Até que o Teclado se Rompa!
"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." (Martin Luther King)

21 Março 2014

O QUE AQUI SE COLOCA ESTÁ DISSEMINADO PELA REDE. POR QUE MOTIVO NINGUÉM FALA DISTO?

 

Caso tenham dúvidas é só consultarem a Resolução da Assembleia da República n.º 138/2012 (D.R., 1.ª Série, n.º 222, de 16/11/2012) relativamente ao Orçamento da Assembleia da República para 2013 e a Resolução da Assembleia da República n.º 152/2013 (D.R., 1.ª Série, n.º 226, de 21/11/2013, relativo ao Orçamento da Assembleia da República para 2014.

 

Ninguém na Assembleia da República, da direita à extrema esquerda, contestou. É ou não possível haver unanimidade? É sim, senhor: foram eles os beneficiários! A notícia é verdadeira e vem no Diário da República. Em situações limites, há unanimidade. Ai não?!

 

O orçamento para o funcionamento da Assembleia da República foi já aprovado em 25 de Outubro passado, fomos ver e notámos logo, contudo já sem surpresa, que as despesas e os vencimentos previstos com os deputados e demais pessoal aumentam para 2014.

 

Mais uma vez, como é já conhecido e sabido, a Assembleia da República dá o mau exemplo do despesismo público e, pelos vistos, não tem emenda.

 

Em relação ao ano em curso de 2013, o Orçamento para o funcionamento da Assembleia da República para 2014 prevê um aumento global de 4,99% nos vencimentos dos deputados, passando estes de 9.803.084 ? para 10.293.000,00 ?.

 

Mais estranho ainda é a verba relativa aos subsídios de férias de natal que, relativamente ao orçamento para o ano de 2013, beneficia de um aumento de 91,8%, passando, portanto, de 1.017.270,00 ? no orçamento relativo a 2013 para 1.951.376,00 ? no orçamento para 2014 (são 934.106,00 ? a mais em relação ao ano anterior!).

 

Este brutal aumento não tem mesmo qualquer explicação racional, ainda assim fomos consultar a respetiva legislação para ver a sua fórmula de cálculo e não vimos nenhuma alteração legal desde o ano de 2004, pelo que não conseguimos mesmo saber as causa e explicação para tanto..

 

Basta ir ao respetivo documento do orçamento da Assembleia da República para 2014 e, no capítulo das despesas, tomar atenção à rubrica 01.01.14, está lá para se ver.

 

Já as despesas totais com remunerações certas e permanentes com a totalidade do pessoal, ou seja, os deputados, assistentes, secretárias e demais assessores, ao serviço da Assembléia da República aumentam 5,4%, somando o total ? 44.484.054.

 

Os partidos políticos também vão receber em 2014 a título de subvenção política e para campanhas eleitorais o montante de ? 18.261.459.

 

Os grupos parlamentares ainda recebem uma subvenção própria de 880.081,00 ?, sendo a subvenção só para despesas de telefone e telemóveis a quantia de 200.945,00 ?.

 

É ver e espantar!

 

 

 

publicado por J.Ferreira às 15:30

13 Março 2014

 

O nosso país já não tem grande remédio. Porque todos nos acobardamos, um dia estaremos debaixo de uma nova ditadura, se é que já não estamos: a ditadura dos mercados.

Depois de muitos cidadãos terem passado fome pela mão de políticos que impunham a sua vontade pela força, chegamos ao tempo em que a vontade de uns é imposta pela lei que fazem mudar de acordo com as suas conveniências. Eles, os senhores do capital (para alguns, os capitalistas, no sentido de adeptos do ganhar dinheiro, sem regras que não sejam o deixar o mercado livre funcionar, como se ele detivesse um mecanismo humano de auto-regulação justo, equitativo e eficaz.

 

Na verdade, o mercado apenas serve para justificar a nova forma de escravatura em que a maior parte das famílias vive hoje. Muitas das famílias de hoje não são escravas, não são "servos da gleba" mas acompanham o local de trabalho que o patrão lhes ordena, desenraizando-os das famílias, separando outras tantas... Transformados em autênticos "servos do mercado" são forçados a aceitar condições de trabalho indignas e inimagináveis para um homem do século XX que tentara prever como seria a vida e as relações de trabalho no século XXI.

Aos olhos dos actuais actores políticos, o homem deve competir desenfreadamente, extraindo o máximo do seu suor, o máximo do proveito da sua força de trabalho em nome de uma excelência de desempenho que é necessária para competir, conquistando "mercados" a todo e qualquer custo, esquecendo-se que do outro lado têm a mesma pressão e que a produtividade em excesso apenas serve para reduzir os custos por unidade que por sua vez não chega a ser consumida e como tal, apenas contribui para um gasto de tempo e de energia para produzir "lixo"

 

O ser humano busca o poder... e o conforto! Porém, a sociedade moderna viu no mercado livre mundial a oportunidade de competir para a melhoria da qualidade de vida de alguns: os ricos. Vivemos numa sociedade europeia do "vale tudo" e a qualquer preço, atentando contra todos os valores que o humanismo quis implantar na sociedade europeia, como a justiça, a solidariedade, a partilha, o respeito pela vida humana e a luta pela dignidade do homem e da mulher. Porém, a prática política e económica levada a cabo na última década veio alterar radicalmente a filosofia da vida humana, e demonstrou que agora já nada disso importa. A prova disso vem no atentado contra o rendimento dos trabalhadores e, em consequência, de milhares de famílias que, de um momento para o outro, sem nunca terem vivido para além das suas possibilidades, viram os seus salários reduzirem-se para aquém do valor que antes recebiam, forçando-os a cair em falta e a viver sem possibilidade de honrar os compromissos legitimamente assumidos de uma forma responsável e equilibrada, no pressuposto de que, nem Salazar tinha baixado NUCNA os salários e de que Sá Carneiro criou o Subsídio de férias para dar aos trabalhadores o direito a usufruir do descanso duplamente garantido quer pela Constituição da República quer pela Declaração Universal dos Direitos do Homem subscrita por Portugal.

Assim, a proposta de redução salarial associada aos cortes do subsídio de Férias e ao "roubo" de um mês de trabalho (apenas 20 dias laborais são pagos todos os meses pelas entidades patronais, sendo que, os dias em excesso eram acumulados e entregues ao trabalhador no mês que precedia o Natal. Se o trabalhador receber o salário “por semana” (como os ingleses!), em um ano, esse trabalhador receberá 52 semanas. Como apenas recebe por mês é considerado como tendo 4 semanas (embora haja casos em que tem mais 3 dias de trabalho, outros apenas 1 mas muitos têm mais dois dias que essas 4 semanas), o patrão fica com uma dívida que vai acumulando até chegar ao período do Natal, altura em que é chamado a acertar as contas com o trabalhador.

