Até que o Teclado se Rompa!
"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." (Martin Luther King)

15 Setembro 2014

António Marinho Pinto, o ex-Bastonário da Ordem dos Advogados colcoa a boca no trombone... e dá a resposta aos que o criticam pelas suas tomadas de posição públicas. Aqui o publicamos (tal como o recebemos por email) para que cada um possa fazer a sua reflexão crítica.

 

Há cerca de três semanas anunciei que em 2015, iria pedir ao eleitorado que substituísse o meu mandato de deputado ao Parlamento Europeu pelo de deputado à Assembleia da República, pois iria candidatar-me ao cargo de primeiro-ministro. Imediatamente os alabardeiros do sistema político, que vão desde uma direita burlesca a uma extrema-esquerda apatetada e a outra de sacristia, reagiram com a finalidade de desviar as atenções do que é importante.

Na verdade, com um coro bem afinado, eles acusaram-me de tudo e mais alguma coisa mas nem uma palavra sobre os motivos da minha intenção de sair do PE. Para eles é irrelevante que os deputados europeus recebam mais de 18 mil Euros mensais para representarem um país cujo salário mínimo é inferior a 500 Euros; que só paguem impostos sobre 1/3 dessa remuneração e a uma taxa de 20% enquanto as pessoas que os elegeram vivem esmagadas com impostos que lhes podem confiscar mais de 50% dos rendimentos do trabalho; que um simples mandato de 5 anos lhes possa assegurar uma pensão vitalícia de 1300 Euros mensais quando os portugueses precisam de trabalhar décadas para obter uma pensão que nem sequer os sustenta na velhice.

Para eles é insignificante que um eurodeputado disponha de 21 mil Euros mensais para contratar quem queira sem ter justificar essas contratações, tenha todas as viagens suportadas pelo PE e disponha de um Mercedes topo de gama e motorista para todas as suas deslocações que faça em Bruxelas ou em Estrasburgo. Nada disso os perturba. O que os incomoda – e muito – é o facto de um deputado recém-eleito se ter recusado a saborear em silêncio essas mordomias, as ter denunciado como inadmissíveis perante a pobreza do povo que representa e se prepara para regressar ao combate político em Portugal.

Acusam-me de falta de coerência pois, para eles, quem não concorda com estes privilégios deveria demitir-se. O seu paradigma argumentativo é o mesmo que foi usado contra os comunistas que não repartiam os seus bens com os proletários ou então não emigravam para a União Soviética que elogiavam. As categorias mentais são as mesmas.

Eles são como o idiota da fábula chinesa que, atávico, olhava para o dedo quando alguém apontava para a Lua. Perante a denúncia de uma situação escandalosa eles, perfidamente, olham para o dedo que a indica, dizem que a unha está roída e logo diagnosticam os piores desvios morais e de carácter de quem os denunciou. Deve realmente ser insuportável ouvir publicamente o que tão empenhadamente se calava.

Eles não se incomodam que uma eurodeputada recém-eleita se prepare para abandonar o lugar para comissária da EU ou que um ministro tenha ido para administrador de uma empresa a quem, em nome do Estado, pagara milhões de Euros por empreitadas de obras públicas ou que outro tenha ido presidir a uma empresa estrangeira cuja instalação autorizara enquanto ministro ou que o presidente da principal entidade de regulação bancária tenha sido director de um banco privado que usava o dinheiro dos seus depositantes para através de offshores, comprar as suas próprias acções inflacionando-as para cotações que chegaram a ser 100 vezes superiores à actual ou que o BES tenha financiado congressos de magistrados do Ministério Público ou ainda que dezenas de jornalistas tenham feito cruzeiros no iate do seu presidente.

Eles não se preocupam nada com a corrupção que generalizou no sistema político e mediático nem com a gigantesca teia de tráfico de influências que asfixia o Estado Democrático o que realmente os incomoda é que alguém denuncie essa podridão até porque isso revela também a cumplicidade do seu silêncio. Mas o que verdadeiramente atormenta essa choldraboldra de fariseus e os que se escondem por detrás dela é tão-só o mau exemplo de alguém que apareceu a fazer política recusando o que de melhor ela lhe podia dar em benefício exclusivo daquilo para que ela realmente existe: a RES PUBLICA.

 

publicado por J.Ferreira às 22:11

15 Setembro 2014

António Marinho Pinto, o ex-Bastonário da Ordem dos Advogados colcoa a boca no trombone... e dá a resposta aos que o criticam pelas suas tomadas de posição públicas. Aqui o publicamos (tal como o recebemos por email) para que cada um possa fazer a sua reflexão crítica.

 

Há cerca de três semanas anunciei que em 2015, iria pedir ao eleitorado que substituísse o meu mandato de deputado ao Parlamento Europeu pelo de deputado à Assembleia da República, pois iria candidatar-me ao cargo de primeiro-ministro. Imediatamente os alabardeiros do sistema político, que vão desde uma direita burlesca a uma extrema-esquerda apatetada e a outra de sacristia, reagiram com a finalidade de desviar as atenções do que é importante.

Na verdade, com um coro bem afinado, eles acusaram-me de tudo e mais alguma coisa mas nem uma palavra sobre os motivos da minha intenção de sair do PE. Para eles é irrelevante que os deputados europeus recebam mais de 18 mil Euros mensais para representarem um país cujo salário mínimo é inferior a 500 Euros; que só paguem impostos sobre 1/3 dessa remuneração e a uma taxa de 20% enquanto as pessoas que os elegeram vivem esmagadas com impostos que lhes podem confiscar mais de 50% dos rendimentos do trabalho; que um simples mandato de 5 anos lhes possa assegurar uma pensão vitalícia de 1300 Euros mensais quando os portugueses precisam de trabalhar décadas para obter uma pensão que nem sequer os sustenta na velhice.

Para eles é insignificante que um eurodeputado disponha de 21 mil Euros mensais para contratar quem queira sem ter justificar essas contratações, tenha todas as viagens suportadas pelo PE e disponha de um Mercedes topo de gama e motorista para todas as suas deslocações que faça em Bruxelas ou em Estrasburgo. Nada disso os perturba. O que os incomoda – e muito – é o facto de um deputado recém-eleito se ter recusado a saborear em silêncio essas mordomias, as ter denunciado como inadmissíveis perante a pobreza do povo que representa e se prepara para regressar ao combate político em Portugal.

Acusam-me de falta de coerência pois, para eles, quem não concorda com estes privilégios deveria demitir-se. O seu paradigma argumentativo é o mesmo que foi usado contra os comunistas que não repartiam os seus bens com os proletários ou então não emigravam para a União Soviética que elogiavam. As categorias mentais são as mesmas.

Eles são como o idiota da fábula chinesa que, atávico, olhava para o dedo quando alguém apontava para a Lua. Perante a denúncia de uma situação escandalosa eles, perfidamente, olham para o dedo que a indica, dizem que a unha está roída e logo diagnosticam os piores desvios morais e de carácter de quem os denunciou. Deve realmente ser insuportável ouvir publicamente o que tão empenhadamente se calava.

