Até que o Teclado se Rompa!
"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." (Martin Luther King)

14 Dezembro 2011

Não admira que o FADO tenha sido considerado como Património Imaterial da Humanidade. Realmente, triste fado têm os portugueses. Nem a democracia lhes reduziu a má sorte. Lembrem-se (ou revejam) o discurso de Sócrates na Oposição e comparem com Sócrates no Governo. Aliás, com uma certa ironia porque é o mesmo homem que, em tempos diferentes, mudou o seu discurso! Vale a pena rever.

 

 

Muito haveria que apresentar aqui mas os protagonistas mudaram. E como a nossa memória é curta... agora disparamos contra aqueles que querem retomar o caminho pagando as dívidas que outros engordaram sem se saber que benefícios houve para a população.

 

 

 

De fato, é com uma indignação (e uma certa dose de frustração) que constatamos o triste nível a que o país chegou. Fado, triste fado... Sina, triste sina!

 

Mas os políticos não se diferenciam muito uns dos outros... Por isso, não é de estranhar que Passos Coelho siga os passos de Sócrates. De facto, a um artista segue-se outro artista. Passos sabe que no circo em que Portugal se transformou, quem não for palhaço, “não se safa”! Por isso, depois de assistir aos erro de Manuela Ferreira Leite, depressa descobriu que “Ganha quem mais mente”.Por isso, seguiu os “passos” do socialista José Sócrates.

E, depois da edição de dois (des)governos socialistas chefiados por um malabarista de nome José Sócrates que nos ensinou a viver no País da mentira. Basta ver o que prometia, propagandeava (abono extra, subsídios aos jovens que continuassem a estudar, etc... etc...). Volvidos anos, assistimos à mudança dos protagonistas como se do Circo Chen se passasse ao Circo Chan. Estamos pois perante uma mais liberal versão da palhaçada que é a democracia portuguesa. Por isso, temos agora "Passos Coelho no País da Mentira".

 

 

Neste "País da Mentira", facilmente se compreende que Passos Coelho tenha evitado os Erros de Manuela Ferreira Leite. De facto, Passos aprendeu que neste circo quem diz a verdade ao povo nunca ganha legislativas! Não admira que, quer antes quer durante a campanha, Passos tenha afirmado o que não poderia cumprir. Ele afirmou que cortar no 13º mês era um disparate. Ouçam "isso é um disparate". Mais afirmou que não faria despedimentos nem cortes salariais... que , não aumentaria o IVA na restauração...

 

A provar que vivemos no País da Mentira, temos que alguns (poucos) meses depois, Passos aprova um Orçamento para 2012 que é a demonstração de que, em democracia, é o vale-tudo. Ao não se responsabilizarem estes mentirosos pelas palavras que pronunciam, não admira que a justiça chegue ao ponto a que chegou: também ela é uma palhaçada. Saber-se que, em democracia, para se chegar ao poder, se pode mentir... é a demostração total do fracasso da democracia. Quizas esteja na hora de refundar esta nossa democracia. Ela já não serve: é o vale-tudo!

Ora, perante esta realidade, não admira que aumente o apoio  à tese daqueles que defendem uma nova revolução.

 

Afinal, se nem o Presidente da República pode pôr cobro a esta legitimação da mentira, para que serve a figura do mais alto chefe da nação? Para comandar as tropas?

Necessitamos de um Presidente da República que tenha a coragem de assumir que, em democracia, não vale-tudo apra chegar ao poder: nenhum político pode permanecer no poder mais que um dia caso faça exactamente o oposto do que prometeu?

 

O povo começa a necessitar de alguém que coloque estes políticos nos eixos da verdade... Basta de ser enganados. Em pouco mais de 30 anos de democracia e chegamos ao ponto que chegamos... Não se estranha que o povo português tenha votado em Salazar para o MAIOR Português de Sempre. (de que já ninguém fala, nem quer falar. Sim, porque com o país a afundar-se, pelo menos também ele sucumbiu na pobreza.  Ao contrário, nesta nossa democracia, com o país na maior das desgraças, os (pseudo)democratas que (des)governaram os nossos destinos, não morrem sem que fiquem podres de ricos. Entram pobres e vão-se milionários! E rumam aos seus paraísos com reformas chorudas ao passo que os direitos adquiridos do Zé-povo ficam para as calaendas gregas... Sim! Nunca dito com tanta propriedade. É que só mesmo os gregos se nos igualam em desgraça... Triste sina, a dos portugueses!

Seguramente que, a caminharmos por estes mares com timoneiros incompetentes (sabendo que mesmo tendo arruinado o país, nada lhes passa!) a desgraça é a única certeza no futuro. Ao mantermos a nossa cobardia, algo poderemos ter como certo: que os nossos filhos, com ou sem o fado considerado como património imaterial da humanidade, não necessitarão de ouvir estas melodias para que as lágrimas lhes inundem os olhos e o rosto: elas soltar-se-ão perante o descalabro da vida que lhes deixamos.

 

Que estranha forma de vida...

 

publicado por J.Ferreira às 17:52

27 Abril 2011

Por limitação técnica do sítio não nos foi possível incorporar neste post a versão legendada em Português.

 

Às vezes, gostaríamos de pensar que algum dia fizemos parte de um  clube de loucos... Mas afinal, nem de um clube de loucos nem de um clube de pessimistas. Quando no início da década de 90 referíamos o que hoje assistimos como o futuro mais que provável de Portugal — sim... é verdade... E nas tertúlias facilmente nos rotulavam de "pessimistas". Porém, o que constatamos hoje é que não éramos nem loucos nem pessimistas. Antes, um outra coisa, bem diferente: realistas. Sim... Realistas! Conseguimos (infelizmente) ver antes do tempo. Na altura, os que nos ouviam facilmente nos rotulavam de pessimistas (palavra simpática para definir um louco.  Parta uns tantos que nos escutavam, deveríamos ter alguma dose de alucinações...  ou loucura, porque o que hoje se constata quanto ao ensino, à economia, à educação era de um visionário e como tal, só um louco poderia afirmar no inicio da década de 90 o que hoje se está, de facto e tristemente, a passar. O que dizíamos, para muitos, um autêntica loucura, uma obscenidade... Enfim, e outros tantos eufemismos...

Mas, tristemente, constatamos hoje que, passados quase 20 anos (sim, porque o que aqui se escreve hoje, era o nosso discurso em 1992, altura da famosa contestação dos estudantes à Lei das Propinas consideradas justas porque, já então dizia o "abstrôncio" do comentador Miguel de Sousa Tavares (e perdoem-nos os verdadeiros abstrôncios que não têm culpa de ser menos incompetentes que este senhor)  afirmava que os estudantes deveriam pagar propinas porque com as  licenciaturas  iriam ganhar balúrdios .
Como Miguel de Sousa Tavares, outros milhares que nos vão governando, se governaram enquanto estudantes apagando apenas o que no início da década de 90 chamavam de “valor irrisório” para justificar o aumento descomunal do valor das propinas, como se os cidadãos que pagam os seus impostos a nada tivessem direito (nem mesmo à educação dos seus filhos). E nasceu o princípio de utilizador-pagador...

Ora, figuras públicas como estas e muitos outros que nada pagaram para se formarem (tal como nós mas com uma diferença porque nunca nos recusamos a que os nossos impostos fossem destinados à formação das camadas jovens — princípio da solidariedade intergeracional!) pretendiam agora que os jovens pagassem a sua formação Ou seja, eles que nada pagaram, nada querem pagar... Esta é boa... mas acima de tudo, egoísta, interesseira... É incrível como o “umbiguismo” de algumas figuras públicas tratam das suas vidinhas... Usaram a universidade, formaram-se gratuitamente (ou quase!), ocupam os lugares todos da vida pública e, por fim, recusam-se a pagar a formação daqueles que, futuramente (só para quem andava a dormir!) teriam assegurado um futuro com o seu canudo...

Ora, meus caros, Nada mais enganoso... Só quem anda a dormir e não percebe que, estando os lugares ocupados ad eternum, seria difícil que os milhares e milhares de jovens que entravam na universidade (para enganarem as estatísticas da União Europeia já que não engrossavam os números do desemprego) tivessem, algum dia, cumprida essa falsa promessa de um futuro profissional risonho.

Estes senhores que legislaram ou defenderam a legislação das propinas recusavam-se a ver o dinheiro dos seus impostos a garantir aos demais jovens a sua formação! Parece que preferiam ver os políticos esbanjarem os impostos com os amigos (os tais boys, com os jobs, é claro...).
Muitos deles (como o senhor MST) levam a vidinha à custa dos estudos que fizeram GRATUITAMENTE (ou quase), ou melhor dizendo, à custa do meu pai e do meu avô (e muitos outros portugueses) que trabalhavam e pagaram os seus impostos para que o Estado lhes proporcionasse a formação a custo ZERO (com as tais Propinas simbólicas, que para pouco mais dariam que para pagar o salário de quem as cobrava!).

Constatando-se que, os cidadãos que pouco ou nada pagaram para se formarem, são os que levam hoje uma boa vida à custa dos estudos que fizeram, torna-se inevitável uma pergunta:

Onde está a tal “garantia” de um futuro com altos salários para os licenciados que o senhor Miguel Sousa Tavares (o tal comentador incompetente mais bem pago deste país) tanto apregoava como argumento para a defesa intransigente do pagamento de propinas pelos estudantes?

Oh! Como se constata  a capacidade prospectiva deste senhor!!

Que fazem hoje, os ditos jovens a quem prometiam que um curso universitário (licenciatura) eram as portas abertas para um futuro risonho? Será que o desemprego não era previsível. Sim, era! E foi o que nós argumentávamos, no início da década de 90: Pagar Propinas...? Para quê? Para o desemprego?