Ora, a receber apenas 4 semanas por mês, em 12 meses, um trabalhador apenas recebe 48 semanas! Ora, já que o ano tem 52 semanas, quando vai o trabalhador cobrar o correspondente às  restantes 4 semanas que trabalhou? No subsídio de Natal. O Subsídio de Natal nasce, pois, da necessidade de acertar as contas e entregar ao trabalhador os dias de trabalho que a entidade vai ficando em dívida ao longo do ano e acumulando no seus cofres (não os deveria investir nem gastar… são salários em dívida!) aproveitando o legislador para obrigar as entidades patronais a acertarem as contas no caso do trabalhador ter faltado ao longo do ano!

 

Em suma, a designação errada de Subsídio de Natal é extremamente infeliz (aliás, ainda me lembro de ouvir falar de "13º mês!") já que não se trata de qualquer subsídio (no sentido de apoio recebido sem nada ter feito para o recebe).

Se fosse um subsídio quando é que o valor dos dias de trabalho prestado e que, em cada mês, ultrapassam os 20 dias correspondentes às 4 semanas (4 x 5 dias ) de trabalho/mês e que não são pagas em nenhuma outra forma? O único mês que sistematicamente corresponde a um mês de trabalho, isto é, que o salário corresponde ao tempo trabalhado é o mês de fevereiro (de anos comuns!). Assim, a entidade patronal vai acumulando dias e dias sem pagar aos trabalhadores e, ao fim do ano (basta somarem os dias úteis com um calendário diante dos olhos para verem que há meses com 21, outros com 22, outros com 23 dias de trabalho e que o somatório dos dias que passam dos 2o por mês (como os ingleses!) perfaz mais um mês de salário a receber pelo trabalhador: é o que constitui o (erradamente) chamado subsídio de Natal.

 

Portugal precisava de uma limpeza... com desinfectante potente...! Uma voz que fosse audível de Norte a Sul. Como o Brasil tem...

Quando teremos uma mulher como esta?

 

 

