Até que o Teclado se Rompa!
"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." (Martin Luther King)

31 Maio 2012

Caríssimos leitores.

Raramente nos colocamos a dissertar sobre assuntos de ordem económica. De facto, não tendo formação aprofundada nesta área, temos consciência de que, quando se fala de economianão é necessário ser-se licenciado para entender se o caminhho que trilhamos conduz ao equilíbrio financeiro das nossas contas ou ao abismo. Quantos portugueses são sistematicamente chamados a gerir o seu (parco!) Orçamento Familiar sem que tenham qualquer formação na área da economia? E, na sua grande mairoria, estes "mini-gestores" facilmente percebem até onde podem ir, percebem se o caminho das finanças familiares está a conduzir a família para a desgraça (com um endividamento que os impedirá ter condições para "chegar ao fim do mês") ou para a prosperidade (levando a fazer crescer o bolo dos dinheiros aforrados em tempos de vacas gordas para gastar no tempo de vacas magras). O equilíbrio orçamental das famílias é fundamental. Sem ele, qualquer país afunda-se. Tal como dizia uma professora universitária, a economia de um país depende da economia das famílias. Logo, um Estado que conduz as famílias à miséria, é um Estado condenado ao Abismo. 

De facto, com as famílias a verem os seus endimentos baixarem substancialmente (fruto do desemprego ou da redução salarial) vir colocar agora as SCUT's a pagar, apenas ajuda a afundar ainda mais as famílias. Ao penalizar a circulação de pessoas e de bens, lá se vai a fluidez comercial tão necessária à recuperação económica.

Se analisarmos as estruturas rodoviárias, depressa concluiremos que, excluindo as auto-estradas e as SCUT's, Portugal tem uma rede viária atrofiadora para qualquer actividade económica: não há alternativa às mega-estruturas  rodoviárias! As estradas nacionais são terceiro-mundistas. Assim, ou as empresas faziam repercutir o custo de transporte dos produtos (combustível a preços proibitivos, portagens caríssimas,... ) nos preços dos produtos, ou rebaixzam os salários ou então que se preparem para acumular prejuízos (incomportáveis para a sanidade das suas contas!) começando a trilhar o camiho mais rápido para a falência. A actividade económica tem um jugo pesadíssimo que se traduz nos custos de mobilidade de pessoas e mercadorias incomportável para uma sociedade moderna em que a competitividade é a arma principal. Estamos num país em que, para se deslocar 20 kms se necessita de uma hora. Alguns exemplos para ilustrar:

No percurso entre Braga e Guimarães (cerca de 20 kms), cumprindo as regras de trânsito (limites de velocidade, linhas contínuas...), é quase impossível fazer-se uma ultrapassagem (linhas contínuas). As paragens situam-se na via pública. As filas são intermináveis... E em hora de ponta... já nem se fala!

No percurso entre Braga e Vila verde (apenas 11 kms!), pela estrada nacional, é quase impossível fazer-se em menos de 30 minutos! Algumas das paragens dos TUB (todas na via pública e com agente único que tem de cobrar bilhetes!) são intervaladas, por vezes,  com menos de 200 metros (como se andar um pouco a pé fosse quase um crime, já que no meu tempo de estudante, percorria quase 1 km para apanhar uma autocarro!).

Enfim. Muitos outros poderiam ser aqui colocados... Desafio-vos a que o façam, redigindo um comentário...!

 

Pergunta-se: Para quando uma lei de TOLERÂNCIA ZERO" às paragens na via pública? Será que ninguém do Governo (Ministério dos Transportes), das Câmaras Municipais ou das Juntas de Freguesia é capaz de levar uma medida destas adiante?. Já pensaram o quanto permitiraia fluir o trânsito nas estradas nacionais!?

 

 

Com esta filosofia instalada, e com uma rede de transporte púbico ineficaz, quer nos horários quer no tempo dos percursos!) somos obrigados a usar viatura própria. Porém, muitas vezes o desespero se apodera dos automobilistas que, colocados detrás de um camião em marcha lenta ou de um autocarro que arranca e pára (sempre com linha contínua entre paragens!). Os riscos de acidente aumentam. É o arranca e pára consecutivo. Nenhum comerciante pode sobreviver...