Aliás, sendo contribuintes e estando na universidade com o estatuto de trabalhador-estudante!) era ainda mais absurdo que, para além dos altos impostos, ainda nos chupassem dois salários para propinas! Um absurdo...  E abandonamos a licenciatura em sociologia  na universidade do Minho. Enquanto os estudantes se manifestavam nas ruas cantando “Não pagamos! Não pagamos!”, nós preferimos a frase “Eu não pago!”. Durante meses, ignoramos as cartas a ameaçadoras dos serviços administrativos. Depois,  abandonámos a Universidade! É fácil de comprovar isto!

Por isso, dizemos o que já então dizíamos: Oh pobres jovens a quem chamaram GERAÇÃO RASCA (por terem mostrado o traseiro ao Couto dos Santos (Ministro da Educação na altura!) eram, realmente, uma chamaram GERAÇÃO À RASCA...!
Sim, GERAÇÃO À RASCA porque tinham de ver os pais apertar o cinto, estudar por  fotocópias em vez de livros coloridos...
E, ainda por cima, como afirmava repetidamente na altura, e que serviu de bandeira para a minha luta contra as propinas (e diga-se, também apoiadas pela Igreja, vá-se lá saber por quê!)  que, estupidamente, não se tinha dado conta da tremenda injustiça da lei

Ora,  no meu caso (como em milhares de  casos!) era  a solução (que comuniquei ao arcebispo ser o meu caminho!) não para quaisquer problemas no casamento, mas para baixar o ilíquido global e ficar isento!)
Uma lei que castiga os cidadãos casados e que  tem no divórcio a solução, não pode ser uma boa lei, muito menos justa!  Mas MST, Pacheco Pereira, António Barreto entre outros, defendiam-na... 

Por isso, ao ver a aberração e injustiça da lei, enviei ao Arcebispado de Braga uma carta a comunicar-lhe que daria esse passo para me livrar das Propinas que ele também subscrevera publicamente como justas!
Oh... meu Deus... Se Cristo voltasse à Terra!...

 

Mas voltemos ao tema  que nos trouxe aqui: "As Reformas" tão discutido nas tertúlias de café no inícios da década de 90.

Quando se falava ou discutia, não o que iriam ganhar os estudantes quando fossem licenciados (pelo que deveriam, também para muitos dos meus contertúlios, pagar propinas para se formarem pois da tal formação seriam os únicos beneficiários!) mas do que iríamos ganhar nós quando chegássemos à idade da reforma...  Falemos, pois do direito à Prometido descanso a que chamam “Reforma”.

Pois bem, já em 1992, desvalorizávamos a discussão dos 100% ou 90% do valor da reforma pois, afirmávamos então (simplesmente por lógica do número de nascimentos!) que tal não nos preocupava minimamente pois, com tantos políticos a reformarem-se com  tão pouco tempo de descontos (oito anos, ou seja, dois mandatos!) e para tanto tempo de esperança de vida — pelo que iriam receber desde os 40 anos (ou até menos!) até ao fim da vida, — quando chegássemos  à idade da Reforma, já não haveria nem dinheiro nem segurança social... Aliás, já Zeca Afonso nos foi alertando para outras realidades... mas os portugueses acreditaram quem na democracia seria diferente... Ou vivem num mundo de Alice no País das maravilhas, ou então, são muito ingénuos... Mudam-se os porcos, a pia é a mesma!

Já agora, relembre a canção de Zeca Afonso, e adivinhem por onde andam e quem  são os Novos  Vampiros!

 

Há quem se preocupe hoje com a mudança da idade de reforma... Cremos  que esse é um verdadeiro problema... Sim. Que devemos mudar a idade de reforma. Sim... E, de preferência,  para os 70 ou 80 anos! Com uma condição.: que o Governo decrete também quantos anos temos direito a receber a reforma e que, se a mesma não chegar a ser paga ao contribuinte (por falecimento, obviamente!) que o valor desse número de anos constitua um direito dos herdeiros, pago, como nos seguros de vida, imediatamente e na totalidade, pelo Estado.

De contrário, a mudança da idade de reforma terá um único objectivo: que, como Manuela Estanqueiro trabalhemos até à morte. E assim, os governantes ficam com o dinheiro dos nossos descontos para a segurança social, podendo continuar a aumentar (ainda mais!) os já chorudos salários  dos  nomeados politicamente para cargos para os quais têm, no mínimo, competência muito duvidosa...

publicado por J.Ferreira às 17:09

08 Dezembro 2010

O Diário Económico apresentou a leitura dos dados que acima colocamos. E faltou à verdade sobre os salários dos professores.

Analisemos a falaciosidade das conclusões apresentadas pela responsável por esta peça jornalística. E constaremos que há enorme incoerência pois tentou chegar a conclusões que os dados não lhe permitem.

Porém, contrariamente ao que defendia o Ministro da Propaganda de Hitler, segundo o qual uma mentira muitas vezes repetida se transforma numa verdade, em democracia, por muito que se repitam as mentiras elas nunca serão transformadas em verdade!

Infelizmente o jornalismo moderno, em busca do sensacional, dá ao povo o que as pessoas (e ainda mais os governantes!) querem ouvir...  Sem olhar a meios, o que importa são os fins... E se os atinge (subida das vendas ou das intencionalidades de voto!) então o artigo de jornalismo é bom! Tristemente, diga-se! E veja-se a aberração com que se falseiam os dados e se manipula o opinião pública através de um artigo que deveria mais do que sério, ser idóneo, fiável, inquestionável!

Vejamos, pois, como se aplicam dois pesos e duas medidas para analisar os gastos com os alunos e o valor gasto com salários de professores.

 Faz Click para ampliar a imagem e ver melhor

Perante o que se afirma no relatório PISA, a jornalista tinha obrigação de se questionar e procurar uma explicação para a incongruência nele apresentada: como é que se pode concluir que Portugal é um dos países que mais pagam aos professores se o custo dos alunos se fica muito abaixo dos níveis dos outros países referenciados no relatório PISA?

Tomemos como exemplo a Espanha, país é apresentado nesta pretensa notícia como um daqueles em que os professores ganham menos  que em Portugal.

E constatemos a MENTIRA da notícia e que este estudo se n¡baseia em dados que não se podem correlacionar e por tal são falaciosos e enganadores.  Comparemos os valores efectivamente depositados nas contas dos professores pelas entidades empregadoras de professores em ambos os países (expressos nos respectivos recibos de vencimento. E depois... Depois o leitor que constate com os seus próprios olhos, e chegará à única conclusão possível: ESTA NOTÍCIA É UMA MENTIRA.

 

Na verdade, um professor em Espanha (mesmo tendo como referência uma das autonomias que menos paga aos seus docentes!), na situação de contratado e com apenas três anos de serviço, recebe € 1710,63. Um professor em Portugal, com mais de vinte e três anos de serviço, recebe   € 1669,67. Ou seja, mesmo sendo definitivo e com 23 anos de serviço, um professor em Portugal recebe muito menos que um seu colega em Espanha, contratado e com apenas 3 anos de serviço. E reparem que no recibo do professor português está contabilizado o abono de família (que o professor Espanhol nem recebe por não ter filhos!).

Esta é que é a verdade... Nua e crua! Por que mentem?

 

Até se pode perceber que, num país em que a discussão de temas de futebol ocupa mais as mentes que a leitura e a reflexão crítica sobre problemas económicos e/ou sociais podemos entender que os políticos queiram entulhar os ouvidos dos portugueses com falsidades sobre o rendimento dos professores. Mas, que os relatórios internacionais sejam usados pelos jornalistas para denegrir a imagem dos professorers (já de si altamente degradada pelos discursos dos políticos incompetentes que afundam o país cada vez mais com as suas medidas) parece-nos de todo inadequado e incompreensível.

Cremos que este jornal deve um pedido de desculpas aos professores... Até um cego, se alguém lhe ler esta realidade, perceberia do que falamos e compreenderia a nossa indignação. Por isso afirmamos que mais cego do que o verdadeiro cego é aquele que tendo olhos se recusa a ver! Basta de mentira... Só não vê mesmo quem é cego! Mas os jornalistas não são cegos! Então, por que continuam com este autêntico massacre sobre os professores? Click nas imagens para as ampliar e ler!

 

Click apra ampliar!

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Ora, concluiremos facilmente que, das duas uma, ou é mentira o que o relatório apresenta ou então Portugal, para além dos salários dos professores, pouco ou quase nada investe em Educação.

Para nós a dúvida não existe: a primeira é que é falsa! Na verdade, Portugal paga muito mal aos seus professores quando comparado, por exemplo, com a nossa vizinha Espanha que, se nos fiássemos na interpretação da jornalista, pagaria pior que Portugal aos seus professores.

 

E esta não é senão uma constatação manipulada e por isso falaciosa dos dados que a OCDE apresenta. Em democracia isto é inadmissível. Manipular os números desta maneira, intencionalmente ou por negligência, enganando leitores desatentos, cidadãos menos letrados ou pouco reflexivos, é inadmissível num jornalismo moderno que deveria ser, acima de tudo, sério e credível.

Porém, não é o caso desta notícia. Quem a redige não fez aquilo a que normalmente chamamos "o trabalho de casa".

O conteúdo desta notícia encotnra-se enviesado pelo simples facto de tratar como igual conceitos que são diferentes de país para país. Assim, em Portugal, ao "1º ciclo" correspondem os 4 primeiros anos de escolaridade. Em Espanha apenas aos 2 primeiros anos de escolaridade.  Em Portugal o "3º ciclo" corresponde aos 7º, 8º e 9º anos de escolaridade. Em Espanha, apenas ao 5º e 6º anos de escolaridade. Em Portugal dizer "frequenta o Instituto" é bem diferente de Espanha onde isto significa simplesmente aquilo a que em Portugal diríamos "frequenta a Escola Secundária". Esta diferença de conceitos explica, em definitivo, que em diferentes países os conceitos divergem de tal forma que não se podem assim comparar e falar de ânimo leve... Assim, esta notícia é totalmente disparatada e desfasada da realidade efectiva dos salários dos professores em Portugal. A prova da falaciosidade desta notícia está aqui e bem à vista de quem tiver olhos para ver... É que, contra factos e documentos... não há quem apresente falsos argumentos!