publicado por J.Ferreira às 17:51

12 Março 2014
Carta de José Gomes Ferreira - Subdiretor de Informação SIC

Caros João Cravinho, Manuela Ferreira Leite, Bagão Félix, Ferro Rodrigues, Sevinate Pinto, Vitor Martins e demais subscritores do manifesto pela reestruturação da divida publica: Que tal deixarem para a geração seguinte a tarefa de resolver os problemas gravíssimos que vocês lhes deixaram? É que as vossas propostas já não resolvem, só agravam os problemas. Que tal darem lugar aos mais novos?
Vi, ouvi, li, e não queria acreditar. 70 das mais importantes personalidades do país, parte substancial da nossa elite, veio propor que se diga aos credores internacionais o seguinte:
– Desculpem lá qualquer coisinha mas nós não conseguimos pagar tudo o que vos devemos, não conseguimos sequer cumprir as condições que nós próprios assinámos, tanto em juros como em prazos de amortizações!
Permitam-me uma pergunta simples e direta: Vocês pensaram bem no momento e nas consequências da vossa proposta, feita a menos de dois meses do anúncio do modo de saída do programa de assistência internacional?
Imaginaram que, se os investidores internacionais levarem mesmo a sério a vossa proposta, poderão começar a duvidar da capacidade e da vontade de Portugal em honrar os seus compromissos e poderão voltar a exigir já nos próximos dias um prémio de risco muito mais elevado pela compra de nova dívida e pela posse das obrigações que já detêm?
Conseguem perceber que, na hipótese absurda de o Governo pedir agora uma reestruturação da nossa dívida, os juros no mercado secundário iriam aumentar imediatamente e deitar a perder mais de três anos de austeridade necessária e incontornável para recuperar a confiança dos investidores, obrigando, isso sim, a um novo programa de resgate e ainda a mais austeridade, precisamente aquilo que vocês dizem querer evitar?
Conseguem perceber que, mesmo na hipótese absurda de os credores oficiais internacionais FMI, BCE e Comissão Europeia aceitarem a proposta, só o fariam contra a aceitação de uma ainda mais dura condicionalidade, ainda mais austeridade?
Conseguem perceber que os credores externos, nomeadamente os alemães, iriam imediatamente responder – Porque é que não começam por vocês próprios?
Os vossos bancos não têm mais de 25 por cento da vossa dívida pública nos seus balanços, mais de 40 mil milhões de euros, e o vosso Fundo de Capitalização da Segurança Social não tem mais de 8 mil milhões de euros de obrigações do Tesouro? Peçam-lhes um perdão parcial de capital e de juros.
Conseguem perceber que, neste caso, os bancos portugueses ficariam à beira da falência e a Segurança Social ficaria descapitalizada?
Nenhum de vós, subscritores do manifesto pela reestruturação da dívida pública, faria tal proposta se fosse Ministro das Finanças. E sobretudo não a faria neste delicadíssimo momento da vida financeira do país. Mesmo sendo uma proposta feita por cidadãos livres e independentes, pela sua projeção social poderá ter impacto externo e levar a uma degradação da perceção dos investidores, pela qual vos devemos responsabilizar desde já. Se isso acontecer, digo-vos que como cidadão contribuinte vou exigir publicamente que reparem o dano causado ao Estado.
Conseguem perceber porque é que o partido que pode ser Governo em breve, liderado por António José Seguro, reagiu dizendo apenas que se deve garantir uma gestão responsável da dívida pública e nunca falando de reestruturação?
Pergunto-vos também se não sabem que uma reestruturação de dívida pública não se pede, nunca se anuncia publicamente. Se é preciso fazer-se, faz-se. Discretamente, nos sóbrios gabinetes da alta finança internacional.
Aliás, vocês não sabem que Portugal já fez e continua a fazer uma reestruturação discreta da nossa dívida pública? Vitor Gaspar como ministro das Finanças e Maria Luis Albuquerque como Secretária de Estado do Tesouro negociaram com o BCE e a Comissão Europeia uma baixa das taxas de juro do dinheiro da assistência, de cerca de 5 por cento para 3,5 por cento. Negociaram a redistribuição das maturidades de 52 mil milhões de euros dos respetivos créditos para o período entre 2022 e 2035, quando os pagamentos estavam previstos para os anos entre 2015 e 2022, esse sim um calendário que era insustentável.
Ao mesmo tempo, juntamente com o IGCP dirigido por João Moreira Rato, negociaram com os credores privados Ofertas Públicas de Troca que consistem basicamente em convencê-los a receber o dinheiro mais tarde.
A isto chama-se um “light restructuring”, uma reestruturação suave e discreta da nossa dívida, que continua a ser feita mas nunca pode ser anunciada ao mundo como uma declaração de incapacidade de pagarmos as nossas responsabilidades.
Sabem que em consequência destas iniciativas, e sobretudo da correção dos défices do Estado, dos cortes de despesa pública, da correção das contas externas do país que já vai em quase 3 por cento do PIB, quase cinco mil milhões de euros de saldo positivo, os credores internacionais voltaram a acreditar em nós. De tal forma que os juros das obrigações do Tesouro a 10 anos no mercado secundário já estão abaixo dos 4,5 por cento.
Para os mais distraídos, este é o valor médio dos juros a pagar pela República desde que aderimos ao Euro em 1999. O valor factual já está abaixo. Basta consultar a série longa das Estatísticas do Banco de Portugal.
E sim, Eng. João Cravinho, é bom lembrar-lhe que a 1 de janeiro de 1999, a taxa das obrigações a 10 anos estava nos 3,9 por cento mas quando o seu Governo saiu, em Outubro desse ano, já estava nos 5,5 por cento, bem acima do valor atual.
É bom lembra-lhe que fazia parte de um Governo que decidiu a candidatura ao Euro 2004 com 10 estádios novos, quando a UEFA exigia só seis. E que decidiu lançar os ruinosos projetos de SCUT, sem custos para o utilizador, afinal tão caros para os contribuintes. O resultado aí está, a pesar na nossa dívida pública.
É bom lembrar aos subscritores do manifesto pela reestruturação da dívida pública que muitos de vós participaram nos Conselhos de Ministros que aumentaram objetivamente a dívida pública direta e indireta.
Foram corresponsáveis pela passagem dos cheques da nossa desgraça atual. Negócios de Estado ruinosos, negócios com privados que afinal eram da responsabilidade do contribuinte. O resultado aí está, a pesar direta e indiretamente nos nossos bolsos.
Sim, todos sabemos que quem pôs o acelerador da dívida pública no máximo foi José Sócrates, Teixeira dos Santos, Costa Pina, Mário Lino, Paulo Campos, Maria de Lurdes Rodrigues com as suas escolas de luxo que foram uma festa para a arquitetura e agora queimam as nossas finanças.
Mas em geral, todos foram responsáveis pela maneira errada de fazer política, de fazer negócios sem mercado, de misturar política com negócios, de garantir rendas para alguns em prejuízo de todos.
Sabem perfeitamente que em todas as crises de finanças públicas a única saída foi o Estado parar de fazer nova dívida e começar a pagar a que tinha sido acumulada. A única saída foi a austeridade.
Com o vosso manifesto, o que pretendem? Voltar a fazer negócios de Estado como até aqui? Voltar a um modelo de gastos públicos ruinosos com o dinheiro dos outros?
Porque é que em vez de dizerem que a dívida é impagável, agravando ainda mais a vida financeira das gerações seguintes, não ajudam a resolver os gravíssimos problemas que a economia e o Estado enfrentam e que o Governo não tem coragem nem vontade de resolver ao contrário do que diz aos portugueses?
Porque é que não contribuem para que se faça uma reforma profunda do Estado, no qual se continuam a gastar recursos que não temos para produzir bens e serviços inúteis, ou para muitos departamentos públicos não produzirem nada e ainda por cima impedirem os empresários de investir com burocracias economicamente criminosas?
Porque não canalizam as vossas energias para ajudar a uma mudança profunda de uma economia que protege setores inteiros da verdadeira concorrência prejudicando as famílias, as PME, as empresas exportadoras e todos os que querem produzir para substituir importações em condições de igualdade com outros empresários europeus?
Porque não combatem as práticas de uma banca que cobra os spreads e as comissões mais caros da Europa?
Um setor elétrico que recebe demais para não produzir eletricidade na produção clássica e para produzir em regime especial altamente subsidiado à custa de todos nós?
Um setor das telecomunicações que, apesar de parcialmente concorrencial, ainda cobra 20, 30 e até 40 por cento acima da média europeia em certos pacotes de serviços?
Porque não ajudam a cortar a sério nas rendas das PPP e da Energia? Nos autênticos passadouros de dinheiros públicos que são as listas de subvenções do Estado e de isenções fiscais a tudo o que é Fundações e Associações, algumas bem duvidosas?
Acham que tudo está bem nestes setores? Ou será que alguns de vós beneficiam direta ou indiretamente com a velha maneira de fazer negócios em Portugal e não querem mudar de atitude?
Estará a vossa iniciativa relacionada com alguns cortes nas vossas generosas pensões?
Pois no meu caso eu já estou a pagar IRS a 45 por cento, mais uma sobretaxa de 3,5 por cento, mais 11 por cento de Segurança Social, o que eleva o meu contributo para 59,5 por cento nominais e não me estou a queixar.
Sabem, a minha reforma já foi mais cortada que a vossa. Quando comecei a trabalhar, tinha uma expectativa de receber a primeira pensão no valor de mais de 90 por cento do último salário. Agora tenho uma certeza: a minha primeira pensão vai ser de 55 por cento do último salário.
E não me estou a queixar, todos temos de contribuir.
Caros subscritores do Manifesto para a reestruturação da dívida pública, desculpem a franqueza: a vossa geração está errada. Não agravem ainda mais os problemas que deixaram para a geração seguinte. Façam um favor ao país – não criem mais problemas. Deixem os mais novos trabalhar.
publicado por J.Ferreira às 16:12

27 Fevereiro 2014

O texto que apresentamso aqui surge na net como sendo da autoria de Júlio Isidro. Apresenta uma visão perturbadora da consciência de todos quantos vivemos neste país e nos calamos perante "a ditadura dos mercados".  É uma refexão crítica que aqui é apresentada sobre a situação a que alguns conduziram Portugal. Partilhamos da análise e crítica aos "senhores" que governam e governaram não sá a sociedade actual mas os mercados mundiais e que nela está mais ou menos explícita. Aqui o deixamos para que o leitor também possa fazer os seus comentários.

 

 

"Não, não estou velho!!!!!!  Não sou é suficientemente novo  para  já saber tudo!

 

Passaram 40 anos de um sonho chamado Abril.

 

E lembro-me do texto de Jorge de Sena…. Não quero morrer sem ver a cor da liberdade.

Passaram quatro décadas e de súbito os portugueses ficam a saber, em espanto, que são responsáveis de uma crise e que a têm que pagar…. civilizadamente,  ordenadamente, no respeito  das regras da democracia, com manifestações próprias das democracias e greves a que têm direito, mas demonstrando sempre o seu elevado espírito cívico, no sofrer e ….calar.

 

Sou dos que acreditam na invenção desta crise.

