Até que o Teclado se Rompa!
"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." (Martin Luther King)

02 Abril 2011

Porque silenciam a ISLÂNDIA?
 
Estamos neste estado lamentável por causa da corrupção interna — pública e privada com incidência no sector bancário — e pelos juros usurários que a Banca Europeia nos cobra. Sócrates foi dizer à Sra. Merkle — a chanceler do Euro — que já tínhamos tapado os buracos das fraudes e que, se fosse preciso, nos punha a pão e água para pagar os juros ao valor que ela quisesse. Por isso, acho que era altura de falar na Islândia, na forma como este país deu a volta à bancarrota, e porque não interessa a certa gente que se fale dele.

Não é impunemente que não se fala da Islândia (o primeiro país a ir à bancarrota com a crise financeira) e na forma como este pequeno país perdido no meio do mar, deu a volta à crise.  Ao poder económico mundial, e especialmente o Europeu, tão proteccionista do sector bancário, não interessa dar notícias de quem lhes bateu o pé e não alinhou nas imposições usurárias que o FMI lhe impôs para a ajudar.
Em 2007 a Islândia entrou na bancarrota por causa do seu endividamento excessivo e pela falência do seu maior Banco que, como todos os outros, se afogou num oceano de crédito mal parado. Exactamente os mesmo motivos que tombaram com a Grécia, a Irlanda e Portugal. A Islândia é uma ilha isolada com cerca de 320 mil habitantes, e que durante muitos anos viveu acima das suas possibilidades graças a estas "macaquices" bancárias, e que a guindaram falaciosamente ao 13º no ranking dos países com melhor nível de vida (numa altura em que Portugal detinha o 40º lugar). País novo, ainda não integrado na UE, independente desde 1944, foi desde então governado pelo Partido Progressista (PP), que se perpetuou no poder até levar o país à miséria.
Aflito pelas consequências da corrupção com que durante muitos anos conviveu, o PP tratou de correr ao FMI em busca de ajuda. Claro que a usura deste organismo não teve comiseração, e a tal "ajuda" ir-se-ia traduzir em empréstimos a juros elevadíssimos (começariam nos 5,5% e daí para cima), que, feitas as contas por alto, se traduziam num empenhamento das famílias islandesas por 30 anos, durante os quais teriam de pagar uma média de 350 Euros / mês ao FMI. Parte desta ajuda seria para "tapar" o buraco do principal Banco islandês.

 

Perante tal situação, o país mexeu-se e apareceram movimentos cívicos despojados dos velhos políticos corruptos, com uma ideia base muito simples: os custos das falências bancárias não poderiam ser pagos pelos cidadãos, mas sim pelos accionistas dos Bancos e seus credores. E todos aqueles que assumiram investimentos financeiros de risco, deviam agora aguentar com os seus próprios prejuízos.
O descontentamento foi tal que o Governo foi obrigado a efectuar um referendo, tendo os islandeses, com uma maioria de 93%, recusado a assumir os custos da má gestão bancária e a pactuar com as imposições avaras do FMI. E, em pouco tempo, estes movimentos cívicos forçaram a queda do Governo e a realização de novas eleições.
Foi assim que em 25 de Abril (esta data tem mística) de 2009, a Islândia foi a eleições e recusou votar em partidos que albergassem a velha, caduca e corrupta classe política que os tinha levado àquele estado de penúria. Um partido renovado (Aliança Social Democrata) ganhou as eleições, e conjuntamente com o Movimento Verde de Esquerda, formaram uma coligação que lhes garantiu 34 dos 63 deputados da Assembleia). O partido do poder (PP) perdeu em toda a linha.
Daqui saiu um Governo totalmente renovado, com um programa muito objectivo: aprovar uma nova Constituição, acabar com a economia especulativa em favor de outra produtiva e exportadora, e tratar de ingressar na UE e no Euro logo que o país estivesse em condições de o fazer, pois numa fase daquelas, ter moeda própria (coroa finlandesa) e ter o poder de a desvalorizar para implementar as exportações, era fundamental.
Foi assim que se iniciaram as reformas de fundo no país, com o inevitável aumento de impostos, amparado por uma reforma fiscal severa. Os cortes na despesa foram inevitáveis, mas houve o cuidado de não "estragar" os serviços públicos tendo-se o cuidado de separar o que o era de facto, de outro tipo de serviços que haviam sido criados ao longo dos anos apenas para serem amamentados pelo Estado.
As negociações com o FMI foram duras, mas os islandeses não cederam, e conseguiram os tais empréstimos que necessitavam a um juro máximo de 3,3% a pagar nos tais 30 anos. O FMI não tugiu nem mugiu. Sabia que teria de ser assim, ou então a Islândia seguiria sozinha e, atendendo às suas características, poderia transformar-se num exemplo mundial de como sair da crise sem estender a mão à Banca internacional. Um exemplo perigoso demais.
Graças a esta política de não pactuar com os interesses descabidos do neo-liberalismo instalado na Banca, e de não pactuar com o formato do actual capitalismo (estado de selvajaria pura) a Islândia conseguiu, aliada a uma política interna onde os islandeses faziam sacrifícios, mas sabiam porque os faziam e onde ia parar o dinheiro dos seus sacrifícios, sair da recessão já no 3º Trimestre de 2010.
O Governo islandês (comandado por uma senhora de 66 anos) prossegue a sua caminhada, tendo conseguido sair da bancarrota e preparando-se para dias melhores. Os cidadãos estão com o Governo porque este não lhes mentiu, cumpriu com o que o referendo dos 93% lhe tinha ordenado, e os islandeses hoje sabem que não estão a sustentar os corruptos banqueiros do seu país nem a cobrir as fraudes com que durante anos acumularam fortunas monstruosas. Sabem também que deram uma lição à máfia bancária europeia e mundial, pagando-lhes o juro justo pelo que pediram, e não alinhando em especulações. Sabem ainda que o Governo está a trabalhar para eles, cidadãos, e aquilo que é sector público necessário à manutenção de uma assistência e segurança social básica, não foi tocado.

Os islandeses sabem para onde vai cada cêntimo dos seus impostos.
Não tardarão meia dúzia de anos, que a Islândia retome o seu lugar nos países mais desenvolvidos do mundo.
O actual Governo Islandês, não faz jogadas nas costas dos seus cidadãos. Está a cumprir, de A a Z, com as promessas que fez.

 

Se isto servir para esclarecer uma única pessoa que seja deste pobre país aqui plantado no fundo da Europa, que por cá anda sem eira nem beira ao sabor dos acordos milionários que os seus governantes acertam com o capital internacional, e onde os seus cidadãos passam fome para que as contas dos corruptos se encham até abarrotar, já posso dar por bem empregue o tempo que levei a escrever este artigo.

Nota: Texto circulando na internet como sendo da autoria de Francisco Gouveia, Eng.º