Eles não se incomodam que uma eurodeputada recém-eleita se prepare para abandonar o lugar para comissária da EU ou que um ministro tenha ido para administrador de uma empresa a quem, em nome do Estado, pagara milhões de Euros por empreitadas de obras públicas ou que outro tenha ido presidir a uma empresa estrangeira cuja instalação autorizara enquanto ministro ou que o presidente da principal entidade de regulação bancária tenha sido director de um banco privado que usava o dinheiro dos seus depositantes para através de offshores, comprar as suas próprias acções inflacionando-as para cotações que chegaram a ser 100 vezes superiores à actual ou que o BES tenha financiado congressos de magistrados do Ministério Público ou ainda que dezenas de jornalistas tenham feito cruzeiros no iate do seu presidente.

Eles não se preocupam nada com a corrupção que generalizou no sistema político e mediático nem com a gigantesca teia de tráfico de influências que asfixia o Estado Democrático o que realmente os incomoda é que alguém denuncie essa podridão até porque isso revela também a cumplicidade do seu silêncio. Mas o que verdadeiramente atormenta essa choldraboldra de fariseus e os que se escondem por detrás dela é tão-só o mau exemplo de alguém que apareceu a fazer política recusando o que de melhor ela lhe podia dar em benefício exclusivo daquilo para que ela realmente existe: a RES PUBLICA.

 

publicado por J.Ferreira às 21:47

21 Agosto 2014

Afinal, quando teremos políticos competentes em Portugal? Será que não há personalidades nos partidos que sejam capazes de colocar o interesse nacional (a custo zero... salário zero... só pelo reconhecimento social!) acima de todos os interesses sejam partidários, clubísticos, ou familiares??? Será que estamos condenados a ter personalidades na política que, quando chegam ao poder, apenas se dedicam a tratar das suas vidas (encher os seus bolsos, os das familiares, dos amigos, dos compinchas, dos compadres e outros que tantos...?)??? Estaremos condenados a uma nova forma de escravatura: trabalhar e ganhar apenas para comer... (e comer mal!!!)??

 

Por onde andam os que tanto falam de ser necessário mais e mais competência??? Para onde foram os que querem avaliar tudo e todos mas que recusam ser avaliados pelos resultados das suas políticas??? Em breve, estarão de volta... os mesmos... os que conduziram Portugal para o beco sem saída a que chegamos!!!! Seguramente!! A dança das cadeiras na política é um autêntico circulo vicioso. Os políticos de todos os partidos sabem que, em política, é tudo uma questão de tempo: bastará esperar uns anos, peregrinar uns aninhos nas cadeiras ou na bancada da oposição e... depois, mesmo sem nada mudar de efectivo nas suas intenções políticas, bastará "esperar sentadinhos" pois sabem que, mais cedo ou mais tarde, acabará por efectivar-se a máxima popular: "detrás de mim virá quem de mim bom fará". De facto, cremos que a memória do povo é muito curta... e quando a dor resultante do esvaziamento da carteira se instala... qualquer "fazedor de promessas" aparece como salvador, como aquele que, com mais ocas e falsas promessas, cria nocvas ilusoes ao povo. Eles sabem que é com mentiras que se acalma a dor, a raiva e a indignação dom povo. Assim fizeram os anteriores e os actuais seguiram-lhes o exemplo.

 

Porém, no dia seguinte ao das eleições, nada de bom o povo poderá esperar. Logo virão com o discurso de que "o país está pior do que se esperava... pior do que o governo anterior dizia estar... que havia contas falsas... escondidas... buracos...!!! Sim... Isso porque faz falta encontrar forma de convencer o povo a apertar o cinto pois só assim conseguirão os milhões que necessitam para encher o bolso daqueles que os rodeiam.

É uma catástrofe...! São umas centenas de novos políticos, amigos, compadres que faz falta nomear... Outros tantos que entrarão na dança das cadeiras... independentemente da competência.

E o país continuará a afundar-se, enquanto todos "os políticos continuarão a tocar violino" com muito maior tranquilidade do que os violinistas do Titanic (porque estes nem salva-vidas tinham. Mas aqueles (os políticos) seguramente estarão mais que a salvos com fortunas colossais colocadas em nome de não se sabe quem, no estrangeiro ou em paraísos fiscais (offshores)!!!

Por isso, com ou sem eleições à porta... os portugueses nada de bom poderão esperar... E não é ser pessimista: é ser realista. Conhecem algum que tenha conseguido ficar arruinado economicamente por ter entrado na política? Pois é! A política não arruína ninguém: todos deixam a política com os bolsos recheados! Por isso, todos os que andam por esses meandros, nunca deram provas de nada em nenhuma empresa... nunca governaram nenhuma empresa que prosperasse economicamente na sociedade portuguesa e além fronteiras. Mas... sempre se consideram os "donos do saber fazer da economia". Como o dono do Titanic que deu ordem para acelerar com a ambição de surpreender os americanos... Triste destino. Se deixassem o capitão levar o gigantesco navio de cruzeiro... certamente ainda hoje o teríamos a navegar. Mas, como quem tem o poder, o dinheiro (por muito estúpido que seja!!!)) é quem decide... o destino do barco... foi o que todos sabemos!

Assim, não se augura nada de melhor, venha quem vier. Com o país a caminho do abismo... ou se dá uma volta de 180 graus ou... o fim já se sabe qual será.

Por onde começar? Simples... Já o propusemos outrora... antes da Tempestade Perfeita  (o orgulho da legislatura de José Sócrates!!) ter atingido Portugal. Teremos de começar pelos lugares mais altos da nação... Outra é questionar, seriamente, se devemos continuar com a República ou devemos reinstalar a Monarquia (como fizeram os espanhóis!). Hoje, é melhor estar desempregado em Espanha que estar empregado em Portugal... É urgente acabar com as mordomias de muita gente que chegou à política sem nada e sai milionária!!

 

Ainda será possível. Com algumas medidas que atraiam quem sabe pelo gozo de saber fazer e ser reconhecido socialmente. Para tal,  os salários dos políticos têm de ser definidos em função do acréscimo ou decréscimo do PIB. Só assim se preocuparão com o povo. Se, fruto das suas políticas, e das medidas económico-financeiras tomadas, o PIB crescer ... os políticos podem até ganhar milhões que o povo não os condenará. Agora, o que assistimos na década de 90 foi ao aumento do salário dos deputados para mais do dobro sem que o crescimento do PIB o justificasse. Não admira que a política tenha atraído uma camada de "chicos-espertos" que viram na carreira partidária uma forma de subir na vida ainda que, com as suas medidas, Portugal tivesse sido conduzido para o abismo!

 

A politica é um "fartar de mordomias". Por isso atrai tanta gente. Veja-se a diferença entre os actuais e os primeiros republicanos. Sejam Ministros ou Presidentes da República, actualmente, todos se fartam de mordomias e benesses (sejam remuneratórias, subsidiarias, subvencionais, ou outras que tais...). Noutros tempos o PR pagava arrendamento da casa pública que habitava !  Basta consultar a Wikipedia para constatar que, "Em 1912, já depois da proclamação da república, o Palácio de Belém foi designado residência oficial do Presidente da República. Os presidentes da I República tinham porém que pagar renda ao Estado para residirem no Palácio (para não serem acusados de gozarem de privilégios atribuídos ao anterior regime)".

 

O problema é que neste sistema democrático (de alternância no poder entre dois partidos, sozinhos ou em coligação com outros partidos). Assim, nem precisam de mudar nada, nem nas pessoas nem nas políticas: quando o povo fica farto de uns, acaba por voltar a colocar no poder os anteriores. Mesmo que sejam na essência os mesmos que tinham sido "expulsos" do poder. Não haverá alternativa a este sistema??? Que é feito dos competentes? Emigraram??? Fugiram do país? Foram contratados por "clubes" estrangeiros porque lhes pagam melhor??? Ou andam por aí a tratar das suas vidinhas enquanto o país se afunda??? Querem ser reis num país miserável? Não seria melhor ser apenas cidadão num país de prosperidade? Só ficamos com os incompetentes?

