Até que o Teclado se Rompa!
"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." (Martin Luther King)

02 Agosto 2009

 

O MINISTÉRIO DA VERGONHA

Temos uma Ministra da Educação que nem dignidade tem para apresentar o pedido de demissão. Compreendemos José Sócrates. Não é fácil encontrar alguém com competência que queira servir as funções de CARRASCO da Educação.

EM SETEMBRO OS PROFESSORES

VOLTARÃO À RUA...

E NESTAS ELEIÇÕES...

NENHUM PROFESSOR FICARÁ EM CASA!

Eis o resultado das MEDIDAS VERGONHOSAS...

 

Abaixo-assinado de professores do Agrupamento de Escolas de Sto. Onofre

 

 

O grupo de professores abaixo indicados vem por esta forma manifestar-lhe a sua maior consternação pela situação que se vive no Agrupamento de Escolas de Sto Onofre, em Caldas da Rainha. É com a maior cortesia e com a maior franqueza que nos dirigimos a si, por, simplesmente não podermos deixar de lhe significar um vivo desalento pela forma como tem sido conduzida a gestão deste agrupamento, na sequência da decisão tomada em nomear uma Comissão Administrativa Provisória, para substituir o Conselho Executivo que se encontrava em funções até Junho de 2010.

Consideramos que são tão numerosas e tão severas as razões que nos demonstram quotidianamente a inadaptação desta Comissão Administrativa Provisória às tarefas que lhe foram cometidas pelo Senhor Director Regional de Educação, que é por puro sentido de dever público que consideramos ser nossa obrigação reclamar junto de si que considere, com carácter de urgência, a convocação de outras soluções para resolver, ainda que transitoriamente, este estado de coisas.

É imperativo, em nossa opinião, que se pacifique este conjunto de onze escolas, que vive uma atmosfera humana deplorável, em grande medida causada pela inércia técnica e estratégica que a presente situação tem suscitado. Conhecedores de que se trata de um elenco executivo que tudo parece desconhecer sobre a realidade e as perícias indispensáveis à gestão de uma escola, em nenhum momento os professores destas escolas se escusaram a prestar todo o tipo de esclarecimentos que lhes fosse solicitado. De nada parece adiantar qualquer solicitude. São incontáveis as perplexidades, dir-se-ia mesmo as situações embaraçosas, caricatas, que, escusadamente, têm embargado o curso regular da vida escolar, o encerramento do ano lectivo e a preparação do ano lectivo seguinte.

Cumpre reiterar, com toda a lisura e frontalidade, que todos os problemas que hoje colocam gravemente em risco a abertura regular do ano lectivo (distribuição de serviço docente, requisição de professores, planeamento de horários dos alunos, definição de cômputo e constituição de turmas, etc.) nunca teriam existido, caso a decisão de substituir o Conselho Executivo em funções não tivesse sido substanciada.

Por essa razão, a título pessoal todos compreendemos, que, entretanto, tivesse sido pedida uma providência cautelar que foi, como sabe, indeferida com a alegação de assegurar-se o regular funcionamento destas onze escolas. Não nos cumpre calcular a qualidade da decisão do tribunal mas tornou-se claro, para quem vive esta escola diária e imediatamente, que essa decisão se revelou de uma incompreensão gritante do estado actual da situação deste agrupamento.

Consideramos fundamental encontrar uma solução que devolva a serenidade institucional que este agrupamento de escolas sempre conheceu, retomando o curso do seu projecto educativo.

Consideramos que a única forma de o conseguir é endereçar um convite ao Conselho Executivo demitido para que retome as suas funções, com a garantia de lhe ser assegurada estabilidade funcional e um inequívoco respeito pela autonomia institucional da sua acção, até final do seu mandato.
 Acreditamos nesta solução por sabermos que este elenco executivo já demonstrou por vários anos a sua aptidão para dirimir com naturalidade as dificuldades inerentes à abertura e gestão regular dos anos escolares.
 Acreditamos nesta solução porque conhecemos o sentido de responsabilidade que caracteriza todos os elementos desse Conselho Executivo; estamos certos, apesar do gravíssimo melindre que se acometeu sobre a sua idoneidade profissional, que, no interesse superior dos alunos, não deixará de se disponibilizar para superar o momento particularmente penoso que este agrupamento foi constrangido a atravessar.

 

(Seguem-se 30 assinaturas)

 

 

 

 

publicado por J.Ferreira às 01:09

18 Julho 2009

Afinal onde vivemos?

Parece que há matéria mais que suficiente, por esse país abaixo, para editar uma nova série de animação para entreter este país. E até lhe antecipamos um possível nome: "Sócrates e Seus Amigos no País das Mentiras"...

 

 

 

Ministério da Educação MENTIU aos professores ... e ao país!

 

Mário Nogueira, dirigente da Fenprof, sem papas na língua escreveu "o Ministério da Educação mentiu aos professores e educadores, aos seus Sindicatos, aos deputados da Assembleia da República, ao país!"

E acusa, peremptoriamente, e com razão: "O ME mantém em vigor a avaliação que a quase totalidade dos docentes contestou na rua, a que todas as organizações sindicais de docentes se opuseram, que toda a oposição parlamentar e alguns deputados do PS pretenderam suspender, que mais de duas centenas de conselhos executivos exigiu que fosse suspensa, que o conselho das escolas aprovou que se suspendesse, que o Primeiro-Ministro, em recente entrevista televisiva, reconheceu ter sido um erro do governo. Mais uma vez, contra tudo e contra todos, o ME decidiu impor a sua vontade e deixar tudo na mesma!"

Os factos são demasiado evidentes e provam a veracidade da acusação de Mário nogueira. Com efeito, em 12 de Junho de 2009, "em reunião realizada no ME, a FENPROF protestou por, em meados de Junho, não se ter iniciado a revisão do modelo de avaliação e nem se sequer serem conhecidas, ainda, as propostas do ME. Este informou, então, que, dado o atraso existente com o relatório da OCDE, possivelmente a revisão do modelo de avaliação não poderia ter em conta as suas recomendações, mas apenas as do CCAP;"

Por sua vez, a FNE não deixa passar em claro a falta de ética deste Ministério que apenas demonstra a ala incompetência e enorme incapacidade negocial. Por isso, João Dias da Silva, Secretário geral da FNE aponta caminhos a seguir na luta dos professores dizendo categoricamente que "a FNE exige ao Ministério da Educação que tenha em conta as propostas desta federação, uma vez que o relatório da OCDE vem de encontro a algumas medidas por nós entregues" não perdendo a oportunidade de apontar para as conclusões de um relatório que "isola, ainda mais, a titular da pasta da Educação no que diz respeito a um modelo de avaliação que tentou impor aos professores e educadores portugueses.

 

O maior problema deste governo é que, tem como Ministra da Educação, uma senhora que é tão incompetente que nem competência tem para se dar conta de que é incompetente! E, para além disso, ainda é SURDA! Teve oportunidade de corrigir as INJUSTIÇAS COLOSSAIS QUE FEZ COM AS NOVAS E ABSURDAS REGRAS DOS CONCURSOS. Mas não o fez. Deturpou tudo quanto eram regras de antiguidade, colocou professores a longos quilómetros de casa com maior qualificação profissional que outros que ficaram ao lado de suas casas. Impediu aqueles a quem chamou de "os melhores" de aproximarem das suas residências impedindo-os de concorrer... Fez de tudo um pouco para desmotivar os seus soldados... É claro que NUNCA MAIS será capaz de obter deles a energia necessária para a verdadeira luta que fazia falta empreender nas escolas: Não fazia falta nenhuma colocar professores contra professores nem tão pouco pais contra professores. A escola vivia em PAZ... Nas escolas respirava-se vontade de trabalhar por uma MELHOR EDUCAÇÃO DOS JOVENS, pela construção de uma sociedade mais justa mais solidária. Mas a Ministra não queria que fosse assim. Os professores estavam unidos em torno de projectos educativos, tinham abraçado a autonomia que os socialistas de António Guterres quiseram dar às escolas como meio de mobilizar forças, vontades, energias para uma mudança profunda da Educação em Portugal. Mas a Ministra Maria de Lurdes Rodrigues decidiu apagar tudo isto do mapa da Educação e das Escolas. E inventou problemas onde eles nunca existiram. E, logo que entrou no ministério, a primeira coisa que tentou fazer foi dividir os professores. Dividir para reinar. Para isso, sabia que teria de mentir ao país. Mas isso pouco importa. Esta gente pensa que uma mentira repetida se transforma numa verdade. E mentiu, mentiu, mentiu... Sobre as escolas, sobre os professores, sobre a cooperação, sobre as faltas...

E inventou um pseudo-concurso ABSURDO que colocou como Titulares muitos dos professores menos competentes. E deixou de fora imensa gente cheia de iniciativa e de profissionalismo... só porque não tinham o tempo de serviço que ela determinou como aquele que dá competência. E, como na tropa, ergue as suas divisas de general e determina que ""a velhice é um posto"! Assim, exige 18 anos de serviço (por muito mau que tenha sido, pouco importa!) como se o tempo de serviço fosse sinónimo de competência. Depois, disse que iria valorizar o trabalho directo com os alunos mas foi aos elementos dos Conselhos Executivos e aos Directores dos Centros de Formação que atribuiu o maior número de pontos para o concurso. Isto como se "fazer umas contas" ou "preparar uns dossiers" todos os meses permitisse aumentar a competência de ensino ou fosse considerado "trabalho directo" (palavras da ministra!) com os alunos! E, muito mais grave, às funções várias desempenhadas pelos professores que serviam o Ensino Português no Estrangeiro nem as teve em conta: (se é que as conhecia!) tendo ficado todos com ZERO PONTOS.

Depois, tivemos que assistir à trapalhada ou palhaçada socialista que se viu com a Nova Alteração ao Sistema de Autonomia e Gestão criada pelos Socialistas de António Guterres. Sim. Sim... !   Foram os socialistas que o fizeram e que o alteraram sucessivamente até que chegamos ao ponto de  a Gestão das Escolas passar a ser atractiva para os caciques e, num curto prazo, permitir a colocação dos socialistas e membros do partido a governar as escolas. Afinal, com mais 750 euros no salário, a direcção das escolas começa a ser um pólo atractivo para os boys dos governos.

E foi assim que as escolas, outrora sem dinheiro para nada, deixaram de estar imunes à corrupção. As escolas deixaram de ser um dos poucos ou únicos redutos que não eram atraentes aos políticos pois não dava dinheiro: só trabalho. Agora, passaram a dar visibilidade política e social, os cargos de Directores e outros passaram a ser bem remunerados e estes lugares, que nunca tinham sido atraentes para os "boys" dos partidos passaram a ser apelativos. Onde havia um interesse comum, passou a haver divisão . Instalou-se a guerra e a corrida aos cargos. Onde havia cooperação passou a haver divisão... pressão, insatisfação, perseguição... De lugar de Educação passou a lugar de disputas e guerras entre pares. Veja-se o que se passa na luta partidária e reflictamos sobre o que há bem pouco tempo os políticos  nos presentearam no parlamento: "um rico par de corninhos no ar".

Bem pelo contrário... Fazia falta, sim... Fazia falta uma luta séria e empenho real CONTRA O FRACASSO ESCOLAR... Fazia falta um investimento em mais e melhores recursos humanos... Fazia falta colocar especialistas de apoio individual a crianças com NEE e a crianças com dificuldades de aprendizagem cuja origem estava claramente no meio sócio-económico e familiar dos alunos. Mas não! Este governo preferiu inventar as NOVAS OPORTUNIDADES para aqueles que não as quiseram aproveitar no seu devido tempo. E "regalou-lhes" diplomas que a sociedade desvaloriza e não reconhece... Uma vergonha monumental...

FAZIA FALTA (isso sim...!) LUTAR AO LADO DOS PROFESSORES CONTRA O TRABALHO INFANTIL mas este DESGOVERNO preferiu penalizar os professores pelos alunos que faltam ou abandonam a escola. Sabemos que há pais e empresários que exploram os alunos e os obrigam  a faltar ou a abandonar a escola. Pois bem:  Em vez de fazer as reformas COM OS PROFESSORES preferiu fazer reformas CONTRA OS PROFESSORES.

Por isso afirmamos que, tal como outros notáveis portugueses, também esta ministra sofreu de uma tremenda "cegueira auditiva", incurável porque nunca se preocupou a dar ouvidos às receitas que lhe eram apresentadas, oriundas dos mais diversos quadrantes. Assim, preferia fazer que ouvia, passar a ideia à sociedade de que estava a dialogar e negociar mas, realmente, nunca ouviu ninguém. Por isso, num dia dizia uma coisa e no dia seguinte apresentava uma proposta totalmente contrária ao que tinha afirmado.

Na verdade, a forma de estar dos responsáveis deste Ministério corresponde exactamente ao ensinamento expresso na seguinte frase:

Podemos enganar muita gente durante algum tempo... Podemos até enganar alguns durante muito tempo... Mas não é possível enganarmos a todos durante todo o tempo!

E isto passou-se com a continuidade dos professores na escola, com as provas de recuperação dos alunos, com a passagem automática dos alunos (dada a complexidade do processo que poderá levar à retenção de qualquer aluno que seja, avaliação independente do comportamento demonstrado nas aulas, etc... Enfim. Tivemos uma Ministra durante 4 anos que, não sendo surda fisicamente, demonstrou-o ser intelectualmente.

Porém, se é verdade que há alguns tipos de surdez que não têm remédio, a surdez do Ministério tem cura: e o remédio chama-se "Eleições Legislativas". Que os professores, familiares e demais cidadãos que se interessam de facto pela PAZ nas escolas, pela JUSTIÇA entre os professore, que acreditam nas vantagens da COLABORAÇÃO e COOPERAÇÃO contra o individualismo propagandeado para que cada um tente chegar a ser "o melhor" com ganhos para os cofres do Estado (é certo!) mas com perdas para a qualidade das aprendizagens dos alunos (sem qualquer dúvida!), se lembrem no acto de votar. Por nós temos bem claro. Votaremos à Esquerda ou à Direita... mas NUNCA neste PS...