publicado por J.Ferreira às 16:59

22 Março 2011

Está a acontecer na nossa rua e à nossa volta, e ainda não percebemos que a Revolução, uma nova Era já começou!
As pessoas andam um bocado distraídas! Não deram conta que há cerca de 3 meses começou a Revolução! Não! Não me refiro a nenhuma figura de estilo, nem escrevo em sentido figurado! Falo mesmo da Revolução "a sério" e em curso, que estamos a viver, mas da qual andamos distraídos (desprevenidos) e não demos conta do que vai implicar. Mas falo, seguramente, duma Revolução!
De facto, há cerca de 3 ou 4 meses começaram a dar-se
alterações profundas, e de nível global, em 10 dos principais factores que sustentam a sociedade actual. Num processo rápido e radical, que resultará em algo novo, diferente e porventura traumático, com resultados visíveis dentro de 6 a 12 meses... E que irá mudar as nossas sociedades e a nossa forma de vida nos próximos 15 ou 25 anos!
... tal como ocorreu noutros períodos da história recente: no status político-industrial saído da Europa do pós-guerra, nas alterações induzidas pelo Vietname/ Woodstock/ Maio de 68 (além e aquém Atlântico), ou na crise do petróleo de 73.
Estamos a viver uma transformação radical, tanto ou mais profunda do que qualquer uma destas! Está a acontecer na nossa rua e à nossa volta, e ainda não percebemos que a Revolução já começou!
Façamos um rápido balanço da mudança, e do que está a acontecer aos "10 factores":
1º- A
Crise Financeira Mundial : desde há 8 meses que o Sistema Financeiro Mundial está à beira do colapso (leia-se "bancarrota") e só se tem aguentado porque os 4 grandes Bancos Centrais mundiais - a FED, o BCE, o Banco do Japão e o Tesouro Britânico - têm injectado (eufemismo que quer dizer: "emprestado virtualmente à taxa zero") montantes astronómicos e inimagináveis no Sistema Bancário Mundial, sem o qual este já teria ruído como um castelo de cartas. Ainda ninguém sabe o que virá, ou como irá acabar esta história !...
2º- A
Crise do Petróleo: Desde há 6 meses que o petróleo entrou na espiral de preços. Não há a mínima ideia/teoria de como irá terminar. Duas coisas são porém claras: primeiro, o petróleo jamais voltará aos níveis de 2007 (ou seja, a alta de preço é adquirida e definitiva, devido à visão estratégica da China e da Índia que o compram e amealham!) e começarão rapidamente a fazer sentir-se os efeitos dos custos de energia, de transportes, de serviços. Por exemplo, quem utiliza frequentemente o avião, assistiu há 2 semanas a uma subida no preço dos bilhetes de... 50% (leu bem: cinquenta por cento). É escusado referir as enormes implicações sociais deste factor: basta lembrar que por exemplo toda a indústria de férias e turismo de massas para as classes médias (que, por exemplo, em Portugal ou Espanha representa 15% do PIB) irá virtualmente desaparecer em 12 meses! Acabaram as viagens de avião baratas (...e as férias  massivas!), a inflação controlada, etc...
3º- A
Contracção da Mobilidade: fortemente afectados pelos preços do petróleo, os transportes de mercadorias irão sofrer contracção profunda e as trocas físicas comerciais (que sempre implicam transporte) irão sofrer fortíssima retracção, com as óbvias consequências nas indústrias a montante e na interpenetração económica mundial.
4º- A
Imigração : a Europa absorveu nos últimos 4 anos cerca de 40 milhões de imigrantes, que buscam melhores condições de vida e formação, num movimento incessante e anacrónico (os imigrantes são precisos para fazer os trabalhos não rendíveis, mas mudam radicalmente a composição social de países-chave como a Alemanha, a Espanha, a Inglaterra ou a Itália). Este movimento irá previsivelmente manter-se nos próximos 5 ou 6 anos! A Europa terá em breve mais de 85 milhões de imigrantes que lutarão pelo poder e melhor estatuto sócio-económico (até agora, vivemos nós em ascensão e com direitos à custa das matérias-primas e da pobreza deles)!
5º- A
Destruição da Classe Média: quem tem oportunidade de circular um pouco pela Europa apercebe-se que o movimento de destruição das classes médias (que julgávamos estar apenas a acontecer em Portugal e à custa deste governo) está de facto a "varrer" o Velho Continente! Em Espanha, na Holanda, na Inglaterra ou mesmo em França os problemas das classes médias são comuns e (descontados alguns matizes e diferente gradação) as pessoas estão endividadas, a perder rendimentos, a perder força social e capacidade de intervenção.
6º- A
Europa Morreu : embora ainda estejam projectar o cerimonial do enterro, todos os Euro-Políticos perceberam que a Europa moribunda já não tem projecto, já não tem razão de ser, que já não tem liderança e que já não consegue definir quaisquer objectivos num "caldo" de 27 países com poucos ou nenhuns traços comuns!... Já nenhum Cidadão Europeu acredita na "Europa", nem dela espera coisa importante para a sua vida ou o seu futuro! O "Requiem" pela Europa e dos "seus valores" foi chão que deu uvas: deu-se há dias na Irlanda!
7º- A
China ao assalto! Contou-me um profissional do sector: a construção naval ao nível mundial comunicou aos interessados a incapacidade em satisfazer entregas de barcos nos próximos 2 anos, porque TODOS os estaleiros navais do Mundo têm TODA a sua capacidade de construção ocupada por encomendas de navios... da China. O gigante asiático vai agora "atacar" o coração da Indústria europeia e americana (até aqui foi just a joke...). Foram apresentados há dias no mais importante Salão Automóvel mundial os novos carros chineses. Desenhados por notáveis gabinetes europeus e americanos, Giuggiaro e Pininfarina incluídos, os novos carros chineses são soberbos, réplicas perfeitas de BMWs e de Mercedes (eu já os vi!) e vão chegar à Europa entre os 8.000 e os 19.000 euros! E quando falamos de Indústria Automóvel ou Aeroespacial europeia...helás! Estamos a falar de centenas de milhar de postos de trabalhos e do maior motor económico,  financeiro e tecnológico da nossa sociedade. À beira desta ameaça, a crise do têxtilfoi uma brincadeira de crianças! (Os chineses estão estrategicamente em todos os cantos do mundo a escoar todo o tipo de produtos da China, que está a qualificá-los cada vez mais).
8º- A
Crise do Edifício Social : As sociedades ocidentais terminaram com o paradigma da sociedade baseada na célula familiar! As pessoas já não se casam, as famílias tradicionais desfazem-se a um ritmo alucinante, as novas gerações não querem laços de projecto comum, os jovens não querem compromissos, dificultando a criação de um espírito de estratégias e actuação comum e as ditas "paneleirices" em voga que pretendem a Adopção Plena...
9º- O
Ressurgir da Rússia/Índia: para os menos atentos: a Rússia e a Índia estão a evoluir tecnológica, social e economicamente a uma velocidade estonteante! Com fortes lideranças e ambições estratégicas, em 5 anos ultrapassarão a Alemanha!
10º- A
Revolução Tecnológica : nos últimos meses o salto dado pela revolução tecnológica (incluindo a biotecnologia, a energia, as comunicações, a nano tecnologia e a integração tecnológica) suplantou tudo o previsto e processou-se a um ritmo 9 vezes superior à média dos últimos 5 anos!

Eis pois, a
Revolução!
Tal como numa conta de multiplicar, estes dez factores estão ligados por um sinal de "vezes" e, no fim, têm um sinal de "igual". Mas o resultado é ainda desconhecido e... imprevisível.
Uma coisa é certa: as nossas vidas vão mudar radicalmente nos próximos 12 meses e as mudanças marcar-nos-ão (permanecerão) nos próximos 10 ou 20 anos, forçando-nos a ter carreiras profissionais instáveis, com muito menos promoções e apoios financeiros, a ter estilos de vida mais modestos, recreativos e ecológicos.
Espera-nos o Novo! Como em todas as Revoluções!

Um conselho final:

É importante estar aberto e dentro do Novo, visionando e desfrutando das suas potencialidades! Da Revolução! Ir em frente! Sem medo!

Afinal, depois de cada Revolução, o Mundo sempre mudou para melhor!..."

 

Este texto aqui divulgado, tem autor desconhecido. Viaja pela webosfera... É um óptimo alerta. Há que agir! Não basta reagir.

Ou agimos a tempo ou...

publicado por J.Ferreira às 16:22

16 Fevereiro 2011

A grande diferença entre Portugal e o Egipto é que Portugal está sob um regime de pseudo-democracia enquanto o Egipto parecia estar sob a governação de uma pseudo-ditadura. Ora, a diferença... é, nula ou quase nula! Ou melhor: os portugueses estão pior porque a comunidade internacional suporta e apoia os que se manifestaram no Egipto, enquanto que, facer ao mesmo tipod e movimentos em Portugal, adopta uma atitude de apoio aos governantes que conduzem o país (igualmente para o abismo!) submetendo o povo a modelos de autêntica escravatura onde os direitos sociais dos cidadãos contribuintes são cada vez mais reduzidos, a cada dia que passa.

A atitude dos "manda-chuvas" europeus que vêem os governos a desbaratar dinheiros e a escravizar os seus povos, leva-nos a concluir que não podemos contar com o apoio dos burocratas da Europa nem para compreenderem a sua indignação fazer aos políticos que determinam políticas irresponsáveis nem de exigirem a responsabilização dos mesmos pela má gestão da coisa pública. Aliás, a República é isso mesmo. A coisa pública. Por isso, o Presidente da República deveria (como já aqui escrevemos há anos!) assumir a sua responsabilidade e ter inscrita uma obrigação constitucional de demitir o governo sempre que o mesmo se desvia das promessas efectuadas antes do sufrágio eleitoral...

Ora, a não ser assim, um dado Governo pode pois, conduzir um país para o abismo que nada lhe acontece... Acreditamos que se o mandato do PR fosse apenas um, ainda que com um maior número de anos (sete, por exemplo!) isso não acontecesse. a chamada "Bomba Atómica" poderia ser usada e serviria de aviso para que os governantes e os candidatos à governação deixassem de mentir e enganar o povo. De facto, votamos num programa eleitoral que constitui um autêntico "cheque em branco" aos eleitos que lhes permite fazer exactamente o contrário do que nele é prometido. Ou seja, é como se uma empresa assumisse a construção de uma determinada ponte com um dado caderno de encargos (com a indicação dos materiais, dimensão, etc...)  mas que, depois de lhe ser adjudicada a obra ignorasse esse mesmo caderno de encargos para a fazer por um menor custo e no dia da sua inauguração a ponto de a mesma ruir ao passar o primeiro carro.

 

Ora, como o apoio à nossa indignação e legítima reivindicação se torna difícil obter da comunidade internacional, teremos de ser nós a organizar-nos e a protestar, alto e bom som, contra este estado de coisas que toca o limites da tolerância..

Pensa-se (no estrangeiro) que em Portugal se vive numa democracia mas na realidade, não passa de uma "partidocracia"!...

Deixemo-nos de enganar uns aos outros. Em Portugal o povo não governa... Governam os mandatados do povo mas que nunca são directamente responsabilizados pela desgraça provocada pelos seus "comandos"...

Portugal nunca foi uma democracia. Numa democracia, o povo decide o rumo que pretende para o seu país. No sistema democrático vigente, o povo apenas decide sobre que partido vai decidir sobre o seu rumo. E o mais grave é que os políticos nem respondem (durante 4 anos, pelo menos, e até novo acto eleitoral) pelo que prometeram e nada cumpriram. Aliás, mesmo que passem imediatamente a fazer o contrário do que prometeram, ficam impunes durante 4 anos!