O erro desta "pseudo-notícia" reside numa falta assustadora de competência (ou de conhecimento!) de quem se aventura a fazer (ou "fabricar") notícias. Este é um trabalho jornalístico que deveria envergonhar o mais medíocre dos jornalistas! Com efeito, nele fica demonstrada uma de duas realidades: ou uma total falta de conhecimento do conceito de "salário" ou uma deliberada deturpação do conceito para influenciar o leitores e dela retirar algum dividendos políticos.

Expliquemos o que está em causa:

Em Portugal, excluindo o ridículo valor do subsídio de refeição, o mísero abono de família (para quem a ele tem direito!) e de outras prestações familiares, todo o dinheiro que é depositado na conta dos professores por parte da entidade patronal é considerado salário. Em Espanha, existem vários complementos: complemento de tutoria (ser titular de turma), complemento especiífico (só para docentes, dentro da Função Pública), complemento de coordenação de grupos de trabalho (complemento de coordenação), complemento de exclusividade (e, em Portugal, praticamente todos os professores têm exclusividade e nada recebem por isso!), complemento de destino (relacionado com a deslocação para o local de trabalho mas que todos recebem!) etc... não são englobados no salário, e como tal, não são sujeitos a impostos. Mas para a OCDE só conta aquilo a que em Espanha se chama sueldo (salário) o que é bem diferente de nómina: salário + complementos vários (que superam, por vezes, o valor do salário e que ficam isentos de impostos!)

Vejam "Governo mente Sobre Salários dos Professores" e depressa se darão conta desta triste realidade. Se é uma vergonha termos um governo que, descaradamente, mente ao povo, mais vergonhoso é temos jornalistas deste calibre. Há que ter em atenção todos os valores que são processados para as contas bancárias dos professores.

 

Reparem na incoerência deste artigo de jornal que fala dos custos por aluno apontando que "Portugal gasta, por aluno, 42.322 euros" mas quando trata dos vencimentos ou salários dos professores fala em percentagens do PIB. isto é, ainda que os professores fossem pagos miseravelmente (como o caso do México, como a economia não produz nada ou quase nada (PIB super baixo ou até mesmo negativo, como Portugal) o valor recebido pelos professores seria sempre considerado altíssimo face ao PIB...

 

Pergunta-se: Que culpa têm os professores portugueses dos trabalhadores portugueses apresentarem os mais baixos índices de produtividade per capita na Europa ou na OCDE? Quer dizer que, se todos os portugueses preguiçarem, se preferirem ir passear e o país nada produzir, devem ser descidos os salários aos professores?

Ou seja. Os dados usados para tentar dizer ao leitor que os professores são muito bem pagos não só escondem o verdadeiro salário dos europeus (sim... o que lhes cai na conta bancária todos os meses!) como são análises falaciosas porque usam dados que não permitem fazer uma verdadeira comparação entre o nível de salário auferido por professores dos diferentes países. Muito menos as conclusões destas jornalistas se podem aceitar.

Mas, para induzir os leitores em erro (deliberadamente!) o responsável por esta peça jornalística, incompetente(mente) fala do valor dos salários dos professores mas, comparando-os com a percentagem do PIB dos países da OCDE. Aqui está. Dois pesos e duas medidas. Usam sempre a que mais lhe convém...

Apresentem o valor auferido em euros pelos professores dos outros países. É que, a nós, já não nos enganam com esta treta de manchetes nos jornais. E o povo tem direito a saber. É que já fizemos as contas... E isto a que chamam comparação de salários a nível da Europa ou dos países da OCDE não passa de areia para os olhos dos portugueses e tem um objectivo claro: preparar os professores para mais ataques à sua condição económica e ao mesmo tempo buscar apoio nos contribuintes.

 

Os governantes sabem que a manipulação dos conceitos constitui uma arma poderosa e até "mortífera" para eliminar a resistência de um dado grupo. Por isso, estas mensagens têm tanta divulgação... Devido a essa diferença de conceitos, devido às componentes do que cada um aufere, poderemos dizer que os Portugueses são dos que ganham mais, mesmo que nas suas contas bancárias seja depositado pelo Estado muito menos dinheiro do que noutro qualquer país. Comos e faz esta manipulação? Tem a ver com os componentes do salário. Em  Portugal todo o dinheiro recebido é salário. Noutros países o que os professores recebem tem muitas e diversas componentes. Por isso, se considerarmos aquilo a que em Espanha se chama "salário", os espanhóis teriam um salário de miséria... É que pouco além vai dos 900 euros. Porém, no seu recibo de vencimento podemos ver que auferem ao 3º ano de trabalho, mais de 1700 euros (coisa que nem um professor em Portugal com 24 anos de serviço consegue!).

Mais. Analisada toda a vida laboral (até aos 4 anos antes de se reformarem!) os professores em Espanha recebem sempre mais dinheiro nas suas contas bancárias do que os professores portugueses. Aliás, chegam a atingir só nos primeiros 10 anos de serviço, mais de 50.000 euros de diferença. E nos seguintes 10 anos (isto é, aos 20 anos de serviço!) os professores espanhóis têm um diferencial de 80.000 euros nas suas contas face aos professores de Portugal. Tudo contabilizado, em apenas metade da carreira, um professor em Espanha perfaz um diferencial positivo superior a 130.000 euros (comparado com o valor auferido por um professor em Portugal).

 

Ora, meus caros... Qualquer cérebro (ainda que esteja a funcionar apenas a metade das suas potencialidades!) perceberá facilmente que, só com  a diferença que recebe nos salários auferidos nos primeiros 20 anos de carreira, um Professor Espanhol pode adquirir e liquidar um apartamento de médias dimensões enquanto um professor em Portugal (que, a fiarmo-nos no Diário Económico, tem  um salário superior ao dos professores espanhóis!) ao fim de 20 anos, ainda andará a dar voltas à cabeça sobre como poderá continuar a pagar ao banco a prestação da sua casa... E, se é que se atreve a pedir empréstimo para comprar apenas um apartamento, acabará a sua vida, já refomado, a pagar juros de dívida!Porém, e se a providência divina o premiar com uma longa vida, quando lhe faltarem apenas 4 anos para se reformar (isto é, quando o Espanhol já vai no segundo apartamento liquidado!) um professor em Portugal poderá amortizar a sua dívida e talvez vá para o cemitério sem deixar dívidas para os herdeiros liquidarem.

 

São estas realidades que os jornalistas deveriam trazer ao de cima e não simplesmente repetir ou enviesar o que já está, à partida, mal elaborado porque baseado em conceitos díspares...

Deixamos aqui um desafio. Que os jornalistas sejam dignos desse nome e que não se limitem a reproduzir o que o poder (ou os poderes!) querem que seja reproduzido... É um caminho perigoso para a democracia quando isto assim acontece.

Façam, pois, um estudo sério e verdadeiro do que recebem na conta os professores dos restantes países... Só assim se poderá falar verdade. É que os complementos de muitos professores europeus (que não são contabilizados como salário e como tal, livres de qualquer imposto!) são o que na verdade faz a diferença.

Vejam como os deputados europeus conseguem subsídios e mais subsídios isentos de impostos. Vendo, ouvindo e lendo... não podem continuar a ignorar... Cremos que facilmente perceberão do que falamos!

Esta é a verdade... O resto... O resto pode ser tudo menos jornalismo! Ou, se o é, está não ao serviço da verdade (porque essa é mais difícil de obter porque exige competências de análise que, infelizmente, faltam a muitos destes "jornalistas de trazer por casa" e como tal não estão ao alcance de todos!) mas ao serviço do poder... Só pode ser por esta última porque não cremos em nenhuma conspiração contra os professores porque nesse caso, só poderia ser entendida como um processo de catarse levado a cabo por pessoas que vivem para perseguir os professores. Sim... Pessoas do carisma de José Sócrates que, frustrado por profissionais de Educação (que o não aprovaram enquanto simples estudante e lhe impediram de alcançar a licenciatura em Engenharia antes de ser governante!) tem maltratado, insultado e perseguido os professores, tal como  Hitler perseguiu os Judeus... Com instrumentos diferentes, reconheça-se! Ao menos isso! Pelo menos, ainda temos a esperança de um dia recuperar a dignidade que nos foi usurpada por governantes e jornalistas como Emídio Rangel (ver aqui o texto que cobardemente ataca os professores),  ou Miguel Sousa Tavares (que pretende ser o cérebro único pensador que sabe tudo e até de Educação quer opinar!) e agora mais dois jornalistas do Diário Económico (Andrea Duarte e Pedro Quedas) que, vergonhosamente, num texto jornalístico retiram conclusao abusiva afirmando que os "Professores nacionais são dos que mais ganham na OCDE". Ora, pretender retirar conclusões deturpando os dados apresentados no relatório PISA, só pode ser por má fé ou por interesses mais obscuros, quiza, ao serviço de interesses governamentais... mas nunca jornalísticos! Uma vergonha de jornalismo! Um jornalismo ao serviço do Poder,  que se serve de preconceitos e que usa a mentira repetida como se algum dia (tal como defendia o Ministro da Propaganda de Hitler) sendo "repetidamente repetida" se pudesse vir a transformar em verdade. Enfim... As estratégias propagandísticas são idênticas... o alvo actual é que diverge.