 

De facto, se todos os cidadãos (ainda que fosse apenas durante uma semana) passassem a utilizar as estradas nacionais ( e exclusivamente as nacionais!) o país parava. Espanha pensava em colocar a pagar as "autovias" mas... eles sabem que tral medida apenas serviria apra prejudicar ainda mais a economia, dificultando as deslocações quer de quer apra outras comunidades da Europa. Assim, uma tal medida, em vez de ajudar a desenvolver, incrementar e fluir a actividade económica iria seguramente atrofiar todo o processo produtivo. Aliás, é geral a sensação de revolta face à introdução de portagens por todo o lado e ao sistema absurdo de pagamento (o tal aparelho que é necessário ter nos carros ou então é um emaranhado de problemas e perda de tempo para poder pagar!)  traduzindo-se no desinteresse generalizado em viajar a Portugal por parte das gentes das comunidades fronteiriças de Espanha que, quer de fim-de-semana quer durante a semana frequentemente viajavam a Portugal, incrementando a entrada de divisas no nosso país). O que estamos a fazer com estas portagens é um remendo às parcerias incrívelmente ruinosas que os (des)governantes fizeram com os privados. Foram os socialistas populistas (como António Guterres) que andaram a enganar o povo prometendo-lhes um paraíso cor de rosa, criando as SCUT's (coo se o dinheiro nascesse e caísse das nuvens!). Estas parecerias foram um esbanjar de dinheiros públicos que só poderiam conduzir ao descalabro económico. A fúria de engordar as empressas privadas que fizeram um "negócio da china" com o Estado Socialista, está à vista. Os portugueses que paguem a factura. Enfim... "É "bem feito" para os Zé-Pacóvio's pois foram eles que elegeram tais (des)governantes e não os demais cidadãos europeus!

 

As políticas levadas a cabo pelos políticos que nos (des)governaram na última década permitia-nos facilmente prognosticar que seríamos como o Titanic e que o nosso destino seria uma fatalidade. Eles prometeram... alertaram para o que iriam fazer mas poucos quiseram perceber o que os governantes tinham bem registado no seu subconsciente. O país estava em festa... O povo, "embriagado" com discursos de bem-falantes, ignorou os avisos. E, iniciada a tarefa de afundar o país, não tendo conseguido alcançar os seus objectivos, usou todos os meios para qu4e fosse reconduzido (ainda que apenas por alguns anos!) para "concluir o seu trabalho": afundar o navio.

De facto, em 2009 José Sócrates tinha-se equivocado. Sim. O seu (des)governo não tinha (ainda) sido "A Tempestade Perfeita". Nesta o comandante do barco afronta uma tempestade (como um tsunami!!). E, decidido a rumar ao Cabo Flemish" um dos intervenientes ironicamente sugere "Why not Portugal!"... Assim, quando em 2009 conclui a sua primeira legislatura, ainda não tinha atingido os seus objectivo: afundar o país. Por isso, voltou. Durante os dois anos de legislatura que se seguiram, Portugal deu um passo de gigante para o abismo! O trabalhinho estava feito. Chegara a hora de "passar-se ao... estrangeiro" (compreenda-se, pois não queremos ser grosseiros!). E foi "estudar" para Paris. Para a Surbonne, para aprender filosofia ou talvez para aprender a “surbonnar” melhor (qualquer semelhança com "subornar" é pura coincidência!). E aqui chegamos. Com a mudança de governo, alguns de nós esperavam um rumo inverso face ao destino anunciado: abismo. Mas não. As famílias continuaram a ser "sovadas"... Entram-nos (legalmente, sempre, é claro!) no bolso a toda a hora. Lembram-se da taxa da televisão que era paga na energia eléctrica... lembram-se!? Pois bem. Os míseros 400$00 (actualmente 2 euros) foram substituídos por centenas de euros pagos na actual factura de energia... Custos independentemente do operador (porque correspondem a compromissos que os socialistas fizeram com empresas e cujos custos imputou ao orçamento das famílias! Isto sim... é socialismo. E com uma demagogia populista se consegue o voto de uma maioria popular que, independentemente de contribuir para o orçamento ou não, tem direito a voto e os coloca onde querem: no governo. Com esta taxas inventadas por Sócrates e seus (des)governantes, o dinheiro para essas empresas deixou de sair das arcas do Estado, e como tal, os socialistas não tiveram de passar pelo enxovalhamento público se aumentassem ainda mais os impostos (como o IVA que tanto criticaram a Barroso por o ter passado de 19% para 21% em 2003 mas que em 2005, imediatamente depois de chegar ao poder o aumentaram para 23%). E já nem queremos falar do assalto ou desfalque para as arcas públicas dos "negócios da china" efectuados pelos privados naquilo a que chamaram "Parceria Público-Privadas".

