verdade? Claro os filhos reprovaram!$

Questiono pois: É esta uma avaliação séria?

 

Imagino que o leitor esteja a acenar com a cabeça que “Não” (uma vez que creio que o leitor é um ser inteligente!). Pois bem! Então... Que me diz à proposta desta Ministra avaliar os professores usando como critério “o resultados dos alunos”? Acha justo? Não? Claro… Só uma ministra incompetente poderia aceitar que um professor pudesse ser, simultaneamente, besta e bestial…!

Apenas mais um exemplo do absurdo do sistema de avaliação que esta Ministra quer implementar: Se uma empresa oferece umas férias a um cidadão que leva a família (e, obviamente, os filhos (alunos de um qualquer professor) consigo tendo por isso de faltar à escola durante mais de 15 dias (absentismo discente), a culpa é do professor? Imagino que me diga que “Não!”. Finalmente, se o pai levar o filho consigo para a feira ou o empregar numa empresa sem que a inspecção o detecte, o aluno passa a faltar à escola (abandono escolar) a culpa também é do professor? Imagino que esteja também a abanar a cabeça de modo negativo… Pois bem:

Se não concordou com a nossa indignação, também não vale a pena explicar-lhe por que motivo lutam os professores contra esta ministra e este sistema de “avaliação de desempenho” tremendamente injusto. Com efeito, se não entende que estes critérios tão simples não dependem da vontade nem da competência do professor, jamais iria entender os outros absurdos deste modelo que são bem mais complexos!

Se concordou com a nossa indignação face a estes dois critérios porque constata também que são absurdos, apenas temos a perguntar-lhe:

“Por que espera para se juntar à Luta dos Professores” ?

 

 

 

Vamos agora ao que pretende a Ministra: que os pais avaliem os professores. Pergunto:

Como deveria ser avaliado um aluno que no início do ano conseguia 18 valores a Matemática e que no final não passa de 11 valores? Afinal, regrediu... Pois bem! Este aprova e um aluno que passa de 4 valores no início do ano para 9 valores... Reprova! E os que antes tinham 18 valores e agora apenas conseguem 14 valores?

publicado por J.Ferreira às 00:41

23 Dezembro 2008

 

 

 

... e Outra de Coisa Nenhuma.


O Secretário de Estado fala em boa-fé mas o Governo sempre está de má-fé nas declarações que faz desviando a atenção do povo que se deveria dar conta das mais incríveis e inaceitáveis injustiças. Os governantes falam, falam, falam... Mas é só para distrair os portugueses de forma a que não se apercebam das aberrações que criaram na lei, deturpando a graduação profissional dos professores, fazendo desaparecer o valor do curso que frequentaram na universidade em favor de interesses obscuros de fazer passar alguém à frente de outrem... Esta forma de encarar a formação inicial para a docência (obtida nas universidades) desprestigiando as classificações atribuídas pelos especialistas mais credenciados (julgamos nós, que estão nas universidades e não como nossos pares, formados nas mesmas universidades e que ali obtiveram classificação inferior mas que chegaram, sabe-se bem como, a  essa categoria absurda de Professores Titulares...!) é no mínimo absurda... Depois não se pode estranhar  vermos os Secretários de Estado a abrirem a boca  para dizerem coisas absurdas ou banalidades para distraírem a opinião pública do essencial do que estão a levar a cabo: a destruição da Educação Pública, espezinhando  para isso quem se lhes atravesse na frente. E a maioria desses, são ,seguramente, os profissionais da educação...

Seria certamente um bom resumo para o que o Ministério levou para negociar... Mas já Irene Lisboa o tinha imortalizado baptizando com ele uma das suas obras.

Os governantes da educação em Portugal (Ministra e Secretários de Estado) legalizando a discriminação, incubando  absurdos que pretendem ser normativos mas que não passam de autênticas aberrações... exemplos paradigmáticos de abortos legislativos.

Custa-lhes, por incapacidade, incompetência ou mesmo cegueira (visual e auditiva!) mas acabam por reconhecer que o seu pensamento e a sua acção se pode resumir numa frase  muitas vezes repetida por meu avô quando estava a conversar com alguém que "não dava uma para a caixa":  Ó meu amigo, tu, meu caro, "cada cavadela, cada minhoca"!