Não restam dúvidas. Estes governantes são como os donos do TITANIC. Podem ir contra o Iceberg, mas isso pouco lhes importa. O lugar num salva-vidas (reforma, subvenção vitalícia, lugares garantidos nas grandes empresas... etc..) está assegurado. Os demais, que se cuidem... Por isso estamos convictos de que este PS está desnorteado. Já não sabe o que fazer com o TITANIC. Este (Des)Governo colocou o navio na rota do ICEBERG (está cego e não tem capacidade de ver mais além, mais longe do que o imediatismo de uma campanha televisiva distribuindo “Magalhães” a meninos pobres!) e a uma velocidade tal que não há forma de desviar do iceberg (abismo económico!). Por isso, chegamos mesmo a crer que já não têm interesse em cruzar o Oceano com este navio. Antes se preparam para saltar para o primeiro salva-vidas antes que seja tarde... E o primeiro salva-vidas de muitos destes governantes (a quem a História fará seguramente justiça!) aproxima-se a passos largos: eleições legislativas...

Já agora perguntamos:

Será que os "corninhos" de Manuel Pinho no Parlamento não foram uma estratégia premeditada para se escapar e mandar o governo à fava (como António Guterres!) partindo de imediato para aquilo que os governantes sempre consideram ter direito: as merecidas férias de Verão (claro, com os bolsinhos garantidamente cheios!)?

publicado por J.Ferreira às 01:38

02 Julho 2009

Ministra Teve e Ouvir e Engolir em Seco


Relatório OCDE arrasa Decreto Regulamentar2/2OO8 sobre Avaliação Professores.

 

 

Foi recentemente divulgado o Relatório da OCDE sobre a avaliação de desempenho docente.

E, as conclusões nele expressas deixam muito mal não só este Governo como outros Governos Socialistas e a respectiva Ministra da Educação.

 

Há pouco tempo atrás, um relatório da OCDE veio criticar o Governo português defendendo a necessidade de alteração no sistema de avaliação dos professores em Portugal. Com efeito, a OCDE critica a associação entre os resultados dos alunos e a avaliação de desempenho dos docentes bem como a avaliação feita por pares com consequências na progressão da carreira. Ora, essas são as duas características centrais do modelo imposto pelo decreto regulamentar 2/2OO8 e que mais contestação provocaram entre os professores. O decreto regulamentar I-N2OO9, que impôs a versão simplex, também não sai incólume do estudo da OCDE, uma vez que o relatório manifesta uma clara oposição a uma avaliação de desempenho de tipo quantitativa e com consequências para a progressão na carreira seja feita pelos directores e colegas a quem foram atribuídas funções de avaliação.

Nas recomendações, o Relatório da OCDE aponta para a necessidade de haver uma avaliação de tipo qualitativo e meramente formativa, feita pelos directores, e uma avaliação com incidência na progressão na carreira docente, feita por elementos exteriores à escola e sem qualquer relação funcional com os docentes avaliados.

A OCDE aconselha que os avaliadores externos sejam especialistas certificados em avaliação de desempenho e que adoptem critérios uniformes para todas as escolas do país.

 

A FNE reagiu ao Relatório da OCDE pela voz de João Dias da Silva, que afirmou o total isolamento da ministra da educação e a necessidade de construir um novo modelo que não padeça dos males apontados no estudo da OCDE. João Dias da Silva acrescentou que, em matéria de avaliação de desempenho, foram dois anos completamente perdidos graças à teimosia da ministra da educação. Interrogada pelos jornalistas à saída da sessão de apresentação do Relatório da OCDE, a ministra limitou-se a afirmar que não era tempo de tomar decisões.

publicado por J.Ferreira às 17:14

27 Maio 2009

Os professores que servem o país exercendo funções no Ensino Português no Estrangeiro (EPE) exigem respeito e dignidade, mas sobretudo, querem a verdade. Chega de entulhar a opinião pública com MENTIRA. Como não há fumo sem fogo, e já que do Ministério nada aparece a refutar com clareza e evidência esta notícia, exigimos do "Público" que investigue e reponha a Verdade dos factos.

Vejam pois, os recibos de vencimento que seguem, com os vencimentos relativos a dois professores: um português (Minho)  que percorre diariamente mais de 60 kms para exercer a sua função e outro espanhol (Galiza), a exercer a menos de 8 kms de sua residência.

  

Prof. Português  Prof. Espanhol

em Portugal  em Espanha

 

Vamos lá aos factos porque "contra factos, não há argumentos"!

O recibo da esquerda respeita a um professor português, a exercer em Portugal, do quadro há mais de 22 anos! O recibo da direita respeita a um professor espanhol a exercer contratado, com apenas 3 anos de serviço. Observem e digam lá que os professores portugueses são os que mais ganham na Europa. E não venham com a treta do nível de vida porque em Espanha compra-se imensos bens de consumo diário muito mais baratos e que fazem toda a diferença no nível de vida de qualquer trabalhador: a gasolina, os iogurtes, etc. etc..

Nota1: Abram o ficheiro e vejam bem a diferença de descontos do Português (657,21 €) e do professor Espanhol (382,04 €). Perceberam? Quem nos "chupa" a maioria do salário? Um professor espanhol, contratado e com apenas 3 anos de serviço, em Espanha, recebe  na sua conta mensalmente (e atempadamente!) 1.700 €/mês. Um professor português, do quadro, com 22 anos de serviço, em Portugal, recebe 1.654€/mês (13,55 € é de abono!). Digam lá que os professores portugueses são os mais bem pagos da Europa.

 

Agora, pergunta-se: Quanto não ganhará, em Espanha, um professor que tenha também  22 anos de serviço e seja do quadro? Adivinhem... É simples. É só investigar quanto vale cada triénio: mais ou menos como tínhamos antigamente as diuturnidades (antiguidade na empresa, no caso dos que trabalham no privado!) mas que se cobram a cada 3 anos. de tempo de serviço, e quanto vale cada sessénio (período de seis anos em que tem de apresentar um certo número de horas de formação para o receber (como aqui os escalões!).  E depois? Depois... como dizia António Guterres (e chegou a primeiro Ministro!) é só fazerem as contas.

 

Agora... Que é uma vergonha nacional é... Paga-se muito mal aos professores no estrangeiro. Sem dúvida. É uma vergonha que, em determinadas cidades, os professores se sujeitem a viver em garagens para poderem alugar um local onde dormir... É uma vergonha nacional! Nem no tempo de Salazar era admissível quanto mais no tempo da democracia. Só que esta foi para alguns encherem o bolso. Ponto final.

 

Mais. Se analisarmos agora quanto paga o governo português a um professor que se encontra ao serviço do Ensino Português no Estrangeiro, constatamos a miséria de salários pois que, se subtrairmos o custo de alugar uma casa, por pequena que seja numa cidade ou vila das mais pequenas onde têm de exercer, ficam a ganhar menos que os locais. Como podem dizer que somos os mais bem pagos da Europa? Na verdade, o governo português tem tratado mesmo muito mal os professores, e a todos os níveis!

Qualquer português que emigra só sai do país se for para ganhar (no mínimo!) duas vezes o que ganhava em Portugal. Aos professores de Português que servem o Estado português na sua obrigação constitucional de garantir o direito à educação dos filhos dos portugueses na diáspora, o Estado Português paga mal e indecentemente. Somos os pobres de entre os pares que exercem nos países de destino. Vejam, pois, o recibo do salário de um professor português, que está fora do país e, como tal, tem de alugar casa, pagar comunicações, água, energia eléctrica, comprar mobiliário e electrodomésticos para a apetrechar com o mínimo de condições!, pagar caução e comissões às imobiliárias anualmente (porque, contradizendo os argumentos utilizados para passar os concursos docentes anuais a  plurianuais, o mesmo governo que justificou a validade dos concursos em Portugal de 1 para 4 anos, passou as colocações para o ensino português no estrangeiro de 4 anos para apenas 1 ano. Ora, ainda que possa vir a ser renovado, há que anualmente avisar o senhorio com antecedência o que não se pode por incerteza quanto ao ano seguinte, uma vez que, a seguir a política dos anos anteriores, os professores só ficam a saber em finais de Agosto se têm ou não o contrato renovado, o que é inadmissível.

 

(Ensino Português no Estrangeiro, Espanha)

 

 

Tal como prometemos, no comentário que efectuamos na versão On-line do Jornal “Público" publicado no dia 26.05.2009 às 17h07, com o título: Revolta espelhada na Alma e nas Palavras" (porque, diferentemente do Governo, não temos que fazer demagogia nem mentir aos nossos leitores) aqui deixamos a PROVA DA FALSIDADE das declarações atribuídas a um tal de António Braga (ex-professor do ensino primário). A ser verdade a notícia, só se pode dizer que chegou a Secretário de Estado, sem se saber “como”.

 


Como repetidamente dizia o meu avô, “QUEM NÃO SE SENTE NÃO É FILHO DE BOA GENTE” não poderíamos deixar passar em claro esta “calúnia”, esta “MENTIRA”. ESTA É, de facto, UMA MENTIRA COLOSSAL. Confesso que SINTO VONTADE DE VOMITAR... Como pode um “Jornalismo Sério” (será que já não existe?) escrever e publicar semelhante atrocidade sem ouvir as organizações representativas dos atingidos?

Já todos se deram conta de que O GOVERNO USA A MENTIRA PARA ENGANAR O POVO. Não olham a meios para atingir fins e, com mentiras sucessivamente repetidas, lá conseguiram destruir a reputação dos professores na sociedade. Ignoraram e desvalorizaram o esforço (e até, por vezes, sacrifício!) dos professores que servem o Estado leccionando a língua materna aos filhos dos portugueses que vivem no estrangeiro…

O que não sabíamos era que em Portugal existia um JORNALISMO AO SERVIÇO DO GOVERNO e/ou AO SERVIÇO DA PROPAGANDA GOVERNAMENTAL.


Agora comparem o vencimento de quem está emigrado com 22 anos de serviço com o vencimento de um professor local, a 8 Kms de sua casa mas que é pago por Espanha. Depois, façam o vosso juizo de valor sobre "Quem anda a mentir sistematicamente aos Portugueses sobre os vencimentos dos professores em Portugal.


Aqui deixamos, pois, imagens reais, digitalizadas de folhas de vencimentos: de um professor espanhol, pago por Espanha, e de um professor português, pago por Portugal e que o pseudo-jornalista do Público escreveu, apontando ter obtido essa informação do ME, segundo a qual o salário varia entre os 10.000 e os 15.000... euros!

Como é fácil verificar, um Professor emigrante pago pelo Estado Português (com 22 anos de serviço!) colocado em Espanha ganha apenas cerca de 300 euros mais que um Professor Espanhol pago pelo Estado Espanhol (com apenas 3 Anos de Serviço!) de nacionalidade e residente a poucos quilómetros de casa... Acrescente-se que, alguns dos professores que ao fim de mais de 20 anos a exercerem a docência no estrangeiro se viram obrigados a aceitar esta indigna e indignificante situação de contratados com salários de miséria que passaram a ganhar no estrangeiro a partir da entrada em exercício destes socialistas (já depois de outros ou os mesmos socialistas haverem congelado o salário desde 1998...!) menos do que se estivessem em Portugal...!).

De facto, o Estado Português quer servir e atrair as remessas dos emigrantes à custa da situação degradante dos professores do EPE. Sim. Porque muitos nem tinham alternativa: era aceitar os salários de miséria ou ver destruída uma vida familiar, deixando cônjuges ou filhos no estrangeiro... Sem dúvida que existe uma forte injustiça salarial. Mesmo uma discriminação salarial que nos diminui entre os nossos pares autóctones. Sem dúvida de que, quando comparamos a massa salarial dos professores nas escolas (onde exercemos por esse mundo fora) com os salários dos professores autóctones e pagos pelos países onde exercemos com o mesmo tempo de serviço face aos professores pagos por Portugal, uma única conclusão se pode retirar: os Professores do EPE pagos por Portugal estão a MUITO MAL PAGOS quando comparados com os professores dos países onde exercem.

Como é possível que alguém tenha tido a coragem de dizer que os professores do EPE são "emigrantes de luxo" por receberem mais (no ilíquido, claro!) do que os seus colegas em Portugal. Ora, se falássemos da diferença salarial entre o que de qualquer profissional ganhava no país de origem e o que passou a ganhar no país de destino (tal como se passa com os pais dos alunos do EPE...!) depressa se concluiria que os professores do EPE são tratados pelo Estado Português não como Emigrantes de LUXO, mas como Emigrantes de LIXO..! A diferença é mínima: de apenas uma letra. Mas é clarificadora da situação dos professores do EPE... Como dizia um pai de um aluno a um professor do EPE "Por essa diferença, eu nunca tinha vindo para o estrangeiro!"


Mais. A injustiça não se fica pelo valor salarial. Descontente com o mau trato que dá aos professores que servem o país no estrangeiro (e os emigrantes são cidadãos como outros e não cidadãos de segunda!) o Governo, mantém inalterado o salário anos a fio. Com efeito, desde 1998 a 2005 o governo português não procedeu a qualquer aumento salarial. Porém foram estes socialistas que maior dano fizeram a quem exerce no estrangeiro. Com efeito, de 2006 até ao ano das eleições, recusaram-se a cumprir a constituição (todos os cidadãos são iguais perante a lei!). Com efeito, estes  SOCIALISTAS SECTÁRIOS que governam Portugal, até as percentagens do aumento acordado para a função pública recusaram aos professores do EPE. E, em 2009, quando tinham a possibilidade de repor a injustiça e discriminação praticada durante 3 anos, vieram com aumentos miseráveis que mantêm a injustiça por eles mesmos criada.  É assim que o Estado Português trata os seus professores na diáspora. Estes são os malditos (des)governantes que o povo português elegeu e protege como se nunca tivesse vivido na ditadura. Um país que não respeita a sua própria Constituição é um país (pseudo)democrata a quem dificilmente se pode augurar um bom futuro!