 

Um “directório” algures  decidiu que as classes médias estavam a viver acima da média. E de repente verificou-se que todos os países estão a dever dinheiro uns aos outros…. a dívida soberana entrou no nosso vocabulário e invadiu o dia a dia.

 

Serviu para despedir, cortar salários, regalias/direitos do chamado Estado Social e o valor do trabalho foi diminuído, embora um nosso ministro tenha dito decerto por lapso, que “o trabalho liberta”, frase escrita no portão de entrada de Auschwitz.

 

Parece que  alguém anda à procura de uma solução que se espera não seja final.

 

Os homens nascem com direito à felicidade e não apenas à estrita e restrita sobrevivência.

 

Foi perante o espanto dos portugueses que os velhos ficaram com muito menos do seu contrato com o Estado que se comprometia devolver o investimento de uma vida de trabalho. Mas, daqui a 20 anos isto resolve-se.

 

Agora, os velhos atónitos, repartem o dinheiro  entre os medicamentos e a comida.

 

E ainda tem que dar para ajudar os filhos e netos num exercício de gestão impossível.

 

A Igreja e tantas instituições de solidariedade fazem diariamente o miagre da multiplicação dos pães.

 

Morrem mais velhos em solidão, dão por eles pelo cheiro, os passes sociais impedem-nos de  sair de casa,  suicidam-se mais pessoas, mata-se mais dentro de casa, maridos, mulheres e filhos mancham-se  de sangue , 5% dos sem abrigo têm cursos superiores, consta que há cursos superiores  de geração espontânea, mas 81.000  licenciados estão desempregados.

 

Milhares de alunos saem das universidades porque não têm como pagar as propinas, enquanto que muitos desistem de estudar para procurar trabalho.

 

Há 200.000 novos emigrantes, e o filme “Gaiola Dourada”  faz um milhão de espectadores.

 

Há terras do interior, sem centro de saúde, sem correios e sem finanças, e os festivais de verão estão cheios com bilhetes de centenas de euros.

 

Há carros topo de gama para sortear e auto-estradas desertas. Na televisão a gente vê gente a fazer sexo explícito e explicitamente a revelar histórias de vida que exaltam a boçalidade.

 

Há 50.000 trabalhadores rurais que abandonaram os campos, mas  há as grandes vitórias da venda de dívida pública a taxas muito mais altas do que outros países intervencionados.

 

Há romances de ajustes de contas entre políticos e ex-políticos, mas tudo vai acabar em bem...estar para ambas as partes.

 

Aumentam as mortes por problemas respiratórios consequência de carências alimentares e higiénicas, há enfermeiros a partir entre lágrimas para Inglaterra e Alemanha para ganharem muito mais do que 3 euros à hora, há o romance do senhor Hollande e o enredo do senhor Obama que tudo tem feito para que o SNS americano seja mesmo para todos os americanos. Também ele tem um sonho…

 

Há a privatização de empresas portuguesas altamente lucrativas e outras que virão a ser lucrativas. Se são e podem vir a ser, porque é que se vendem?

 

E há a saída à irlandesa quando eu preferia uma…à francesa.

 

Há muita gente a opinar, alguns escondidos com o rabo de fora.

 

E aprendemos neologismos como “inconseguimento” e “irrevogável” que quer dizer exactamente o contrário do que está escrito no dicionário.

 

Mas há os penalties escalpelizados na TV em câmara lenta, muito lenta e muito discutidos, e muita conversa, muita conversa e nós, distraídos.

 

E agora, já quase todos sabemos que existiu um pintor chamado Miró, nem que seja por via bancária. Surrealista…

 

Mas há os meninos que têm que ir à escola nas férias para ter pequeno- almoço e almoço.

 

E as mães que vão ao banco…. alimentar contra a fome , envergonhadamente , matar a fome dos seus meninos.

 

É por estes meninos com a esperança de dias melhores prometidos para daqui a 20 anos, pelos velhos sem mais 20 anos de esperança de vida e pelos quarentões com a desconfiança de que não mudarão de vida, que eu não quero morrer sem ver a cor de uma nova liberdade."

 

publicado por J.Ferreira às 20:06

17 Fevereiro 2014

Admirem-se pois os portugueses por que motivo tantos desejam candidatar-se a um lugar destes...

Miguel Portas denuncia  o "Mau Exemplo2. 

Para chegar a Eurodeputado não é necessário NADA.... Nem mesmo falar idiomas... !

Estes são os excelentes lugares conseguidos fruto da eleição que se avizinha.

Por isso, tantos e tantos desejam chegar lá... Se pagassem "uma côdea" não apareciam tantos candidatos.

Com uma Europa cada vez menos solidária... é o salve-se quem puder! Por isso, as eleições para o Parlamento Europeu pouco ou nada interessam aos trabalhadores. Seja qual for o resultado, quase nada mudará na vida dos portugueses.

Aliás, eles são tantos que nem tempo têm para intervir ao longo de meses! Marcam "corpo presente" (quando marcam!) aqui e ali e ganham como reis.

Na verdade, o salário de um deputado europeu — cargo pago "a peso de ouro" para pouco mais de 30 minutos (se é que os tem) de tempo de antena ao longo de todo o ano — é um salário de rei... um atentado ao cidadão pagador de impostos. Não admira que sejam muitos mais os candidatos que os lugares... 

Como dizia Zeca Afonso, eles comem tudo! E, tal como os abutres, ainda que a carne esteja a cheirar mal, a apodrecer... não deixam de aparecer. quando há carne a apodrecer...! nem é necessário 

A revista "Visão" publica o que ganham... e os candidatos que se perfilam...!

Transcrevemos aqui o essencvial. Afinal, "por que" e "quanto" recebem os eurodeputados?

  • Subsídio mensal: o vencimento bruto de um eurodeputado são €7 956,87; após imposto comunitário e contribuição para seguro, desce para €6 200,72, sobre os quais os Estados-membros podem aplicar impostos nacionais;
  • Subsídio "de estadia": são €304 para cobrir despesas (de alojamento e despesas conexas) por cada dia que os deputados compareçam em reuniões oficiais, desde que assinem um registo de presença. Pela comparência em reuniões fora da UE, recebem €152 (mais reembolso das despesas de alojamento).
  • Despesas de viagem: os deputados têm direito ao reembolso do custo das viagens para participar nas reuniões plenárias (em Bruxelas ou Estrasburgo) ou outras, decorrentes do exercício do cargo, mediante apresentação dos recibos ou a €0,50 por km (a que acrescem outras despesas de viagem), se a viagem for efetuada em automóvel privado.
  • Subsídios para despesas gerais: são €4 299 mensais, para "cobrir despesas no Estado-membro de eleição", como, por exemplo, os custos de gestão de um gabinete, telefone,  correio ou material informático;
  • Despesas com pessoal: os deputados podem escolher o seu staff e, para tal, têm disponível um máximo de €21 209 mensais, pagos diretamente aos colaboradores. Um quarto deste orçamento (no máximo) pode ser usado para pagar serviços, como a realização de estudos técnicos.
  • Escola Europeia: os filhos dos deputados têm acesso à Escola Europeia, que podem frequentar gratuitamente, com total equivalência ao sistema de ensino português.
  • Pensão: os antigos deputados têm direito a uma pensão de aposentação, ao atingirem 63 anos. A pensão ascende a 3,5% do subsídio por cada ano de mandato, até ao limite máximo de 70% do vencimento.