Até quando?

publicado por J.Ferreira às 00:03

29 Novembro 2010

O texto que segue foi pubicado em La República:

 

George Akerlof ..................  Joseph Stiglitz

 

Joseph Stiglitz denuncia que "habría que meter a muchos de los responsables en la cárcel" o "la economía no se recuperará"!

 

Dos premios Nobel de Economía piden que se meta en la cárcel a los banqueros. Economistas como Joseph Stiglitz y George Akelof vienen diciendo durante los últimos meses y en repetidas ocasiones que "es imposible resolver la crisis económica sin que los criminales que cometieron el fraude estén en la cárcel". Eñ Nobel de economía George Akerlof ha criticado que no se castigue a los delincuentes de cuello blanco y que se facilite con las nuevas medidas económicas las condiciones para comenter este tipo de delitos, lo que provocará mayor destrucción de la economía en el futuro.

El también Nobel de Economía Joseph Stiglitz denuncia que el sistema está diseñado para fomentar ese tipo de cosas, y que las personas que han tenido la mayor responsabilidad en la situación actual no están siendo sancionadas, y aunque se les multara con un 5% o 10% de las ganancias que han obtenido, seguirían viviendo en sus lujosas casas y con sus cientos de millones de dólares.

 

"El sistema está diseñado para que si te pillan, la multa sea sólo un número muy pequeño comparado con el fraude cometido. Es como una multa de aparcamiento, a veces tomas la decisión de aparcar en un sitio a sabiendas de que podrían ponerte una multa", señala el premio Nobel, que asegura que habría que meter a muchos de los responsables en la cárcel".

 

"¿Vamos a confiar en quienes nos metieron en esta situación para sacarnos de ella? Ellos reconocen que no han hecho bien las cosas pero que su comprensión de la situación es buena. Si creen esto, estamos en un lío, lo siento"

 

Mais palavras para quê? Por que esperam as autoridades? Por que será que a América condenou um banqueiro e na Europa todos seguem impunes, mesmo depois da crise que geraram? Agora quem paga as favas é o Zé Trabalhador" que vai ter o salário reduzido. Os políticos aplicaram os dinheiros públicos para trentar salvar a banca e criaram déficites públicos impensáveis...  Decidem comprar submarinos e afundam o país... Prometem TGV's e aeroportos quando já nem dinheiro têm para garantir cuidados básicos aos contribuintes... Cortam na saúde... cortam na Educação e agora, cortam nos salários do elo mais fraco que é são alguns dos trabalhadores da função pública... Sium... De alguns apernas porque uma grande parte deles, escapam... Com regimes de excepção para as empresas públicas e com o contorno de obstáculos previsto nos açores, depressa se verá que, os únicos atingidos serão... os professores! Este Sócrates, traumatizado por não ter tido a capacidade para concluir a licenciatura pelas vias normalmente usadas pelo cidadão comum, persegue agora os professores por não o tertem aprovado  com as desejadas classificações (à semelhança das Novas Oportunidades!) e assim permitido concluir, a seu tempo, a sua nobre licenciatura! É um hommem obstinado que, desejoso de ser engenheiro, até se assinava como tal antes de o ser...

Na verdade choca e revolta. Depois de terem ajudado a banca, e desfalcado os cofre  públicos, os políticos que nos  (des)governam voltam-se agora contra o povo eternamente penalizado, decidindo sacrificar os funcionários públicos com uma baixa de salários, quando esses são dos que menos contribuiram para a crise actual pois sempre pagaram os seus impostos... Aliás, como facilmente se sabe, todo o dinheiro que ganham tem de ser delcarado...  Não há maneira de fugir a isto... E, ao mesmo tempo que sobem os impostos e descontos para todos, decidem reduzir o salário exclusivamentre a uma parte dos funcionários de quem o Estado é patrão... Sim. APenas a uma parte pois está já aprovado regimes de excepção...

Ainda que se assista ao regresso dos lucros exorbitantes por parte dos bancos (que beneficiaram das ajudas generosas do Estado) apenas o povo e que vai pagar a crise... Ah... Benditos Estados Unidos...

off pagou em pouco tempo. Os nossos criminosos andam á solta e a gozar com o nosso dinheiro. É que se não houbve nenhum incêndio nos cofres onde se guardava o dinheiro, para onde foi então? Alguém ficou com ele e anda a sorrir á nossa custa...

É isto democracia? Ou será socialismo recauchutado?

publicado por J.Ferreira às 22:45

28 Novembro 2010

A sociedade actual tem vindo a formar uma geração de jovens que pensa que tudo lhes tem de ser proporcionado. É uma geração que não tem no seu vocabulário palavras como "deveres", "obrigações", "trabalho",  "empenho" etc., apenas conhecendo a palavra "direitos".

Por outro lado, as famílias (cada vez mais absorvidas e ocupadas com o seu trabalho e carreira profissional, demitiram-se do seu papel fundamental e crucial como primeira fonte de educação. Assim, remetem para a escola o papel de substituta das suas funções sem que para a mesma transitem nenhum dos poderes de que os pais não querem abrir mão. Assim, as regras com que a escola tem de viver são ambíguas (diferente de ambivalentes) pois têm de ser coerentes com uma diversidade de pressupostos educativos próprios de cada agregado familiar para corresponderem ao democrático chavão de que "a definição do processo de educação dos filhos pertence exclusivamente aos pais".

Para os governos que transformaram as funções da escola numa autêntica aberração, são os pais que têm o direito a decidir se os filhos devem ou não estudar, se devem ou não ter "trabalhos de casa" para conseguir bons resultados ou se, pelo contrário, o melhor é deixar que o Estado castigue o professor porque os filhos dos portugueses, com o consentimento, incentivo ou anuência dos pais, decidem ir ver a bola, assistir ao espectáculo dos U2, ao "Rock In Rio" ou outro evento em vez de ficarem a estudar e a preparar-se para conseguir bons resultados escolares.

Conseguir uma escola heterogénea nas suas funções, formas e normas de educar, é incompatível com uma educação coerente e consequente. Não nos admiremos pois, que da escola saiam cada vez mais cidadãos menos preparados para assumir responsabilidades na sociedade. Muito menos, jovens responsáveis para assumir o seu papel enquanto trabalhadores de uma qualquer empresa senão com a voz sempre pronta a disparar "eu tenho direitos" sem nunca se lembrarem do reverso da medalha, isto é, "eu tenho deveres". É claro que a escola actual não forma o cidadão para ser responsável. Na escola nada lhe acontece, seja ou não um aluno responsável ou um autêntico irresponsável quanto aos seus deveres de estudante ou de respeito pelos seus pares, pelo mobiliário escolar pago com o dinheiro de todos os contribuintes. Depois estranhamos que neste país, quem passe por uma qualquer rua de uma qualquer cidade, não se depare com a degradação dos espaços públicos. Ninguém, é responsabilizado: nem alunos nem as famílias pela destruição que possam causar na escola. Desde cedo se habituam à irresponsabilidade. E este hábito não se adquire de um dia par ao outro. A maior dificuldade da escola actual é ser politicamente correcta para agradar a todos os pais. Sim, porque estes passaram a ter opinião pedagógica e avaliativa sobre os professores. Não duvidem que, quando os cidadãos (sejam trabalhadores, traficantes de droga ou criminosos de sangue) tiverem opinião e decisão sobre os polícias que os multam ou que os prenderam, a sociedade está totalmente condenada ao caos.

 

Foi um passo tremendamente errado colocar pessoas que nada entendem de educação a decidir sobre aspectos da educação dos nossos jovens. E muito maior ainda a participar na avaliação daqueles que, por incapacidade dos pais, são forçados a dar aos alunos o que em casa não têm: regras de comportamento, de respeito pelos pares e pelo bem público e comum. Ser simpático com a diversidade de formas de educar dos mais variados agregados familiares é agora uma das preocupações dos professores, muito mais do que educar para a cidadania. É que é incompatível ser simpático com alguns pais e fazer a apologia e prática da responsabilidade individual.

 

Esta postura do politicamente correcto levou a que as famílias pudessem colocar-se em pontas de pés sobre a escola, ditando regras e formas de agir dos seus intervenientes que, sob a cultura do medo (medo do escândalo, medo de ser penalizados na carreira, medo de criar factos que levem ao aparecimento das escolas na comunicação social) são forçados a deixar que sejam as famílias a decidir sobre a forma como deve ser desenvolvida a educação das suas crianças. Assim, se não querem trabalhos de casa... pois o professor não  pode mandar trabalhos para casa. A criança e as famílias são quem manda... E assim, para além dos ritmos de aprendizagem que são perdidos, são os hábitos de trabalho que ficam por criar desde pequenos. E como lá diz o ditado "de pequenino se torce o pepino!" as crianças passam a jovens e chegam à idade adulta com a garantia de que têm a quem culpar pelo seu fracasso: obviamente (e como apoio dos governos!) os professores.

São as normas legislativas que, em suma, são pouco consentâneas com a criação e desenvolvimento de uma cultura da responsabilidade.

Lembraremos de seguida, o discurso de Bill Gates, o fundador da Microsoft, sobre exactamente o fundamental da educação: a responsabilidade.

 

Eis os conselhos que Bill Gates deu numa conferência que proferiu há pouco tempo numa escola secundária.

São 11 regras simples e claras que os alunos não aprendem na escola porque a sociedade actual não permite aos professores que contrariem o que os meninos trazem como ensinamentos de casa com receio de lhes provocar uns traumas.

Bill Gates começou por dizer que a "política educativa de ‘vida fácil’ para as crianças" tem criado uma

geração que não sabe o que é a realidade, e que esta atitude tem feito com que as pessoas falhem na vida, depois de saírem da escola.