Mais cedo ou mais tarde Portugal pagará o preço da sua incompetência! A inequidade agrava-se em todos os países. Os mesmos políticos e governantes que se recusam a repor a justiça salarial aos professores do EPE são os mesmos que aceitam aumentar em 125% o salário (já de si chorudo!) dos deputados Europeus. O que mais é indigno é aparecerem socialistas (como Edite Estrela!) a apoiar a medida dizendo que é um princípio da comunidade que  "para trabalho igual, salário igual"... Mas o que diz a nossa constituição é para apagar e esquecer... Claro, Senhora deputada Edite Estrela. Os professores não são cidadãos... E que exercem um trabalho igual aos seus pares. Que não têm prémios nem senhas (e sei lá que mais mordomias!) por cumprirem simplesmente aquilo para que foram eleitos: estar presentes onde forem chamados! O "Para Trabalho Igual, Salário Igual!" apenas se aplica a quem os Socialistas protegem: os grandes. Sempre os mesmos. Daí que o socialismo na União Soviética tenha sido classificado por George Orwell como um sistema em que "Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros." Agora, substituam animais por cidadãos (ou escravos!) e depressa terão a visão socialista da sociedade. Há que escravizar a maioria para que uma minoria tenha todas as benesses... enfim... fortunas colossais da hora da partida.

 

Com efeito, se para um professor pago pelo Estado Português que trabalha em Espanha a diferença de 300 euros mal chega para suportar os custos com a habitação, em França, na Alemanha, na Suiça... bem se percebe por que há professores de português que, não tendo um horário completo, têm de se submeter a desempenhar trabalhos de limpeza e outros para poderem suportar o custo de vida.

Talvez o Governo SOCIALISTA ainda não compreendido por que motivo, em 2005, os Eurodeputados determinaram um aumento de 125% no seu próprio salário, tendo a eurodeputada SOCIALISTA (Edite Estrela) defendido e justificado tal aumento com o princípio de que PARA TRABALHO IGUAL, SALÁTIO IGUAL. Pena é que a lei seja diferente e que alguns não é verdade? E, de se deslocar e manter contactos telefónicos internacionais e viagens para visitar familiares (mais não seja, por motivos de saúde!)

 

Publicamos este texto para que o POVO veja como os JORNALISTAS ou GOVERNANTES IRRESPONSÁVEIS MENTEM (com todas as letras!). Em Paris pagava 900 euros por um pequenino apartamento velho (com menos de 30m2!). Por isso, regressámos... Com o custo de vida desta cidade, um salário de 2500 euros pouco não chega para viver com um mínimo de dignidade. A NOTÍCIA DO PÚBLICO É, pois, TOTALMENTE FALSA RELTIVAMENTE AOS SALÁRIOS quando diz “Os professores de português colocados no estrangeiro receberão um salário (…) mensal varia entre 10 mil e 15 mil euros). PURA MENTIRA. Enfim. Uma mentira vinda dos POLÍTICOS já era de esperar! Mas… dos JORNALISTAS? NÃO! NUNCA! BASTA DE MENTIRA…

OS PROFESSORES DE PORTUGUÊS COLOCADOS NO ESTRANGEIRO (EPE) EXIGEM AO PÚBLICO QUE SEJA REPOSTA A VERDADE.

Assim, os recibos de vencimento que aqui publicamos, servem para provar, simultaneamente, duas coisas:

PRIMEIRO: PORTUGAL é um país governado por POLÍTICOS DESCARADOS E SEM ESCRÚPULOS (para não dizer “mentirosos” porque, como dizia o meu avô, “mentem com todos os dentes”!);

SEGUNDO: PORTUGAL está impestado de Jornalistas tendenciosos ou incompetentes porque apenas lhes interessa a notícia e não a verdade dos factos. Por certo, nem se dignaram consultar as tabelas salariais que foram publicadas juntamente com a legislação aprovada por este (DES)GOVERNO SOCIALISTA, nem consultar os Sindicatos de Professores para averiguar da verdade dos factos que iriam publicar.

O Governo Socialistas ACREDITA que pode continuar a mentir ao POVO que as sondagens lhe asseguram sempre uma vitória eleitoral. Este Governo Socialista elegeu como máxima de acção o princípio defendido pelo ministro da propaganda de Hitler segundo o qual “UMA MENTIRA MUITAS VEZES REPETIDA TRANSFORMA-SE NUMA VERDADE". Porém, nós insistimos desmascarar as mentiras como mentiras. E sempre que nos for possível, demonstraremos a verdade dos factos e a MENTIRA dos GOVERNANTES para que o POVO possa “VER CLARAMENTE VISTO” (tal como diz Camões, apesar de apenas ver com um só olho, via seguramente muito mais que muitos dos actuais políticos!) e que cada cidadão veja a falta de carácter dos que nos governam. E que possa tomar a decisão mais acertada na hora de votar (agora que se aproximam vários actos eleitorais!).

A pergunta é pois clara:

 

Partindo do princípio de que um Secretário de Estado não mente, queremos aqui perguntar e obter resposta de quem de direito. ONDE ESTÁ A DIFERENÇA DO SALÁRIO (entre os cerca de 2000 euros que recebemos e os tais 10.000 euros do salário mais baixo que foi propagandeado na notícia do Público)? PARA ONDE FOI A DIFERENÇA? ALGUÉM ANDA A ENCHER OS BOLSOS COM O QUE NUNCA RECEBEMOS de  SALÁRIO! Quem andará, então, a comer o que deveria ser pago, de facto, aos professores?

 

De facto, tendo em conta que qualquer emigrante (que sai forçado do seu país e abandona a família só o faz por, pelo menos, o dobro ou o triplo do salário que miseravelmente auferiam em Portugal.

Ora, um professor que se desloca para o estrangeiro para servir o seu país, como acontece com alguns professores estrangeiros que são colocados em Portugal (por exemplo, vindos de Espanha!) deveria efectivamente receber mais do que o governo português miseravelmente lhes paga. Com efeito, seria bom que o governo português pagasse metade do salário mínimo propagandeado nesta notícia do Público (com dados saídos de fonte do Governo Português) para que os professores do EPE pudessem viver com igual dignidade que os seus companheiros autóctones. Com efeito, em certos países da Europa, só com um salário  de 3400 euros/mês líquidos (bruto de 5000 euros) os professores poderiam suportar o nível de vida. O que se nota na notícia é que os governantes querem entoar “O Canto da Sereia” aos emigrantes (caçando-lhes o voto e atraindo as suas fortunas para Portugal) à custa do sacrifício dos professores que para ali se deslocam (ou se deslocaram um dia e ali organizaram as suas vidas familiares!). Sim. O Estado Português deveria ter vergonha de se comportar como “oportunista” e “chantagista” pois sabe que muitos dos professores que outrora se deslocaram para servir as comunidades portuguesas na diáspora não podem agora abandonar os seus filhos e regressar de um dia para o outro. A partir de agora, tal como refere a notícia, de forma absurda e inexplicável, obriga os professores a concorrer para outra área consular se não quiserem ser forçados a abandonar a família ao fim dos próximos 4 anos de colocação... Enfim... Só mesmo de Socialistas!...

 

 

É por estas e por muitas outras que... VOTAR PS...? NUNCA MAIS !

 

Temos um governo sem rumo.  Veja-se a aberrante incoerência da política educativa socialista deste governo. Enquanto para o sistema de ensino em Portugal (onde somos um mesmo povo, uma mesma língua, uma mesma cultura!) o PS fundamentou o alargamento da validade dos concursos na necessidade de uma continuidade pedagógica tendo quadruplicado o tempo de validade da colocação!. Pois bem. Para o sistema de ensino português no estrangeiro (outros povos, outras línguas, outras culturas...!) o mesmo o PS afundou continuidade pedagógica e, em vez de proceder a um alargamento da validade dos concursos de 4 para 8 anos, limitou a validade da colocação por concurso, imagine-se, a APENAS  1 ANO.

Renovável, por 3 vezes, é certo. Mas não deixa de ser factor de instabilidade : 1 ano + 1 ano + 1 ano! Por isso nos indignamos e dizemos: deixemo-nos de eufemismos”! Chamemos os bois pelos nomes. O objectivo desta mudança é claro.

Em 2005 destruíram o Estatuto do EPE e os restantes professores "estiveram-se nas tintas" pois isso não lhes dizia respeito. haveria até quem estivesse contente pois tinha concorrido e não tinha obtido lugar... A alteração do estatuto do EPE funcionou como um "tubo de ensaio" para testar a capacidade de união e resistência dos professores. E o governo conseguiu os resultados que desejava. Os sindicatos ficaram a puxar um para cada lado. Os professores não se uniram. O estatuto foi destruído. Em 2006 foi o ataque aos professores em Portugal. Testaram também aí a união da classe e saíram a ganhar, os governantes estão agora a testar o modelo que querem implementar em Portugal: Directores das escolas (como os directores regionais ou os coordenadores de área educativa) passarão em breve a ser nomeados pelo partido vencedor das eleições.

É a machadada final na Autonomia. Adeus à Liberdade de ensinar e aprender. Ensinaremos “como” e “o que” nos mandam... A ditadura assim começa... A instabilidade e insegurança será a única coisa estável. O caciquismo e o compadrio serão a lei da vida. Os professores passam a mudar com tanta frequência que nenhum sistema se aguenta. O EPE está condenado pois o caciquismo vai apoderar-se da sua estrutura... e assim se vai instalar a ditadura. Qualquer professor, a partir de agora, deixa de ser um servidor da educação para ser um “pau-mandado”, um escravo, um súbdito, um “pau para toda a obra” dos chefies nomeados pelos partidos, designem-se eles de coordenadores, conselheiros ou outra coisa qualquer. Já em 1998 tínhamos alertado, numa conferência realizada na Universidade do Minho quando se estava ainda a iniciar o processo (de construção, diziam então!) da autonomia e gestão das escolas. Já agora, uma pergunta me anda a "comer o coco": alguém me sabe dizer:

 

Por onde andam João Barroso e João Formosinho, os “Pais da Autonomia” das escolas?

Bem, já nessa altura (1998) dizíamos que este processo que diziam de construção da autonomia era uma falácia, uma armadilha. Que eram apenas passos intermédios (que funcionariam como um trampolim) para o que queriam fazer: partidarizar as escolas, um dos poucos redutos onde os políticos ainda não tinham conseguido entrar e mandar; onde a corrupção ainda não tinha conseguido intrometer uma única raiz... Agora, tudo mudou. Já nada é como dantes. A corrupção, o compadrio, a cunha... serão as novas armas democráticas, inspiradas nas célebres Novas Oportunidades. E assim, quem nunca chegaria onde queria passou agora a poder sonhar que pode chegar: basta a subserviência, o culto do chefe, o caciquismo, o compadrio, a amizade e a cunha. Por acaso alguém consegue explicar se para ser médico, engenheiro, governante, juiz vai haver alguma entrevista!? E já agora, quem a vai fazer para ir preparando a minha cunha...

Entrar numa comunidade estranha, já de si gera desconfiança. Em Paris (por exemplo) se poder para alugar uma casa, não existe nenhum apoio nem da embaixada nem da Coordenação de Ensino. Andamos mais de 3 meses a entregar “dossiers” com dados e vencimentos e ficámos sempre de fora da escolha dos proprietários. Dias e dias a pesquisar nos jornais e agências e nada. Nenhum proprietário aluga se não tens IRS em França. E caução parental ou familiar... Procurar de apartamento é um martírio. Depois de 2 e 3 horas de fila para ver estúdios de 15 m2 (local para comer e dormir, com duche no corredor!) e nem assim conseguir nada...? Por que será? É que em Paris para alugar tens de ganhar, no mínimo, 3 vezes o que vais pagar de aluguer... E isso, limita imediatamente a 700 euros o que podes alugar... Logo: não encontras... São quinhentos cães a um osso e... já se sabem que, óbvia e logicamente, os proprietários preferem alugar a quem lhes dá garantias de que pode pagar e que ali vai continuar. E se ali já não pagamos impostos e como tal não podemos apresentar o IRS para que vejam quanto ganhamos em média no ano anterior (de nada servem declarações passadas pela Embaixada... Não lhes dão qualquer crédito..!), com este sistema de fazer “bailar” os professores a cada 4 ou 6 anos (como se fossem políticos que pudessem transformar-se em agentes de corrupção!) apenas vem complicar esta situação. Assim, esta medida de ter de concorrer a outra área consular, sem qualquer razão objectiva subjacente (seja ela de natureza pedagógica ou outra qualquer!) é tremendamente incompreensível. Aliás, o novo estatuto do EPE, ao forçar a separação dos elementos de uma família e forçar a mesma a gastos desnecessários (como alugar outra casa!) atenta contra a Constituição da República Portuguesa quando diz no seu “Artigo 67.º (Família) 1. A família, como elemento fundamental da sociedade, tem direito à protecção da sociedade e do Estado e à efectivação de todas as condições que permitam a realização pessoal dos seus membros.” Acrescentando que “2. Incumbe, designadamente, ao Estado para protecção da família: (...) h) Promover, através da concertação das várias políticas sectoriais, a conciliação da actividade profissional com a vida familiar.”

TRISTEMENTE APENAS PODEMOS CONCLUIR QUE TEMOS GOVERNANTES A QUEM LHES DÁ PRAZER INFERNIZAR A VIDA AOS PROFESSORES.

Veja-se o prestígio que Portugal tem nalgumas comunidades onde os professores são colocados a leccionar filhos dos nossos emigrantes: a apresentação de um documento de identificação (carta verde) indicando que se trata de um “professor em missão educativa ao serviço da Embaixada de Portugal” era uma menos-valia para os professores oriundos de Portugal, na hora dos proprietários das casas elegerem o  “dossier” do candidato a quem entregar a casa que pretendiam alugar!