Para aceder ao texto original, faça click AQUI

 

publicado por J.Ferreira às 13:28

01 Julho 2013

 

Caríssimo Comentador, Dr. Marques Mendes!

 

Depois de ouvir e ver o conteúdo deste vídeo, não fui capaz de me conter e decidi publicar este escrito aberto à comunidade de leitores que esperamos críticos!

Depois de ver a sua análise fria dos números, queria confrontar V.ª Ex.ª com o calor da realidade, presente e passada.

 

A apresentação de gráficos deste tipo, onde aparece a evolução do número de alunos em Portugal não passa de uma forma falaciosa, ou no mínimo, demagógica de fazer política ou tentar explicar o inexplicável: a incompetência dos políticos — que chegam a governantes por eleição ou nomeação, o que é bem diferente de conseguir o seu lugar através de uma prova de demonstração de competência  — que pensam entender de tudo, desde finanças e urbanismos, passando por medicina, hotelaria, transportes,... até chegar à educação.

Esta é já uma característica da mentalidade portuguesa! Aqui, todos os cidadãos arrogam do direito a entender de educação. Sim. Todo e qualquer cidadão se arroga do direito de opinar e de se apresentar como especialistas em educação. A todos é reconhecido o direito a entender  de educação... Mas só alguns têm o direito de opinar em meios de divulgação pública. Portugal é um país de sucesso; um país maravilhososo onde todos entendem de educação... menos os professores! Sim... Menos os professores...? Estes são os únicos que de educação, pouco ou nada percebem... Por isso, raramente são ouvidos... Mesmo que a sua especialidade seja a educação. Não seria de esperar que os professores  fossem ouvidos em assuntos como a segurança, ou calamidades sanitárias... Mas em Educação...!??? Sim. Sem dúvida... Nesta área, os professores,  mais do que ouvidos deveriam ser escutados! Mas tal nunca acontece...

Em Portugal, se há um problema de educação, desde electricista ao mecânico, do pintor ao advogado, do padeiro ao engenheiro... todos entendem do assunto... Todos... Menos os profesores!

Socialmente aparecem como aqueles em quem mais confiam... Mas na reralidade, quando toca a dar-lhes o valor, todos gostam de achincalhar um ou outro professor pelo s9imples factod e que "não ir com a sua cara"! E se os escutam... nunca lhes fazem caso!...

Ora, meu caros, esta mentalidade conduziu-nos ao que assitsimos no vídeo. Nem mesmo esttado no governo este senhor usou uma palavra que o compreometera: os govenros... Foram os governos! Ora bolas... Diga, senhor marques Mendes. Fomos nós, ex-governantes deste país que não fomos capazes de conduzir o barco por águas calmas e seguras... Assuma a sua responsabilidade. Diga "fomos nós, os políticos que, com a nossa teimosia e cegueira auditiva (não quiseram nem ver nem ouvir quando tinham olhos e ouvidos!) fomos incompetentes e ignoramos os alertas de quem nos avisava que iríamos parar ao Triângulo das Bermudas"...

E agora? Quem vai ser capaz de fazer Portugalk regressar à  rota que devería ter trilhado? Com que marinheiros?  Com os mesmo? Com as mesmas retóricas? As mesmas medidas? A mesma mentalidade?

Basta de opinadores de tudo... Basta de treinadores de bancada!

 

Queremos também deixar aqui um apelo aos meios de comunicação social e aos senhores jornalistas!

Passem a escutar a opinião de verdadeiros especialistas vários nas tertúlias, como aqui em Espanha (onde tenho estado a trabalhar desde há mais de 6 anos!).  Deixem-se de ouvir sempre os mesmos... Podem atrair audiêcnias mas não passam de comentadores multitarefa... Quem sabe de tudo não é especialsita de nada... E são estes senhores (sempre os mesmos!) que nos vêm contar as histórias do que não fizeram ou do que fizeram mal! Sobretudo, quando tiveram responsabilidade no que se passou em portugal, é triste que venham contar a história da desgraça a que conduiziram o país! Falta de planificação, de análise das tendências!!! Por favor! Professores a mais? Deveriam ter fechado os cursos... Mas só agora o diz? É triste... São estes os "cérebros" que nos governaram? Incrível... Até um jovem estudante de 26 anos previa isto em 1992... Que políticos tínhamos (ou ainda temos hoje)?

Estamos fartos de contadores de histórias. Queremos ver gente de acção cujo trabalho e iniciativas sejam reconhecidas com o passar dos anos e não gente que se mete na política para vir depois contar as histórias da meia-culpa pela irresponsabilidade das medidas que foram tomando enquanto (des)governantes!

 

Queria começar por dizer-lhe que lhe fica bem fazer o comentário sem fazer a sua meia-culpa.

fala dos governos, desculpando os professores por irem para o desemprego.

 

Queria dizer-lhe que em 1992, quando o senhor estava no governo, se instaurou o primeiro incrível aumento do valor a pagar pelos estudantes que, nas palavras de um simples estudante da Universidade do Minho, serviriam para conseguir licenciaturas para o desemprego.

Nessa altura, o senhor era governante se nunca o vimos manifestar-se a contra o que se estava a passar. Os estudantes estavam, a entrar na universidade, a ver o custo dos seus cursos subir exponencialmente em directa proporção com a falta de futuro dos mesmos cursos. Ou seja, nas palavras do tal estudante, eram propinas para o desemprego.

 

Agora, vem V.ª Ex.ª falar aqui de que os políticos, (todos, como o senhor, que gozam de uma reforma choruda por terem desgovernado o país!) são os culpados por não terem sabido ver as tendências.

 

Meu caro Marques Mendes.

V.ª Ex.ª apresenta gráficos que começam a analisar a situação os inícios dos anos 80.

Que pretende fazer? Voltar ao sistema educativo dos anos 80 ?

Nos anos 80, acabávamos de sair de um período de Ditadura!