 

Muito conciso (todos esperavam que ele fosse fazer um discurso de uma hora ou mais), falou menos de 5 minutos. O suficiente para, no final do seu discurso, todos o aplaudissem durante mais de 10 minutos! Bill Gates agradeceu o aplauso e, saindo discretamente, deixou o local partindo no seu helicóptero particular.

 

Regra Nº 1

A vida não é fácil. Acostuma-te a isso.

 

Regra Nº 2

O mundo não se preocupa com a tua auto-estima.

O mundo espera que faças alguma coisa útil por ele, ANTES de te sentires bem contigo próprio.

 

Regra Nº 3

Não ganharás € 6.000 por mês, mal saias da escola não serás vice-presidente de uma empresa, com carro e telefone ao teu dispor, sem antes teres conseguido comprar os teus próprios carro e telefone.

 

Regra Nº 4

Se achas que o teu professor é exigente e rude, espera até teres um Chefe. Este, não terá pena de ti !...

 

Regra Nº 5

Vender jornais velhos ou trabalhar durante as férias, não te diminui socialmente.

Os teus avós, têm outra palavra para isso: chamam-lhe oportunidades...

 

Regra Nº 6

Se fracassares, não é por culpa dos teus pais. Por isso, não lamentes os teus erros, mas sim aprende com eles.

 

Regra Nº 7

Antes de nasceres, os teus pais não eram tão críticos como o são hoje. Só ficaram assim por terem de pagar as tuas contas, lavar as tuas roupas e ainda por cima, ouvir-te dizer que são “ridículos". Por isso, antes de “salvares o planeta” para a próxima geração, ao quereres corrigir os erros da geração dos teus pais, tenta é limpar o teu próprio quarto!...

 

Regra Nº 8

A tua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Nalgumas escolas, já nem repetes o ano e dão-te todas as oportunidades que forem precisas para acertares. Bom, isto não se parece em NADA com a vida real...  Nela, se pisares o risco, estás despedido. RUA !!! Por isso, faz tudo como deve ser logo à primeira.

 

Regra Nº 9

A vida não se divide em semestres. Não terás sempre os verões livres e é pouco provável que os outros empregados te ajudem a  fazer as tuas tarefas no fim de cada período.

 

Regra Nº 10

A televisão NÃO É a vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar de ir ao bar ou à discoteca à noite para levantar-se cedo e irem trabalhar.

 

Regra Nº 11

Sê simpático com aqueles a quem chamas de “Betinhos” ou “Copinhos de Leite”. Há uma grande probabilidade um dia vires a trabalhar para um deles...

 

E com estas 11 regras, Bill Gates conseguiu o aplauso dos que o escutavam, significa que até os jovens percebem que deve ser exigida uma  maior responsabilização dos alunos e das suas famílias para que os objectivos que sao cometidos à escola possam ser de facto, alcançados. E que, o fracasso dessas metas seja repartido entre todos e não apenas assacados aos professores que, num contexcto cada vez mais adverso , têm que agradar a gregos e a troianos. Os jovens não são quem pretende o facilitismo. A sociedade do "coitadinho" e do "politicamente correcto" em busca do voto de mais uns milhares de famílias de portugueses é que levou à criação desta cultura de irresponsabilidade.

 

Enfim... Como esta realidade parece não agradar nem a alunos nem a professores. Há pois que ter a coragem de dar um passo qualitativo na educação dos jovens no sentido da assumpção das responsabilidades de cada um nos processos nela envolvidos (de que os governantes teimam em não querer dar o exemplo!).

Esta crise veio colocar a nu as debilidades do sistema e demonstrou que a cultura do facilitismo acaba por voltar-se contra aqueles que pensavam ser os beneficiados com o laxismo. Há, pois, que caminhar para uma verdadeira autonomia das escolas. Há que partilhar e assumir cada um o seu papel. A escola, de ensinar. Os alunos de aprender. As famílias de contribuir apra que o processo seja conduzido de forma coerente com a co-responsabilização de ambos os intervenientes, assumindo cada um dos intervenientes (escola, alunos, auxiliares e professores) a sua quota parte de responsabilidade, tal como num qualquer outro contexto social (como um acidente de viação, por exemplo).

Só assim é possível formar cidadãos respnsáveis capazes de assumir um papel activo e consciente das consequências do seu desempenho na sociedade. Há que deixar que cada um desempenhe o seu papel.

A responsabilidade da educação dos jovens com vista à formação de cidadãos responsáveis deve voltar a ser entregue unicamente a profissionais de educação  e seus coadjuvantes (professores, psicólogos, psicopedagogos, e outros especialistas com formação adequada ao contexto) devolvendo à escola a função de contexto ecológico capaz de preparar cidadãos para uma participação activa e responsável numa sociedade democrática.

publicado por J.Ferreira às 22:46

24 Novembro 2010

Com estes profissionais da Política... Portugal afunda-se ... !

 

Pelo   Direito  À   Indignação.

Estamos  em  GREVE .

MAS ... O   BLOGUE   TRABALHA !

 

 

É incrível é que, na TSF (vá-se lá saber porquê...! O leitor que adivinhe!...) apenas se fala da aplicação da justiça aos que, por algum motivo, contribuíram para restringir o direito a trabalhar. Mas, sobre aqueles que pressionam os trabalhadores a não fazerem greve, desses, nem a TSF nem a Ministra falou...

Assim, se vê que em Portugal democrático, as preocupações dos Socialistas (agora e quando no Governo!) deixaram de ser com a Garantia do Direito à Greve mas antes, com a Garantia do Direito a Trabalhar.

 

Iniciando as notícias com as empresas onde não foram cumpridos os serviços mínimos, às 13:00 horas deste dia 24, dia de Greve Geral, na TSF ouvia-se que "em Braga, há noticas de agressão a uma dirigente sindical". Por que será que os jornalistas (fazendo lembrar as ditaduras que controlam a comunicação social) parecem mais preocupados com a Garantia do Direito ao Trabalho do que com a Garantia do Garantia do Direito à Greve? Serão uma correia de transmissão da mensagem dos governos ou uma consciência crítica sobre a forma como os governos conduzem as políticas económico-sociais do país?

 

Que se passa em Portugal com as rádios? Será que, em democracia, as notícias devem estar ao serviço do governo ou ceder a pressões de partidos?

 

Depois da conquista mais nobre da democracia para os trabalhadores (o Direito à Greve!) os socialistas deixaram de falar do direito fundamental de trabalhadores para pensar no direito dos seus apoiantes, tal como Salazar. Portugal tem a Maturidade para ter uma Greve geral no seu país... Ena... Com apenas experiência de duas greves gerais, esta Ministra já fala na maturidade dos portugueses.

 

A Ministra do Trabalho vem nas notícias das 11 horas da TSF rádio, refere que a margem para mudar "é praticamente nula" acrescentado que "observamos as consequências negativas da dívida portuguesa na nossa economia" e, como tal... defende que o governo não pode mudar nada no Orçamento.

 

Ora, como se pode manter as subvenções, pagas por todos nós, com os nossos descontos de uma vida de mais de 40 anos de trabalho, aos deputados que descontam apenas durante uns 8 anos a serviço (e quantos, a servirem-se!) da causa pública.  Isto já para não falar de que alguns, quantas vezes, permanecem todo o mandato sem qualquer intervenção no parlamento que não seja o som provocado pelo esporádico ressonar...

 

Segundo o sindicalista Carlos Chagas, muitos dos professores ainda não compreenderam ou não entenderam ainda o alcance do que se lhes vai passar. Só aí os professores perceberão as razões  por que estamos a lutar. Os cortes têm que ser um empréstimo e não um corte. Por isso devem ser devolvidos aos professores pela República.

 

E no parlamento os socialistas (que não se cansam de falar da maturidade dos portugueses  no usufruto do direito à greve) falam com maior entusiasmo no "direito a trabalhar" que no "direito à greve". Por isso usarão, seguramente, a  "mão pesada" da justiça sobre aqueles que não cumpriram a lei da greve no que respeita ao "direito a trabalhar" e uma mão invisível, ligeira, de algodão, sobre aqueles que impediram ou coagiram os trabalhadores a desistir do seu inegável (e também constitucional) Direito à Greve.

Numa intervenção no Parlamento, uma voz socialista lembra que "a greve é um direito dos países democráticos" mas que não substitui o local próprio da discussão dos problemas dos portugueses que é o Parlamento.

E nós diremos: Que novidade, senhora deputada. É para isso que lhe pagamos o chorudo salário que recebe?

É lógico que os sindicatos não são nem substituem os partidos. Mas têm o direito de "tomar partido" pelos trabalhadores e de defender os seus direitos, a lutando por uma maior equidade e justiça social. E isso deveria ser uma das atribuições de um Governo Democrático. Mas não é isso que se verifica... Por isso, aos Sindicatos só lhes resta endurecer a luta... Nem que dele se faça cair o Governo. Não é isso que o governo  Mas é esse o seu dever... Isto, porque enquanto incompetentes estiverem a governar o país, caminharemos cada vez mais para o fundo do poço, porque o Rumo traçado pelos socialistas é bem claro: é o Abismo.

Por incrível, foram os socialistas os que, depois do 25 de Abril, maior ataque fizeram aos direitos dos trabalhadores, reduzindo-lhes os vencimentos.  É inaceitável que, quando Cavaco Silva tentou fazer algo de semelhante aos trabalhadores, os socialistas na oposição tenham lutado pela inconstitucionalidade da medida (e conseguiram-no!) e que agora, incoerente e incrivelmente, venham propor e impor o mesmo.

Porém, o que os socialistas não parecem determinados é a mexer em quem tem poder. nem nos jornalistas nem nos juízes... Por que será? Perguntem-lhes! Ou pensem e facilmente descobrirão o verdadeiro motivo.