 

Portugal continua o seu rumo irreversível "A Caminho do Abismo". Parabéns aos nossos (des)governantes. Passam a vida a falar de "excelência" no profissionalismo dos diversos sectores de actividade e o que vemos é que os políticos, à parte os recortes sistemáticos, nada de original sabem fazer. Mas, quando toca a recortar nos salários dos funcionários... já parecem gostar de trabalhar! Se fosse para aumentar salários... adiariam para a próxima sessão parlamentar... ou para o ano das eleições!!! Seguramente! Agora, como é para cortar nos salários dos trabalhadores... até se preparam para a interromper as férias parlamentares!!!! Oh... como trabalham estes senhores para prejudicar os trabalhadores! Enquanto os nossos governantes decidem interromper as férias parlamentares  para poderem "ajustar a legislação" aprovada (que foi recentemente parcialmente chumbada pelo Tribunal Constitucinal) a fim de poderem aplicar novos cortes já em setembro, continuam a permitir que a dívida portuguesa continue a subir! Segundo o Banco de Portugal, "A dívida pública portuguesa subiu para os 134% do Produto Interno Bruto (PIB) no final do primeiro semestre, acima dos 132,4% registados no final dos primeiros três meses de 2014. De acordo com dados do boletim estatístico divulgado hoje pelo Banco de Portugal (BdP), a dívida pública na ótica de Maastricht (a que conta para Bruxelas) alcançou os 223.270 milhões de euros em junho deste ano."
 

Por este andar, vamos bem... Parabéns ao (des)governo!!! Em breve, teremos de ser resgatados do fundo do abismo! Cremos que Portugal já não vai lá com nenhuma TROIKA... Antes, Portugal necessita de uma PERESTROIKA. 

Estamos inseridos na Comunidade Europeia. Somos membros de pleno direito... Muitas "Directivas Comunitárias" têm sido aprovadas no Parlamento Europeu que têm implicação directa nas políticas dos diferentes países que a compõem... Ora, se somos membros da comunidade, se vivemos numa realidade comum (a União Europeia) e foram criadas directivas que implicaram mudanças na forma como se entende a cidadania na Europa, para quando uma directiva que ponha fim à exclusividade dos nacionais para se candidatarem ao (des)governo da nação??? É urgente que se permita que outros membros da comunidade europeia (cidadãos europeus de pleno direito) se possam candidatar a governar qualquer país da União Europeia.

Espantam-se? Pois bem: não há motivo para tal. Hoje, temos algarvios a governar cidades do centro, lisboetas a governar cidades algarvias, nortenhos a governar cidades do centro e/ou sul... Pois bem... Venha lá uma "Lei Bosman" para os políticos...  Se queremos o melhor para Portugal, devemos exigir melhor qualidade nos nossos governantes. E se Cristiano Ronaldo compete com outros a nível da Europa, por que não criar competição saudável entre os políticos (acabando com a exclusividade e a dança das cadeiras entre os mesmos senhores de sempre!!) permitindo aos cidadãos da Europa um maior leque de escolha. Merecemos melhor... E isso só se consegue se tivermos (como os clubes de futebol!) um maior leque de opções de escolha!

 

Com efeito, se os políticos portugueses são incapazes de mudar o rumo que deram ao nosso país, e continuam a conduzi-lo para o abismo (para fora do abismo a que o levaram!!!) que venham políticos do estrangeiro (como os jogadores para os clubes da União Europeia!!!) a ver se temos quem governe melhor o nosso Portugal!

 

 

publicado por J.Ferreira às 18:15

17 Agosto 2014

Portugal afunda-se e ninguém foi capaz de dar o murro na mesa... Há uma camada de coniventes! A culpa passa pelo Presidente da República que assina tudo! Ouçamos o que diz José Gomes Ferreira denunciou em seu devido tempo. Que aconteceu? Nada! Onde anda a justiça portuguesa?

"Um Presidente da República, apercebeu-se perfeitamente (em 2007, nós dissemo-lo neste estúdio!) que ia ser feita uma loucura com as Estradas de Portugal e com o novo modelo de financiamento, foi-lhe lecado o diploma, ele teve dúvidas... pediu esclarecimentos e depois assinou... assinou uma coisa destas? Ainda hoje estou sem perceber porquê? (...)

Na Grécia... o caso dos submarinos... o político foi preso! Ninguém conseguiu provar que ele tinha enriquecido por causa da compra dos submarinos... Mas, porque comprou uma casa de muitos milhões... e como não conseguiu provar de onde tinha conseguido o dinheiro... foi preso!"

"Auditoria do Tribunal de Contas: As PPPs são um negócio ruinoso para o Estado e, claro, para os contribuintes, uma conta astronómica a ser paga nos próximos 40 anos.Não é um caso de polícia? Ninguém vai ser responsabilizado?" - SIC Notícias
Chegamos ao fim da linha. Os portugueses já não conseguem resistir a mais sacrifícios...!! Basta.
Depois do tempo em que os exploradores da costa africana ou dos países americanos onde recrutavam mão-de-obra gratuita entre os prisioneiros, os poderosos de hoje usam os trabalhadores a soldo (recrutados entre os cidadãos da plebe que vivem do seu salário conquistado com o suor de cada dia!!!) como "Novos Escravos" que, a quem nada lhes resta de diferente para além do facto de não serem vendidos e de lhes não poderem ser aplicados castigos corporais, nem retirada a liberdade, quase pouco ou nada lhes resta que os distinga dos verdadeiros escravos.

Vem este comentário indignado a propósito de mais uma notícia envolvendo escândalos financeiros que, de uma forma ou de outra, os novos escravos do trabalho serão chamados, uma vez mais, a pagar. É chocante... Para além das sedudoras palavras dos actuais (des)governantes, a verdade é que Portugal tem sido (des)governado por um grupo de incompetentes que comentem autênticos crimes de "lesa-povo" (noutros tempos, denominados de lesa-majestade) mas que escapam à justiça usando de todas as artimanhas (leia-se, estratégias legais constituídas por buracos (propositadamente???) deixados nas leis para poderem escapar à justiça, evitando pagar "um chavo" pelos desvios financeiros ou até crimes económicos cometidos (ainda que alguns deles, sejam cometidos por incompetência, outros haverá, seguramente, que são levados a cabo de forma deliberada, seja por acção seja por inacção!).

E assim lá vão escapando à justiça (lenta e ineficaz porque forte e implacável com os fracos e branda e condescendente com os fortes) conduzindo todo um povo, todas as gerações de joves adultos e anciãos para a miséria...

 

É triste viver num país como este... É triste ter governantes como os que temos... É triste ser governado por quem nunca teve de dar provas de nada que não seja ser capaz de cativar os votos dos cidadãos... E ainda por cima, usando de demagogia e mentira, enganando-os todo um povo com falsas promessas (MENTIRAS) que cada partido coloca no seu Programa Eleitoral (que deveriam ser considerados legalmente como um Contrato com o Povo cumprindo ao Presidente da República e ao Conselho de Estado aferir do seu cumprimento e do desvio do seu conteúdo tomar as devidas medidas... e não como Tinta em Papel Morto no dia imediato à vitória eleitoral de qualquer dos partidos ou coligação candidata nas legislativas.