Havia de facto muito poucos professores. Aliás, havia tanta falta de professores que a formação de professores era de duração muito curta, para dar resposta às necessidades do país, tendo muitos cidadãos sido chamados a exercer a função docente sem a mínima habilitação. Lembra-se dos Regentes Escolares? Claro.,.. Claro que se lembra! 

A formação era feita com apenas o correspondente ao actual 9º ano seguido de 2 anos de Magistério.

 

E das turmas com mais de 40 alunos? Lembra-se? Sim!... Claro que se lembra! 

Ora, parece que v.ª! Ex.ª (dando ideias ao chefe do partido a que pertence e que está agora, de novo e uma vez mais, no governo!) quer voltar ao tempo da ditadura... Ao tempo em que as turmas dos "meninos eleitos", das "famílias de bem" eram numerosíssimas.

 

Pergunto, pois:

Quer V.ª Ex.ª dizer às crianças que não vale a pena estudar... Afinal, vão parar ao desemprego!!! É esta a sua teoria?

Ou será que o que estava mal da ditadura (como era o caso do exagerado número de alunos por turma) deverá ser corrigido?

Será que V.ª Ex.ª sabe o que se passa na nossa vizinha Espanha? Será que V.ª Ex.ª sabe que, em Espanha (o Presidente do Governo com cinco vezes mais contribuintes, recebe um salário inferior ao Primeiro Ministro português?!), onde se aposta por dar uma resposta educativa de qualidade, uma escola com 400 alunos tem mais de 36 professores?

Como compagina a qualidade com a quantidade? Como quer que numa hora de 60 minutos, 30 alunos possam ter um diálogo de qualidade superior a 2 minutos?... Como quer conseguir o a excelência nos resultados com turmas de mais de 30 alunos? Tendo uma turma 30 alunos, com aulas de 60 minutos, os professores apenas podem dedicar 2 minutos de atenção a resolver as dúvidas de cada um dos seus alunos...!! É pura matemática!! Será que necessita que lhe apresente um gráfico?

 

Fala dos alunos na década de 80... Esses números (de duvidoso rigor quando muitas crianças abandonavam o sistema educativo ou nem chegavam a frequentar a escola, deixam muito a desejar... Ou no mínimo, apresentam um desejo recalcado de voltar ao tempo da ditadura, onde os alunos eram educados, poderiam estar 40 ou 50 numa sala a ouvir um professor... Hoje, os filhos dos nossos cidadãos do século XXI, nem 5 minutos conseguem estar concentrados numa sala de aula e muito menos têm comportamento adequado a aulas do tipo Magister Dix.

 

Enfim. É triste que estes senhores tenham direito a estar numa televisão onde uma jornalista acrítica permite que se digam e fiquem registadas estas barbaridades sem direito ao contraditório. Mas esta é a democracia onde todos têm o direito de acesso à informação (ou simples desinformação, porque não passa de mera opinião infundada, mascarada de informação!) mas apenas alguns têm direito de acesso aos meios de divulgação da informação...

 

publicado por J.Ferreira às 12:12

27 Junho 2013

Caríssimo Passos Coelho. Caríssima TROIKA...

 

Basta de impor receitas que consideram MILAGROSAS e que AFINAL... apenas AFUNDAM ainda MAIS o país.

As recitas milagrosas apenas servem para que nos endividemos cada vez mais

Se querem que sgamos as vossas receitas... arrisquem o vosso dinheironho...

Está na hora de TROKAR AS VOLTAS À TROIKA.

Portugal está farto de quem segue as medidas impostas pela TROIKA.

Sim... Uma TROIKA irresponsável que afunda os países (veja-se como a Espanha continua a "boiar" sem afundar-se enquanto a Grécia, ajudada pela TROIKA se vai afundando cada vez mais... E Portugal segue o caminho da Grécia. Precisamos de TROIKAR as VOLTAS À TROIKA.

Se as medidas impostas pela TROIKA fossem as correctas, a TROIKA teria de assumir a perda do dinheiro que investe pois se tomando as medidas impostas (e outras ainda mais gravosas para os portugueses), Portugal continua a afundar-se, era o momento de nos dirigirmos à  TROIKA e dizer-lhes, com frontalidade:

 

"Meus senhores.

As vossas medidas são uma catástrofe, uma desgraça, que estão apenas a contribuir para que Portugal se afunde cada vez mais! Para que possamos continuar a seguir as vossas receitas, os meus caríssimos senhores (ou caríssimos "manda-chuva") terão de assumir as consequências dos vossos ditames. Assim, se as medidas propostas têm o efeito inverso ou preverso, tenham a coragem de assumir a perda do dinheiro que injectam para levar essas medidas a cabo."

 

Ou será que temos de aceitar tudo que vem de quem  (como se passou com a Grécia!) já demonstrou uma total incompetência para ajudar quem quer que seja a sair do meio da tormenta. Com a ajuda das medidas da Troika, qualquer país que se encontre sem rumo, sem bússola, apenas encontra uma saída: o caminho do abismo! Na verdade, estes senhores apenas sabem impor medidas que conduzem à destruição da economia das famílias. E nenhum país pode ser prosperar com a economia das suas famílias destruída, com famílas extremamente endividadas, com jovens e velhos sem emprego, sem trabalho, sem recursos...  forçados a mendigar o pão que comem junto de seus vizinhos, vivendo da caridade dos seus amigos, ou, para os que conseguem um emprego, obrigados a aceitar ordenados de miséria e ondenados pelos governantes "a trabalhar até à morte".

Será que a IDEIA de EUROPA se baeia agora em "novas formas de escravatura"?

 

Com a chegada da Troika, a alternativa da juventude é, cada vez mais, emigrar. Com a entrada da Troika, a maioria dos jovens portugueses, formados e pagos pelas economias de Portugal,  estão a abandonar o país, ajudando economias europeias que em nada contribuiram para a sua formação. Será esta iniciativa (levar-nos a recuar em direitos mais de 30 anos) uma estratégia de a Europa beneficiar dos jovens formados nas universidades portuguesas, reavendo assim o dinheiro investido em POrtugal com o envio efectuado através de fundos estruturais?  Dá para pensar... Dá para pensar... !!!

 

Para que veio a Troika para Portugal? Vieram para Portugal para nos dar esta ajuda?

Ora, meus caros, para nos afundar, já nos bastavam os políticos e desgovernantes que cá temos! Não necessitávamos de ter mais uns mercenários a levar-nos uns milhões de Euros de cada vez que cá vêm fazer uma pseudoavaliaçao (nao passam de mais ordens para fazer mais recortes aos direitos dos cidadãos!). Assim, as medidas da TROIKA só servem para afundar ainda mais o país.