Em nome da crise, passaram a idade do direito à reforma dos professores, dos 36 anos de trabalho (e descontos) para os 65 anos de idade (independentemente dos descontos)? Ora, alguns professores, que começaram a leccionar aos 21 anos, terão agora de trabalhar (e fazer descontos) durante 44 anos, o que impedirá muitos jovens de entrar na profissão antes dos 30 anos! Assim, o que cada vez mais vai suceder, será que os que começam aos 30 apenas terão de trabalhar (e descontar!) durante 35 anos pois poderão reformar-se aos 65 anos como os que iniciaram os descontos aos 21 anos! Que justiça é esta? Não se percebe. Mas há pior: numa sociedade com mais problemas de violência, indisciplina, incentivada pelas leis e passividade governativa, quem, com essa idade e depois de mais de 40 anos de trabalho, ainda terá energia , capacidade e/ou motivação para leccionar turmas de 25 alunos?.

Este governo atacou os fracos mas baixou as orelhas perante os fortes. A expressão ditadura democrática (por nós muito usada e repetida no final da primeira maioria absoluta de Cavaco Silva) nunca antes teve tão grande expressividade e nunca foi usada com tanta propriedade como agora.

Oram vejam lá se o Governo mexe definitivamente nos salários dos grandes...!?? É o mexes. A estes socialistas da província que desceram à cidade, falta-lhes o melhor para ser heróis e salvar Portugal. Falta-lhes a coragem que sempre andava na sua boca para mexer com o poder instituído. Por isso mexe com os fracos.

Em coerência com princípios que apontou para mexer com os professores, propondo-se acabar com as “mordomias” (que não existiam para ale do direito a destruir o carro para servir o estado nos locais mais recônditos do país!) e decididos a aplicar máximas de igualdade e equidade a todas as e cidadãs portuguesas e dos cidadãos portugueses (para ser politicamente correcto há que repetir o masculino depois e só depois, do feminino!)... Ora, na verdade, tudo isto não passou de “uma grande treta”. Com os grandes (grandes porque auferem grandes salários, grandes porque têm grandes mordomias, grandes porque têm um grande poder reivindicativo que lhes advém da posição de poder que detêm sociedade!) como é o caso da idade da reforma dos juízes. E uma vez mais, estes socialistas que queriam igualdade entre todos os portugueses. E uma vez mais o governo cedeu e se curvou de subserviência perante os juízes pelo que, afinal, a idade da reforma destes se vai manter nos 60 anos!...

Mas há mais... e a lista que demonstra o aumento das desigualdades com os socialistas no governo nunca mais pararia. Exemplo disso é que se mantêm os chorudos salários e mordomias dos Administradores das Empresas Públicas que chegam a auferir mais de CINQUENTA VEZES o salário do Presidente da República...

 

Sobre a adesão à greve o Secretário de Estado que falou às 13:15 na TSF, a adesão à greve é contada para eles, em proporção da percentagem de escolas que estão fechadas e não do número de trabalhadores das escolas que fizeram greve. Ora, esta falsa contabilização dos dados dos índices de adesão à greve é uma estratégia governamental deliberadamente enviesada. Esta errada contabilização dos trabalhadores em greve implica que, se numa escola com 10 professores todos foram trabalhar e numa outra com 90 todos fizeram greve, para o governo conta como 50% de escolas em greve!  Ora, para qualquer investigador, se no cômputo das duas escolas há 100 trabalhadores e apensas 10 compareceram ao serviço, a percentagem de adesão à greve é de 90% e não de 50% por cento como contabiliza este governo. ou seja, te4mos um governo de esquerda que deveria valorizar a greve como a única arma dos trabalhadores e dela retirar as devidas ilações, vem dizer que a adesão foi baixíssima e abaixo das expectativas... Que vergonha, senhores membros do governo. Aprenda, a fazer estatística. A greve é dos trabalhadores (e devemos contar as pessoas que a fizera!) e não das escolas. Sem dúvida que esta guerra de números será sempre o cavalo de batalha. Mas ninguém de com senso dirá que a greve passou despercebida.

 

Em O Público, podemos ler que o "Governo e sindicatos divergem na leitura dos factos. Ambos festejaram os números, mas por razões diferentes: para a CGTP e UGT, foi a maior greve da história, com três milhões de trabalhadores a aderir à jornada; para o Governo, “o país não parou”.

 

Sabemos que não houve uma adesão de 100%, nem ninguém poderia esperar por isso (pois hoje há cada vez mais trabalhadores que precisam desse dia de salário para alimentar os filhos!). Mais. Temendo o pior, o governo veio à última da hora retirar as empresas de capital maioritariamente público do grupo dos sacrificados, numa clara tentativa de diminuir o impacto da greve, comos e o deficit de repente até pudesse ser resolvido só com os cortes aos salários dos funcionários públicos.  Ora, com esta explicação, uma boa parte dos funcionários das empresas públicas (como a CGD) foram avisados por telefone que deixava de existir motivos para fazerem greve pois o problema já estava resolvido... Esta excepção aberta pelo governo demonstra bem a desadequação das medidas de combate à crise que pretende levar a cabo, procedendo a uma grave discriminação dos portugueses vem ferir ainda com mais gravidade a Constituição da República.

 

Um dia o povo vai despertar... Isto assim é que não pode continuar... Por nós, pelos nossos filhos, por Portugal.

publicado por J.Ferreira às 22:04

22 Novembro 2010

 

 

 

Conhecido por ser Polémico e habilidoso, foi recebendo vários epítetos para retratarem quer a sua personalidade quer o seu talento. Desde "L'Enfant Terrible", a "The Genious", passando por "The Bad boy" até "Eric, the King", Éric Cantona nasceu em Marselha, a 24 de maio de 1966.

Éric Cantona virou ídolo utilizando a lendária camisola número 7 no Manchester United, quando a sua magia e eficiência profissional fez renascer este clube nos anos 1990. Cantona seria posteriormente eleito o melhor jogador da história do Manchester United, superando nomes como Bobby Charlton e George Best (tendo este sido um dos principais jogadores que utilizaram a camisola com o mágico número 7).

Hoje, para além de outras coisas, actualmente, é treinador da Selecção Francesa de futebol de areia, tendo conquistado o único título mundial desta equipa. Mas não se fica por aqui. Cantona acaba de ter uma intervenção cívica, social e política, que pode fazer tremer o mundo. E é por isso mesmo que lhe damos hoje e aqui este destaque.

 

Fácil... Uma revolução pacífica. É simples, segundo Éric Cantona, resolver a surdez dos políticos e a reposição da verdadeira democracia: aquela em que os políticos representam quem os elegeu e não aquela em que os políticos tramam quem os elegeu.

 

Neste curtíssimo vídeo, Éric Cantona explica o quanto seria fácil levar os políticos a ouvir os cidadãos. Se os políticos apenas se preocupam por salvar o os bancos que são "os principais responsáveis pela crise" (onde é que eu já ouvi isto?), então teremos de nos fazer ouvir pelos políticos apra que nos escutem já que milhares e milhares de cidadãos, com outros tantos cartazes de protesto nas mais diversas manifestações de rua parecem não fazer os políticos vltarem os seus ouvbidos, continuando a fazer-se de surdos.

 

Constata-se que, enquanto investem os dinheiros públicos para salvar as entidades financeiras que desperdiçaram o seu dinheiro pagando chorudos salários e mordomias aos seus administradores (e que, com isso os levaram à beira do colapso!) aos trabalhadores que nada fizeram para que houvesse esta crise, os mesmos governantes apenas apresentam como prémio do seu bom comportamento, propostas de cortes nos direitos e até (imagine-se!) no até agora nunca se imaginava: cortes nos salários.

 

Eric Cantona está convencido de que está na hora de fazer algo... O futebolista francês aponta uma solução para os problemas que estão a afectar cada vez mais os trabalhadores e a levar os políticos a massacrar os pobres criando ricos cada vez mais ricos e pores cada vez mais pobres.

E apontando o dedo aos bancos pela crise mundial, Cantona demonstra que está convencido (e quem não se terá ainda dado conta?!) de que a culpa é dos bancos, e que os políticos se recusam a ouvir a voz de quem nas ruas se manifesta pacificamente, e apela a uma revolução, também ela tranquila e pacífica através de um vídeo divulgado no YouTube, o antigo avançado do Manchester United pede aos “três milhões de pessoas que se manifestam com cartazes” para  “retirarem o seu dinheiro dos bancos e os façam colapsar”.

O vídeo já registou milhares de visitas desde que foi publicado em inícios de Novembro.

 

E os comentários não se fizeram esperar. E há-os para muitos gostos e feitios mas aqui apenas destacaremos (ainda que parcialmente) dois deles:

"Seja ficção ou realidade concordo. Os Pobres, doentes, desfavoreçidos pela vida, nada têm a ver com a crise que o Capitalismo Selvagem cozinhou." (...) "Solução: criação de um tribunal especial para este caso concreto, e fazê-los devolver o que não era deles."

"Não vai ser preciso muito para que as pessoas se revoltem contra este estado de coisas, sem Estado e sem Governos e sem Políticos. (...) Do Kaos surgirá uma nova ordem. Vai custar? Ai vai vai, isso vai!!!! Assim é que não pode continuar. Se continuar tudo como está, o que vai ser impossivel, mas supondo que sim, a próxima geração é que vai "pagar as favas" e bem pagas. Novos Rumos para ter Novas Certezas precisam-se urgentemente. As desigualdades sociais são deveras fortes, intensas e já tão evidentes que é impossivel este estado de coisas (...).