Mas "por que carga de água" é que somos sistematicamente enganados, pressionados, maltratados, espezinhados, ignorados...? Será que temos forçosamente de aceitar que, aqueles que (des)governam o país continuem a decidir mesmo tendo enganado o povo, com mentiras de promessas que (seja pelos motivos que seja!) sabiam perfeitamente que nenhuma intenção tinham de cumprir ? 

Despertemos antes ques eja tarde... A única coisa que está grantida é que, continuando com estes timoneiros, este nosso barco (país) está condenado ao destino do Titanic: o abismo.

 

Ora, ou mudamos de rumo e de timoneiros antes que seja demasiado tarde, ou vamos mesmo "A caminho do Abismo".

 

Algo nos contenta.É que começamos a ver circular mensagens com conteúdo que mais parecem originadas de países como o Egipto onde a coragem dos seus cidadãos demonstra o quanto nós, portugueses, podemos também fazer para que o nosso país mude de rumo.

A onda gigante e devastadoraou TSUNAMI jáestá a enviar os seus sinais. Cada vez somos mais os indignados com esta política de TerraQueimada que nos está a hipotecar, não só o nosso futuro, como o futuro dos nossos filhos. Basta!

 

 

É da indignação manifestada nesse email que, de seguida, faremos eco:

 

Nenhum governante fala em:

1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três Presidentes da República retirados;

2. Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode;

3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego;

4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.

5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros?s e não são verificados como podem ser auditados?

6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821, etc...;

7. Redução drástica das Juntas de Freguesia.. Acabar com o pagamento de 200? por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75, ? nas Juntas de Freguesia.

8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades;

9. Acabar com a distribuição de carros a, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País; Manter apenas os dos Presidentes;

10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes...

11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos;

12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc;

13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis....

14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (directores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO NOS DA COISA PÚBLICA....;

15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCIPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder...

16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar;

17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.

18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP;

19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.

20. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.

21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.

22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD).

23. Assim e desta forma Sr. Ministro das Finanças recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado;

24. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP, que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custados papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem"...;

25. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela precisam;

26. Controlar a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise";

27. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida;

28. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.

29. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.

30. Pôr os Bancos a pagar impostos.

publicado por J.Ferreira às 13:32

10 Fevereiro 2011

Depois de termos tomado conhecimento da iniciativa do corpo docente (digno desse nome!) de uma Escola decidimos publicar també neste blogue a TOMADA DE POSIÇÃO DOS PROFESSORES DA ESCOLA SECUNDÁRIA INFANTA D. MARIA – COIMBRA – SOBRE A AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO PESSOAL DOCENTE

Os professores da Escola Secundária Infanta D. Maria (ESIDM) aprovaram, em 27/10/2008, uma moção em que mostraram o seu “veemente desagrado face ao modelo de avaliação introduzido pelo Decreto Regulamentar N.º 2/2008, de 10 de Janeiro”, tendo decidido por unanimidade “suspender a participação neste processo de avaliação de desempenho até que se proceda a uma revisão concertada do mesmo, que o torne exequível, justo, transparente, ou seja, capaz de contribuir realmente para o fim que supostamente persegue, uma Escola Pública de qualidade.”

Posteriormente, e face a algumas alterações introduzidas pelo Governo, os professores da ESIDM aprovaram em 6/1/2009 uma moção em que consideraram que “as alterações pontuais que foram introduzidas não alteraram a filosofia e os princípios que lhe estão subjacentes”, mantendo o essencial do modelo. Decidiram, então, manter suspensa a sua participação no processo de avaliação.

Relativamente ao Modelo de Avaliação do Desempenho Docente (ADD) estabelecido no actual Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, os professores da ESIDM consideram que mantém muitas das características negativas do anterior modelo contestado pela esmagadora maioria dos professores a nível nacional.

O Decreto Regulamentar N.º 2/2010 não tem em conta a complexidade da profissão docente, que não é redutível a um modelo burocrático, numa perspectiva limitadora de uma verdadeira ADD.

Este modelo, pela sua excessiva complexidade, implica um grande acréscimo de procedimentos burocráticos para os professores, correndo-se o risco de ficar relegado para um plano secundário todo o trabalho que enriquece verdadeiramente o processo de ensino-aprendizagem.

Não revela um cariz formativo, destinando-se essencialmente a garantir a progressão na carreira (congelada sabe-se lá até quando…), nem promove a melhoria das práticas, não se traduzindo, pois, em qualquer mais valia pessoal e/ou profissional.

Impondo quotas para as menções de Excelente e Muito Bom, desvirtua qualquer perspectiva dos docentes de ver reconhecidos os seus méritos, conhecimentos, competências e investimento na carreira.

Provocará uma conflitualidade acrescida entre docentes, contribuindo, assim, para um indesejável clima de trabalho na comunidade escolar.

A avaliação objectiva, a realizar pelos avaliadores, do grau de consecução dos avaliados não se encontra garantida devido ao excesso de complexidade do modelo relativamente aos domínios e indicadores dos descritores para cada uma das dimensões.


Este modelo é dificilmente exequível também pelo trabalho exigido aos avaliadores que passa pela observação de aulas, apreciação dos relatórios de auto-avaliação e respectivos anexos e evidências, preenchimento das fichas de avaliação global, entrevistas com os avaliados, reunião do júri de avaliação, entre outras tarefas a desenvolver dentro do respectivo horário de trabalho.

Tendo em consideração o que foi referido, os professores da ESIDM abaixo assinados manifestam a sua discordância relativamente ao modelo de avaliação em vigor, exigindo a quem de direito que promova, o mais brevemente possível, uma discussão séria e alargada sobre a avaliação do desempenho docente, com vista a encontrar um modelo consensual, não burocrático, justo, que seja possível aplicar sem causar prejuízos ao normal funcionamento das escolas, visando a melhoria do serviço educativo público, a dignificação do trabalho docente, promovendo, deste modo, uma escola de qualidade.


Coimbra, 31 de Janeiro de 2011


Dar conhecimento a:

Presidente da República
Primeiro-Ministro
Ministra da Educação
Directora Regional de Educação do Centro
Conselho Nacional de Educação
Conselho das Escolas
Comunicação Social

Os Professores:



Nota: o texto que acabam de ler foi (extraído daqui) levou-nos a uma associação inevitável a conhecido poema de Manuel Alegre (em especial,  à sua última estrofe!) que passamos a transcrever:

 

CANTAR A LIBERDADE

«Trova do Vento que Passa»

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio - é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Manuel Alegre

 

Mais palavras para quê...?

publicado por J.Ferreira às 22:38

08 Dezembro 2010

O Diário Económico apresentou a leitura dos dados que acima colocamos. E faltou à verdade sobre os salários dos professores.

Analisemos a falaciosidade das conclusões apresentadas pela responsável por esta peça jornalística. E constaremos que há enorme incoerência pois tentou chegar a conclusões que os dados não lhe permitem.

Porém, contrariamente ao que defendia o Ministro da Propaganda de Hitler, segundo o qual uma mentira muitas vezes repetida se transforma numa verdade, em democracia, por muito que se repitam as mentiras elas nunca serão transformadas em verdade!

Infelizmente o jornalismo moderno, em busca do sensacional, dá ao povo o que as pessoas (e ainda mais os governantes!) querem ouvir...  Sem olhar a meios, o que importa são os fins... E se os atinge (subida das vendas ou das intencionalidades de voto!) então o artigo de jornalismo é bom! Tristemente, diga-se! E veja-se a aberração com que se falseiam os dados e se manipula o opinião pública através de um artigo que deveria mais do que sério, ser idóneo, fiável, inquestionável!

Vejamos, pois, como se aplicam dois pesos e duas medidas para analisar os gastos com os alunos e o valor gasto com salários de professores.

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Perante o que se afirma no relatório PISA, a jornalista tinha obrigação de se questionar e procurar uma explicação para a incongruência nele apresentada: como é que se pode concluir que Portugal é um dos países que mais pagam aos professores se o custo dos alunos se fica muito abaixo dos níveis dos outros países referenciados no relatório PISA?

Tomemos como exemplo a Espanha, país é apresentado nesta pretensa notícia como um daqueles em que os professores ganham menos  que em Portugal.

E constatemos a MENTIRA da notícia e que este estudo se n¡baseia em dados que não se podem correlacionar e por tal são falaciosos e enganadores.  Comparemos os valores efectivamente depositados nas contas dos professores pelas entidades empregadoras de professores em ambos os países (expressos nos respectivos recibos de vencimento. E depois... Depois o leitor que constate com os seus próprios olhos, e chegará à única conclusão possível: ESTA NOTÍCIA É UMA MENTIRA.

 

Na verdade, um professor em Espanha (mesmo tendo como referência uma das autonomias que menos paga aos seus docentes!), na situação de contratado e com apenas três anos de serviço, recebe € 1710,63. Um professor em Portugal, com mais de vinte e três anos de serviço, recebe   € 1669,67. Ou seja, mesmo sendo definitivo e com 23 anos de serviço, um professor em Portugal recebe muito menos que um seu colega em Espanha, contratado e com apenas 3 anos de serviço. E reparem que no recibo do professor português está contabilizado o abono de família (que o professor Espanhol nem recebe por não ter filhos!).