Não admira que a cada passo, os governantes descubram o quanto de injusto e estúpido existe no articulado que criaram, e que venham apresentar aos sindicatos, propostas que nada mais são do que o reconhecimento da sua própria incompetência aquando da elaboração do articulado legal... E isto como se os professores (ou os seus representantes) fossem estúpidos e aceitassem como grande coisa a retirada de algo que, de si, já era inaceitável, inadmissível... se não mesmo inconstitucional, na perspectiva da igualdade entre cidadãos.

 

Jorge Pedreira (o nome bem pode indiciar o que dele se pode esperar )... declarou aos jornalistas, após a reunião com a FNE. "É um gesto de boa-vontade que o ME dá e espera idêntico gesto por parte dos sindicatos". Imagine-se: Condena-se injustamente alguém à morte por enforcamento e, depois, reconhece-se o erro afirmando "é um gesto de boa-vontade" para com o criminoso (quando o crime não foi cometido por ele!)...

Também a presidente da Associação Sindical dos Professores Licenciados (ASPL), considerou que as propostas apresentadas pelo Ministério da Educação “não são suficientes para terminar com os protestos dos professores”.

Com efeito, a avaliação de desempenho dos docentes só pode ter efeitos ao nível da progressão na carreira e nunca na graduação profissional. Mas a mente (conspurcada?!) de certos indivíduos que chegaram a governantes, dotou-os de uma cegueira tal que perseguem os professores com maior raiva do que Hitler perseguia os judeus. Felizmente, enquanto a democracia for o regime da República Portuguesa, as consequências não serão tão catastróficas... Ainda assim, a muitos professores, se não provocou já a morte da motivação e do entusiasmo com que exerciam a sua função, pelo menos, provocou-lhes um impacto tal que levou estas facetas a entrarem em "estado de coma".

De facto, é um absurdo o que estes indivíduos plasmaram na lei. Pretendem pois, deliberadamente, castigar os professores, incentivar à cunha e à corrupção (pois os professores são dos únicos profissionais que, até ao momento, que nunca tiveram de sentar-se no banco dos réus por serem acusados de corrupção...

Mas como a necessidade aguça o engenho e o afunilamento da carreira que apenas abre espaço para que 1 em cada 20 possa subir de escalão com maior rapidez... Claro! As cunhas e os caciques começarão a fazer o seu trabalho... Podem estar seguros...

Durante anos a fio tentou retirar-se da lei tudo que pudesse dar azo a corrupção, como foi o caso das permutas de escola (que só pederiam ser efectuadas entre efectivos e de x em x anos) para que não houvessem negociatas... )

Agora pretende o Governo manter em vigor a absurda lei que prevê que, por um mero acto de secretaria, a graduação profissional dos professores seja deturpada. Assim, para estes governantes (únicos na Europa a a colocar na lei semelhante aberração!) a avaliação de desempenho dos docentes deveria ter efeitos, também, na graduação profissional ! Incrível...!

Depois ainda há quem estranhe por chamarmos a estas leis autênticos ABORTOS LEGISLATIVOS...

Senohra Ministra. Demita-se. fazwer aborto não dá cadeia... Mas a criança (Ministério da Educação) que a senhora está a querer abortar (destruir a sua dinâmica e a sua vida)  já leva tempo a mais pelo que o que está a fazer já é um crimne (social, cultural, profissional...)

Eis o absurdo nas palavras de um governante, publicadas pela RTP1 com base na agência Lusa:

"O secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, apresentou hoje aos sindicatos e movimentos associativos dos professores uma proposta no sentido de que as bonificações de Muito Bom e Excelente no processo de avaliação deixem de contar para a colocação de professores nas escolas."

Excelente é a resposta de Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof: "a avaliação de desempenho só pode ter efeitos ao nível da progressão na carreira e não em termos da graduação profissional dos docentes, considerando que "estranho era existir a norma" que o ministério agora se mostrou disponível para retirar.

Comentários para quê?...

 

publicado por J.Ferreira às 21:20

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