Assim, para além de caríssimas, só nos foi possível alugar apartamento com a “cunha” (pedido ou seja lá o que lhe quiserem chamar!) pois quando o desespero se começa a apoderar de um professor desterrado que não pode faltar ainda que nem tenha dormido..., vale tudo!!

Ou seja: em França, vale mais a credibilidade do IRS de um emigrante português para conseguir alugar casa do que qualquer documento de vencimentos ou identificação com o selo da Embaixada de Portugal.... Que vergonha! Pois foi assim que conseguimos casa... E por um estúdio de apenas 30 m2 pagamos a (exorbitante, para nós!) quantia de 900 euros (normalíssima ou até mesmo “boa oportunidade” para eles)!

Isto demonstra que para um professor se instalar no estrangeiro não basta um salário adiantado ou que quer que seja deste tipo. Preferível seria que o Estado garantisse residência aos professores, ainda que o salário não fosse tão aparentemente elevado. Afinal, não foi este mesmo governo que decretou um Subsídio de alojamento de 975 Euros a um senhor do Conselho Superior da Avaliação dos Professores... Para viver em Portugal?... 975 Euros? Onde vai viver? Num Hotel “5 Estrelas” ou será que vai preferir um Palácio?

Ora, meus caros leitores, para se integrar numa comunidade educativa e desenvolver um projecto, dentro do seu próprio país (em que o idioma é o mesmo, em que os costumes são bem conhecidos, etc...) estes governantes consideraram que fazia falta que a colocação tivesse a duração de 4 anos ... e para um país estrangeiro (onde o tempo é muito mais necessário para uma adaptação do docente, para que se integre e obtenha a aceitação da comunidade educativa, para que seja visto como alguém com quem sabem que podem contar e não alguém que chegou e parte a qualquer momento, onde a instabilidade e a incerteza de que se pode continuar é geradora de desconfiança nos habitantes locais), este mesmo (DES)GOVERNO SOCIALISTA reduziu a um ano (ainda que seja renovável por 6 vezes) ?...

Que é feito do Humanismo Socialista? Meteram-no Gaveta?...

Será que Sócrates se transformou no conhecido "efeito eucalipto" que seca tudo à sua volta?

publicado por J.Ferreira às 10:53

17 Maio 2009

M.E./Governo Recua na Alteração do

Regime de Vínculo dos Docentes

Assim,   no sítio do SPGL (FENPROF) pode ler-se:

"O Governo, através da sua maioria absoluta, impôs a alteração do regime de vínculo dos trabalhadores da Administração Pública, com a aprovação da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, fazendo transitar, por decisão unilateral, o regime de nomeação para o de contrato de trabalho para funções públicas.

Esta alteração profunda da natureza do vínculo mereceu a mais forte contestação da FENPROF, como de todos os Sindicatos que integram a Frente Comum de Sindicatos, mesmo depois do acordo estabelecido entre o Governo e a FESAP/UGT. Nunca a luta contra esta alteração foi aligeirada, tanto no plano sindical (manifestações, abaixo-assinado, recurso à greve…), como político (neste caso, conseguindo que, por iniciativa do grupo parlamentar do PCP, com o apoio de deputados de outras bancadas, tivesse sido requerida a fiscalização sucessiva e abstracta de constitucionalidade) e jurídico.

Todavia, dando cumprimento ao artigo 109.º da referida lei, foi aumentando o número de escolas que, através de notificação individual ou pela afixação de listas nominativas, informou os docentes da alteração do regime de vínculo a que estavam sujeitos.

A FENPROF contestou essa informação e, naturalmente, a alteração em causa, junto do Ministério da Educação, em reuniões já realizadas em 2009, tendo sido informada de que as escolas apenas davam cumprimento ao estabelecido na nova lei que entrara em vigor em 1 de Janeiro do corrente ano. Face a esta posição ministerial, a FENPROF desencadeou um amplo movimento junto dos professores no sentido de contestarem juridicamente a alteração, o que mereceu a rápida adesão dos docentes que, para o efeito, utilizaram as minutas amplamente divulgadas nas escolas.

Na sequência deste protesto e desta luta, desenvolvida, agora, nos planos político-sindical e jurídico, o ME informou as escolas de que não deveriam continuar a publicar tais listas e que as já divulgadas teriam de ser recolhidas.

Conclui-se, daqui, que vale sempre a pena lutar e que a luta dos professores continua, de facto, a dar resultados que são muito importantes, pois, como acontece neste caso, vão no sentido de evitar a criação de novos e ainda mais graves focos de instabilidade e precariedade no exercício da profissão docente.

Há que continuar atento para evitar que o Governo (este ou futuros) tente, de novo, impor esta medida, sendo necessário manter a luta e a pressão sobre o Governo para que se obtenham outros resultados, designadamente nos âmbitos da carreira, incluindo a avaliação de desempenho, da gestão escolar ou dos concursos, com a salvaguarda da estabilidade e do emprego docente.

Nesse sentido, e com o resultado agora obtido, ganha ainda maior significado a presença dos professores na rua no próximo dia 30 de Maio. A luta dos professores e educadores vai manter-se e a Manifestação Nacional de 30 de Maio, promovida pela Plataforma Sindical dos Professores, será um dos momentos mais importantes dessa mesma luta."

 

 

Por sua vez, a FNE divulga no seu sítio acções de luta que neste mês de Maio serão levadas a cabo.

 

NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL

 

Com a Divulgação, da Carta Aberta ao Primeiro-Ministro

Os Professores Iniciam Novo Processo de Lutas

 

 

Através de Carta Aberta, hoje (12 de maio de 2009) divulgada, a Plataforma Sindical dos Professores responsabiliza o Primeiro-Ministro Português por nunca se ter disponibilizado para assumir as responsabilidades políticas inerentes ao chefe de um governo que decidiu entrar em rota de colisão com os professores, provocando momentos de forte tensão que atingiram o ambiente e o normal funcionamento das escolas portuguesas.

 

Apesar de insistentes solicitações para que se realizasse uma reunião, designadamente nos momentos de maior crispação, que poderia ter sido importante para a clarificação de situações e, mesmo, aliviar a tensão existente, o Primeiro-Ministro decidiu alhear-se do problema ou, por vezes, contribuir para que se agravasse a crise, reforçando os motivos da indignação dos docentes.

 

A divulgação desta Carta Aberta marca o início de um novo período em que as lutas dos docentes voltarão a ser relevantes e têm por objectivos:

 

- Protestar, em final de ano lectivo e, também, de Legislatura, pelo rumo que foi dado a uma política educativa que, ao longo de quatro anos, desvalorizou os docentes e o seu exercício profissional e dificultou, ainda mais, o papel da Escola Pública;

 

- Influenciar o processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente, que ainda não terminou, e no qual o ME se tem mantido intransigente em relação aos aspectos essenciais desse estatuto;

 

- Reforçar a exigência de suspensão, este ano, do processo de avaliação, bem como o início de negociações com vista à sua urgente substituição;

 

- Evidenciar junto dos futuros governantes, bem como de quantos terão influência na definição das futuras políticas educativas, nomeadamente através da sua representação parlamentar, as preocupações dos docentes em relação à Educação, as suas propostas e a sua disponibilidade para se envolverem na resolução dos problemas mais graves que afectam este importantíssimo sector da vida nacional.

 

A Plataforma Sindical dos Professores reafirma que a Educação não é coutada de nenhum Governo, como de nenhum partido político, ainda que alcance maioria absoluta, pelo que deverá sempre envolver toda a comunidade educativa no debate, na reflexão, na decisão e na concretização das soluções encontradas. Obviamente, os professores têm, nesse processo, um papel de grande destaque que deverá ser valorizado e respeitado, ao contrário do que tem acontecido.

 

MANIFESTAÇÃO NACIONAL A 30 DE MAIO

 

Não há duas sem três, e os Professores regressão a Lisboa outra vez! É com este espírito que os professores começam a mobilizar-se para, em 30 de Maio, realizarem a Marcha da Força da sua Razão. Uma força que tarda em impor-se perante a força e a arrogância da actual maioria absoluta, mas que, como sempre acontece, impor-se-á porque os professores têm razão e ter razão é começar a ganhar o futuro.

 

Neste dia, a partir das 15 horas, os professores desfilarão do Largo do Marquês de Pombal para os Restauradores.

 

 

DIA 26 DE MAIO, AS AULAS SÓ COMEÇAM ÀS 10.30 HORAS

 

É com esta paralisação que os professores pretendem, em 26 de Maio, assinalar o Dia de Protesto, de Luta e de Luto nas suas escolas, com as aulas a começarem apenas às 10.20 horas. Será mais um momento para chamar a atenção de toda a comunidade educativa para os problemas que os professores continuam a viver, bem como a Escola Pública que tarda em ser respeitada e valorizada, o que constrange a sua capacidade de resposta, ainda mais importante neste momento em que o nosso país atravessa um crise grave que se abate sobre as famílias, com reflexos na sua estabilidade e qualidade de vida.

 

Deixamos, pois, um APELO a TODOS os PROFESSORES


Esta é a época da união de todos os professores. Está na hora de esquecer a filiação sindical e de, unidos num mesmo objectivo, derrotar aqueles que destruir a Escola Pública e que, com a sua acção ou inércia, atentam contra a dignidade dos docentes.

UNIDOS... VENCEREMOS  !

 

 

publicado por J.Ferreira às 17:24

05 Abril 2009

 

Apoiamos, inequivocamente, a iniciativa levada a cabo pelo presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Darque, Viana do Castelo.


De acordo com O Público, este cidadão que, nos termos da Constituição da República Portuguesa "lançou esta semana uma petição por alterações legislativas que responsabilizem efectivamente" os pais nos casos de absentismo, abandono e indisciplina escolar”. (Para ver ou assinar a Petição? Clique aqui!)

 

Não é de menor importância o facto de tal petição ser proveniente de um professor. Com efeito, até agora os professores têm-se remetido ao silêncio sobre o abismo para que os políticos estão a conduzir as escolas. Ora, muito embora não tenhamos dúvida de que muitos cidadãos que se julgam “mais iguais do que os outros” desejariam que os direitos de cidadania não fossem reconhecidos aos professores ou que, simplesmente, lhes fossem retirados (de que são exemplos básicos o direito de manifestação, direito de e protesto ou o direito à greve), o  facto de um indivíduo "ser professor" não lhe retira nem minimiza o exercício de qualquer direito. 

Manifestamos aqui a nossa indignação em consequência do  manancial de insultos que são diariamente dirigidos aos professores (porque somos livres, feliz ou infelizmente, de insultar sem que sejamos responsabilizados ou porque são legitimados por uma prática política da destruição da classe docente praticada por este governo!). Com efeito, todos os dias são colocados nos comentários às notícias sobre educação (e, pasme-se o leitor, isto em todos os jornais que, democraticamente ou anarquicamente, tal permitem!) por uma boa camada de cidadãos menos informados (ou propositadamente mal intencionados!) autênticas mentiras e insultos à dignidade de tratamento qeu qualquer cidadão merece!

Na notícia do Público este professor de história refere que "A legislação tem que criar mecanismos administrativos e judiciais, desburocratizados, efectivos e atempados de responsabilização dos pais e encarregados de educação em casos de indisciplina escolar, absentismo e abandono, modificando a lei que consagra o Estatuto do Aluno e outras leis conexas".

 

Sem dúvida! Tal como já havíamos referido em outros textos em que criticámos duramente a Ministra da Educação, é necessário chamar ao banco dos réus os verdadeiros culpados… Não basta encontrar bodes expiatórios e condenar inocentes…

       Nunca os professores penalizaram os alunos por terem faltado à escola, fosse por uma ida ao futebol ou pela vontade de ir ao funeral de um familiar ou de um amigo. Porém, os professores portugueses são os únicos cidadãos deste país (e quem sabe, do mundo!) que, neste estado de direito (que se diz democrático), sofrem penalizações por cumprir uma obrigação humana de levar os seus às última morada. Esta realidade é o resultado da acção de uma ministra incompetente que, seguramente NUNCA RECEBERÁ nenhum convite para que me represente nas exéquias fúnebres de minha mãe porque, infelizmente (ou felizmente para ela!), faleceu ainda no tempo que alguns classificam de "ditadura fascista" (chefiada por Salazar, que contrariamente aos actuais governantes, morreu pobre servindo o país!!!) e não no tempo desta "ditadura democrática" chefiada por Sócrates. Porém, caso não seja alterada esta legislação aberrane, absurda e anti-democrática criada por este (des)Governo de José Sócrates, o Ministério da Educação receberá, seguramente, um TELEGRAMA de minha parte, quando um certo dia (que espero longínquo) chegar, a pedir que me represente nas exéquias fúnebres de meu pai.

Nunca os professores apelaram aos alunos para que acompanhassem o pais que pretendem gozar um fim-de-semana prolongado.

Nunca os professores apelaram aos alunos para que saíssem com os pais para gozarem  umas mini-férias (aproveitando uma promoção a custo reduzido ou do tipo 2 em 1)...

Nunca os professores apelaram aos alunos para que faltassem à Escola só porque o patrão do papá (ou a agência de viagens da mamã!) resolveu fazer uma promoção de viagem à Disneyland...

Nunca os professores apelaram aos alunos para que fossem com os paizinhos a Londres, Liverpool ou Barcelona só para ver jogar o clube de futebol do coração ... 

Mas NAS ESCOLAS HÁ ALUNOS QUE FALTAM POR ESTES MOTIVOS. POR DECISÃO, OPÇÃO, RESPONSABILIDADE EXCLUSIVA DOS PAIS... E nem censuramos os pais que o fazem! É a Mnistra que nos obriga a REVOLTAR contra esta atitude dos pais porque POR ESTUPIDEZ DA MINISTRA, OS PROFESSORES É QUE AGUENTAM COM AS CONSEQUÊNCIAS NA AVALIAÇÃO CULPAS! Por isso, afirmamos também categoricamente que nos recusamos que nos queiram culpabilizar pelas faltas dos alunos!