Já quase nada resta ao Estado. E quando em Espanha se defende cada vez mais um banco público como a forma de segurar a economia, em Portugal fala-se de privatizar a Caixa Geral de Depósitos (é claro, primeiro a menos de 50%... Depois, mais um ou 2% para tapar um buraco e lá se vai o Banca Pública portuguesa a preço de saldo para a mão dos privados, conscientes de que só estarão para e receber altos salários e benefícios em tempos de vacas gordas para se porem na alheta (como em Espanha) com altas indemnizações quando chegarem as falências bancárias obrigando os cidadãos a suportarem com impostos a injecção de dinheiros públicos na banca privada... É incrível esta Europa. O nosso país poderia caminhar com passos de tartaruga (devagar, devagarinho!) rumo a uma desejada recuperação. Porém, com as medidas atrofiadoras dos orçamentos das famílias (um autêntico "assalto legal" à bolsa dos cidadãos!) em que se transformou a fuga dos governantes, Portugal continuará a sua marcha lenta a caminho do abismo. Prova disso é o que por Espanha chamam de "prima de riesgo" (valor do excedente a pagar pelos juros dos empréstimos comparativamente com o que é conseguido pela Alemanha nos mesmos mercados financeiros internacionais!). Se analisarmos os dados publicados hoje, constatamos que continuamos a Bom Caminho... O abismo (a que chegou a Grécia) está mesmo ao fim da linha... Ou seja, ali mesmo ao virar da esquina!

publicado por J.Ferreira às 08:18

10 Maio 2012

Vejam ao minuto 9:20 o que se afirma. E isto não pode ser falso. É uma reportagem baseada em documentos...

A energia aumentou 500% ...? Com os Socialistas no Governo?

Buracos e mais buracos criados pelos socialistas... Não posso crer! Barragens... Auto-estradas, SCUT's (Sem Custos para o Utilizador???... Como? SCUT's... uma sigla tão falsa como a da tolerância Zero (quando na verdade é INTOLERÂNCIA TOTAL: passas 1 km do limite, e Zás! Pagas e não bufas!) tudo é para afundar os portugueses... escravizar os cidadãos de hoje e hipotecou os nossos filhos e netos... Não é pensável...

Será que o Zé-Pacóvio vai ter BOA MEMÓRIA destes incompetentes demagógicos cada vez que, nos próximos tempos, for chamado a votar?

 

 

Portugal nada se aproveita... E não é só a Educação...

 

Tudo tem explicação. Os argumentos parecem sempre válidos... Mas, valem o que valem, quando pronunciados por políticos...

Enfim. Quando a decisão é tomada por políticos incompetentes... que poderemos esperar? Chagam ao lugar por eleição... nunca na sequência de provas dades de competência nas matérias para que são eleitos ou nomeados!

 

José Sócrates toma a decisão de construir barragens contra a posição oficial do Partido Socialista defendida pouco tempo antes (claro, quando estava na oposição!).

Nesta "República da Mentira" o que temos afinal? Democracia ou Partidocracia? Enquanto tivermos políticos a decidir destinos do país... estamos fritos.

 

Pergunta retórica de Sócrates:

Que significa construir uma barragem no nosso país!  Ora, Portugal não produz electricidade a partir de petróleo!

Então, porque é que Sócrates (o engenheiro) usou a mentira (repetidamente) para enganar o povo... mas isso0pouco importa. Sócrates (e o seu governo) mentiu sobre a competência e profissionalidade dos professores. Mandou avaliar (de forma incrivelmente injusta!) os professores... Fechou escolas...  urgências...  maternidades... hospitais...  E, com um simples gesto de engenheiro (assinatura) Sócrates criou o Plano Nacional de Barragens, permitiu que fossem assinada a construção de 8 barragens...?