Esta é que é a verdade... Nua e crua! Por que mentem?

 

Até se pode perceber que, num país em que a discussão de temas de futebol ocupa mais as mentes que a leitura e a reflexão crítica sobre problemas económicos e/ou sociais podemos entender que os políticos queiram entulhar os ouvidos dos portugueses com falsidades sobre o rendimento dos professores. Mas, que os relatórios internacionais sejam usados pelos jornalistas para denegrir a imagem dos professorers (já de si altamente degradada pelos discursos dos políticos incompetentes que afundam o país cada vez mais com as suas medidas) parece-nos de todo inadequado e incompreensível.

Cremos que este jornal deve um pedido de desculpas aos professores... Até um cego, se alguém lhe ler esta realidade, perceberia do que falamos e compreenderia a nossa indignação. Por isso afirmamos que mais cego do que o verdadeiro cego é aquele que tendo olhos se recusa a ver! Basta de mentira... Só não vê mesmo quem é cego! Mas os jornalistas não são cegos! Então, por que continuam com este autêntico massacre sobre os professores? Click nas imagens para as ampliar e ler!

 

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Ora, concluiremos facilmente que, das duas uma, ou é mentira o que o relatório apresenta ou então Portugal, para além dos salários dos professores, pouco ou quase nada investe em Educação.

Para nós a dúvida não existe: a primeira é que é falsa! Na verdade, Portugal paga muito mal aos seus professores quando comparado, por exemplo, com a nossa vizinha Espanha que, se nos fiássemos na interpretação da jornalista, pagaria pior que Portugal aos seus professores.

 

E esta não é senão uma constatação manipulada e por isso falaciosa dos dados que a OCDE apresenta. Em democracia isto é inadmissível. Manipular os números desta maneira, intencionalmente ou por negligência, enganando leitores desatentos, cidadãos menos letrados ou pouco reflexivos, é inadmissível num jornalismo moderno que deveria ser, acima de tudo, sério e credível.

Porém, não é o caso desta notícia. Quem a redige não fez aquilo a que normalmente chamamos "o trabalho de casa".

O conteúdo desta notícia encotnra-se enviesado pelo simples facto de tratar como igual conceitos que são diferentes de país para país. Assim, em Portugal, ao "1º ciclo" correspondem os 4 primeiros anos de escolaridade. Em Espanha apenas aos 2 primeiros anos de escolaridade.  Em Portugal o "3º ciclo" corresponde aos 7º, 8º e 9º anos de escolaridade. Em Espanha, apenas ao 5º e 6º anos de escolaridade. Em Portugal dizer "frequenta o Instituto" é bem diferente de Espanha onde isto significa simplesmente aquilo a que em Portugal diríamos "frequenta a Escola Secundária". Esta diferença de conceitos explica, em definitivo, que em diferentes países os conceitos divergem de tal forma que não se podem assim comparar e falar de ânimo leve... Assim, esta notícia é totalmente disparatada e desfasada da realidade efectiva dos salários dos professores em Portugal. A prova da falaciosidade desta notícia está aqui e bem à vista de quem tiver olhos para ver... É que, contra factos e documentos... não há quem apresente falsos argumentos!

O erro desta "pseudo-notícia" reside numa falta assustadora de competência (ou de conhecimento!) de quem se aventura a fazer (ou "fabricar") notícias. Este é um trabalho jornalístico que deveria envergonhar o mais medíocre dos jornalistas! Com efeito, nele fica demonstrada uma de duas realidades: ou uma total falta de conhecimento do conceito de "salário" ou uma deliberada deturpação do conceito para influenciar o leitores e dela retirar algum dividendos políticos.

Expliquemos o que está em causa:

Em Portugal, excluindo o ridículo valor do subsídio de refeição, o mísero abono de família (para quem a ele tem direito!) e de outras prestações familiares, todo o dinheiro que é depositado na conta dos professores por parte da entidade patronal é considerado salário. Em Espanha, existem vários complementos: complemento de tutoria (ser titular de turma), complemento especiífico (só para docentes, dentro da Função Pública), complemento de coordenação de grupos de trabalho (complemento de coordenação), complemento de exclusividade (e, em Portugal, praticamente todos os professores têm exclusividade e nada recebem por isso!), complemento de destino (relacionado com a deslocação para o local de trabalho mas que todos recebem!) etc... não são englobados no salário, e como tal, não são sujeitos a impostos. Mas para a OCDE só conta aquilo a que em Espanha se chama sueldo (salário) o que é bem diferente de nómina: salário + complementos vários (que superam, por vezes, o valor do salário e que ficam isentos de impostos!)

Vejam "Governo mente Sobre Salários dos Professores" e depressa se darão conta desta triste realidade. Se é uma vergonha termos um governo que, descaradamente, mente ao povo, mais vergonhoso é temos jornalistas deste calibre. Há que ter em atenção todos os valores que são processados para as contas bancárias dos professores.

 

Reparem na incoerência deste artigo de jornal que fala dos custos por aluno apontando que "Portugal gasta, por aluno, 42.322 euros" mas quando trata dos vencimentos ou salários dos professores fala em percentagens do PIB. isto é, ainda que os professores fossem pagos miseravelmente (como o caso do México, como a economia não produz nada ou quase nada (PIB super baixo ou até mesmo negativo, como Portugal) o valor recebido pelos professores seria sempre considerado altíssimo face ao PIB...

 

Pergunta-se: Que culpa têm os professores portugueses dos trabalhadores portugueses apresentarem os mais baixos índices de produtividade per capita na Europa ou na OCDE? Quer dizer que, se todos os portugueses preguiçarem, se preferirem ir passear e o país nada produzir, devem ser descidos os salários aos professores?

Ou seja. Os dados usados para tentar dizer ao leitor que os professores são muito bem pagos não só escondem o verdadeiro salário dos europeus (sim... o que lhes cai na conta bancária todos os meses!) como são análises falaciosas porque usam dados que não permitem fazer uma verdadeira comparação entre o nível de salário auferido por professores dos diferentes países. Muito menos as conclusões destas jornalistas se podem aceitar.

Mas, para induzir os leitores em erro (deliberadamente!) o responsável por esta peça jornalística, incompetente(mente) fala do valor dos salários dos professores mas, comparando-os com a percentagem do PIB dos países da OCDE. Aqui está. Dois pesos e duas medidas. Usam sempre a que mais lhe convém...

Apresentem o valor auferido em euros pelos professores dos outros países. É que, a nós, já não nos enganam com esta treta de manchetes nos jornais. E o povo tem direito a saber. É que já fizemos as contas... E isto a que chamam comparação de salários a nível da Europa ou dos países da OCDE não passa de areia para os olhos dos portugueses e tem um objectivo claro: preparar os professores para mais ataques à sua condição económica e ao mesmo tempo buscar apoio nos contribuintes.

 

Os governantes sabem que a manipulação dos conceitos constitui uma arma poderosa e até "mortífera" para eliminar a resistência de um dado grupo. Por isso, estas mensagens têm tanta divulgação... Devido a essa diferença de conceitos, devido às componentes do que cada um aufere, poderemos dizer que os Portugueses são dos que ganham mais, mesmo que nas suas contas bancárias seja depositado pelo Estado muito menos dinheiro do que noutro qualquer país. Comos e faz esta manipulação? Tem a ver com os componentes do salário. Em  Portugal todo o dinheiro recebido é salário. Noutros países o que os professores recebem tem muitas e diversas componentes. Por isso, se considerarmos aquilo a que em Espanha se chama "salário", os espanhóis teriam um salário de miséria... É que pouco além vai dos 900 euros. Porém, no seu recibo de vencimento podemos ver que auferem ao 3º ano de trabalho, mais de 1700 euros (coisa que nem um professor em Portugal com 24 anos de serviço consegue!).

Mais. Analisada toda a vida laboral (até aos 4 anos antes de se reformarem!) os professores em Espanha recebem sempre mais dinheiro nas suas contas bancárias do que os professores portugueses. Aliás, chegam a atingir só nos primeiros 10 anos de serviço, mais de 50.000 euros de diferença. E nos seguintes 10 anos (isto é, aos 20 anos de serviço!) os professores espanhóis têm um diferencial de 80.000 euros nas suas contas face aos professores de Portugal. Tudo contabilizado, em apenas metade da carreira, um professor em Espanha perfaz um diferencial positivo superior a 130.000 euros (comparado com o valor auferido por um professor em Portugal).

 

Ora, meus caros... Qualquer cérebro (ainda que esteja a funcionar apenas a metade das suas potencialidades!) perceberá facilmente que, só com  a diferença que recebe nos salários auferidos nos primeiros 20 anos de carreira, um Professor Espanhol pode adquirir e liquidar um apartamento de médias dimensões enquanto um professor em Portugal (que, a fiarmo-nos no Diário Económico, tem  um salário superior ao dos professores espanhóis!) ao fim de 20 anos, ainda andará a dar voltas à cabeça sobre como poderá continuar a pagar ao banco a prestação da sua casa... E, se é que se atreve a pedir empréstimo para comprar apenas um apartamento, acabará a sua vida, já refomado, a pagar juros de dívida!Porém, e se a providência divina o premiar com uma longa vida, quando lhe faltarem apenas 4 anos para se reformar (isto é, quando o Espanhol já vai no segundo apartamento liquidado!) um professor em Portugal poderá amortizar a sua dívida e talvez vá para o cemitério sem deixar dívidas para os herdeiros liquidarem.