Ora, se a criança “vai umas semaninhas para fora” faltando às aulas… ou se o pai as leva para a feira “para dar uma mãozinha” ao pai porque a mãe está doente e ele não pode olhar pela tenda sozinho na feira… os professores nada podem fazer. A inspecção do trabalho, essa sim! Mas a esses a Ministra da Educação não controla. Logo, como os inspectores do trabalho não foram capazes de “acabar com o trabalho Infantil”… vai daí, a Ministra decidiu penalizar os Professores na sua avaliação pelo Abandono Escolar… Outro Absurdo…

E, obviamente, se considerarmos as diferenças de rendimentos das famílias dos alunos que frequentam a escola pública e a correspondente diferença de recursos que os alunos têm em casa para a aprendizagem, acrescidas da diferente formação académica dos pais de cada criança (alguns nem ler sabem!) o último absurdo do modelo da Ministra está explicado: Avaliar ops professores tendo em conta os resultados escolares dos alunos! Pobre professor que vai parar a determinados bairros… Será sempre o professor do último lugar do ranking.

Como já em 1999 o afirmáramos em Castelo Branco, numas jornadas pedagógicas transfronteiriças levadas a cabo nessa localidade pela Associação Nacional de Professores “até podemos concordar com aqueles que defendem a avaliação do trabalho dos professores pelos resultados dos alunos desde que, os professores das primeiras escolas do ranking (a que chamamos escolas de luxo!) sejam, obrigatoriamente, colocados no ano seguinte nas últimas escolas do ranking e que demonstrem a sua competência para fazer aprender os alunos de parcos recursos (nas escolas de lixo) e que os obriguem (a esses, alguns professores, que se consideram “a elite” profissional só porque têm alunos como a minha filha com 20 a todas as disciplinas!) a conseguir os mesmos resultados (ou aproximados) que haviam conseguido nas escolas ditas “de elite”!...

Não duvidamos e compreendemos que em certas famílias (naquelas onde a miséria da barriga vazia impera e cujos recursos se destinam a evitar a fome…) ainda persista a máxima dos tempos de meu avô: “o trabalho da criança é pouco mas quem o despreza é louco!”

No entanto, consideramos absurdo que a Ministra nada tenha feito para minimizar a diferença dos recursos dos alunos a não ser fazer as crianças mais pobres, de origem em povos isolados geograficamente, a percorrer imensas distâncias para chegarem à escola, a passarem a maior parte do tempo em percursos casa-escola, em transportes públicos que os fazem chegar a cada cansados e sem vontade de fazer quaisquer trabalhos escolares pois, no dia seguinte, têm de despertar cedo e levantar-se para perderem outro tanto tempo, e novamente, na deslocação casa-escola. E o Governo de José Sócrates vangloria-se de terem acabado com as escolas de menos de 10 alunos! Não. Não encerrou apenas as escolas de menos de 10 alunos! Foi com muitas de mais de 20 alunos! Só sabem encerrar para poupar… Aos alunos venderam um sonho que se torna num pesadelo… os pais adormeceram… Deixaram-se levar pela demagogia, pelo engodo de que as crianças teriam melhores possibilidades se fossem para outras escolas… Só se for ao abrigo das novas oportunidades que se inflacionem as suas notas… caso contrário, perderam. Seguramente que perderam… ganhou o Estado. Deixou de pagar um contador de energia; deixou de pagar uma assinatura telefónica; deixou de pagar a água; deixou de pagar o aquecimento; deixou de pagar um professor; deixou de pagar a uma empregada de limpeza, etc, etc, etc, para cada uma das 2500 escolas que encerrou.

E ainda não houve nenhuma criança que fosse vítima de rapto… de abusos, de acidente de transporte para que os pais venham de novo exigir a reabertura da escola… Só encaixou dinheiro nos cofres do Estado. Aliás, as medidas que tomou foram todas no sentido de encaixar dinheiro. Corajoso seria melhorar os recursos das povoações para atrair alunos para as escolas das localidades menos povoadas. MAS nada!

 Entretanto, os filhos das classes mais favorecidas …

ESTA MINISTRA DA EDUCAÇÃO pretende impor aos professores UM SISTEMA DE AVALIAÇÃO FUNDAMETDO EM CRITÉRIOS QUE OS PROFESSORES NÃO CONTROLAM... Trata-se de um sistema de avaliação de  professores que APENAS CULPABILIZA OS PROFESSORES pelas faltas dos filhos dos portugueses de que (desde que as crianças não se encontram doentes, obviamente!) os pais são os únicos responsáveis. Mas, a teimosia da Ministra da Educação vai ainda mais longe! Num Estado de Direito Democrático, ninguém pode ser condenado por culpas que não lhe possam ser imputadas. Ora, qualquer cidadão esclarecido (que se digne de se considerar como tal) reconhece que este argumento é o bastante para que os professores tenham razão ao contestar o absurdo e injusto Modelo de Avaliação Docente que teimosamente a Ministra pretende impor. Com efeito, O MODELO DA MINISTRA VOLTA A CULPAR OS PROFESSORES por causa do abandono escolar quando esta missão deve ser da responsabilidade da Inspecção do Trabalho e não dos professores.

Ora, este assunto é demasiado sério para ser tratado como anedota. Já imaginaram? Para fazer cumprir a lei e alcançar a diminuição do absentismo e do abandono escolar considerados como critérios para se ser bom profissional no Modelo de Avaliação Docente que o ministério pretende impor, só resta aos professores transformar este país num “farwest”, pegando em pistolas e percorrendo as ruas à procura de quem falta à escola, entrar nas fábricas ou ir pelos campos à procura dos alunos que estejam a trabalhar em vez de irem para a escola… Mas ainda que a transformação do país num “farwest” fosse o objectivo do governo, os professores que fossem à procura dos alunos, estariam a faltar à escola, e como tal, seriam avaliados negativamente!

Com uma Ministra INCOMPETENTE (e uma Equipa no Ministério da Educação a condizer) Portugal nunca mais encontrará o Caminho do Sucesso... E, enquanto se mantiverem estes timoneiros incompetentes a comandar o Ministério, podem ter a certeza os pais que a EDUCAÇÃO em Portugal (e o que espera os jovens deste país) não será muito diferente do destino que teve a maioria dos tripulantes do TITANIC:  NAUFRÁGIO GARANTIDO! 

publicado por J.Ferreira às 10:04

17 Março 2009

 

A evolução da Língua Portuguesa na "Era Socialista" passou a ser feita através de uma nova metamorfose. Até aqui, explicávamos a evolução da Lingua partindo do Latim até ao Português. Na "Era Socialista", passaremos a explicar aos alunos como a Língua Portuguesa evoluiu do "Latim" ao "Magalhanês". Esta evolução enquadra-se numa perspectiva de reconhecimento deq ue qualquer analfabeto poderia ser engenheiro. É a forma de reconhecimento do saber que Sócrates implementou com ao Programa "Novas Oportunidades" dissemina e prolifera como um vírus sem descontrolado... São as formas de ascensão no saber bem características da filosofia que sustente a democratização dos diplomas. Para este Partido Socialista (em que qualquer  cidadão, mesmo que tenha tido fracasso escolar sucessivo pode vir a ser "Doutor"!..

 

Com a "Era Socialista" no poder, seja pelos escritos produzidos pela Directora Regional de Educação do Norte (DREN) seja pelos Programas contidos no Magalhães (o computador falsamente apresentado pelos Socialistas que governam como Genuinamente Português!), a Língua Portuguesa poderá ser caracterizada  como o resultado de uma evolução em 3 etapas:

 

Latim: Errare humanum est

Português: Errar é Humano

Magalhanês: Herrar é o Mano

 

Parece mesmo um filme... e estará em exibição em todas as casas do país… num qualquer computador “MAGALHÃES”... bem perto de Si!   É caso para desabafar: Pobre Língua de Camões! Que te havería de acontecer ... Tão maltratada que és por estes novos  Socialistas.  E tenta o governo dizer ao Povo que há problemas na Escola e que tem de ser feito um esforço para melhorar o Ensino... ! Os professores que aguentem... O que vale é que os professores são persistentes e sabem, ou melhor, esperam (para o bem do ensino dos jovens de Portugal) que esta fase socialista é passageira! Os eleitores (pais e familiares dos primeiros utentes da Escola!) que abram os olhos...

 

Nós apenas dizemos ao Governo: "Por favor…! Poupem-nos a mais desgraças…  Para nos envergonharem no estrangeiro, já nos basta a ver a forma como os Chefes dos países da Europa se riam ao ouvir falar  Inglês o nosso Primeiro Ministro (engenheiro!) José Sócrates.

 

 

Ai, Sócrates… Quanta falta te fazia que tivesses conhecimento das célebres frases de Groucho Marx, actor americano (1890 a 1977): "É melhor ficar calado e passar por ignorante que abrir a boca e dissipar quaisquer dúvidas"!

 

Como diria o Zé Povinho: Ah, pobre Sócrates, nem às solas do Barroso chegas!

 

Agora, com um esforço de imaginação já estou a ver como os "Gato Fedorento" tratariam, humoristicamente, deste tema:

Numa grande Homenagem a Fernão de Magalhães, José Sócrates apresentou ao país o primeiro computador genuinamente português! (Bem... o primeiro, quer dizer... o primeiro... a ter escrita em magalhanês!... É que por esse mundo fora, há mais uns 4 ou 5 iguais e... Sr. primeiro Mnistro... há mais de um ano! Então os senhores do plano Tecnológico Inovador nem sabem o que existe por esse mundo? Está bem... Está bem... Até podem passar mentiras a uma grande parte de portugueses porque como ainda nem lhes chegou a casa o "Magalhães" não podem dar uma voltinha pelo mundo virtual e descobrir um REAL MENTIRA! Mas enfim... vamos lá dar um puntinho ao Sr. Ministro. Ele até estava de boa fé... Só que não sabia, como do costume, do ques está a falar porque anda muito mal informado... Pobre... Nem tem culpa... O Plano Tecnológico ainda nem chegou a S. Bento... Aliás, este Magalhães é original... quanto mais não seja, porque é o único em cor azul...  Bem e apresenta software escrito em "Magalhanês"... Resumindo: mudou a cor da bolsa e fez o que nunca ninguém tinha ainda feito: escrever em Magalhanês… Vá lá…! O Primeiro-Ministro bem poderia brindar as criancinhas com um produto cor-de-rosa! Ou pelo menos, para as meninas, não acham?!…”

  

Englobado na grande e inovadora iniciativa do Plano Tecnológico o (DES)governo de José Sócrates continua a trabalhar arduamente na sua grande aposta: “Educação A Caminho do Abismo”! Em breve, todas as crianças, jovens e adultos, (governantes do futuro) com ajuda do inovador e genuinamente português preparados para falar o novo idioma oficial de Portugal: o "Magalhanês". Assim, ficaremos seguramente, mais afastados do Brasil”

 

*   Herrar é... O Mano 

*  "Cada automóvel só pode mover horizontalmente ou verticalmente. Tu  deves ganhar espaço para permitir ao carro vermelho de sair pelo portão à direita." 

*  "O Tux escondeu algumas coisas. Encontra-las na boa ordem." 

*  "Carrega nos elementos até pensares que encontras-te a boa resposta.  (...) Nos níveis mais baixos, o Tux indica-te onde encontras-te uma  boa cor marcando o elemento com um ponto preto. Podes utilizar o botão  direito do rato para mudar as cores no sentido contrario." 

*  "Dirije o guindaste e copía o modelo." 

*  "Abaixo da grua, vai achar quatro setas que te permitem de mexer os  elementos." 

* Nota: instruções para o jogo sudoku: "O objectivo do quebra-cabeças é de entrar cifres entre 1 e 9 em  cada quadrado da grelha, frequentemente grelhas de 9x9 que contéem  grelhas de 3x3 (chamadas 'zonas'), começando com alguns números já  metidos (os 'dados'). Cada linha, coluna, e zona só pode ter uma vez  um símbolo ou cifre igual." 

*  "Carrega em qualquer elemento que tem uma zona livre ao lado dele.  Ele vai ir para ela." 

*  "Enfia a bola no buraco preto á direita." 

*  "Com o teclado, escreve o número de pontos que vês nos dados que caêm." 

*  "O objectivo do jogo é de capturar  Ao princípio do jogo 4 sementes são metidas em cada casa. O jogadores  movem as sementes por vês. A cada torno, um jogador escolhe uma das 6  casas que controla. (...) Se a última semente também fês um total de 2  ou 3 numa casa do adversário, as sementes também são capturadas, e  assim de seguida. No entanto, se um movimento permite de capturar  todas as sementes do adversário, a captura é anulada (...). Este  interdito é ligado a uma ideia mais geral, os jogadores devem sempre  permitir ao adversário de continuar a jogar." 

*  "Aceder ás actividades de descoberta."  

*  "Pega as imagens na esquerda e mete-las nos pontos vermelhos." 

*  "Carrega e puxa os elementos para organizar a historia."  (nota: "historia" é repetidamente escrito sem acento) 

*  "Saber contar básicamente." 

*  "Move os elementos da esquerda para o bom sitio na tabela de entrada  dupla." 

*  "Puxa e Larga as peças no bom sitio."  (nota: "sitio" nunca é escrito com acento) 

*  "Com o teclado, escreve o número de pontos que vês nos dados que caêm." 

*  "Primeiro, organiza bem os elementos para poder contar-los (...)." 

*  "Carrega no chapéu para o abrires ou fechares. Debaixo do chapéu,  quantas estrelas consegues ver a moverem? Conta attentamente. Carrega  na zona em baixo à direita para meter a tua resposta." 

*  "Treina a subtracção com um jogo giro. Saber mover o rato, ler  números e subtrair-los até 10 para o primeiro nível." 

*  "Quando acabas-te, carrega no botão OK ou na tecla Entrada." 