O desvio do programa e das promessas nele contidas deveria ser condição inequívoca para a demissão automática do governo e dar nova palavra ao povo... ó assim será para escaparem permitem aos poderosos (muitos deles, eram ex-pobretanas que nem tinham onde cair mortos!!!) 

 

Veja-se abaixo o excerto jornalístico com o histórico daquilo a que chamamos UMA NOVA FORMA DE ESCRAVATURA EM PORTUGAL.

 

A 2 de novembro de 2008, Teixeira dos Santos, então ministro das Finanças do executivo de José Sócrates, anunciou a "morte" do Banco Português de Negócios. A nacionalização era imperativa porque, segundo explicou, estava "em eminente situação de rutura financeira" depois de ter sido detetado um buraco de €700 milhões. Até dezembro de 2013, segundo o relatório do Tribunal de Contas divulgado esta semana, a nacionalização do BPN e a constituição e funcionamento das sociedades-veículo Parups e Parvalorem [para onde foram os ativos "tóxicos" e/ou potencialmente recuperáveis] custaram aos cofres do Estado €2 202,5 milhões.

Atente-se o leitor:  não se trata de uma bagatela mas de uma galáctica bagatela:  são dois mil duzentos e dois milhões e quinhentos mil euros.  E o autor do artigo explica como se chega a tão avultados números escrevendo:

Os números são estes: €746,9 milhões em 2011,   €982,7 milhões em 2012 e €472,9 milhões de 2013 (valor ainda provisório), sem contar com as erdas da Caixa: nesse mesmo ano de 2013, a Parvalorem e a Parups orçamentaram o reembolso à CGD em €3 685,3 milhões, mas apenas conseguiram devolver €397,1 milhões. Façamos um paralelismo: com a chegada da troika a Portugal, muitas medidas de austeridade (cortes de salários e/ou subsídios e aumentos de impostos) foram tomadas.

Algumas poderiam ter sido evitadas? Vejamos quais:

Subsídio de Natal

Mal o Governo de Passos Coelho entrou em funções anunciou logo um corte de 50% do subsídio de Natal (mentira de Passos coelho, quando era apenas candidato a Primeiro-Ministro) acima do salário mínimo.

Escutem o vídeo e atentem nas palavras de Passos Coelho após os 50 segundos: "cortar nos susídios é um disparate"!

O desconto foi aplicado ao valor excedente a €485 euros. A medida rendeu €800 milhões aos cofres do Estado. Os funcionários públicos e do setor estatal têm, desde 2011, cortes salariais que variam entre 3,5% e 10% acima dos €1 500. O Governo quis baixar esse mínimo para os €675, mas o TC chumbou. Foi anunciado que hoje, quinta-feira, os juízes do Palácio Ratton, que têm deixado passar estes cortes da "era Sócrates ", entendendo-os como "transitórios", revelariam a sua decisão sobre a mesma matéria. Em 2013, o Estado poupou €734 milhões.

Ao bolso dos reformados.

Vamos em 1534 milhões. Se juntarmos outra medida, aproximar-nos-emos dos 2.446 milhões, um pouco mais do que a dimensão do buraco: primeiro foi a Contribuição Especial de Solidariedade (CES) sobre as pensões acima de €1.350, e, agora, o Governo quer substituí-la, de forma definitiva, pela Contribuição de Sustentabilidade (CS) taxa de 2% a 3,5% nas pensões acima de mil euros.
Hoje, quinta-feira, o Tribunal Constitucional pronuncia-se sobre esta medida. A CES retirou aos pensionistas €540 milhões e a CS está avaliada em €372 milhões. A ação combinada dos cortes no subsídio de Natal, da CES e da Contribuição de Solidaredade já pagava, assim (à custa das economias e sacrifícios do povo trabalhador), a totalidade do buraco do BPN . Sobravam uns trocos... Mas há mais.

As férias, em 2012

Em 2012, os funcionários públicos e do setor empresarial do Estado, assim como os pensionistas, ficaram sem subsídios de Natal e de férias. O Tribunal Constitucional viria a chumbar esta medida, mas anuiu a sua aplicação nesse ano. Poupança: €2 mil milhões. Pode dizer-se que o dinheiro foi diretamente transferido para cobrir os prejuízos do BPN? Não. Mas é uma medida que poderia ter sido evitada, mesmo mantendo-se as outras, impostas pela austeridade.
E os impostos, claro
Vítor Gaspar, então ministro das Finanças, deixou o País de boca aberta, ao anunciar, em outubro de 2012, "um enorme aumento de impostos" . A redução de oito para cinco escalões de IRS representou um encaixe de €2,5 mil milhões. É muito? Sim, mas se o Estado os tivesse transferido diretamente para o BPN, ainda não seria suficiente. Precisaria de juntar a receita da sobretaxa de IRS, no valor de 3,5% sobre o salário líquido (descontando o ordenado mínimo, que é €485), uma medida que valeu €750 milhões. Sobraria, agora, o equivalente à... Contribuição de Solidariedade.

 

Como é sabido, o ministro Vitor Gaspar  viria a abandonar o governo e (aborrecido, muito aborrecido, imaginamos!) lá lhe ofereceram mais um lugar (tacho???) nas altas instâncias financeiras mundiais que financiaram Portugal depois da derrocada financeira provocada pelos (des)governos anteriores, com especial realce para o (des)governo do engenheiro José Sócrates: o FMI - Fundo Monetário Internacional. Ex-ministro das Finanças de Portugal assume funções em Junho no FMI." Ou seja, quando um político não se considera capaz de colocar um país nos carris, é convidado para governar o mundo financeiro! Vamos bem... Vamos bem! Aliás, muito semelhante foi o que se passou com Vítor Constâncio que foi eleito eleito vice-presidente do BCE ... Deixou os bancos portugueses fazerem o que fizeram quando lhe competia supervisionar a actividade bancária. Deixou à deriva a actividade dos bancos portugueses e deixou que chegassem ao ponto a que chegaram... Como diria Eça de Queirós., demonstrou a sua incompetência em Portugal e foi "promovido" sendo eleito para o BCE - Banco Central Europeu (que, em nosso entender, deveria mudar a sigla para CCE: Cancro Central Europeu).

A sociedade actual é assim... E, em Portugal já assim é desde meados do séciulo XIX. Há já quase dois séculos! Lembremos o que Ramalho Ortigão e ‎Eça de Queirós escreveram em As Farpas (1871, pp. 40-42) sobre a forma como as pessoas eram promovidas nos organismos do Estado.

 

Vivemos num país onde as novas formas de escravatura se traduzem na obrigatoriedade dos portugueses se resignarem: resta-lhes trabalhar, trabalhar e trabalhar para pagarem as desgraças (desvios, roubos, desfalques...) provocadas pela (in)competência dos senhores do poder, seja ele político, económico ou financeiro... É triste o país que deixamos às novas gerações...

Depois do fim da ditadura (25 de abril de 1974), o início da década de 90 do final do século passado, assistiu à classificação de uma geração de jovens que legitimamente protestavam contra o pagamento da sua formação. Baptizada, pelos influentes da sociedade, de "geração rasca" (por recusar-se a pagar propinas para a sua formação quando os que governavam e estavam a retirar benefícios da sua formação muito pouco ou quase nada haviam pago para além das taxas de matrícula!). Porém, em nosso entender da época, estávamos, isso sim, perante a primeira "geração à rasca", que pagaria propinas para formar-se para o desemprego (assim o considerávamos à época e pouco nos equivocamos!!).