 

São estas realidades que os jornalistas deveriam trazer ao de cima e não simplesmente repetir ou enviesar o que já está, à partida, mal elaborado porque baseado em conceitos díspares...

Deixamos aqui um desafio. Que os jornalistas sejam dignos desse nome e que não se limitem a reproduzir o que o poder (ou os poderes!) querem que seja reproduzido... É um caminho perigoso para a democracia quando isto assim acontece.

Façam, pois, um estudo sério e verdadeiro do que recebem na conta os professores dos restantes países... Só assim se poderá falar verdade. É que os complementos de muitos professores europeus (que não são contabilizados como salário e como tal, livres de qualquer imposto!) são o que na verdade faz a diferença.

Vejam como os deputados europeus conseguem subsídios e mais subsídios isentos de impostos. Vendo, ouvindo e lendo... não podem continuar a ignorar... Cremos que facilmente perceberão do que falamos!

Esta é a verdade... O resto... O resto pode ser tudo menos jornalismo! Ou, se o é, está não ao serviço da verdade (porque essa é mais difícil de obter porque exige competências de análise que, infelizmente, faltam a muitos destes "jornalistas de trazer por casa" e como tal não estão ao alcance de todos!) mas ao serviço do poder... Só pode ser por esta última porque não cremos em nenhuma conspiração contra os professores porque nesse caso, só poderia ser entendida como um processo de catarse levado a cabo por pessoas que vivem para perseguir os professores. Sim... Pessoas do carisma de José Sócrates que, frustrado por profissionais de Educação (que o não aprovaram enquanto simples estudante e lhe impediram de alcançar a licenciatura em Engenharia antes de ser governante!) tem maltratado, insultado e perseguido os professores, tal como  Hitler perseguiu os Judeus... Com instrumentos diferentes, reconheça-se! Ao menos isso! Pelo menos, ainda temos a esperança de um dia recuperar a dignidade que nos foi usurpada por governantes e jornalistas como Emídio Rangel (ver aqui o texto que cobardemente ataca os professores),  ou Miguel Sousa Tavares (que pretende ser o cérebro único pensador que sabe tudo e até de Educação quer opinar!) e agora mais dois jornalistas do Diário Económico (Andrea Duarte e Pedro Quedas) que, vergonhosamente, num texto jornalístico retiram conclusao abusiva afirmando que os "Professores nacionais são dos que mais ganham na OCDE". Ora, pretender retirar conclusões deturpando os dados apresentados no relatório PISA, só pode ser por má fé ou por interesses mais obscuros, quiza, ao serviço de interesses governamentais... mas nunca jornalísticos! Uma vergonha de jornalismo! Um jornalismo ao serviço do Poder,  que se serve de preconceitos e que usa a mentira repetida como se algum dia (tal como defendia o Ministro da Propaganda de Hitler) sendo "repetidamente repetida" se pudesse vir a transformar em verdade. Enfim... As estratégias propagandísticas são idênticas... o alvo actual é que diverge.

Até quando?

publicado por J.Ferreira às 00:03

20 Novembro 2010

Acabamos de ler uma notícia em "O Público" que nos parece hilariante. De facto, em determinadas mentalidades até poderia funcionar. Mas que em Portugal isto é impossível, lá isso também não nos restam dúvidas. Sobretudo quando nos encontramos numa fase em que, após anos consecutivos, a efectuar cortes no Orçamento da Educação, a atacar uma das classes profissionais que mais se dedica à formação dos jovens... Num período em que  se insiste em efectuar tremendos cortes financeiros nos mais diversos ramos do Sistema de Ensino, mais absurdo é pensar em medidas que podem levar ao descalabro do sistema educativo.

Quanto a nós, a ideia dos pais poderem escolher as escolas dos filhos só tem um único objectivo: preparar a mentalidade dos portugueses para que se habituem à ideia de que devem, com o “cheque-ensino”, participar na formação dos que têm os filhos a estudar no ensino privado (leia-se, políticos, governantes, empresários, etc. etc., numa palavra, os mais ricos e poderosos).

Se se pretende dar algo de importante aos portugueses é manter-lhes os salários. Isto de cortar por um lado apra depois dar metade por outro é uma treta de uma propaganda eleitoral que só serve a quem anda a dormir. Muito melhor do que dar um “cheque-ensino” para os portugueses poderem colocar os filhos numa ou noutra escola, é cobrar-lhes menos impostos! Com um salário mais condigno dentro de uma União Europeia que se pretendia "dos cidadãos", há que permitir uma vida com dignidade a todos. Isso da igualdade de cheque é uma grande treta... Por isso, demonstraremos (mais abaixo) como poderiam alguns portugueses do interior aceder a algumas das escolas ditas de excelência. Este conceito, erroneamente associado ao ensino  privado, é uma ilusão para os que pensam que assim teriam acesso a escolas de qualidade. Ora, meus caros, deixem que se matriculem nestas escolas privadas aqueles alunos especiais (a quem Sarkozy chamou de "racaille", isto é, escumalha!) e depressa veremos onde estão as ditas escolas cimeiras do ranking. Sim... Basta que as regras sejam iguais às das escolas públicas onde todos têm autoridade menos os professores. Onde a todos  é reconhecido o direito a perceber de educação, menos aos professores! Sim. Onde todos têm parecer "vinculativo" (porque são democraticamente eleitos e, dessa forma democrática, adquiriram também competência pedagógica e por isso mesmo, devem ter assento no Conselho Pedagógico!)... Eles são os empresários da área, as "forças vivas" da região, e até o nobre e honrado Presidente da Junta (mesmo que seja analfabeto ou que tenha efectuado tramóias suficientes para perder o mandato!

Enfim... Uma grande treta. Já não basta a trama legislativa que rege as escolas ser uma grande pântano quanto mais ainda colocar esta questão em cima da mesa numa fase de contenção e de redução orçamental. As escola portuguesas são, hoje, uma amálgama de intervenientes que ficaram "sem rei nem roque".

Eu até acho bem poder escolher eu a escola que melhor me parece ser capaz de educar o seu filhinho! A ideia até é interessante. O que não me parece é nada viável.

Logo, os pais que nunca se preocuparam com estas questão passaram agora a preocupar-se. Por que será? Será que repentinamente o governo (que acaba de cortar o abono de família!) se vai preocupar com a educação dos filhos dos portugueses? Nem pensar. Eles preocupam-se, isso sim, em ver onde podem cortar no orçamento da educação. Quanto mais cortarem, mais sobrará para fazer mais uma nomeação com um salário chorudo para um amigo... Quem sabe, até vão ter de criar mais um Instituto para passar os cheques ensino... Isso... O Instituto do Cheque-ensino, para onde cada partido que governe poderá nomear mais um amigo, com mais um ordenado chorudo (aí uns 240.000 euros/mês, mais ajudas de custo, etc. etc.  como tantos outros nomeados pelo poder neste Portugal vergonhoso que só nos sugam o sangue!).

Incrível... Uma preocupação que a ninguém preocupa.

Ora, com o cheque-ensino, veríamos a proliferar as escolas privadas por esse país abaixo. Quem sabe se não seriam reactivadas algumas do interior que este governo fez questão de encerrar... Com o cheque-ensino, os portugueses poderiam escolher o ensino público ou privado. Mas asseguro-vos de que, se até agora muitos gostariam de colocar os filhos no privado (como os senhores deputados e governantes, certamente) onde a ralé esteja afastada porque não tem dinheiro para ali entrar... em breve veríamos muitos alunos das privadas a querer fugir de novo para as públicas. Só que já seria tarde pois o Estado já tinha fechado as portas... E aí, cortava-se o cheque-ensino (tal como em Espanha, os seus homólogos socialistas que inventaram o cheque-bebé acabaram cortando-o e pobres daqueles que apostaram em mais um filho porque estavam a contar com a ajuda socialista. Ora, saiu-lhes o tiro pela culatra. Nem nove meses o governo socialista de Zapatero deu aos espanhóis que decidiram acreditar no "ovo do cu da galinha" socialista. Assim, ao retirar repentinamente a ajuda ao nascimento de bebés, seguramente que muitos espanhóis se sentiram traídos e enganados. No mínimo havia que dar um prazo dilatado entre 9 e 10 meses para que nenhum cidadão fosse enganado. Mas enganar é a arte dos socialistas... está visto! Não são só os portugueses que se sentem enganados pelos socialistas: os espanhóis também o foram! Perante estes factos, como pode haver alguém de bom senso (e no gozo perfeito do juízo!) acreditar nos socialistas?

Convenhamos que esta ideia é altamente ridícula num país que acaba de fechar as escolas (hospitais, maternidades,...) impedindo milhares de portugueses de colocar os seus filhos nas escolas que tinham ao pé de casa!