*  "Conta quantos elementos estão debaixo do chapéu mágico depois que  alguns tenham saído." 

*  "Olha para o mágico, ele indica quantas estrelas estão debaixo do  seu chapéu mágico. Depois, carrega no chapéu para o abrir. Algumas  estrelas fogem. Carrega outra vês no chapéu para o fechares. Deves  contar quantas ainda estão debaixo do chapéu." 

*  "Lê as instruções que te dão a zona em que está o número a  adivinhar. Escreve o número na caixa azul em cima. Tux diz-te se o  número é maior ou mais pequeno. Escreve então outro número. A  distância entre o Tux e a saída à direita representa quanto longe  estás do bom número. Se o Tux estiver acima ou abaixo da saída, quer  dizer que o teu número é superior ou inferior ao bom número." 

*  "Tens a certeza que queres saír?" 

*  "Aprende a escrever texto num processador. Este processador é  especial em que obriga o uso de estilos (...)" 

*  "Neste processador podes escrever o texto que quiseres, gravar-lo e  continuar-lo mais tarde. Podes estilizar o teu texto utilizando os  botões à esquerda. Os quatro primeiros permitem a escolha do estilo da  linha em que está o cursor. Os 2 outros com múltiplas escolhas  permitem de escolher tipos de documentos e temas coloridos  pré-definidos." 

*  "Envia a bola nas redes" 

*  "É preciso saber manipular e carregar nos botões do rato fácilmente." 

*  "O objectivo é só de descobrir como se podem criar desenhos bonitos  com formas básicas (...)." 

*  "O objectivo é de fabricar um forma dada com sete peças." 

*  "Quando o tangram for dito frequentemente ser antigo, sua existência  foi somente verificada em 1800."  (nota: explicação do tangram, um quebra-cabeças tradicional chinês) 

*  "Mexe as peças puxando-las. Carrega o botão direito nelas para as  virar. Selecciona uma peça e roda à volta dela para a rodar. Quando a  peça pedida estiver feita, o computador vai reconhecer-la (...)." 

*  "Reproduz na zona vazia a mesma torre que a que está na direita." 

*  "Reproduzir a torre na direita no espaço vazio na esquerda." 

*  "Puxa e Larga uma peça por vês, de uma pilha a outra, para  reproduzir a torre na direita no espaço vazio na esquerda." 

*  "Move a pilha inteira para o bico direito, um disco de cada  vês."(nota: as quatro últimas frases são as instruções dos jogos  "Torres de Hanoi" e Torres de Hanoi simplificadas" - "Hanoi" sem  acento no "o") 

*  "Torno dos brancos"  (nota: a vez de jogar das peças brancas num jogo de xadrez) 

*  "Joga o joga de estratégia Oware contra o Tux."    

 

Como podem estes governantes Socialistas colocar em causa a competência dos professores? Será que ninguém no Ministério teve o bom-senso de “dar uma olhadela” aos programas do Magalhães antes de os comercializar, antes de “obrigarem” os professores a “vender” aos pais esta porcaria?

Sem palavras… 

É caso para perguntar: "Para onde vai a Língua  Portuguesa? Já não bastava terem assinado um acordo luso-brasileiro (lusobrasileiro?!) para que a Língua seja mais um conjunto de complicações?  O Governo Português promove e patrocina a disseminação de uma nova variante: o "magalhanês"?

publicado por J.Ferreira às 12:14

08 Março 2009

No final da notícia de "O Público", diz-se  que Margarida Moreira (Directora Regional de Educação do Norte), apenas respondeu: "Não me pronuncio sobre essas coisas. Acho ridículo."

 

Se fosse criada a "Borracha de Ouro" para os erros ortográficos, cremos que a Directora Regional de Educação do Norte seria uma indiscutível candidata.  Talvez esse prémio lhe permitisse abandonar a DREN e, desta forma, que fossem apagados de vez os seus erros de ortografia e sintaxe...  Mais... A atribuição do prémio proporcionar-lhe-ia a oportunidade de usar o seu valor para voltar à escola e aprender a escrever...

De facto, desde que esta senhora chegou à DREN, os erros ortográficos e/ou de sintaxe tornaram-se "o pão nosso de cada dia" nos documentos oficiais emanados por este organismo. É uma pena, ou melhor, é lamentável que, um Governo que tanto pretende valorizar a excelência, tenha na sua equipa pessoas que a escrever envergonham o mais simples dos cidadãos. Se entre o comum dos cidadãos estes erros seriam desculpáveis, num organismo do Ministério da Educação, eles são inadmissíveis. Apenas continuam no poder porque foram nomeados por um Primeiro Ministro de um Governo que em nada é melhor do que os seus súbditos mais directos. Estas aberrantes falhas na escrita podem até ser desvalorizadas pelos governantes, tal como aconteceu com os erros contidos nos jogos do "Magalhães" que foram divulgados como "educativos", são a prova mais que evidente da INCOMPETÊNCIA DOS (IR)RESPONSÁVEIS MÁXIMOS DO MINISTÉRIO DA (DES)EDUCAÇÃO! Lembremos que no parlamento, José Sócrates afirmou: «O Magalhães, propriamente dito, é um computador. Mas é mais do que isso. É um projecto educativo». Ora, se é um "projecto educativo" está em decadência pois foi o mesmo governo que já mandou desinstalar software do dito Magalhães, destruindo assim parte desse projecto educativo!... De facto, a prova da incompetência está no "Magalhanês" no Computador "genuinamente português" (Mentira!), mero acto de  propaganda do Secretário Geral do Partido Socialista, mais conhecido por Engenheiro José Sócrates!

 

Desde que a Ministra da Educação criou os critérios para o “Concurso para Professor Titular” deixou cair a capa que lhe escondia a incompetência.  Como diz a máxima, melhor "ficar quieta" e deixares dúvidas sobre a tua competência do que "fazer algo" que demonstre que és mesmo incompetente, mais lhe valia à Senhora Ministra da Educação ter ficar quieta do que promover a destruição do Sistema Educativo. Com a sua primeira medida que pensava ser o grande "Eureka" dos  Socialistas, afinal não passou da "descoberta da pólvora" educativa" tendo incendiado o clima de paz que havia nas escolas... E a Ministra demonstrou aos alunos e professores (a sociedade parece ainda não ter despertado para os problemas que estão a ser criados por esta Ministra da Educação!) que é A MINISTRA MAIS INCOMPETENTE DESDE O 25 DE Abril.  DE 1974.  Aliás, tal como na economia, voltamos a 1974... Crescimento que, e numa espécie de reedição de "Em Busca de Nemo", José Sócrates andará numa azáfama de engenharia em busco um nexo de causalidade entre a escola e o Estado da Economia Nacional para culpar os professores!)

De facto, os critérios que criou para “Concurso para Professor Titular” são a prova mais que evidente de que é UMA EQUIPA MINISTERIAL INCOMPETENTE. Com esta FARSA DE CONCURSO, com esta PALHAÇADA DE CONCURSO, a "LURDINHAS" demonstrou bem como se consegue obter um lugar de excelência em educação (CHEGOU A MINISTRA!). Que o GOVERNO se venha desculpar dizendo que a responsabilidade foi da Empresa. De facto, a empresa do MAGALHÃES não fez mais do que COPIAR os critérios que o GOVERNO colocou na lei para admitir professores para o Ensino Português no Estrangeiro: ter nascido em Portugal (ainda que aos 2 meses tivesse ido para França e nada saiba de Português). Só assim se explica que um PROGRAMA tão VERGONHOSO possa ter sido instalado num COMPUTADOR que MENTIROSAMENTE O PRIMEIRO-MINISTRO ANUNCIOU como GENUINAMENTE PORTUGUÊS quando já existia há muito tempo. Tinha outros nomes, claro. E internacionalmente, quando foi anunciado por Sócrates como Genuinamente Português, já ía na segunda geração... Mas isso não é uma mentira... É aquilo a que, no idioma política(mente) correcto, se criou o hábito de chamar de (in)verdade e a que Sócrates e seus governantes foram habituando os portugueses depois da prometida e não cumprida baixa de impostos... (The second generation Classmate was unveiled on 3 April 2008 at Intel's Developer Forum). Estamos a ver que o Português está cheio de erros e não é motivo de preocupação para os governantes! Aliás, até convém manter as pessoas ignorantes. Já Salazar assim pautava a sua política: povo ignorante mais fácil de enganar, manipular, governar... quase se diria, "roubar".  É A VERGONHA DAS VERGONHAS. DEMITAM-SE!

MAIS... Tenho Software Multimédia, elaborado apresentado em 1994 no âmbito de uma Licenciatura em TECNOLOGIAS DE ENSINO da UNIVERSIDADE DO MINHO. O mesmo foi posteriormente (1996) PREMIADO pela IBM, no âmbito do Concurso "Mostra o Teu Talento e Ganha!". Nunca o Ministério quis saber dele para nada... Mas já muitos alunos beneficiaram dele. Os meus filhos aprenderam a ler antes de irem para a escola sem ajuda de nenhum de nós, pais. O meu BENJAMIM já lê desde os TRÊS ANOS E MEIO... Chegou agora ao primeiro ciclo e lê bem mais rápido e expressivamente do que a maioria dos Alunos do 4.º ano... QUE FALTOU...? QUE FALHOU? Ter chegado a Professor Titular? Sim! Cheguei a TITULAR porque, felizmente (!?) o funeral do meu avô decorreu em ano anterior ao que a Ministra da Educação decidiu como início da contabilização de pontos para chegar a Titular. O CONCURSO DA VERGONHA… UMA PALHAÇADA!... Sou TITULAR porque, entre 1999 e 2006…

1) Não fui submetido a nenhuma intervenção cirúrgica.

2) Não fui internado nem tive de lutar contra o cancro (como Manuela Estanqueiro).

3) Já tinha terminado o meu destacamento a pedido do Ministério da Educação (decorreu de 1994 e 1998 a maioria do tempo com Governos Socialistas!)

 

Assim... apenas posso dizer, com toda a certeza que, EU SOU TITULAR... Sim... Sou Titular... Não por ser competente...  De facto, para além dos factos acima referidos, CHEGUEI a TITULAR SIMPLESMENTE PORQUE... SOU HOMEM !  E, como tal, não fui eu que desenvolvi a gravidez dos meus filhos... Nem tive de me submeter a um internamento para parto... nem fui eu que tive de faltar à escola para amamentar os meus filhos.... Por isso... AVALIEI PROFESSORES NO PASSADO... MAS HOJE, SOU TITULAR... NÃO POR SER COMPETENTE... MAS PORQUE TIVE A FELICIDADE DE SER SAUDÁVEL nos últimos 8 anos... Não tem quqlauqer lógica. Não faz qualquer sentido. AFIRMO, POIS, TENHO VERGONHA DE SER TITULAR...

 

ESTE GOVERNO que se preocupa demagogicamente com a representatividade feminina nas listas de deputados , deveria ter vergonha! Com efeito, castigou as mulheres (professoras) no seu direito à progressão na carreira por terem tido a coragem de assumir o mais nobre do "ser mulher": ser mãe..!

 

Os espartanos valorizavam as mulheres. E diziam elas : "somos as únicas capazes de pôr homens no mundo".  Mas esta ministra deve ter algum trauma e, talvez por isso, odeia as mulheres... Sinceramente... Não se percebe! Sabendo que a maioria dos docentes são mulheres professoras, a Ministra, uma mulher  castigou as professoras por terem demonstrado ser "mulheres", isto é, as únicas que colocam homens no mundo! Nem mesmo no fundamentalismo islâmico seria aceitável tal tratamento.

 

Castigadas por desempenharem a função humana que mais deveria ser enaltecida e protegida: e que é exclusiva das mulheres: SER MÃE. Que no dia do VOTO as mulheres s lembrem do castigo que o governo Socialista e esta Ministra da Educação lhes impôs... E que todos aqueles que têm o mínimo de respeito e admiração pelo papel daquela que foi a mulher que os colocou no mundo (sejam hoje filhos, maridos, pais, netos ou avós, etc...), castiguem severamente nas próximas eleições, e nas seguintes e nas que se seguirem... o partido que permitiu semelhante aberração aprovando leis discriminatórias. E que os incompetentes  dos (des)governantes (pseudo)socialistas que vieram dos quatro cantos do oportunismo partidário (Sócrates passou-se para os socialistas como forma de retaliação por ter perdido as eleições para a direcção da Juventude Social Democrata!) regressem ao lugar do qual, para bem de Portugal e dos portugueses, nunca deveriam ter saído: A Oposição. É lá o seu lugar. Nenhuma das vergonhosas e absurdas medidas destes socialistas teriam sido possíveis e muito menos impostas pelo PSD caso tivéssemos o PS na OPOSIÇÃO...

 

Não temos partido... Para nós todos  os partidos existem para se "servirem do povo" e "não para "servir o povo". Mas uma constatação poderemos afirmar com clarividência: Uma sociedade que se quer humanista e personalista tem que ter presente que o lugar do PS é a OPOSIÇÃO.  Vejam acima o discurso de Sócrates na Assembleia quando presidia à bancada do PS na Oposição... José Sócrates na AR - 14/10/2004. Depois, comparem-no com a sua prática governativa.

Desde o que se passou em Paredes de Coura até ao que se passou com a entrada de agentes policiais nos sindicatos... Incrível... Criticam o controlo da Comunicação Social mas agem ainda pior.

 

Uma mulher é capaz de tudo (até, dizem, de levantar o Mundo!) se em causa estiver um filho. Pois as mulheres que no período abrangido pelo concurso tiveram a (in)felicidade de engravidar... foram penalizadas pelos Socialistas. Foram estes mesmos socialistas (ou pseudo-socialistas que tanto falam em paridade e que criaram quotas para as listas de candidatos ao parlamento) que, sem escrúpulos nem pudor, impediram milhares de mulheres professoras de se candidatarem a Titulares em igualdade e paridade com os professores homens. Assim José Sócrates e a sua Pérola (a Lurdinhas, Ministra da Educação!) destruíram  a carreira de milhares de mulheres professoras... De facto, com os critérios de excelência (absurdos!) criados por esta Ministra e a que José Sócrates não só deu cobertura como apoiou abertamente (e pagará, seguramente por isso!), só os homens foram beneficiados ...