Aidna por cima, emprestam-nos o dinheiro a juros usurários, fazendo-nos crer que vieram para ajudar-nos a arrumar a nossa casa... Mentira. A Troika não vem cá para nos fazer nenhum favor. Apenas e só, vem para garantir a cobrança do dinheiro que nos empresta e com uma taxa de juro exorbitante. É esta a solidariedade dda Europa? Não admira que muitos prefiram já ser, cada vez mais, africanos! Esta taxa de juro em nada é própria de uma instituição (Europa) solidária!

Por que motivo não emprestam diretamente aos Estados? Por que motivo o Banco Central Europeu (BCE) empresta aos bancos dinheiro a uma taxa muito inferior a 2% e não empresta diretamente aos Estados? Simlpes. Porque, assim, os bancos emprestam aos Estados a 6,5% e com isso, os bancos descobrem "uma mama do tamanho do planeta"!

 

publicado por J.Ferreira às 17:49
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20 Junho 2013

Palavras de Paulo Morais: "A política é uma Mega-Central de negócios..."

Que tipo de governantes temos à frente do país ?



 

Vejam aos 9 minutos... Afinal, todos os contratos se podem rasgar!!!

Sim... Todos, incluindo a Constituição da república, menos os que foram feitos com os privados !


Estamos convictos de que, se fizessem um Ranking dos governantes do Planeta, Portugal estaria em primeiro ou segundo (caso a Grécia ficasse na cauda!)

 

Portugal tem três das 100 melhores “jovens” universidades do mundo

 

A Universidade de Aveiro é a instituição portuguesa mais bem posicionada no tabela da revista britânica Times Higher Education.


"As universidades de Aveiro, Minho e Nova de Lisboa estão entre as 100 melhores instituições de ensino superior com menos de 50 anos. Um dos mais respeitados rankings internacionais, publicado ao início da noite desta quarta-feira, coloca pela primeira vez três representantes nacionais entre a elite da investigação e ensino a nível mundial.

 

Das três, a Universidade de Aveiro é a melhor representante nacional neste top 100, surgindo na 66ª posição, a mesma que ocupava há um ano. Uma das novidades no ranking da revista britânica Times Higher Education (THE) é a inclusão da Universidade do Minho, que entra directamente para a posição 85. A Universidade Nova de Lisboa é a terceira representantes nacional, em 92º Esta instituição foi uma das afectadas pela entrada de novas instituições na lista e desce do 85º posto ocupado há um ano.
 
O top 100 Under 50 elenca as melhores universidades do mundo nascidas depois de 1963. A lista é elaborada pela THE, que é autora de vários rankings do ensino superior, incluindo o THE World University Ranking, um dos mais respeitados internacionalmente. Portugal é um dos seis países que não surgem no top 200 do World University Rankings, mas que tem representantes no lista das 100 Under 50. Os outros são Espanha, Itália, Grécia, Irão e Arábia Saudita. 
 
Este ranking baseia-se numa lista de 13 indicadores que também são usados na lista principal da THE, mas emprega uma metodologia “recalibrada” para captar melhor as características de instituições jovens. Em lugar de avaliar a história e tradição académica, o ranking das universidades com menos de 50 anos tenta dar uma “visão prospectiva do ensino superior”, sustenta o responsável da Times.
 
Com três universidades incluídas, Portugal é o décimo país com melhores resultados entre os 28 que constam na lista. A maioria das instituições representadas é do Reino Unido, com 18 universidades, seguindo-se a Austrália (13) e os Estados Unidos (8). Todavia, os lugares cimeiros da tabela da Times Higher Education não incluem nenhum representante de nenhum destes países. A lista continua a ter as mesmas duas instituições nos primeiros lugares, sendo liderada pela Pohang University of Science and Technology, da Coreia do Sul, seguida da École Polytechnique Fédérale of Lausanne, da Suíça. No terceiro posto está outra universidade coreana, a Korea Advanced Institute of Science and Technology , que era a quinta classificada há um ano."
publicado por J.Ferreira às 14:59

17 Junho 2013

Enquanto o país caminha para o abismo... há quem prefira atacar os professores. Se tivéssemos um povo culto, os portugueses conseguiriam entender melhor o que está em causa no nosso país e quem são, de facto, os culpados do estado a que chegamos. Por certo, não foi culpa dos professores...! A única culpa que poderão ter, é a de não terem "chumbado" um conjunto de senhores (políticos) que ao fim de uns anos, com discursos baseados na propaganda e na mentira, conseguiram chegar ao poder e destruir o país...!

Mas, ainda que os professores alertem para o caos a que nos conduzem os políticos eleitos pelo povo, afinal o que recebem é bofetadas da população... Basta ver o que se escreve na imprensa portuguesa (e no mundo da internet). A pointo de nos questionarmos:

Haverá jornais e jornalistas, comentadores e colunistas ao serviço dos interesses dos partidos ?

Vejam o que Paulo Morais denuncia neste vídeo. Vale a pena ouvir, e mais do que isso, escutar... reflectir !!

 

Nota prévia:
    Texto adaptado de um email recebido, cuja autora vem referida como sendo "Helena Almeida".
    Aqui fica o nosso apreço pelo texto e compreensão pelo desabafo com timbre de revolta mais do que justificada.
    Para não ferir algumas sensibilidades, a palavra ofensiva foi codificada.
 

"Quem tem medo dos professores?" 

 

Pelos vistos...

Quando a classe se une;

Quando a inércia se sacode;

Quando a doentia tendência que os professores têm para cumprirem tudo, aceitarem tudo sem um queixume se transforma na revolta de quem já não aguenta mais;

Quando os professores tomam consciência do poder que detêm e o exercem, o país treme.

... TODOS TREMEM !

Tremem os políticos ao verem escapar-se-lhes debaixo das garras dominadoras a classe que (justificadamente, diga-se..) acreditavam mais submissa, a mais sensível à chantagem emocional. Os direitos dos jovens, pois claro!

Tremem os pais ao verem ameaçados basicamente, os seus organizadinhos planos de férias, pois que outra coisa?

 

Hipócritas, uns e outros.

Não os comovem as crianças com fome, a única refeição diária retirada das escolas, a ASAE que há anos se pôs a medir batatas e encerrou ou inviabilizou as boas cantinas escolares, agora reféns da normalizada  fast food de empresas duvidosas.

Não os comovem as escolas fechadas, as crianças deslocadas, as escolas-fábrica em que cada aluno não é sequer um número, o interior do país desertificado, as longas viagens de e para casa, o tempo com a família, inexistente.

Não os comovem os livros deitados fora, que deixaram de servir porque sim: o novo programa de matemática para quê se o outro dava mostras de funcionar, o (des)acordo ortográfico para benefício de quem...