Se fosse viável e de igualdade. O que se passa é que esta ideia servirá os interesses dos senhores que têm já os seus filho, de livre e espontânea vontade, em escolas particulares (para não se misturarem com a ralé!)...

A ideia até parece ser fenomenal. Mas apenas servirá para os senhores que atrás referimos passarem a ir buscar ao Orçamento do comum dos Portugueses o dinheiro para terem os seus filhinhos numa escola privada pagando todos os contribuintes a formação dos filhos dos mais poderosos... Assim é que é. Ou será que há uma escola provada em todos os concelhos do país para que o “Sô Zé da Montanha” possa também escolher a escola para o seu filhinho? Ai não? Não há.. Claro... Que deixe a pastorícia ou que venha ordenhar as ovelhas cá para a cidade de Lisboa... Sim... Talvez haja erva pelos jardins e avenidas para aí colocar as ovelhinhas a pastar...!

Reiteramos a nossa convicção de que esta ideia é um absurdo, quando colocada perante a mentalidade de um povo que cala e consente que se lhe retirem serviços básicos de proximidade.

Num período em que os governos nem lhes deixam escolher ficar com a sua escola, num período em que se fecham escolas por todo o país, vêm estes iluminados dizer que os pais devem ter o direito de escolher a escola.

Isto implicaria um esforço financeiro e logístico incomportável. Porquê? Porque significa que as escolas teriam de ter capacidade (um número de salas e de professores suficientes) para albergar o total dos alunos que desejassem nela inscrever-se. E se a maioria dos habitantes de determinado concelho desejassem matricular os seus filhos numa mesma escola? Como procederiam os poder público? Construiria um número de salas suficiente para todos os alunos? E que se passaria no ano seguinte se os alunos desejassem mudar-se para outra escola?

Alguém duvida que, com a publicação do ranking, a maioria dos pais correria a matricular os seus filhinhos numa das escolas cimeiras. Ora, com a flutuação de matrículas, haveria que preparar as escolas para receberem até (eu sei lá!) 40.000 alunos.

Pelo exposto, das duas uma: Ou isto é para entreter os portugueses com discussões estéreis, ou os teóricos vivem afastados anos-luz da realidade portuguesa. Para nós, isto não passa de uma mera treta para entreter as pessoas a discutir o sexo dos anjos.

Nos últimos anos fecharam-se hospitais, fecharam-se escolas, e o povo nem teve a oportunidade de escolher as que existiam. E agora querem dar essa possibilidade? É hilariante. Cortaram-nos os serviços básicos fundamentais e agora vamos poder escolher a escola dos nossos filhos?

Inviável. Implicaria um enorme esforço financeiro (construção de mega-escolas) e o consequente encerramento das escolas que ficassem sem alunos. Portugal em crise e ainda há quem faça eco das baboseiras destes senhores? Uma autêntica pândega. A serem escolhidas segundo a vontade dos pais, teríamos algo parecido com o exemplo que vamos dar: num ano uma escola teria um acréscimo de 500 alunos pelo que seria necessário construir 20 salas de aula para os albergar! E se no ano seguinte a escola (recebendo toda a escumalha!) passa para baixo no ranking, nova corrida a mudar de escola! Uma palhaçada. Será que se iria construir mais 20 salas de aula para albergar as crianças. Utopia ou palhaçada? Enfim. Cada cavadela… cada minhoca!

publicado por J.Ferreira às 23:02

12 Novembro 2010
 

Santana Castilho, Professor do ensino superior, veio em O Público defender a pele de Pedro Passos Coelho, afirmando que este "apenas disse o que a consciência cívica da nação pede." E só clamou pela aplicação da lei de que os seus sarcásticos críticos se esquecem ou fogem. Trata-se de uma lei do tempo de Cavaco Silva,  que exige responsabilidade na decisão política em questões cruciais que atentam contra a dignidade dos portugueses.

E caracterizando-a de velha (por ser de 1987) refere que, mesmo sendo sucessivamente alterada (e duas vezes recentemente pelos socialistas através das leis 108/2001, 30/2008 e 41/2010) aponta que a "versão actualizada submete aos tribunais, entre outros, os seguintes crimes de responsabilidade de titulares de cargos políticos: atentado contra a Constituição da República; atentado contra o Estado de direito (que, recentemente, um procurador admitiu estar indiciado nas conversas telefónicas de Sócrates, cuja escuta viria a ser considerada ilegal); denegação de justiça; desacatamento ou recusa de decisão judicial (de que os sindicatos acusaram, não há muito, a ministra da Educação). Particularmente na questão que Pedro Passos Coelho concretizou, o gasto descontrolado de dinheiros públicos, a lei que cito é clara no seu artigo 14.º, que versa a violação de normas de execução orçamental e fixa a pena de prisão para quem contraia encargos não permitidos por lei, autorize pagamentos sem visto do Tribunal de Contas ou autorize operações de tesouraria ou alterações orçamentais proibidas por lei.

Sem dúvida... Um "bem-haja" a Santana Castilho pela análise que apresentou. De facto, "Portugal precisa de uma cultura diferente de responsabilidade." Exijamos, pois, que a lei seja aplicada a todos. A Justiça não pode continuar a ser FORTE CONTRA OS FRACOS e  FRACA CONTRA OS FORTES. O Estado tem a obrigação de ter um só peso e uma só medida.  E deve ser aplicada, mesmo que se trate de poderosos, caso sejam criminosos!

Há já bastantes meses (cerca de um ano atrás!) que tínhamos colocado a circular pela Internet a  "Petição Por Políticos Mais Responsáveis". Caso tivesse obtido a divulgação que merecia e fosse subscrita por um número suficiente de cidadãos portugueses que permitisse a sua chegada ao local próprio (Assembleia da República), por certo se evitaria chegar a uma constatação como aquela que Santana Castilho acaba o seu texto: "Com ela não teríamos chegado a estas trevas."

 

 

Texto da Petição "Petição Por Políticos Mais Responsáveis. "

Portugal corre o risco de ter políticos cada vez mais ricos com o povo cada vez mais pobre...  O enriquecimento indevido surge sem que a justiça seja capaz de colocar cobro ao enriquecimento espontâneo de certos cidadãos, em prejuízo da “coisa pública”. O secretário de Estado do Orçamento, Emanuel dos Santos sublinhou recentemente que "Não há condições para ir além do não aumento dos salários no actual contexto orçamental". Pois nós cremos que sim. Basta que sejam tomadas medidas JUSTAS que a DEMOCRACIA EXIGE: que os representantes do POVO sejam realmente aqueles que querem SERVIR e não SERVIR-SE da “coisa pública”.
Não basta, pois, diabolizar os funcionários públicos! Há que tomar medidas de fundo de igualdade em democracia. Este regime assim o exige ou seremos forçados a acreditar que se impõe de novo a ditadura (tão bem retratada por George Orwell, na sua obra Animal Farm, enquanto sátira ao regime comunista da União Soviética): "Todos os cidadãos são iguais MAS ALGUNS são mais iguais que outros".

Assim, propomos que:
1. Nenhum cidadão, incluindo os “REFORMADOS” ou SUBVENCIONADOS por cargos políticos ou de nomeação política, pode continuar a auferir rendimentos de trabalho.
Todos os cidadãos terão o tratamento igual, tendo direito a optar entre a reforma ou o trabalho. Se não estão aptos para o trabalho, que se reformem. Se querem continuar a trabalhar, não podem continuar a usufruir da reforma ou subvenção vitalícia ou não. Isto de se reformarem e continuarem depois no activo porque são nomeados pelos governantes tem de acabar quanto antes ou o Estado democrático corre o risco de afundar-se! Se um cidadão aceita voltar a trabalhar... que volte ao activo; que suspenda o seu “mandato” como reformado (perdendo todas as regalias inerentes a esse estatuto) e que se apresente de armas e bagagem pois é bem vindo para SERVIR o PAÍS... Se o que pretende é SERVIR-SE DO PAÍS... então somos forçados a considerá-lo PERSONA NON GRATA.

2. (...)

3. Que seja estabelecido um valor do salário (para políticos ou de nomeação política) tendo por base o salário mínimo nacional, única maneira objectiva e viável, numa época em que os políticos tanto falam da necessidade dos Servidores do Estado prestarem contas aos cidadãos da sua competência e performance, responsabilizando quem gere a coisa pública (seja no governo ou na oposição!) pelo estado em que o país se encontra a cada momento, seja na economia, na saúde, na educação.

4. (...)

5. Considerando que os políticos falam sério, e que quando dizem que O OBJECTIVO PRINCIPAL (que leva os cidadãos a tornarem-se candidatos ou a aceitarem uma nomeação para exercer cargos de interesse público e/ou político) É SERVIR falam sempre a verdade (pelo que muitos juram isso mesmo!), para que seja viável a garantia do futuro das pensões de todos portugueses (que hoje trabalham e descontam para que os reformados actuais possam continuar a receber as suas reformas!), exigimos que estabeleça um máximo, também ele indexado ao salário mínimo nacional para total dos valores processados pelo Estado (seja qual for o organismo: local, autonómico ou central!) a que um cidadão (seja ele quem for!) tem acesso, por ter exercido qualquer que seja o cargo ou função desempenhada.