Perguntamos, pois:

Onde andam as deputadas SOCIALISTAS feministas que permitiram e permitem, com o seu voto, que se continue e se perpetue esta indigna divisão da classe em categorias, tão penalizador para aquelas que foram ou são mães?

Foi demasiado conhecida pela comunicação social, a intervenção de mulheres (por exemplo, da Associação para a Defesa dos Animais) aquando da morte dos touros em Barrancos… Por isso perguntamos: Onde está a "Associação para a Defesa dos Direitos da Mulher" ou a "Associação para a Igualdade entre os Géneros/Sexos"?

As mulheres que estiveram internadas para "dar à luz” as crianças que nos garantirão o futuro enquanto povo, enquanto sociedade e nação que foram fortemente penalizadas por uma mulher(zinha!) que um dia lhe saíu na rifa desempehar o cargo de Ministra (por nomeação e não por competência nem capacidade demonstrada!). Não nos resta, pois, alternativa senão concluir que vivemos num Estado Socialista mais prepotente que o da extinta União Soviética. Tudo o que nos dizem não passe de demagogia, mentira... de discursos demagógicos e falaciosos que em nada contribuem para solucionar os problemas reais do país. Antes os agravam cada vez mais...

 

Mas há mais... e muito mais! Quando algo de mal se passa em questão de saúde, a mãe que amamenta é que acompanha a criança seja ao Centro de Saúde ou ao Hospital, ou mesmo, se for necessário ficar em casa para cuidar do bebé… Como pode uma Ministra castigar tão severamente as mulheres? Terá algum trauma por ser Mulher?

Eu não faltei. Eu pude aceitar ser nomeado para cargos pois tinha disponibilidade para os exercer… Claro. Não fui eu que fiquei “grávido” (sou homem, claro! Quem engravidou foi a mãe do meu filho…!). Logo… Ainda que fosse um incompetente no desempenho de cargos para que fui “nomeado” (eleito sem ter sido candidato porque assim determina a lei!) esta Ministra atribuiu-me pontos por cada ano em que estive nesse cargo. Ainda que o tivesse desempenhado super-incompetentemente (como ela desempenha o cargo de Ministra).

Conclusão… muitos de nós foram promovidos à categoria de "Professor Titular" não por sermos mais competentes mas porque, com critérios absurdos, conseguimos mais pontos que os nossos pares nos últimos 8 anos! Sim, porque quem desempenhou função dutrante toda uma vida mas que nos últimos anos estava como simples professor (tal como a anterior Directora regional de Educação do Norte, nomeada pelos mesmos socisliats que agora nos governam!) já não tem quaisquer pontos... Assim, cheguei a "Professor Titular" só porque tive a oportunidade de exercer cargos (ainda que os tenha exercido com a máxima das incompetências, tal como alguns dos presidentes dos bancos que caminham para a falência)!

 

E porque não há substância que justifique a criação de duas categorias porque os professores são simplesmente professores ao longo de toda a carreira e quando exercem outros cargos de maior responsabilidade ao nível administrativo e pedagógico, devem ser remunerados por essa função, lutaremos para que acabe esta divisão artificial, fictícia. É uma vergonha que ficará indexada ao partido socialista. Aquele que se diz defender a igualdade é o que mais promove a discriminação.

 

É a Ministra e o Governo quem diz que se pretende valorizar a colaboração mas é este governo que mais incentiva o mérito individual e pessoal em desfavor do mérito colectivo e o trabalho de equipa; dizem querer promover a cooperação mas criam um sistema de avaliação que promove a competção (com o conseguente egoísmo e individualismo). Ainda que se tivesse de aceitar uma dupla categoria, o acesso não foi construído com base num princípio mínimo de equidade e justiça que permitisse o acesso aos mais habilitados para a função que, uma Ministra desconhecedora da realidade das escolas, dizia ser necessário desempenhar para melhorar a qualidade das nossas escolas.Enfim. Um absurdo que o tempo se encarregará de fazer vir ao de cima...

Defendemos, por isso, o regresso à carreira única! Somos todos profissionais. Somos todos professores. Nenhuns são "mais iguais" do que os outros... Em nenhuma profissão se pode afirmar que há dois funcionários iguais. Não podem pretender que sejamos 100% iguais mas somos todos igualmente competentes e temos certificação académica para o desempenho da função, tal como os médicos que acabam os cursos com médias diferentes, como os condutores que aprovam na carta de consução com diferentres performances. Basta de buscar d¡ivisão onde reinava a união, a cooperação e a partilha de informação bem como de estratégias de superação de dificulddes com vista ao desenvolvimento de projectos nas comunidades escolares capazes de conduzir ao máximo êxito, no respeito óbvio pelas capacidades de cada aluno. De uma coisa podem os leitores estar seguros: ninguém mais do que nós (professores que passamos a vida com os jovens futuro promissor deste país em que queremos viver cada vez melhor e com maior qualidade de vida!) se pode arrogar do direito de estar mais interesado na melhoria da Educação dos nossos filhos.

É na escola que vivemos e passamos a maioria do nosso tempo de vida. Se formos nela infelizes, é essa a infelicidade que vamos passar para os vossos filhos! Se nela estivermos  contrariados e revoltados, é essa revolta que vai ficar reflectida na alma dos nossos filhos... Nas sociedades mais avançadas modernas e promissoras, os  professores são considerados como pedras basilares, como pilares, como peças fundamentais do desenvolvimento social e crescimento económico e do bem-estar. Por isso, são acarinhados, respeitados e valorizados pelos governos desses países e pela população. A perseguição e ataque cerrado aos professores de Portugal, empreendido pelo governo de José Sóctates, é algo de inédito e sem paralelo a nível europeu que dará muito maus resultados a curto e médio prazo. Pagaremos muito cara a factura da destruição do sistema educativo e da fractura que este governo infligiu aos professores e à carreira docente. Tal facto, apenas confirma e atesta o retrocesso que o país está a sofrer, devido a políticos incompetentes que chegaram ao poder marcados por "traumas" que os levam a perseguir aqueles que mais os ajudaram a chegar onde chegaram, facultando-lhes os instrumentos básicos de acesso à cultura.

Enfim... Se é certo e inquestionável que, por critérios absurdos, muitas PROFESSORAS foram impedidas de chegar a TITULAR (porque não tiveram a oportunidade de demonstrar que eram tão incompetentes como a Ministra) enquanto não voltar a ser simplesmente professor, gritarei aos quatro ventos: "Tenho Vergonha de Ser Titular". Percebem, caros leitores, a injustiça do Concurso a Professor Titular? Sim… ?  Por isso, no lugar de ser uma categoria nobre, ela é uma categoria que deve envergonhar os professores. Há, pois, há que lutar para que tudo isto seja anulado...Ó Tempo, volta para Trás... Voltemos atrás… antes que seja tarde!

publicado por J.Ferreira às 13:48

05 Fevereiro 2009

 

Um Anónimo (Sim Anónimo, porque neste país identificar-se como Professor seria meio caminho andado para ser imediatamente insultado de “preguiçoso” ou de “incompetente”!) comentou no blog "Movimento dos Professores Revoltados", em jeito de desabafo, o seu desencanto demonstrando bem os efeitos preversos de um Sistema de Avaliação que pretendem implementar baseado num Falso Reconhecimneto do Mérito:

 

PROFESSOR ANÓNIMO ESCREVEU:

Currriculum vitae gratuito de um Professor em Tempos Livres

Com todo o tempo livre, dei liberdade a um percurso profissional, que escolhi por livre vontade, enquanto professor, a saber, profissional da Educação, um labor intelectual dedicado ao ensino-aprendizagem. Foi assim, que durante 20 anos de trabalho não lectivo vaguei por ai à procura de mim mesmo enquanto profissional, muitas vezes ausente da escola, mas sempre ao serviço (tal como me ensinou João de Deus: “à procura de me tornar cada vez melhor Professor”). Fiz o que me pareceu essencial, para me valorizar enquanto pessoa e enquanto profissional. Por isso registo, com mágoa e algum arrependimento (uma vez que não foi reconhecido) todo o tempo que estive ausente da Escola e/ou em tempo não lectivo a desenvolver as seguintes actividades:


(Curriculum Laboral Gratuito)

- Nos tempos livres, realizei reuniões com Pais e Encarregados de Educação, depois das aulas, em tempos que possibilitassem a presença dos Pais, normalmente depois das minhas aulas e em Horários compatíveis com os Horários laborais dos Pais;

- Nos tempos livres, organizei mil e uma Visitas de Estudo, assumindo a responsabilidade pelos filhos de muitos Encarregados de Educação, mesmo sabendo que corria riscos, mesmo muitas vezes adiantando dinheiro a “fundo perdido” para que muitos visitassem Lisboa pela primeira vez, assistissem como espectadores estreantes a peças de Teatro, à Assembleia da República, a Filmes, a Reuniões/Encontros com outros alunos de outras Escolas e a outros e outros lugares que a minha memória já não consegue alcançar;

- Nos tempos livres, inaugurei em conjunto com outros colegas um Clube de Cinema e Vídeo, que à custa de muitos telefonemas e de muitas viagens aqui e ali para angariar fundos, se concretizou com a conquista de um Equipamento de projecção caríssimo, que ficou ao serviço da Escola e dos alunos. Recordo-me de ter vagueado por ai à procura de apoios, junto das Empresas, das Autarquias, muitas das vezes a ouvir: “não”, “não pode ser”, “não é possível”;

- Nos tempos livres, criei um Clube de Filosofia, iniciei o Projecto de Clube da Rádio e fiz parte do Jornal da Escola;

- Nos tempos livres e durante 10 anos organizei, em conjunto com outros colegas intercâmbios com Escolas e Associações de Jovens de mais de cerca de 8 Países da União Europeia, entre eles, a Grécia, a Inglaterra, a França, a Holanda a Hungria, a Suécia, Alemanha, Espanha e Itália. Tudo isto planeado e concretizado em tempos livres, digo, em tempos não lectivos e à minha custa, digo, à custa do meu tempo e de algum do meu dinheiro;

- Nos tempos livres, criei uma Unidade de Apoio (UNIVA) para consulta e aconselhamento Escolar e Profissional, o que foi feito nos meus tempos de Professor livre, sem obrigatoriedade de permanência na escola, muito à custa do meu dinheiro de viatura própria, sempre que se tratou de formalizar todo o Processo;

- Nos tempos livres, fiz a Formação Contínua desejada, mesmo para além das necessidades estipuladas pelos Créditos obrigatórios. Apostei em mim e na Escola, mesmo que para isso, me visse obrigado a deslocar-me longe, muitas vezes sem almoço nem jantar e mesmo quando a família reclamava gastos pessoais e financeiros incomportáveis. Tudo isto em tempo após as aulas, em deslocações sem ajudas de custo, sem ajudas de Fato e nem sequer tolerância de horário;

 

- Ainda consegui gastar 3 anos da minha vida num Curso de Mestrado em Ciências da Educação, que julguei fundamental para o meu desenvolvimento profissional;

- Enquanto Orientador de Estágio, durante 10 anos, coordenei com muitos dos meus colegas, muitas e muitas actividades de âmbito Educativo, interdisciplinar e cultural, que tinha por destinatários os alunos, os pais e a comunidade educativa em geral. Recordo-me do Fórum Estudante; da Filosofia para os Pais, Estética e Actividade Artística, Formação em Avaliação, em Informática, Metodologia de Projecto, Filosofia para crianças, etc, etc. Recordo-me de umas “férias lectivas” de Carnaval passadas na Escola, a passar cabo, a arrumar mesas, a decorar a sala, a providenciar o som... tudo isso a preparar uma Actividade para os alunos e para os Pais. Também deu muito prazer participar na Abertura da Escola ao Domingo (em muitos Domingos, ao longo destes anos), para a apresentação de Trabalhos, Actividades e Projectos; tudo isto, para que a Comunidade Educativa pudesse estar presente a partilhar a vivência da Escola;

- Nos tempos livres, trouxe para a Escola um Curso de Filosofia Para/Com Crianças, inspirado em Lipman e fundei um Clube único em todo o País, em que se aplicavam (e aplicam) técnicas que propiciam aprendizagens nas áreas da Lógica, da Argumentação e da Educação Moral ou Cívica dos Jovens, para níveis de 7º, 8º e 9º Anos de escolaridade;

- Nos tempos livres, integrei um Grupo de Estudos sobre Ética e Deontologia Profissional da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, do qual ainda faço e continuarei a fazer parte se o tempo e a motivação me permitirem;

- Nos tempos livres, fui Formador de Professores, partilhando com outros o que aprendi. Organizei Cursos de Formação, assisti a muitos outros, muitas vezes com espírito de missão e de sacrifício;

- Nos tempos livres, integrei um grupo de carolas que elaborou os Projectos Educativos da Escola, à custa da disponibilidade e da motivação de cada um, à noite, aos Sábados e Domingos;

- Nos tempos livres, planifiquei, reformulei, corrigi testes, fiz montagens, preparei e reflecti avaliações, mesmo que isso tivesse que ser feito ao Sábado, ao Domingo ou num Feriado; mesmo que isso provocasse protestos e más disposições da Família.