Lá foi a Educação... Lá foi a Saúde... Lá se vai o ambiente...

 

Ao privado, só interessa o que dá lucro... Por isso, duas barragens não interessaram a nenhuma empresa (veja-se logo após o minuto 7:00)...!

 

Claro. Se não são de lucro fácil, só com parcerias público-privadas é que os privados aceitam "mamar" na teta da nação (leia-se no bolso do Zé-Pacóvio!

 

 

José Sócrates recuperou o projecto (novas barragens serão parcerias e o governo 623.000.000 €.

Concessões entre 65 e 75 anos! Sócrates hipotecou o futuro... Quando faremos o mesmo que a Islândia...?

 

Enquanto o país vai a saque pelos políticos, nós, os Zés-Pacóvios continuaremos a ver o Estado a assaltar-nos (legalmente, e como tal, sem poder colocá-lo no banco dos réus) todos os dias os nossos bolsos.

E pagamos... pagamos... pagamos.

Mas, calam. Não fiquem com complexo de perseguição... Pagamos nós, mas não só nós nem exclusivamente por nós! na realidade, pagamos por nós e pelos bois (não os boys!), e pelas vacas, e pelos porcos... (que também têm no curral ou na pocilga, um contador de energia!)

 

Mas... tudo bem. O povo é sereno!

publicado por J.Ferreira às 16:21

08 Março 2012

 

Voltei... Depois de um período de pausa para dar tempo a quem precisa de tempo, estamos de volta...

E não trazemos boas notícias... Antes pelo contrário...

É pois com indignação que voltamos a escrever sobre Portugal... Sim. Sobre este os problemas que este país tem de enfrentar pela incompetência de quem nos governa.

Continuamos mais ou menos na mesma... Mudam-se os consortes mas mantêm-se as sortes.

Este é um problema que deveria fazer reflectir muitos dos portugueses. Aliás, cremos que deveria preocupar a todos e não apenas aos professores.

Quem responde pelas atrocidades financeiras que afundaram o país?

 

Vejamos o excerto da notícia (extraída do Correio da Manhã)

 

Sabemos que a escola era já um edifício de valor. Mas que a renovação chegue a custar um valor 447% superior ao estimado inicialmente (sim... viu bem! E pode conferir na notícia de que não temos motivo para duvidar!) é que é inadmissível.

Nenhum cidadão pode dar-se ao luxo de projectar uma obra em casa que passe para além do previsto.

E se passa, pagará do seu bolso.

No entanto, que se faça esta aberração com os dinheiros públicos, é inadmissível. É incompetência... É um crime que hipoteca o futuro dos portugueses que acabam de nascer... E a isso ninguém tem direito!

Infelizmente, neste nosso tipo de estado, vale tudo. Pode-se mentir ao povo para conseguir chegar ao poleiro... e depois arruinar o país fazendo o contrário do que se propunha na campanha eleitoral... Nada lhes acontece. Continuam no seu lugar. Porém, se qualquer cidadão ou empresa se compromete com algo, tem de o cumprir ou então vai responder pelos actos praticados. Infelizmente, nesta democracia, depois de se ter sido eleito, vale tudo. Ora, para nós, este não é um estado de direito. Antes, é um estado libertino" onde os governantes fazem o que lhes dá na gana, sem que sejam chamados a responder pela situação a que conduzem o país. Por isso, ao estado em que vivemos posso chamar-lhe partidocracia, ou  libertinocracia, mas democracia é que não.

 

Se fosse uma democracia, aqueles que conduziram o destino do barco (país) ao abismo seriam responsabilizados. Ora, mesmo que sejam um bando de incompetentes, nunca serão julgados para se averiguar da sua negligência ou cumplicidade na situação ruinosa a que conduziram o país. Sem uma verdadeira justiça que trate por igual, responsabilizando por igual todos os cidadãos (incluindo os políticos tal como os administradores das empresas) continuaremos a ter incompetentes a querer assumir os destinos do barco... Enchem os seus bolsos (e dos seus amigos, e dos amigos dos seus amigos, e... ) e nada lhes acontece. Ainda se ficam a rir... E vão passar o resto dos seus dias para um qualquer paraíso (seja em África ou na Europa, em Cabo Verde ou em Paris) sem que nada se lhes aconteça...