Depois da geração à rasca dos inícios da década de 90 do século XX, temos hoje, no século XXI uma geração sem quaisquer perspectivas de futuro em Portugal, a quem os ministros não se coíbem de aliciar a emigrar... ou seja, de uma "geração à rasca" temos hoje uma "geração enrascada" que,  não tendo aprendido a máxima "a tropa manda desenrascar" no sítio certo (porque não foi obrigada a cumprir o serviço militar!) a quem só lhe resta aprender a arte de "desenrascar-se"!

E, num país a afundar-se de dia para dia, onde apenas se salva quem soube nadar nos meandros da podridão... onde só se salva quem (como no Titanic) tenha influência política (chamem-lhe "poder de influência", "cunha" ou outra coisa qualquer...)  aos que seguirem os conselhos do ministro e partirem só desejamos que, acaso consigam "desenrascar-se" e dar à costa (com ou sem "bóia de salvação") que dêem à costa num outro país, mais prometedor, onde a justiça funcione e onde os políticos tenham uma réstia de dignidade e de vergonha na cara!

publicado por J.Ferreira às 13:04

12 Agosto 2014

Cada vez menos nos surpreendemos com os caminhos da nossa triste nação. a notícia que acaba de ser publicada diz tudo: Banco de Portugal contratou por convite filho de Durão Barroso... Ora, até ao momento, nenhum cientista sustentaria a tese segundo a qual a competência se alcança por via hereditária.

Nem mesmo os especialistas de Direito defenderiam a possibilidade de uma transferência de sabedoria e de competência de pais para filhos, nem mesmo por via da herança.

Porém, alguns humanos parecem querer superar esta realidade. Incrivelmente, os filhos dos poderosos sempre demonstram imensa competência para alcançar postos de altas instâncias onde depois (pelo que se tem notado!) o povo acaba por ter de "levar com os ovos podres" que resultam das suas provas de (in)competência.

No final de contas, esta triste e deprimente realidade é algo a que os portugueses se acabam por resignar: a ser (des)governado por um bando de (in)competentes que nos afundam cada vez mais sem que nunca sejam chamados à responsabilidade. A cada dia se conhecem novos casos de pessoas que chegam a altos cargos demonstrando qualquer espécie de competência anterior que não seja o facto de resultarem de uma ocorrência (espontânea ou deliberada) que deu origem a uma nova vida. E que (alegre e prometedora) vida lhes está destinada...

 

Segue-se o texto da notícia publicada no Jornal de Negócios online:

 

"Luís Durão Barroso foi contratado sem concurso para o Departamento de Supervisão Prudencial. A regra no banco é contratar por concurso salvo situações de "comprovada e reconhecida competência profissional".
O Banco de Portugal contratou o filho do ex-primeiro-ministro e ainda presidente da Comissão Europeia para o Departamento de Supervisão Prudencial, onde iniciou funções há cerca de um mês..."

 

publicado por J.Ferreira às 18:49

27 Julho 2014

 

Se o exame dos professores é uma inutilidade... o exame dos alunos do 4º ano é também inútil. Pobres crianças, do tamanho do chão, a serem submetidas a provas, muitas vezes longe das suas escolas de origem, em ambiente totalmente estranho, com professores desconhecidos... tratadas como se fossem pequenos adultos, homens pequenos e mulheres pequenas. Ora, uma criança não é um homem ou uma mulher em miniatura. Parece faltar ao Ministro da Educação (essencialmente científico!!!) um pouco de conhecimento de psicologia e pedagogia! A escola não deveria ter como objectivo treinar humanos para responder a exames. Antes, a escola deveria (voltar a) ser o local mais indicado para que as crianças e jovens desenvolvam ao máximo as suas capacidades. Interessa que sejam capazes de desenvolver as suas competências nas áreas que o futuro lhes exigirá para superar as dificuldades da vida. Em situação de exame, é natural que o grau de ansiedade interfira com os resultados. Por isso, a pergunta acaba por ser sempre a mesma: O que medem os exames

Parece-nos quea a visão do actual Ministro da Educação face à forma como deve ser validado o conhecimento dos alunos (provesso de avaliação) está redondamente inquinada. Usar o exame como meio de medir o que quer que seja é um erro, uma inutilidade! Aliás, basta ver as notícias para perceber que assim é. Alunos que aprovam num exame estavam aprovados ao longo do ano. Raros são os que, tendo reprovado durante a avaliação que é feita pelos professores, acabam por superar e aprovar no exame.

As aulas de recuperação no final do ano, em apenas umas semaninhas (depois dos alunos estarem já cansados de todo um ano lectivo) vêm demonstrar que o exame é uma fantochada. Das duas uma, ou o primeiro exame nada mede e o segundo já mede alguma coisa ou então, umas aulinhas no final do ano (depois do aluno se ter demonstrado incapaz de aprovar) teriam um efeito miraculoso que mais valeria andar todo o ano a brincar e dedicar-se num mesito para aprovar...! Realmente, se as aulas de recuperação servissem para os alunos, reprovados ao longo de todo o ano e nos três trimestres, aprovarem submetendo-se apenas a uma única prova... quem poderia acreditar nas notas atribuídas pelos professores?

Os resultados dos exames provam que Apoio extra para alunos fracos a Matemática e Português "é um engodo". Foram muito poucos os alunos que aprovaram na prova que nada mede (prova do 4º ano). Falta, pois, quem venha explicar para que servem estas provas? Que os jornalistas investiguem (mas a sério)!

Há alunos que tiveram nota 1 (no primeiro período) nota 2 (no segundo período) e nota 4 (no terceiro). Estes, foram a exame e, independentemente da nota do exame, foram aprovados...

Outros, com melhor classificação... reprovaram porque tiveram nota 2 (no primeiro), nota 2 no segundo e nota 3 no terceiro... Foram a exame, e mesmo conseguindo mais de 40% reprovaram!

É esta a nossa forma de avaliar...??? Enfim... Uma fantochada!

 

 

 

publicado por J.Ferreira às 17:34

27 Junho 2014

Para os políticos sem pudor nem preconceitos... todos e quaisquer argumentos servem para atingir os fins. Desde argumentos absurdos ... a manipulação de números, vale tudo! 

Ora... as pessoas começam a estar fartas de EUFEMISMOS... Não é verdade que se trate de uma "REORGANIZAÇÃO DA REDE ESCOLAR"... com o objectivo de melhorar o sucesso dos nossos alunos! Antes, estamos a assistir à  "DESTRUIÇÃO da REDE ESCOLAR" com o objectivo claro de REDUZIR a despesa com a EDUCAÇÃO das NOVAS GERAÇÕES para que sobre mais dinheiro sabe-se lá com que objectivos...! Quizas assim se poderá equilibrar melhor as contas públicas e continuaremos ver os governantes a nada fazerem para impedir que sejam prescritas ou perdoadas dívidas a quem argumenta ter-se "esquecido" de declarar... ou a quem, sistematicamente, falta ao cumprimento das suas obrigações para com o Estado (tal como repetidamente se tem vindo a tomar conhecimento pela comunicação social...)!

De facto, as escolas foram RENOVADAS... Foi feito um investimento ENORME ... diria mesmo COLOSSAL pelos últimos governos.