- Nos tempos livres, mesmo em horas de sair da Escola permaneci mais tempo para um apoio a um aluno com uma dúvida ou problema pessoal. Como todos os meus colegas, preenchi lacunas sociais e de âmbito familiar, sempre que foi necessária uma palavra amiga, um conselho, uma sugestão ou um grito de solidariedade. Foi com outros professores, o Psicólogo, o Sociólogo, o Amigo e até o Pai suplente, quando o efectivo estava ausente ou indiferente;

- Nos tempos livres, fui uma voz contra a discriminação, contra o racismo, a indiferença, sempre que acolhi as diferenças que fora da Escola são alvo de separatismos e de incompreensão;

- Nos tempos livres, reflecti sobre esta difícil arte de me adaptar ano após ano aos novos alunos, às mudanças legislativas, às mudanças sociais e políticas, às mudanças científicas constantes, às desigualdades que se reflectem no dia a dia dos nossos alunos, às criticas cruzadas dos pais, dos colegas, dos alunos, da sociedade que tudo espera de nós (enfim, um “fogo cruzado”, com razão de ser, mas deveras doloroso), por não conseguir estar em todo o lado, nem dominar todas as áreas. Na verdade não há profissão a quem se peça tanta actualização, tanta capacidade de adaptação e mesmo de tanta coragem para enfrentar tamanha diversidade.

 

Ainda hoje, a um Sábado à noite, me disponho (nos meus tempos livres) a escrever as minhas mágoas, a pensar o que teria feito por mim e pelos meus, senão tivesse perdido tanto do meu tempo livre, que dediquei à Escola e aos meus alunos.

Ainda hoje me admiro como é que ainda consigo gostar desta profissão, mesmo contra a “maré da opinião pública” (alguma opinião pública), que considera a classe docente como funcionários incompetentes, preguiçosos e até desnecessários.

 

É curioso que todos, mesmo os que nunca estiveram à frente de uma Turma de jovens alunos, têm soluções para a crise do Ensino e receitas categóricas para a indisciplina, para o abandono escolar, apara a desmotivação e o crescente desprestígio da Escola para as sociedades modernas.

 

Esquecem que hoje em dia tudo se pede à escola e aos professores, mesmo em assuntos e problemas que dizem respeito a outros intervenientes sociais. É pena que não vejam que a crise não está na Escola, mas fora da Escola, numa sociedade que perdeu referências axiológicas, porque o sucesso pessoal já não é sinónimo de formação, nem de instrução.

 

Têm sido 20 anos de grande dedicação, de entusiasmo e até mesmo de grande prazer. Mas também foi com muita “luta” e algumas frustrações que fiz este caminho, que não é só meu, pois nele estão muitos colegas, trabalho interdisciplinar e muitas e muitas horas. Mas, como sempre permaneceu a máxima: “ com trabalho se vencem todas as dificuldades”. E por isso dei o máximo, mesmo que seja considerado insuficiente. E por isso fiz da minha casa um Gabinete de Trabalho e do meu automóvel uma Biblioteca Ambulante e uma Viatura de Serviço. Também foi por isso que comprei todo o material didáctico, desde canetas de várias cores, correctores, folhas, cadernos, CD Rom’s, Dvd’s, Cassetes Vídeo, Disquettes, Acetatos, Livros indispensáveis à minha Formação e actualização, uma Caneta UBS e um dia destes um Computador Portátil para poder trabalhar na Escola. Foi muito trabalho e talvez pouco, se tivermos em conta as necessidades dos nossos alunos. Tudo isto e muito mais com uma assiduidade de 100% em tempos Lectivos e com uma motivação de 200%.

 

Agora, nos meus tempos de reclusão, fico limitado a um espaço exíguo, que não me deixa ver o mundo nem me deixa fazer mais pela Escola nem por mim próprio. Fica por fazer, o que, se não é essencial, é pelo menos, manifestamente importante, a saber, a descoberta, a actualização e a aposta em actividades que tornem a escola num local vivo onde se realizam efectivas aprendizagens. E se o Professor é por excelência um transmissor/emissor de Cultura, essa função passa a ficar lá fora, inacessível, delimitada por um Horário fixado pelas horas e tempos estipulados para a função pública e ao ritmo da Componente Não Lectiva e das actividades/aulas de substituição.

 

E EM TROCA destes anos de dedicação RECEBI UM “PRÉMIO”: O CONGELAMENTO DA CARREIRA, TALVEZ (digo eu, não sei) COMO INCENTIVO, como quem diz: “VÁ LÁ ESFORÇA-TE MAIS, pode ser que mereças progredir na Carreira, PORQUE A PROGRESSÃO NÃO É PARA TODOS, MAS APENAS PARA QUEM TEM MÉRITO”.

 

 

publicado por J.Ferreira às 16:47

29 Janeiro 2009

Os professores no Chile lutaram durante mais de um mês contra a um Modelo de Avaliação TÃO ESTÚPIDO QUANTO INJUSTO... Mas a "Razão" e o "Bom-Senso" do Governo Chileno acabou por vir ao de cima.... Pena é que tenha despertado para a injustiça e estupidez, com uma greve de um mês seguido. Os professores chilenos estiveram unidos e conseguiram que o Governo desistisse do INJUSTO e RIDÍCULO MODELO DE AVALIAÇÃO que queria impor aos profissionais de Educação EM TUDO (incluindo nos descritores) SEMELHANTE AO NOSSO! Nem professores nem alunos esatão disponíveis para tolerar um modelo ditatorial e injusto.

As pseudo-reformas que este Ministério da Educação tem tentado implementar necessitam de aposentação compulsiva. Portugal tem neste Governo políticos incompetentes que buscatram problemas onde eles não existiam. Os professores sempre foram avaliados por critérios criados pelos governos de Portugal, de maioria absoluta como é o caso deos Governos de Cavaco Silva. E António Guterres, Socialista teve a oportunidade de aperfeiçoar o que estava mal... Passados mais de 10 anos, reaparece José Sócrates (socialista reconstruído que esteve com António Guterres no Governo e que como tal, fazia parte do Conselho de Ministros) atacar os professores acusando-os de terem "regalias" que na verdade nunca existiram e com a paranóia Chilena da divisão da carreira docente em duas categorias. Pretensamente, seria para escolher os melhores mas, por incompetência da Ministra (que impôs a todos critérios inadmissíveis e absurdos para determinar quem era competente!) tal não foi possível. Bem pelo contrário. Como os critérios não tinham nada a ver com competência, ltemos hoje nomeados como P*rofessores Titulares, muitos dos piores profissionais. De  incompetentes na comunidade passaram, magicamente, a Excelentes! Nada de muito grave se passaria se não tivesse deixado de fora os muitos dos melhores profissionais, de elevadíssima qualidade e competência, que agora serão avaliados pelos incompetentes...

É claro que esta barafunda só foi possível porque temos uma ministra INCOMPTENTE que decidiu basear a escolha dos professores titulares em critérios TREMENDAMENTE ABSURDOS,  que apenas servem para provar a incompetência da ministra. Na verdade, as alterações efectuadas pela Ministra ao Estatuto da Carreira Docente só vieram prejudicar e piorar o ambiente de aprendizagem dos filhos dos portugueses. Portugal teve desde 1990 uma metodologia de avaliação do trabalho dos professores que supera em muito a utilizada em países como a nossa vizinha vizinha Espanha. Quem já investigou no terreno sabe  que é verdade e só pode confirmar o que acabámos de afirmr. Se é verdade que poderia ser melhorada, não é menos verdade que a metodologia e estratégias utilizadas pela ministra foram uma autêntica aberração que provocou uma desgraça total no sistema educativo. As melhorias a introduzir. E era possível melhorar o sistema. Basta  pensar sobre o seguinte: na formação contínua havia docentes que eram avaliados negativamente. Mas, apesar de dispor de uma enorme quantidade de inspectores,  nunca o Ministério quis saber os motivos por que os professores não obtinham os créditos a que eram obrigados nem se interessou em investigar a sua qualidade como profissionais. Porém, e de uma forma totalmente irresponsável (característica de quem é incomptetente como esta ministra e a equipa que a rodeia!) Maria de Lurdes Rodrigues, com o apoio incondicional do Primeiro-Ministro José Sócrates, destruiu o que de bom havia insultando todos os professores sem distinção. Acusando os professores de serem  um grupo profissional que tinha um conjunto de mordomias, conseguiu o apoio do POVO FÁCIL DE ENGANAR COM MENTIRAS REPETIDAS. OS PROFESSORES NUNCA TIVERAM QUAISQUER MORDOMIAS. A não ser que considere como mordomias o facto de OS PROFESSORES PAGAREM TUDO DO SEU BOLSO. Desde a deslocação casa-escola (os funcionários judiciais deslocam-se gratuitamente nos transportes públicos!), ou, quando não há transportes públicos a servir a escola, a gasolina, o seguro, a desvalorização e o desgaste do carro (pneus, gasolina, travões, etc.), os computadores, as impressoras, os tinteiros, o papel, ...  até à energia que usam em casa para servir os alunos... etc...!). Se antes estava algo que poderia ser melhorado, agora tudo pode ser melhorado pois é um Sistema ABSURDO que nada avalia do trabalho do professor. E isto por imensos motivos que estão já demasiadamente explanados e dissecados noutros textos.

Temos, pois, um governo sem escrúpulos. Tão cego que não olha a meios para atingir os fins, pois está a destruir um sistema educativo que não sendo perfeito, era muito mais democrático, mais funcional e sobretudo mais justo. Estamos hoje a ser governados por políticos (alguns deles professores!) que apresentam uma mentalidade mais curta que a dos governantes terceiro-mundistas como o Chile.

 

Está na hora de ponderarmos na necessidade de fazer greve por tempo indeterminado. E o argumento de que o ordenado nos faz falta aos professores não serve. Temos em Portugal famílias a pedir empréstimos para ir de férias... Será que pedir um empréstimo para defender a dignidade da profissão não é importante? Seguramente que não há professor que não consiga obter de uma instituição bancária um empréstimo para viver um mês... Vamos fazer os pais sentir que lhes fazemos falta... Um ou dois dias de greve de nada serve... UM MÊS DE GREVE... Que Sócrates seja forçado a fazer a REQUISIÇÃO CIVIL... MAS QUE O FORCEMOS A FAZER (se é que se aplica este caso!)... É pFaçamos uma GREVE POR TEMPO INDEFINIDO ... É PELA DIGNIDADE A QUE TEMOS DIREITO e não por mais uns cêntimos. Se continuamos apegados a 1500 euros, no futuro próximo, bem a curto prazo, vamos perder muito mais do que isso... Se os professores não liutam na hora certa, cada vez caminhamos mais para o abismo. Estamos a ficar desprofissionalizados... Será que os professores estão dispostos a aceitar o que o nosso "patrãozinho" decidir dar de vencimento? Até que nível estamos dispostos a baixar? Até ao nível da pobreza, da ida ao banco alimentar pedir para comer? para muitos colegas, já faltou mais... DIGAMOS TODOS: BASTA !!!.

Creio que não será necessário mais de uma ou duas semanas  para que os pais (que também somos, claro!) comecem a preocupar-se com a educação dos seus filhos. Muitos nem conseguem aguentar dois ou três filhos ou netos mais de 15 dias de férias em casa! As eleições estão aí à porta...

"Unidos na Acção" podemos obrigar o governo a ceder!... Basta de cortes no Orçamento da Educação. Vejam o que se passa no vergonhoso mundo da política: em  2004 Eurodeputados Portugueses bateram-se por mais euros, mas alemães e suecos tramaram aumentos...  Afinal, conseguiram aumentar-se em 2009. Percebem agora por que qtodos querem ir para o Parlamento Europeu? Em tempo de crise, esta NOVA EUROPA (que quer recusar aos cidadãos o referendo sobre o tratado) aumenta os salários dos eurodeputados em 125%. Notem bem... Isto passa-se em tempo de crise! Imaginem como se comportarão quando estivermos em crescimento económico!... Não me venham com esta de que "não há dinheiro!" ... Que grande lata, não?

Ainda assim, não desistiram de alcançar os seus objectivos e, a partir de Junho de 2009 já têm garantido o aumento de 125% nos seus salários... É um facto... E Sócrates nem fala disso... Como são avaliados os deputados?  Nas eleições...? Ora vão bugiar, meus caros... Mas o dinheiro para os seus salários SUPER CHORUDOS vai ter de aparecer... Como? Para já, se os deixarmos, os professores serão os que primeiro vão desembolsar reduzir-lhes a carreira que era já um legítimo "direito adquirido"... Ainda que as notícias sobre o caso tenham desaparecido dos jornais electrónicos (vá-se lá saber ou entender o "porquê"!... que andam por estas bandas...  Se há colegas preocupados com um mês sem o vencimento... que se preparem pois o que perdem é milhares de contos... E, qualquer dia, nem direito à Reforma vamos ter...

Não podem perder um mês de ordenado? Deixem-se amedrontar e em breve Sócrates virá com a ameaça de vos retirar o "direito ao emprego" . Sem emprego, morrem no mês seguinte? Não! Está na altura de fazer um pequeno sacrifício perante o que se avizinha! E um mês de ordenado é um pequeno sacrifício perante o que estamos na eminência de perder!  Professores, coloquem os vossos olhos no exemplo Chileno!
Vamos ser a única classe profissional, no único país do mundo a vser vítima de uma avaliação profissional baseada em critérios injustos e que em pouco ou nada dependem do professor (resultados escolares, absentismo dos alunos, abandono escolar dos alunos!), para além de uma divisão artificial e absurda da carreira docente. Abram os olhos!

A greve por tempo indeterminado é cada vez mais a única saída para a queda completa deste modelo de avaliação. Temos de espalhar esta ideia rapidamente, sobretudo agora que os sindicatos vão dar a luta por estagnada de novo e o modelo saiu em Diário da República obrigando a que as escolas façam a avaliação sob hipótese de despedimento dos avaliadores que se neguem a avaliar e processos disciplinares aos elementos do CE que não apliquem o modelo.
E nem vale a pena que os colegas peçam para não ser avaliados, pois isso implica que não progridem garantidamente e isso é só o que interessa ao governo, pois querem lá saber da avaliação...

Os professores ainda não recuperaram nada do que merecem ver reconhecido no seu estatuto. Há que endurecer a luta.

GREVE POR TEMPO INDETERMINADO.... JÁ !

publicado por J.Ferreira às 14:19

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