 

Por nós, cremos que a simples ameaça de uma ida massiva aos bancos seria o suficiente para os governos recuarem quanto às penalizações que nos querem impor. Aos leitores deixamos a nossa dúvida... Cada um que decida por si próprio, a quem deve confiar ou onde deve manter o seu dinheirinho...

publicado por J.Ferreira às 22:24

15 Novembro 2010

A cada dia que passa mais nos damos conta de que Portugal não só não evoluiu como, pior do que isso, caminha para o passado copiando os modelos que nos levaram a ser dos povos da Europa aquele que menos progrediu.

Se atentarmos nas palavras de Guerra Junqueiro, depressa nos damos conta de que há mais de um século já os Portugal sofria de um grave problema. Nem os mais inteligentes e excelentes Ministros da Educação conseguiram dar a volta a esta questão porque, de facto, sendo provenientes do povo, eles são também pão feito com a mesma farinha... Logo,

A greve geral está aí a bater à porta. Caminhamos para o abismo. O comodismo está a retirar cada vez mais o lugar ao comunismo. Cada um apenas pensa em satisfazer o seu umbigo. Dizem por aí, sem pejo nem vergonha: "Para quê fazer eu greve se, com as lutas dos demais, vou conseguir obter o mesmo resultado? Ou melhor, ficarei ainda a ganhar pois ficarei com mais dinheiro na minha conta bancária ao fim do mês... Sim, focarei ainda com mais dinheiro do que esses pacóvios, estúpidos, imbecis que decidem fazer greve quando eu, sem nada perder (e fico bem com o poder!) acabo por  beneficiardo mesmo. E se nada houver, pelo menos fico a ganhar porque nada perdi. Por isso,  quem faz greve tem de ser ou idealista ou muito estúpido, não há dúvida...

Afinal, em que se baseia esta mentalidade? Simples. Àqueles que fazem greve ser-lhes-á descontado um dia de salário. Aos que foram trabalhar, ser-lhes-á processado o dia normal de salário. Porém, se benefícios houver da greve, todos ficam a ganhar. Aliás, e de acordo om a mesma filosofia (ou modo de estar na vida) os que não fazem greve, ficam a ganhar duplamente... Isto sucede porque num Estado que se diz democrático, os que nada lutam podem beneficiar das conquistas dos que lutam. Se tal não fosse "democrático", veríamos quantos se acobardariam e compareceriam no local de trabalho sabendo que depois, ficariam a perder os benefícios alcançados com as lutas justas.

 

Há, de facto, muito a mudar na sociedade. Isto é um princípio injusto pois quem não vai à luta é porque sente que está bem como está. Logo, nunca deveria participar dos benefícios da mesma. Esta filosofia de aplicar a todos os resultados das conquistas obtidas com perdas de salário de apenas alguns é uma falsa atitude democrática. Quem está contente deveria ficar com o que ganha. É porque, de facto, considera que nada faz para merecer mais do que aquilo que lhe dão. Pretender beneficiar das lutas, do esforço dos outros, para além do mais,  é uma atitude desonesta própria de parasitas.

 

Ora, é com esta mentalidade tacanha que, infeliz e tristemente temos de saber viver. Sem dúvida que Guerra Junqueiro tinha razão, há já mais de um século. Somos um povo que "nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas".

Já em 1896, Junqueiro escrevia assim sobre o povo português:

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas;

Um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai;

Um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta (...)

 

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta ate à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados (?) na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro (...)

Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do país, e exercido ao acaso da herança, pelo primeiro que sai dum ventre - como da roda duma lotaria.

 

A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas; Dois partidos (...), sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes (...) vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se amalgamando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar (...)"

 

Guerra Junqueiro, in "Pátria", escrito em 1896

publicado por J.Ferreira às 23:13

06 Novembro 2010

 

Em entrevista a Anabela Mora Ribeiro do Jornal de Negócios, Henrique Neto arrasa com Sócrates. Entre outras coisas afirmou que deixou de ser epresário e que "ser empresário hoje é ser herói" e que "a maçonaria é a coisa pior que pode existir na política".

 

Vejam este extracto final da entrevista:

 

Porque é que tem pó ao Sócrates?
Uma vez, fui a um debate em Peniche, conhecia o Sócrates de vista. Isto antes do Governo Guterres. Não sabia muito de ambiente, mas tinha lido umas coisas, tinha formado a minha opinião. O Sócrates começou a falar e pensei: “Este gajo não percebe nada disto”. Mas ele falava com aquela propriedade com que ainda hoje fala, sobre aquilo de que não sabe [riso]. Eu, que nunca tinha ouvido o homem falar, pensei: “Este gajo é um aldrabão, é um vendedor de automóveis”. Ainda hoje lhe chamo vendedor de automóveis.

Esse é um dos nomes mais simpáticos que lhe chama, chama-lhe outros piores.
Quando se pôs a hipótese de ele vir a ser secretário-geral do PS, achei uma coisa indescritível. Era a selecção pela falta de qualidade. O PS tem muita gente de qualidade. Sempre achei que o PS entregue a um tipo como o Sócrates só podia dar asneira.

Nos últimos tempos, a sua voz é das mais críticas no PS, e o desdém com que fala dele faz-me perguntar se a questão tem uma raiz emocional.
Faço uma explicação: gosto muito de Portugal – se tiver uma paixão é Portugal – e não gosto de ninguém que dê cabo dele. O Sócrates está no topo da pirâmide dos que dão cabo disto. Entre o mal que faz e o bem que faz, com o Sócrates, a relação é desastrada. O Soares também fez muito mal ao País, mas também fez muito bem; se calhar até fez mais bem do que mal.

A maneira como se envolve e se empenha cada vez que fala de Sócrates, faz perceber que há ali uma motivação que é epidérmica, que não é uma coisa só racional.
Não. Há caras de que gostamos mais e outras menos, mas não me pesa assim tanto. Além do facto de que estou convencido de que ele não é sério, também noutros campos. Conheci a vida privada do Sócrates, ele casou com uma moça de Leiria, de quem conheço a família. Sou amigo do pai dela, que foi o meu arquitecto para a casa de São Pedro de Moel. Esta pequena decoração que vê aqui [em casa] foi feita pela cunhada do Sócrates. Às vezes compro umas pinturas que a mãe delas faz. Nunca fui próximo da família, mas tenho boas relações. Não mereciam o Sócrates. Portanto, sei quem é o Sócrates num ambiente familiar. Sei que é um indivíduo que teve uma infância complicada, que é inseguro por força disso, que cobre a sua insegurança com a arrogância e com aquelas crispações. Mas um País não pode sofrer de coisas dessas.

Permite-se dizer todas as coisas que diz acerca de Sócrates porque tem esta idade e porque tem o dinheiro que tem?
Não tenho muito dinheiro.

Há essa ideia, sobretudo depois de ter vendido a sua participação na Iberomoldes.
Quase dei. Não queria morrer empresário. Tenho para ir vivendo, não tenho assim tanto dinheiro. Também não posso ser tão inocente… O problema é que também estava convencido de que a indústria portuguesa vai toda para o galheiro. Com os erros que estamos todos a cometer, só por milagre é que algum sector vai sobreviver. Se estou convencido disso o melhor é não fazer parte do problema, especialmente nesta fase da minha vida. Tenho a minha independência económica.

Não depende.
Sempre fui assim. Escrevi uma carta ao Guterres, que foi publicada, em que lhe disse coisas que digo do Sócrates.

Foi deputado na governação de Guterres.
Era deputado quando escrevi a carta, era da comissão política do Partido Socialista. Foi na fase de Pina Moura e daqueles descalabros todos. Na comissão política, estão publicadas algumas dessas coisas, [sobre] os negócios do Jorge Coelho e do Pina Moura. Depois de ter falado disso tudo em duas ou três reuniões e não ter acontecido nada, escrevi uma carta e mandei ao Guterres. Ele distribuiu a carta. No outro dia veio nos jornais. Era uma carta duríssima. Os problemas eram os mesmos, estávamos a caminhar mal, estávamos a enganar os portugueses, a dizer que a economia estava na maior, quando não era verdade. Na altura já falava com o Medina Carreira e ele já falava comigo.

Está a dizer-me que sempre se permitiu dizer tudo.
Sim. E tinha a empresa. Quando o Pina Moura foi ministro das Finanças, uma senhora das Finanças instalou-se lá na empresa. Nunca contei isto. Encontrava-a no elevador, nunca falei com ela, “bom dia sra. Dra”. Mas os meus homens contavam-me. Andou à procura, à procura, à procura como uma doida. Esteve lá alguns dois anos. As coisas não são impunes, a gente paga-as neste mundo. Disse o que quis do Pina Moura, da maioria desses gajos; era natural que se defendessem. Os seus colegas jornalistas muitas vezes foram ao Pina Moura com o que eu disse; e ele: “Não comento”. O Guterres também não comentava, e o Sócrates também não comenta. Aliás, quando faço uma intervenção ao pé dele fica histérico, não me pergunte porquê.

Porque é que não quis acabar empresário?
Porque ser empresário hoje é ser herói. Já não tenho idade para ser herói. A economia portuguesa não está assim por acaso.

É o seu projecto de vida. Porque é que não quis continuar a trabalhar nisso que foi a sua vida?
O meu pai mudou de vida várias vezes. Por exemplo, emigrou para trabalhar na Alemanha com quase 70 anos e não foi por estar com fome. Devo ter alguma coisa da irrequietude do meu pai. Por outro lado, trabalhei e descontei para a Segurança Social durante 59 anos, sinto que cumpri a minha obrigação com o País. Fiz coisas interessantes, o grupo Iberomoldes é um grupo empresarial muito estimulante e inovador; mas tudo na vida tem um princípio e deve ter um fim. Éramos dois sócios com 50% cada – o que nem sempre é fácil – e na fase final da sociedade fui confrontado com alguns problemas inesperados que me desagradaram e de que só tomei conhecimento demasiado tarde. Tudo junto, e porventura o facto de já não ser novo, fez-me decidir pela reforma.