 

Concorda?... Pois bem... LEIA e   ASSINE... E, se o desejar, DIVULGUE !

 

Talvez sejamos loucos...

Mas que Sócrates legisla com atraso de 15 anos... já os portugueses poderiam ter confirmado... Temos publicadas provas disso mesmo desde 2007! Duvida? Pois, é simples: veja e leia as provas aqui... !

publicado por J.Ferreira às 00:18

06 Novembro 2010

 

Em entrevista a Anabela Mora Ribeiro do Jornal de Negócios, Henrique Neto arrasa com Sócrates. Entre outras coisas afirmou que deixou de ser epresário e que "ser empresário hoje é ser herói" e que "a maçonaria é a coisa pior que pode existir na política".

 

Vejam este extracto final da entrevista:

 

Porque é que tem pó ao Sócrates?
Uma vez, fui a um debate em Peniche, conhecia o Sócrates de vista. Isto antes do Governo Guterres. Não sabia muito de ambiente, mas tinha lido umas coisas, tinha formado a minha opinião. O Sócrates começou a falar e pensei: “Este gajo não percebe nada disto”. Mas ele falava com aquela propriedade com que ainda hoje fala, sobre aquilo de que não sabe [riso]. Eu, que nunca tinha ouvido o homem falar, pensei: “Este gajo é um aldrabão, é um vendedor de automóveis”. Ainda hoje lhe chamo vendedor de automóveis.

Esse é um dos nomes mais simpáticos que lhe chama, chama-lhe outros piores.
Quando se pôs a hipótese de ele vir a ser secretário-geral do PS, achei uma coisa indescritível. Era a selecção pela falta de qualidade. O PS tem muita gente de qualidade. Sempre achei que o PS entregue a um tipo como o Sócrates só podia dar asneira.

Nos últimos tempos, a sua voz é das mais críticas no PS, e o desdém com que fala dele faz-me perguntar se a questão tem uma raiz emocional.
Faço uma explicação: gosto muito de Portugal – se tiver uma paixão é Portugal – e não gosto de ninguém que dê cabo dele. O Sócrates está no topo da pirâmide dos que dão cabo disto. Entre o mal que faz e o bem que faz, com o Sócrates, a relação é desastrada. O Soares também fez muito mal ao País, mas também fez muito bem; se calhar até fez mais bem do que mal.

A maneira como se envolve e se empenha cada vez que fala de Sócrates, faz perceber que há ali uma motivação que é epidérmica, que não é uma coisa só racional.
Não. Há caras de que gostamos mais e outras menos, mas não me pesa assim tanto. Além do facto de que estou convencido de que ele não é sério, também noutros campos. Conheci a vida privada do Sócrates, ele casou com uma moça de Leiria, de quem conheço a família. Sou amigo do pai dela, que foi o meu arquitecto para a casa de São Pedro de Moel. Esta pequena decoração que vê aqui [em casa] foi feita pela cunhada do Sócrates. Às vezes compro umas pinturas que a mãe delas faz. Nunca fui próximo da família, mas tenho boas relações. Não mereciam o Sócrates. Portanto, sei quem é o Sócrates num ambiente familiar. Sei que é um indivíduo que teve uma infância complicada, que é inseguro por força disso, que cobre a sua insegurança com a arrogância e com aquelas crispações. Mas um País não pode sofrer de coisas dessas.

Permite-se dizer todas as coisas que diz acerca de Sócrates porque tem esta idade e porque tem o dinheiro que tem?
Não tenho muito dinheiro.

Há essa ideia, sobretudo depois de ter vendido a sua participação na Iberomoldes.
Quase dei. Não queria morrer empresário. Tenho para ir vivendo, não tenho assim tanto dinheiro. Também não posso ser tão inocente… O problema é que também estava convencido de que a indústria portuguesa vai toda para o galheiro. Com os erros que estamos todos a cometer, só por milagre é que algum sector vai sobreviver. Se estou convencido disso o melhor é não fazer parte do problema, especialmente nesta fase da minha vida. Tenho a minha independência económica.

Não depende.
Sempre fui assim. Escrevi uma carta ao Guterres, que foi publicada, em que lhe disse coisas que digo do Sócrates.

Foi deputado na governação de Guterres.
Era deputado quando escrevi a carta, era da comissão política do Partido Socialista. Foi na fase de Pina Moura e daqueles descalabros todos. Na comissão política, estão publicadas algumas dessas coisas, [sobre] os negócios do Jorge Coelho e do Pina Moura. Depois de ter falado disso tudo em duas ou três reuniões e não ter acontecido nada, escrevi uma carta e mandei ao Guterres. Ele distribuiu a carta. No outro dia veio nos jornais. Era uma carta duríssima. Os problemas eram os mesmos, estávamos a caminhar mal, estávamos a enganar os portugueses, a dizer que a economia estava na maior, quando não era verdade. Na altura já falava com o Medina Carreira e ele já falava comigo.

Está a dizer-me que sempre se permitiu dizer tudo.
Sim. E tinha a empresa. Quando o Pina Moura foi ministro das Finanças, uma senhora das Finanças instalou-se lá na empresa. Nunca contei isto. Encontrava-a no elevador, nunca falei com ela, “bom dia sra. Dra”. Mas os meus homens contavam-me. Andou à procura, à procura, à procura como uma doida. Esteve lá alguns dois anos. As coisas não são impunes, a gente paga-as neste mundo. Disse o que quis do Pina Moura, da maioria desses gajos; era natural que se defendessem. Os seus colegas jornalistas muitas vezes foram ao Pina Moura com o que eu disse; e ele: “Não comento”. O Guterres também não comentava, e o Sócrates também não comenta. Aliás, quando faço uma intervenção ao pé dele fica histérico, não me pergunte porquê.

Porque é que não quis acabar empresário?
Porque ser empresário hoje é ser herói. Já não tenho idade para ser herói. A economia portuguesa não está assim por acaso.

É o seu projecto de vida. Porque é que não quis continuar a trabalhar nisso que foi a sua vida?
O meu pai mudou de vida várias vezes. Por exemplo, emigrou para trabalhar na Alemanha com quase 70 anos e não foi por estar com fome. Devo ter alguma coisa da irrequietude do meu pai. Por outro lado, trabalhei e descontei para a Segurança Social durante 59 anos, sinto que cumpri a minha obrigação com o País. Fiz coisas interessantes, o grupo Iberomoldes é um grupo empresarial muito estimulante e inovador; mas tudo na vida tem um princípio e deve ter um fim. Éramos dois sócios com 50% cada – o que nem sempre é fácil – e na fase final da sociedade fui confrontado com alguns problemas inesperados que me desagradaram e de que só tomei conhecimento demasiado tarde. Tudo junto, e porventura o facto de já não ser novo, fez-me decidir pela reforma.

Sente-se velho? Tem 74 anos.
Sim. Velho é relativo. Para fazer a vida que quero, não. Para estar lá das oito da manhã à meia-noite, e ter os problemas que uma empresa tem, os clientes. Tinha na empresa um senhor que o meu sócio quis mandar embora logo no princípio, o que nunca deixei. Um bocado verrinoso, mas com uma visão crítica. Era daquelas pessoas que têm prazer em encontrar coisas mal feitas. Uma pessoa utilíssima numa organização.

É assim em relação a Portugal e ao socratismo? Tem essa veia verrinosa, gosta de apontar o que está mal feito?
Não tinha essa veia verrinosa, mas acho-a útil. Adoro a crítica. O Dr. Vareda ensinava-nos nos livros lá da biblioteca que tínhamos de ser críticos de nós próprios, dos outros, da sociedade, mas com inteligência. E ver os pontos fracos.
Estudei um pouco da história portuguesa, nomeadamente dos Descobrimentos; fizemos erros absurdos. Um dos erros é deixarmo-nos enganar, ou pelos interesses, ou pela burrice. O poder, os interesses e a burrice é explosivo. Descambámos no Sócrates, que tem exactamente estas três qualidades, ou defeitos: autoridade, poder, ignorância. E fala mentira. Somos um País que devia usar a inteligência e o debate para resolver os problemas, e temos dirigentes que utilizam a mentira e evitam o debate.

Apesar da discordância, continua ligado ao PS.
A última comissão política do PS foi feita no dia em que o Sócrates anunciou estas medidas todas. Convocou a comissão política depois de sair da conferência de imprensa, para o mesmo dia, à última da hora, para ninguém ir preparado – primeira questão. Segunda questão, organizou o grupo dos seus fiéis para fazer intervenções umas a seguir às outras, a apoiar, para que não houvesse vozes discordantes. A ideia dele era que o Partido Socialista apoiasse as medidas. Fez medidas tramadas, toda a gente sabe. O mínimo era que o partido as apoiasse. Mas não falou antes. Depois o Almeida Santos fez aquilo que faz sempre: uma pessoa pode inscrever-se primeiro, mas o Almeida Santos só dá a palavra a quem acha. Os que acha que vão dizer o que não quer que digam, só vêm no fim. E no fim: “Isto está tarde, está na hora de jantar”. Isto é uma máfia que ganhou experiência na maçonaria.
O Arq. Fava é maçónico, o Sócrates entrou por essa via, e os outros todos. Até o Procurador-Geral da República. Utiliza-se depois as técnicas da maçonaria – não é a maçonaria – para controlar a sua verdade.