E para quê?  Para fechar as escolas um ou dois ou três anos depois? Em nome de quê? É assim que se luta contra a desertificação do Interior?

PRIMEIRO retiram  às gentes do interior a segurança das suas vidas: os  CENTROS de SAÜDE.

AGORA... retiram ao interior o pouco que lhes restava que os prendia:  as ESCOLAS.

Que mais falta fechar?

 

AINDA NÃO ESTÃO SATISFEITOS...? VOLTAM A FECHAR ESCOLAS...???

EM NOME DE QUÊ?  Da pedagogia? NÃO É SEGURAMENTE...

 

Os argumentos apresentados repetidamente pelos governantes para o encerramento das escolas são PURA FALÁCIA... PURA DEMAGOGIA!!!

Os governantes mentem com todos os dentes da boca.

Dizem que os alunos vão para escolas com melhores condições!!! PURA MENTIRA!

Antes, serão colocados em escolas com menor espaço de lazer e desporto... Terão de dividir os poucos recursos que restam nos centros escolares com mais e mais alunos! CENTROS escolares transformados em CENTROS MEGALÓMANOS... em autêntico AMONTOADO de ALUNOS.

Pobres dos que se deslocam diariamente. Crianças do "tamanho do chão" viajando diariamente mais de 20 kms...

Quem as acode? POBRES... Ao fim da viagem, chegam a casa cansados... lá se lhes vai a energia para estudar...

Terão de deitar-se mais cedo para levantar-se mais cedo... QUE INJUSTIÇA!

SIM... POBRES dos alunos TRANSPORTADOS (por vezes mais de 20 kms, por estradas sinuosas) pois ficarão em TREMENDA DESVANTAGEM face aos seus pares que residem ao lado da escola e que não terão o DESGASTE DIÁRIO casa-escola.

Se antes já havia alunos que se levantavam cedo... agora alguns terão de abandonar a cama "a meio do sono"... para  poder estar na paragem do autocarro... IGUALDADE de condições de SUCESSO?  COMO????

Na verdade, o que chamam REESTRURURAÇÃO da REDE não passa da DESTRUIÇÃO da REDE de ESCOLAS.

PIOR... Usar a MENTIRA como argumento é uma VERGONHA.

Os alunos continuam a ser colocados em turmas com mistura de níveis, mesmo nos centros escolares onde pretensamente seriam recolocados para que tivessem integrados em turmas de um só nível.

Simplesmente NÃO é verdade que a REDEFINIÇÃO da REDE implique GARANTIA de TURMAS mais HOMOGÉNEAS...

Na verdade, os CENTOS ESCOLARES criados com a destruição dos estabelecimentos que os alimentaram estão hoje sem alunos que garantam as turmas de um único nível.

OS PAIS ESTÃO A SER ENGANADOS...

Não se faz a redefinição da rede por questões pedagógicas... A REDEFINIÇÃO da REDE está a ser feita a RÉGUA e ESQUADRO... COM BASE EM CRITÉRIOS MERAMENTE NUMÉRICOS (ECONÓMICOS ): até 21 alunos... mantém-se a escola. Menos de 21 alunos, fecha!

Então uma escola com 21 alunos fecha porque pedagogicamente não é aconselhável que a turma tenha 2 níveis?

E se esses DOIS NÍVEIS ocorrem numa turma de um CENTRO ESCOLAR já não é ANTI-PEDAGÓGICO...!???

Por isso, quando se fala de melhores condições de sucesso na aprendizagem... valia a pena seguir os resultados dos alunos que são integrados nos novos espaços e concluir se realmente melhoram ou pioram os seus resultados. É que, mudando de escolas, não há garantia de ter melhores condições de aprendizagem. As turmas estão "superlotadas". Os apoios individualizados tornam-se cada vez mais difíceis... E, com 5 horas lectivas diárias, repartidas entre as disciplinas (com dois ou três níveis na sala de aula) é bem mais complicado de conseguir-se êxito com 26 alunos do que com 16 ou 18 alunos.

E os governantes sabem muito bem disto... Por isso, fizeram nascer o argumento da "melhor socialização" dos centros escolares. Mas o que se pretende afinal: uma melhor socialização ou melhores condições de sucesso escolar?...

Sim!... Outro dos argumentos utilizados é que nos Centros Escolares os alunos têm a oportunidade de conseguir uma "melhor socialização"... e isto, como se nas povoações onde são criados e de onde são originários vivessem como "selvagens"...! Mas será esse o problema dos nossos alunos? A falta de socialização? Será que o handicap dos nossos estudantes (que chegam ao secundário e ao superior) é a falta de socialização...?

E nestes centros escolares terão melhor socialização...? Bom... Até poderá ser verdade... Embora a ocupação do tempos lectivos seja de tal forma que, para além do reduzido  espaço de tempo que medeia entre a chegada à escola o início das aulas e o fim da escola e a partida do autocarro, nenhum tempo lhes restará para o convívio escolar... para a dita "socialização". 

No entanto, e seguramente, a socialização das crianças oriundas do interior será diferente... E, seguramente também, vão aprender com alguns dos novos (e muitos colegas) muitas coisas que os pais e a sociedade bem dispensavam, se não mesmo, censuram e penalizam...

A não ser que o governo tenha chegado à conclusão de que os alunos portugueses têm comportamentos inadequados (quizas, mais próprios da selva) e que tal se deve a um défice de socialização... Por isso, há que colocá-los como a sardinha na canastra... a monte, para se irem habituando aos caixotes que os esperam nos futuros bairros de pobreza a que a má gestão dos nosso políticos condenou o povo português.

publicado por J.Ferreira às 15:30

03 Abril 2014

Hoje foi publicada a notícia do trabalho de investigação dirigido pelo ex-ministro Dr. Justino Cruz, actual presidente do CNE. Se o que ali se diz não nos parece assim tão grave (apesar do alarmismo e da linguagem utilizada!) já a forma tendenciosa como se apresentam os resultados da investigação parece-nos alarmista e falaciosa, chegando mesmo o antigo ministro da Educação, David Justino, a classificar o resultado com uma só palavra: “Desastroso”.

 

É pois de admirar tanta preocupação com dados que apontam para um valor inferior a 5% de reprovações por ano.
Sim. Vejam os resultados e façam uma análise séria, ano a trás de ano da escolaridade dos alunos. Por isso, não se compreende que se faça tamanho alarmismo que para nós, resulta da forma como é apresentada a interpretação dos resultados das estatísticas.
Afinal, analisados a fundo os números, se contarmos com apenas 9 anos de escolaridade obrigatória, os 35% que tiveram uma reprovação... correspondem a menos de 4% que reprovaram em cada ano. Só analisando os resultados a fundo (aqui parecem claramente manipulados para justificar mais recortes na educação!) se pode entender do que se está a falar com seriedade. Vejam bem... E os números falam por si! Se apenas esta percentagem "chumba uma vez" ao longo de toda a escolaridade obrigatória, significa que, em cada ano, repetimos, são menos de 4% os que reprovam em cada ano! Ora, se isto não é motivo de regozijo nem de contentamento, pelo menos, não deveria ser, NUNCA motivo de alarme. Enfim. Cada um tem o direito de ver o copo "meio cheio" ou "meio vazio". Neste caso, o copo está quase cheio. Porém, há quem se centre e teime em ver unicamente a parte vazia. Faz-nos lembrar uma amiga que, tendo uma mancha de 3 cm2 na parede, dizia que a parede estava negra. Claro, os restantes 16 m2 de parede limpa, esses, para ela, não contavam. Ora bolas!