Não os comovem os professores massacrados que lhes aturam os filhos todo o dia: «Já não sei o que fazer dele/dela..., em casa é a mesma coisa... ».

Não os comovem os alunos que querem aprender e não podem, a indisciplina na sala de aula e os professores esgotados, deprimidos, muitas vezes doentes, os professores que desabam a chorar no meio da aula, a tensão, as pulsações que disparam e como é que se pode ensinar assim?

Não os comovem os professores hostilizados publicamente por ministras, escritores, comentadores, opinadores − e já lá vão anos de enxovalhamento!

Não os comovem as políticas aberrantes do ministério da Educação, as constantes alterações aos curricula, aos programas, as disciplinas de uma hora semanal a fingir que existem e os professores que se adaptam aos caprichos todos, formações atrás de formações, obrigatórias todas, pagas do próprio bolso, algumas.

Não os comovem as condições de trabalho e de saúde de quem lhes zela pelos filhos, as horas insanas passadas na escola, as tarefas sem sentido e as outras, o tempo e a disposição que depois faltam para tudo o resto que fazem em casa, preparar aulas, orientar trabalhos, corrigir testes, as noites que não dormem e amanhã aguenta-te que não são papéis que tens à frente, mas sim pessoas!

Não os comovem vidas inteiras de andar 'com a casa às costas', 10, 20, 30 anos contratados (dantes chamavam-se 'provisórios'), de Trás-Os-Montes ao Algarve e é se queres ter emprego, SEMPRE assim foi até conseguirem um lugar no quadro de efectivos numa escola − e agora aos 40, 50, à beira de vínculo nenhum! − as regras que mudam, a reforma que se alonga, a carreira de há muito congelada, os sucessivos cortes no salário, os impostos uns atrás dos outros... E depois... Depois, no dia a dia com os jovens a quem temos o dever de preparar e encorajar para enfrentar o futuro, ainda estranham se não somos capazes de pôr uma cara alegre...

Sim... Os professores têm em cima dos ombros já não só a  responsabilidade de ensinar, formar, educar os nossos jovens, para no futuro dirigirem o país! temos de os preparar para servir um qualquer país (dificilmente a sua pátria pois, por este andar, emigrar será o único futuro  que podemos prometer aso nossos jovens, muito mais depois de terem sido os próprios ministros a apontar-lhes o caminho da emigração como solução para as saus vidas.

 

 

Por isso, direi: já não vos aturo! Aos comentadores apenas respondo: "VÃO TODOS À FAVA!" com as vossas preocupações da treta, a vossa chantagem e as vossas ameaças, os vossos apelos aviltantes. E não, não peço desculpa pela linguagem, que outra não há que dê a medida da raiva.

 

Quem é que os políticos e as associações de pais pensam que são?

Quem foi que destruiu tudo o que de bom se tinha conseguido neste país julgam-se defensores da escola pública? 

Aqueles que promovem o regresso à miséria, ao cinzentismo, à ignorância? Que se estão borrifando para os alunos e as famílias, a qualidade do ensino nas nossas escolas públicas? Que tiram ao estado para darem aos privados? Que acabam com apoios onde eles eram vitais, aos alunos mais pobres, aos alunos com deficiências? Que despedem psicólogos e professores do ensino especial? Que, em exames, recusaram tempo extra aos alunos que a ele tinham direito? Que não fazem nada para promover a educação, os vossos podres serviços públicos reféns do vosso oportunismo, da vossa falta de valores, do vosso cinismo?

Aqueles que atacam os professores mas lhes confiam os seus filhos? Que não os educam em casa, mas esperam que eles o façam na escola? Os mesmos que agora defendem a “mobilidade especial” quando antes defendiam a estabilidade,

Os mesmos que se queixavam de que as crianças mudavam de professores todos os anos e agora aceitam o que se está a fazer?

Será que não percebem que um professor maltratado é um profissional menos disponível para os alunos que tem à frente?

Será que não percebem que a luta dos professores é a luta pelos vossos filhos, pela qualidade da sua educação, pelas oportunidades do seu futuro?

 

Aos opinadores “de bancada”, que continuam a achar que os professores trabalham pouco e ganham muito, por que se queixam agora desta greve (três meses de férias, é?!), quando nunca antes se queixaram das condições miseráveis em que vocês próprios sempre viveram?

Por que não se queixam dos dinheiros mal gastos destes políticos?

Por que não se queixam de um serviço público de televisão que vos embrutece e vos torna prisioneiros de quem vos engana todos os dias, vos impede de terem pensamento próprio?

Por que não se queixam da razia deste governo sobre os  funcionários públicos, dos serviços que vão funcionar muito pior, das horas de espera que vão aumentar, nos hospitais, nos centros de saúde, nos correios e nas repartições todas, a “má-cara” de quem, maltratado, vos vai atender com pouca paciência e muito cansaço?

 

A todos os portugueses que ainda não sabem o que é uma greve (ou que egoísticamente a não compreendem!), quero dizer-vos:

Nunca vos vi defenderem os professores do vosso país. Vi-vos aplaudirem uma ministra que “perdendo os professores” arrogantemente dizia que tinha "conquistado os pais”. Vi-vos a colocarem-se contra os professores tendo ao lado os vossos filhos que não souberam nem se preocuparam em educar. Vi-vos irem às escolas apenas para insultarem ou ameaçarem os que nela todos os dias “dão o litro” para que os vossos filhos sejam melhores pessoas que os seus pais, que tenham no futuro melhores condições de vida que os pais não puderam (ou não quiseram!) ter.

 

 

Os professores não estão de férias, como muitos de vós, que tudo julgam saber, gostam de apregoar.

Os Professores estão em greve. Finalmente!

Os Professores levaram anos a aguentar pauladas. Anos e anos a serem, eles, prejudicados.

Agora fazem greve, dizem BASTA!

 

E todos os portugueses deveriam revoltar-se. Não contra quem os defende, quem os que outrora como hoje prepara os jovens apra enfrentarem o futuro 8cada vez mais negro que cinzento!) Sim. Contra aqueles que afundaram e os que ohoje continuam afundando o país...

Ou será que a educação que a escola pública vos proporcionou só vos garantiu sentido crítico contra os professores?

Dignem-se de usar o cérebro e o pensamento autónomo!

Tenham DIGNIDADE!

publicado por J.Ferreira às 13:35

07 Abril 2013
Onde está a saída? Na queda do Governo?


Com os poderosos a comandar o país, parece que o povo não tem outra saída...

Ou se revolta e castiga os responsáveis pela crise... ou então, é melhor começar já a cavar a sepultura para que não seja lançado e enterrado numa valeta!

    
publicado por J.Ferreira às 16:54

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