Sente-se velho? Tem 74 anos.
Sim. Velho é relativo. Para fazer a vida que quero, não. Para estar lá das oito da manhã à meia-noite, e ter os problemas que uma empresa tem, os clientes. Tinha na empresa um senhor que o meu sócio quis mandar embora logo no princípio, o que nunca deixei. Um bocado verrinoso, mas com uma visão crítica. Era daquelas pessoas que têm prazer em encontrar coisas mal feitas. Uma pessoa utilíssima numa organização.

É assim em relação a Portugal e ao socratismo? Tem essa veia verrinosa, gosta de apontar o que está mal feito?
Não tinha essa veia verrinosa, mas acho-a útil. Adoro a crítica. O Dr. Vareda ensinava-nos nos livros lá da biblioteca que tínhamos de ser críticos de nós próprios, dos outros, da sociedade, mas com inteligência. E ver os pontos fracos.
Estudei um pouco da história portuguesa, nomeadamente dos Descobrimentos; fizemos erros absurdos. Um dos erros é deixarmo-nos enganar, ou pelos interesses, ou pela burrice. O poder, os interesses e a burrice é explosivo. Descambámos no Sócrates, que tem exactamente estas três qualidades, ou defeitos: autoridade, poder, ignorância. E fala mentira. Somos um País que devia usar a inteligência e o debate para resolver os problemas, e temos dirigentes que utilizam a mentira e evitam o debate.

Apesar da discordância, continua ligado ao PS.
A última comissão política do PS foi feita no dia em que o Sócrates anunciou estas medidas todas. Convocou a comissão política depois de sair da conferência de imprensa, para o mesmo dia, à última da hora, para ninguém ir preparado – primeira questão. Segunda questão, organizou o grupo dos seus fiéis para fazer intervenções umas a seguir às outras, a apoiar, para que não houvesse vozes discordantes. A ideia dele era que o Partido Socialista apoiasse as medidas. Fez medidas tramadas, toda a gente sabe. O mínimo era que o partido as apoiasse. Mas não falou antes. Depois o Almeida Santos fez aquilo que faz sempre: uma pessoa pode inscrever-se primeiro, mas o Almeida Santos só dá a palavra a quem acha. Os que acha que vão dizer o que não quer que digam, só vêm no fim. E no fim: “Isto está tarde, está na hora de jantar”. Isto é uma máfia que ganhou experiência na maçonaria.
O Arq. Fava é maçónico, o Sócrates entrou por essa via, e os outros todos. Até o Procurador-Geral da República. Utiliza-se depois as técnicas da maçonaria – não é a maçonaria – para controlar a sua verdade.

Os sucessivos governos, este em particular, pintam uma imagem cor-de-rosa da economia portuguesa. Isto é enganar as pessoas sistematicamente. Depois aparecem críticos como o Medina Carreira ou eu a chamar a atenção para a realidade do País – chamam-nos miserabilistas! E quando podem exercem pressão nos lugares onde estão esses críticos e se puderem impedir a sua promoção ou acesso aos meios de informação, não hesitam.
Isto era o que se passava antes do 25 de Abril, agora passa-se em liberdade, condicionando as pessoas, e usando o medo que têm de perder o emprego.
José Sócrates, na última Comissão Política do PS, defendeu a necessidade das severas medidas assumidas pelo Governo, mas também disse que era muito difícil cortar na despesa do Estado porque a base de apoio do PS está na Administração Pública. Disse-o lá, e pediu para isso a compreensão dos presentes. Não tenho nada contra José Sócrates. Se ele se limitasse a ser um vendedor de automóveis, ser-me ia indiferente. Mas ele é o primeiro-ministro e está a dar cabo do meu País. Não é o único, mas é o mais importante de todos.

publicado por J.Ferreira às 00:31

02 Junho 2010

Fome em Portugal? Ricos somos nós, portugueses! Pobres são os Americanos!

 

Quando os portugueses "nem ganham para a sopa", há gente que tem salários que fazem inveja a alguns afortunados a quem lhes saíu o maior prémio do Euromilhões!...

 

Vejam como há realmente portugueses que vivem com "salários miseráveis”... Tão miseráveis que, segundo foi noticiado, Vítor Constâncio admitiu que o salário do governador do Banco de Portugal é muito elevado, aceitando por isso que a sua remuneração venha a ser reduzida.
"Já tenho dito que deveria haver uma redução [do salário do governador do Banco de Portugal]", afirmou Vítor Constâncio em declarações aos jornalistas à margem do almoço da Câmara do Comércio e Indústria Luso-Espanhola.
Esta declaração surge no dia em que o “Negócios” noticia que Vítor Constâncio está entre os banqueiros centrais mais bem pagos do mundo. O jornal refere que o governador do banco central português ganha 250 mil euros por ano, 18 vezes mais que o rendimento per capita nacional, só atrás do governador do banco de Honk Kong (que recebe 896 mil euros por ano) e do da Itália (que aufere 650 mil euros por ano).


Esse salário "não depende de mim", acrescentou Vítor Constâncio. Com efeito, é ao Ministério das Finanças que cabe fixar o salário do governador, através de uma comissão de vencimentos.

 

Ora... Isto é incrível. Se o Governador é sempre um dos compinchas de quem manda nos governos... que poderíamos esperar? TACHOS... É TUDO TACHOS de uns SEM-VETGONHA. O Povo a passar fome e estes SEM-VERGONHA a viver à JAPONESA...

 

Incrível... Com a miséria de salários que há em Portugal, alguns senhores (Titulares de cargos políticos ou de nomeação política!) não têm vergonha de ganhar salários atentatórios da dignidade do mais indigno dos cidadãos...

 

Para o Ministério das Finanças português, o cargo ocupado por Vítor Constâncio vale uma remuneração anual  de, aproximadamente, 250 mil euros / ano... Isto é, na moeda antiga, 50.000 contos!. O que corresponde a cerca de 18 vezes o rendimento nacional 'per capita'.

 

Em contrapartida, para a Administração norte-americana, o lugar ocupado por Ben Bernanke justifica apenas 140 mil euros anuais, ou seja, 4,2 vezes o rendimento 'per capita' dos EUA.

 

-Vítor Constâncio: Banco de Portugal -------> 249.448 Euros

 

Parece mentira? Mas há muitos mais...!

 

Como pode sobreviver um país que se governa assim: (?)

O que está a dar é ser ex-governante... ex-deputado... ex-candidato. Se não concordam, acordem!

 

Mas pode crer que os valores apresentados são de salários !

 

Ilustres Milionários Nacionais

Salários

Mata da Costa: Presidente dos CTT

200.200 Euros

Carlos Tavares: CMVM

245.552 Euros

António Oliveira Fonseca: Metro do Porto

96.507 Euros

Guilhermino Rodrigues: ANA

133.000 Euros

Fernanda Meneses: STCP

58.859 Euros

José Manuel Rodrigues: Carris

58.865 Euros

Joaquim Reis: Metro de Lisboa

66.536 Euros

Luís Pardal: Refer

66.536 Euros

Vítor Santos: ERSE *

233.857 Euros

Fernando Nogueira: ISP **

247.938 euros

Amado da Silva: Anacom ***,

224.000 Euros

Faria de Oliveira: CGD

371.000 Euros

Pedro Serra: AdP

126.686 Euros

José Plácido Reis: Parpública

134.197 Euros

Cardoso dos Reis: CP

69.110 Euros

Guilherme Costa: RTP

250.040 euros

Afonso Camões: Lusa

89.299 Euros

Fernando Pinto:  TAP

420.000 Euros

Henrique Granadeiro: PT

365.000 Euros

 

*  Entidade Reguladora da Energia, 233.857 Euros

** Instituto dos Seguros de Portugal

***Autoridade Reguladora da Comunicação Social, (foi chefe de gabinete de Sócrates)

 

Mas não pensem que se esgotou a lista de chupistas... Ainda faltam muito outros senhores...

Por exemplo, o senhor das Estradas de Portugal, o senhor da EDP, o senhor da Brisa,  o senhor da Petrogal....

e de tantas outros tachos como Observatórios e Entidades Reguladoras.

 

Imagine o leitor o quanto não custará a um funcionário “mileurista” que tem de processar um Subsídio de Férias ou um Subsídio de Natal a estes senhores! Francamente, parece que está a anunciar a lotaria:

FO-LA-NI-NHO… TRE-ZEN-TOS E CIN-QUEN-TA M-I-I-I-I-I-I-I-L-   EUROS!

E pagar-lhes esta reforma ... É no mínimo imoral e no máximo aproveitamento da faculdade que têm de mudar a lei, redigindo-a a seu favor... Até porque estes cargos não são para técnicos, mas são de nomeação política... É isto que lhes retira toda e qualquer credibilidade junto do povo e dos quadros técnicos.

É tudo feito com o nosso dinheirinho, recolhido dos nossos impostos, que nos levam o suor, o sangue e muitas lágrimas de portugueses.

 

Já todos tivemos a oportunidade de ver o filme... Foi vivido na extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.  A obra "Animal Farm " (traduzido a português por "O Triunfo dos Porcos") foi escrita por George Orwell e passada a banda desenhada... Pesquisem em Youtube e, com o pensamento na história da revolução soviética e coloquem os dois ouvidos de forma a que possam "escutar claramente escutado" a evolução do discurso dos porcos e a "ver claramente visto" a aplicação prática dos discursos.


Por último, apenas gostaria de perguntar:

Foi para isto que se fez a revolução do 25 de Abril? Para se mudarem apenas os porcos da pocilga?

publicado por J.Ferreira às 17:28

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