 

Caríssimos!

Não se esqueçam que, foram senhores do mesmo calibre dos governantes que tivemos (e que nos deixaram às portas do abismo) que arruinaram a Grécia... E o povo que aguente...

 

Perante a notícia que acima colocamos parte, será que ainda restam dúvidas sobre quem foram os responsáveis do lamentável estado a que chegamos? Alguém terá ainda dúvidas sobre os motivos pelos quais somos um país falido...? Um país à deriva, sem rumo, sem Norte?

 

Enfim... Apenas mais um desabafo:

Ah se Sócrates (o filósofo) despertasse... Morreria de ataque cardíaco.

 

 

Segue transcrição do texto da notícia

 

Educação: Associação de Directores contra gastos excessivos
“Há escolas que são autênticos palácios”

"Há escolas remodeladas pela Parque Escolar que são autênticos palácios e nem sequer se enquadram no meio envolvente, parece que foram feitas no Qatar ou no Kuwait". Quem o diz é Adalmiro Fonseca, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, que não poupa críticas aos gastos excessivos do programa de modernização de escolas secundárias lançado em 2007 pelo governo de José Sócrates.

O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, revelou anteontem no Parlamento dados de uma auditoria das Finanças à Parque Escolar, que apontam para um aumento dos gastos em 447 por cento face ao estimado inicialmente pela empresa. O uso de materiais caros, como mármores, a instalação de sistemas de ar condicionado demasiado onerosos e até a compra de candeeiros desenhados por Siza Vieira são alguns exemplos de despesas consideradas inadequadas.

"Utilizaram os materiais mais caros e modernos, num verdadeiro atentado à situação do País. Um alto representante do anterior Governo dizia-me que, com o dinheiro que veio para o Norte, remodelava todas as escolas da região", sublinha Adalmiro Fonseca, questionando: "Por que motivo as obras foram entregues sem o Tribunal de Contas ser ouvido? Os arquitectos não ganharão mais quanto maior for o volume da obra?".

O também director da Escola Secundária de Oliveira do Douro (V. N. Gaia) garante que "nas escolas remodeladas deitou-se fora muita coisa que servia". "Tenho aproveitado para a minha escola muitos estores, cadeiras e mesas que vamos lá buscar", diz. O Ministério da Educação e Ciência continua sem disponibilizar a auditoria das Finanças a que o ministro aludiu.


publicado por J.Ferreira às 16:59

16 Outubro 2011

O povo português tem direito a pedir que seja feita justiça.

Que se julgue, imediata e prioritariamente, os criminosos que foram pagos a peso de ouro para assinar contratos que arruinaram o Estado.

O povo não quer nem tem que pagar, a ruina da economia e do Estado que é da responsabildiade de apenas alguns...

Um julgamento rápido, célere, é o mínimo que se pode exigir...

 

É claro que o país chegou a um ponto que exige medidas drásticas...

Agora, depois de 120 dias apenas, já todos podem ver que as palavras de quem "está de fora" acabam por ser traídas e desditas logo que se chega ao poder e se constata que estamos metidos já no abismo...

 

A prova de que vale a pena mentir na campanha é que o povo só vota em quem mente...
Quem diz (ou tenta dizer) a verdade (como foi o caso de Manuela Ferreira Leite em 2009!) simplesmente não chega ao governo!

Passos coelho disse:

"Nós temos uma noção de como as coisas estão..."

Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal (...) seria canalizada para os impostos sobre o consumo e nãop sobre o rendimento das pessoas...
Afinal, como podem dizer que não incide sobre o trabalho se o 13º mês corresponde ao pagamento dos dias úteis de trabalho acumuladas ao longo do ano? Sim... Na verdade, todos os meses apenas nos são pagos 20 dias de trabalho, isto é, 4 semanas. Ora, há meses com 23 dias úteis e apenas nos pagam 4 semanas (20 dias de trabalho, isto é, 4 X 5 dias!). Antes de se receber o salário mensal, os trabalhadores recebiam por semana ou quinzena e como tal, recebiam todos os dias que trabalhavam... havia, obviamente, meses com 4 semanas, com 4 semanas e meia e até com 5 semanas de trabalho. E recebiam todos os dias que trabalhavam... Hoje, apenas recebemos 20 dias por mês e o 13º mês era o pagamento dos dias extra que ficavam sem cobrar ao longo do ano!
Como é possível "roubar" dias de efectivo trabalho?
Que aumentem o IVA para o valor que queiram e todos c¡pagam... pagará quem mais consome... Mas sobre o trabalho? De todos? Incrível! É ridículo!