Os sucessivos governos, este em particular, pintam uma imagem cor-de-rosa da economia portuguesa. Isto é enganar as pessoas sistematicamente. Depois aparecem críticos como o Medina Carreira ou eu a chamar a atenção para a realidade do País – chamam-nos miserabilistas! E quando podem exercem pressão nos lugares onde estão esses críticos e se puderem impedir a sua promoção ou acesso aos meios de informação, não hesitam.
Isto era o que se passava antes do 25 de Abril, agora passa-se em liberdade, condicionando as pessoas, e usando o medo que têm de perder o emprego.
José Sócrates, na última Comissão Política do PS, defendeu a necessidade das severas medidas assumidas pelo Governo, mas também disse que era muito difícil cortar na despesa do Estado porque a base de apoio do PS está na Administração Pública. Disse-o lá, e pediu para isso a compreensão dos presentes. Não tenho nada contra José Sócrates. Se ele se limitasse a ser um vendedor de automóveis, ser-me ia indiferente. Mas ele é o primeiro-ministro e está a dar cabo do meu País. Não é o único, mas é o mais importante de todos.

publicado por J.Ferreira às 00:31

22 Maio 2010

Muito bem visto... Por Joaquim Letria

Futuro radioso

"NÃO SÃO AQUELES que criaram esta crise que a vão pagar. Muita gente vai ficar sem poder satisfazer as necessidades básicas da alimentação, habitação, saúde e educação e desta gente ninguém teve a ver com os desvarios, a incompetência e a corrupção que na última década nos tem desgovernado.
Um dia destes vão dizer “olhem as nossas contas públicas tão bem feitinhas”, mas já não há mais nada, porque a economia já deu o berro e o desemprego atirou-nos pela borda fora.
Vamos ficar transformados numa espécie de fábrica gigante da Volkswagen. Claro que nem todos os portugueses que cá fiquem estarão na AutoEuropa a fazer carros. O resto leva os sacos dos tacos de “golf” dos ilustres visitantes do Alqueva ou carrega as espingardas nas coutadas para os nossos distintos turistas.
Então e os nossos bem-amados políticos destes últimos 10 anos? Os raros que precisem de trabalhar, enfiam-se nas civilizações do Sampaio ou eles mete-os nos tuberculosos da ONU ou na fundação do Figo. Outros, vão explorar os pobres refugiados do Guterres. Os que sobrarem, como sempre, têm administrações, bancos e empresas públicas, além de Bruxelas, enquanto houver Barroso. Os que não couberem, vão para a Guiné Bissau ajudar os amigos colombianos. Não se perdem!"

O pensador escreveu e nós aqui deixamos para que muitos mais possam reflectir.

"Sócrates parece aqueles velhinhos que se metem pelas auto estradas em contra-mão, com o Teixeira dos Santos no lugar do morto, a gritarem que os outros é que vêm ao contrário.
De rabo entre as pernas, fartinhos de saberem que estavam errados, não conseguem agora disfarçar o mal que nos fizeram. Ainda estão a despedirem-se, agradecidos, do Constâncio, e já deram a mão a Passos Coelho, que lhes jura que conhece uma saída perto e sem portagem.
Estamos bem entregues! Vão-nos servindo a sopa do Sidónio, à custa dos milhões que ainda recebem da Europa, andam pelo mundo fora sem vergonha, de mão estendida, a mendigar e a rapar tachos, tratados pelos credores como caloteiros perigosos e mentirosos de má-fé.
Quando Guterres chegou ao Governo, a dívida pouco passava dos 10% do PIB.

15 anos de Guterres, Barroso, Sócrates e de muitos negócios duvidosos puseram-nos a dever 120% do PIB.

Esta tropa fandanga deu com os burrinhos na água, não serve para nada e o Estado do próprio regime se encarrega de o demonstrar. Falharam todas as apostas essenciais. Todos os dias se mostram incapazes. Mas com o Guterres nos refugiados, o Sampaio nos tuberculosos e na Fundação Figo, o Constâncio no Banco Central e o Barroso em Bruxelas, a gente foge para onde?!

 

É incrível...sem dúvida.

Até onde estamos dispostos a deixar que nos levem? Ou, dito de outra forma, Para onde caminhamos?

 

 

publicado por J.Ferreira às 15:25

06 Maio 2010

Sob o título "Inês de Medeiros abdica do pagamento das suas viagens a Paris" a Agência Lusa divulgou e o " i onlinepublicou .

Nós reproduzimos parte da notícia e tecemos alguns comentários que evidenciamos com cor!

 

"A dirigente da bancada socialista Inês de Medeiros comunicou hoje ao Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, que decidiu prescindir da comparticipação do Parlamento nas suas despesas de deslocação a Paris, cidade onde reside.

Inês de Medeiros comunicou hoje esta sua decisão por carta, depois de o CDS, na quinta feira, ter anunciado a sua intenção de propor uma alteração à lei para impedir o pagamento de viagens dos deputados que moram fora do país, como o caso da vice-presidente da bancada socialista.

O Conselho de Administração da Assembleia da República aprovou na semana passada o pagamento de ajudas de custo e uma viagem semanal a Paris, onde reside Inês de Medeiros, tendo sido detectada a existência de uma lacuna na legislação sobre casos como o desta deputada, eleita pelo círculo de Lisboa mas residente no estrangeiro.

No despacho do presidente da Assembleia da República, publicado na passada sexta feira - que se seguiu à decisão do Conselho de Administração -, lê-se que a lei portuguesa "é omissa quanto à obrigatoriedade de os titulares de órgãos de soberania terem a sua residência no território nacional".

 

Como? E com que base é que deduziram então  que poderia ser fora do território?  É ANEDÓTICO?  Já agora… Na ausência de especificação… emigrem todos! Deixem-nos em paz… Esta é boa… Agora os deputados portugueses são emigrantes portugueses que vivem fora do país e vêm trabalhar para Portugal…

 

Na carta dirigida a Jaime Gama, Inês de Medeiros começa por agradecer a forma “expedita” como o presidente da Assembleia da República actuou em relação ao seu caso, mas explica o motivo que a leva agora a prescindir de qualquer comparticipação do Parlamento nas despesas com as suas deslocações a Paris.

“Tendo tomado conhecimento do teor do despacho exarado por V. Exa. vejo-me, contudo, obrigada a contrariar a decisão dele constante, por razões que certamente entenderá. Não quero contribuir para que aqueles que querem transformar a política num permanente circo demagógico se sirvam da minha pessoa para tal efeito”, refere a deputada do PS.

Notaram bem nas suas palavras? É que escreveu permanente circo demagógico …  notem bem… até pode ser um  circo demagógico..! “Permanente” é que não!

Segundo Inês de Medeiros, ao tomar conhecimento que o CDS, “numa extraordinária inversão de posição que outro objectivo não tem que o de relançar a polémica e que, estranhamente, pretende justificar recorrendo a uma invocação abusiva” do despacho assinado por Jaime Gama, considerou que deveria “pôr um fim a tão triste episódio”.

Na carta, Inês de Medeiros frisa que não foi eleita deputada para “alcançar qualquer benefício material”.

“Quando aqui cheguei nada pedi. Limitei-me a respeitar as indicações que me foram dadas pelos serviços da Assembleia da República no sentido de me serem aplicadas as regras em vigor nesta casa. Por isso mesmo, nos primeiros tempos paguei as minhas deslocações a Paris. Só deixei de o fazer quando recebi orientações explícitas em sentido contrário”, adianta ainda na mesma missiva.

 

Sim. E viajava em classe turística. Mas como deputada, queria viajar em classe executiva… O País que pague... Segundo João Massapina, mais de 6.000 euros por mês.

Não há dúvida que somos um país de pobres com requintes de ricos! Querem viajar entre países? Que paguem as viagens do seu salário... Por algum motivo reivindicam melhores salários... E sem necessitar de perder um só dia de trabalho fazendo greve! Claro, são eles que definem e determinam o aumento para os seus próprios salários!). Sim,... Só assim se explica o salário descomunal e as ajudas de custo que ultrapassam o valor do salário…

meus caros deputados... Deixem de querer viver "como Lords"! Deixem-se dessa triste mania de querer viver "à grande " num país de pobres. E, minha cara Inês de Medeiros, deixe-se de querer "viver à grande e à francesa!" à custa de muito sangue suor e lágrimas dos portugueses que votaram em si. Por que se candidatou ?  Se quer viver fora do país, não se candidate! Se Portugal não lhe serve para viver, deixe-se nesse cantinho parisiense. Fique por aí!

 

E a todos os políticos, nós desafiamos:

Paguem os vossos carros como os demais funcionários públicos pagam para servir o país. Gastem do vosso salário… Deixem-se de luxos! Façam como o Ministro da Educação finlandês… Vai viajar em trabalho… ? façam como ele. Foi só inaugurar uma Escola e veio uma senhora buscá-lo ao aeroporto, num dia de neve, conduzindo um simples Citroen Saxo…! Estes sim. Estes demonstram querer "servir o povo". Os políticos portugueses são, sem ofensa para os mais honestos, querem é "servir-se do povo".

publicado por J.Ferreira às 22:33

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