 

Segue o conteúdo da notícia:

 

Um em cada três alunos chumbou uma vez na escola

O "Atlas da Educação" faz o retrato dos dados da escolarização, do sucesso e insucesso escolar por cada concelho do país. Ex-ministro da Educação responsável pelo estudo fala em resultado “desastroso”. Pais apontam o dedo a um modelo ultrapassado

 

Mais de um terço dos estudantes portugueses - cerca de 35% - chumbou, pelo menos, uma vez, ou seja, têm, pelo menos, um ano de atraso em relação à idade de referência. A conclusão é do estudo "Atlas da Educação 2013", que retrata os dados da escolarização, do sucesso e insucesso escolar por cada concelho do país. 

O estudo foi coordenado pelo antigo ministro da Educação David Justino, que classifica o resultado com uma só palavra: “Desastroso”. Na sua perspectiva, Portugal não pode manter estas taxas de retenção e de insucesso, até porque sai muito caro ao país. 

O custo médio dos alunos do básico e secundário é de, pelo menos, quatro mil euros ano. David Justino recomenda uma abordagem eficaz, aplicada logo nos primeiros anos de escola.

O "Atlas da Educação" faz uma análise concelho a concelho a partir dos resultados escolares dos 9º e 12º anos, para estimar até que ponto esses resultados podem estar relacionados com o estatuto sócio-económico. E há surpresas. 

“Vamos encontrar no interior do país escolas e concelhos com níveis de sucesso que não seriam expectáveis e vamos encontrar nas zonas urbanas escolas que não atingem os valores estimados”, revela à Renascença o antigo ministro. 

São dados que permitem agora ter um conhecimento sobre os principais indicadores da educação, para poder intervir no sentido de dar a volta ao insucesso e ao abandono escolar. 

“Estamos numa escola do século passado” 
O presidente da Confederação das Associações de Pais (Confap), Jorge Ascensão, considera um erro insistir num modelo de ensino igual para todos, quando está provado que há capacidades de aprendizagem diferentes. 


“Estamos ainda com uma escola de antes do século passado. Há uma necessidade de rever os recursos que a escola tem, a forma de ensinar, para que se consiga ministrar aquilo que diga alguma coisa aos jovens, de modo a que possam fazer uma aprendizagem produtiva”, defende, em declarações à Renascença

“Se todos estão na escola, é porque todos têm capacidade de aprender. Provavelmente, não têm é todos a mesma capacidade, nem o modelo de ensino serve para todos. É feito para uma mediana e não serve, nem os excelentes nem os que têm uma capacidade de aprendizagem diferente, de um outro tipo de orientação e suporte”, sustenta Jorge Ascensão, para quem não há dúvidas de que insistir neste modelo “tem sido o erro” que nos levou ao actual estado da educação em Portugal. 

“Ou encontramos a resposta que lhes interessa ou vamos continuar a ter esse flagelo de retenção, com custos elevados para todos nós”, avisa. 

O papel da família e do acompanhamento
Segundo o Estudo " Atlas da Educação 2013", realizado pela Universidade Nova de Lisboa, dos 25 municípios que apresentam taxas mais elevadas de abandono escolar Freixo de Espada à Cinta, no distrito de Bragança, encontra-se em quarto lugar. 


A autarquia e o estabelecimento de ensino recusam os dados, alegando que são apenas casos pontuais, mas assumem, por outro lado, o elevado insucesso escolar. 

“O nosso abandono é muito pontual – um caso ou outro de alunos que saíram para o estrangeiro com os pais – mas o insucesso escolar sim, porque a escola não é valorizada pela família”, queixa-se a directora da Escola EB 2,3, Albertina Parra. 

“Já experimentámos todos os horários possíveis, até ao fim-de-semana, mas os pais continuam a não vir à escola e às vezes temos situações em que sentimos que a família desfaz o que o trabalho da escola”, acrescenta. 

Contactados alguns professores, admitem sentir a desmotivação dos alunos e reivindicam uma melhor rede de transportes. Na escola Básica de Freixo existe apenas uma turma de um curso profissional. Entre os alunos as opiniões dividem-se: há quem queira fazer só o 9º ano e começar logo a trabalhar; há quem veja o 12º como meta. 

A Escola EB 2,3 de Freixo de Espada à Cinta tem cerca de 300 alunos e 40 docentes. 

Do outro lado, entre os bons exemplos apontados pelo “Atlas da Educação”, está o concelho de Paços de Ferreira, que regista nos últimos anoas a melhor taxa de combate ao abandono precoce, tendo passado de 7,7% para apenas 12 casos recentes. 

O vereador Paulo Sérgio Barbosa revela que a estratégia seguida começou por perceber porque é que os alunos deixavam a escola. 

“O executivo percebe que há um grande abandono e começa a pedir às escolas para indicarem os alunos que estavam em situação de abandono e começou a fazer um trabalho junto dessas crianças para as trazer de novo à escola. Com a Comissão de Protecção de Menores, continuamos a fazer o acompanhamento destas situações e a evolução é muito positiva”, conclui o autarca. 

O “Atlas da Educação 2013” é apresentado esta tarde.

 

 

publicado por J.Ferreira às 21:44

28 Março 2014

A notícia do Público - que podem ler aqui - é algo que para ós vem com mais de 20 anos de atraso. De facto, há mais de duas décadas que clamamos pela necessidade dos governantes mudarem de políticas relativamente a medidas de protecção da família ou a população portuguesa corria o risco de não ter capacidade de repor o necessário crescimento da natalidade. Na altua - e falamos de 1992! - havia quem nos considerasse como "pessimista" ou até "louco", "miserabilista", derrotista... e outros epítetos. Hoje, os mesmos que outrora nos classificabvam dessa forma, reconhecem que o tal pessimismo não passava de realismo antecipado.

Outros chamam a esta capacidade a de "visionário". Não. Não temos visões! Simplesmente, aprendemos matemática. E a matemática, é uma ciencia exacta. E, se a matemática é ajudada pela capacidade de dedução, então ainda mais fácil se torna prever. O que estranhamos é que os nossos governantes não tenham essa capacidade e estejam a governar não para o futuro mas para o passado.

Ora, bastava ser um cidadão minimamente atento para perceber o que se ia passandoà nossa volta. Bastava olhar a nossa envolvência social para constatar que, muitos casais (com pais ainda relativamente jovens) ou optavam por não ter filhos ou se decidiam por ter apenas um filho para, rapidamente, nos darmos conta do futuro que se avizinhava. Ora, não seria necessário passar muitos anos (uns 30 anos chegavam para que esses mesmos casais atingissem a idade da reforma!)  para vermos as consequências da diminuição da natalidade. 

Na altura, era fácil de pever o que hoje se está a passar. É que, em poucos anos, esses filhos (em reduzido número, como se referiu) seriam os únicos integrados na população activa mas com a responsabilidade de suportar a reforma dos seus dois progenitores (o que implicaria altos descontos de altos salários para que fosse possível um só elemento no activo pagar a pensão de três reformados: dois progenitores e ainda um outro reformado que não chegou a ter descendência e que, obviamente, porque tendo feito os seus descontos, teria a expectativa legítima de receber também uma reforma.

 

Hoje, o problema agrava-se severamente com a "fuga" obrigatória - e até aconselhada pelos nossos (des)governantes - da maioria dos jovens em idade de "procriar". Com esta realidade a atacar agrava-se imenso a fatalidade que nos espera: chegar à idade da reforma e... ter inveja de Sócrates (filósofo). Talvez seja melhor beber "cicuta" que viver na desgraça da fome.

 

"Se os portugueses não começarem a ter mais bebés e não regressarem a um saldo migratório positivo, Portugal perderá 4,1 milhões de habitantes em 46 anos. Sociedade terá de se reorganizar, alerta socióloga. É preciso "fazer regressar os emigrantes”, reforça Pedro Lomba."

Se não conseguir aumentar a natalidade e os saldos migratórios se mantiverem negativos, Portugal poderá chegar a 2060 reduzido a apenas 6,3 milhões de habitantes. Sem surpresas, as projecções que o Instituto Nacional de Estatística divulgou nesta sexta-feira apontam para um fortíssimo envelhecimento demográfico, com o actual índice de 131 idosos por cada 100 jovens a aumentar para os 464 idosos por 100 jovens.
O recuo dos actuais 10,5 milhões para os 6,3 milhões é o mais pessimista dos cenários projectados pelo INE. Numa projecção mais moderadamente optimista, aquele instituto admite que Portugal possa chegar a 2060 reduzido a apenas 8,6 milhões de habitantes, sendo que, neste caso, passaria a haver 307 idosos por cada 100 jovens. Mas tal pressuporia que, nos próximos 46 anos, assistíssemos a uma recuperação da natalidade, com o número médio de filhos por mulher em idade fértil (ISF) a subir dos 1,28 registados em 2012 para os 1,55. Quanto à mortalidade, o INE admite neste mesmo cenário o aumento da esperança de vida à nascença para os 84,21 anos (no caso dos homens) e 89,88 anos (mulheres). Este cenário central mostra-se ainda optimista quanto às migrações. Admite que o saldo negativo que Portugal regista desde 2010 – com mais gente a sair do país do que a entrar – regresse aos valores positivos, já a partir de 2020.
Com pressupostos mais pessimistas, isto é, se a natalidade se mantiver nos níveis actuais e o saldo migratório permanecer negativo, Portugal dobraria então 2060 com apenas 6,3 milhões. Seja como for, o envelhecimento populacional é o denominador comum a qualquer um dos cenários. O que torna evidente, para a socióloga Maria João Valente Rosa, a necessidade de o país se sentar a repensar o seu modelo de organização social. “O modo como nos organizamos enquanto sociedade foi pensado e funcionou num perfil populacional diferente, muito mais jovem, do que o actual e do que o que teremos no futuro”. E, porque o envelhecimento populacional é inelutável, em Portugal como no resto da Europa, ceder à tentação de “amplificar o que temos no presente para o futuro” também não será o caminho mais acertado”, segundo aquela investigadora. Porquê? “Desde logo porque os idosos que vamos ter em 2060 não vão ser iguais aos de hoje: vão ser mais qualificados e mais próximos das novas tecnologias”.
Assim, a inversão da pirâmide etária, tornou desde já anacrónico que a idade, em detrimento do mérito, continue a ser “um marcador social importantíssimo na definição do valor dos indivíduos”, isto é, “numa sociedade muito baseada na força do mercado de trabalho, na força física, fazia algum sentido que o valor das pessoas fosse medido em função da idade”; hoje, porém, “numa sociedade sustentada no conhecimento, isso deixou de fazer sentido, porque o conhecimento, ao contrário da força, não tem barreiras de idade”.
Adiamento da idade da reforma é mero “paliativo”
Não se pense, porém, que a resposta ao problema do envelhecimento está no adiamento da idade da reforma. “Isso não passa de um paliativo, mas o paliativo não cura, o que é preciso é ir ao fundo da questão, sob pena de estarmos constantemente a ter de discutir novos adiamentos da idade da reforma”, alerta a socióloga. Que preconiza, isso sim, toda uma reformatação do modelo de organização social que estabelece três fases distintas, estanques e balizadas pela idade, no ciclo de vida de cada um: formação, trabalho e reforma. “Por que é que a formação, essencial em todas as etapas da vida, só é admitida no início? Por que razão o trabalho não pode ser menos intenso, na fase central das nossas vidas, em que pode haver filhos pequenos, e prolongar-se até mais tarde?”, sugere Maria João Valente Rosa.  (In Público 28/03/2014)

 

 

publicado por J.Ferreira às 22:52

21 Março 2014

O QUE AQUI SE COLOCA ESTÁ DISSEMINADO PELA REDE. POR QUE MOTIVO NINGUÉM FALA DISTO?

 

Caso tenham dúvidas é só consultarem a Resolução da Assembleia da República n.º 138/2012 (D.R., 1.ª Série, n.º 222, de 16/11/2012) relativamente ao Orçamento da Assembleia da República para 2013 e a Resolução da Assembleia da República n.º 152/2013 (D.R., 1.ª Série, n.º 226, de 21/11/2013, relativo ao Orçamento da Assembleia da República para 2014.

 

Ninguém na Assembleia da República, da direita à extrema esquerda, contestou. É ou não possível haver unanimidade? É sim, senhor: foram eles os beneficiários! A notícia é verdadeira e vem no Diário da República. Em situações limites, há unanimidade. Ai não?!

 

O orçamento para o funcionamento da Assembleia da República foi já aprovado em 25 de Outubro passado, fomos ver e notámos logo, contudo já sem surpresa, que as despesas e os vencimentos previstos com os deputados e demais pessoal aumentam para 2014.

 

Mais uma vez, como é já conhecido e sabido, a Assembleia da República dá o mau exemplo do despesismo público e, pelos vistos, não tem emenda.

 

Em relação ao ano em curso de 2013, o Orçamento para o funcionamento da Assembleia da República para 2014 prevê um aumento global de 4,99% nos vencimentos dos deputados, passando estes de 9.803.084 ? para 10.293.000,00 ?.

 

Mais estranho ainda é a verba relativa aos subsídios de férias de natal que, relativamente ao orçamento para o ano de 2013, beneficia de um aumento de 91,8%, passando, portanto, de 1.017.270,00 ? no orçamento relativo a 2013 para 1.951.376,00 ? no orçamento para 2014 (são 934.106,00 ? a mais em relação ao ano anterior!).

 

Este brutal aumento não tem mesmo qualquer explicação racional, ainda assim fomos consultar a respetiva legislação para ver a sua fórmula de cálculo e não vimos nenhuma alteração legal desde o ano de 2004, pelo que não conseguimos mesmo saber as causa e explicação para tanto..

 

Basta ir ao respetivo documento do orçamento da Assembleia da República para 2014 e, no capítulo das despesas, tomar atenção à rubrica 01.01.14, está lá para se ver.

 

Já as despesas totais com remunerações certas e permanentes com a totalidade do pessoal, ou seja, os deputados, assistentes, secretárias e demais assessores, ao serviço da Assembléia da República aumentam 5,4%, somando o total ? 44.484.054.

 

Os partidos políticos também vão receber em 2014 a título de subvenção política e para campanhas eleitorais o montante de ? 18.261.459.

 

Os grupos parlamentares ainda recebem uma subvenção própria de 880.081,00 ?, sendo a subvenção só para despesas de telefone e telemóveis a quantia de 200.945,00 ?.

 

É ver e espantar!

 

 

 

publicado por J.Ferreira às 15:30

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