publicado por J.Ferreira às 23:29

04 Outubro 2011

Bem gostaríamos de, neste momento, voltar aqui para escrever crónicas diferentes... Mas as notícias não nos deixam margem para mais...

Mas, os professores não nos deixam a possibilidade de outra. Cada grupo profissional tem o que merece. E um grupo desunido, só pode merecer quem o desuna ainda mais...

Durante anos e anos, cerca de 7 anos (isto é, desde que os socialistas chegaram ao poder!) os professores estiveram a recuperar da pancadaria que lhes foi ministrada por uma Ministra do açoite e do insulto.

Depois de adormecidos durante este tempo todo, anestesiados durante a (des)governação socialista, os professores depertam agora para exigir a dignidade perdida.

Agora já é tarde... Ainda que digam que mais vale tarde do que nunca, a verdade é que despertaram muito tarde. Ou talvez não... Quem sabe, gostarão de ver os que destruiram a dignidade a voltar às cadeiras do poder. A ser e ser amordaçados, espezinhados, que sejamos pela esquerda. A direitra fica a rir-se... Destuiram a economia do país e ficamos impávidos e seremnos vendo o que nos faziam...

Agora, parece-nos demasiado tarde para tocar a reunir... Enfim... O que constatamos com imensa tristeza é que despertamos demasiado tarde... o país está a caminho do abismo há muits anos mas esperamops o D. Sebastião para que nada nos acontecesse... O perigo já não vinha de Espanha...

Logo, apenas ficamos com o pesar de que, sendo uma classe profissional que deveria serr das mais activas e esclarecidas, despertaram demasiado tarde...

Mas compreende-se. Com o PS na oposição, não faltará apoio político da esquerda para a manifestação todos os meses, todas as semanas, ou todos os dias... Mais não seja, para recuperar o poder e conseguir, de facto, acabar o trabalho que começaram em 1995 e levaram até 2002, e que continuaram desde 2005 a 2011: cumprir a promessa de Sócrates: afundar o país.

publicado por J.Ferreira às 22:55

20 Janeiro 2011

Eu acuso !  (J’ACUSE !)

 

Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (« Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice..) Émile Zola

 

Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes.  

 

Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que... estudar!).

A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.

O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.

Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática.

No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove!" Reprovar só atrapalha!”. "Não dê provas difíceis!" pois devemos respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “uma prova não prova nada”! Deixe o aluno “construir sozinho o seu percurso e o seu conhecimento.” Um aluno é um cliente e não existe para ser avalado. Pensando bem... “É o aluno que deve avaliar o professor!”. Afinal de contas, é ele que paga o nosso salário!...

 

E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”... por isso, "temos que mudar tudo isso que está aí’ porque “mais importante que ter conhecimento é ser crítico.”

É claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno–cliente...

Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”.

Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.

Ao assassino, correctamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:

EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;

EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos”e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;

EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correcto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;

EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranquilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;

EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, frequentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;

EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;

EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;

EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;

EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;

EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;

EU ACUSO os “cabeça – boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito, EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;

EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de copiar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos copiarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.

EU ACUSO veementemente os directores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que copiam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;

EU ACUSO os directores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é directamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;

Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos-clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia.

Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.

 

A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto:

“Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema.

Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci.

Portanto, você pode ser o próximo.” Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas.

A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adoptar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.

 

Por: Igor Pantuzza Wildmann - Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário.

 

Nota Final: Texto recebido por email. Sublinhado nosso.

 

publicado por J.Ferreira às 09:42

15 Novembro 2010

A cada dia que passa mais nos damos conta de que Portugal não só não evoluiu como, pior do que isso, caminha para o passado copiando os modelos que nos levaram a ser dos povos da Europa aquele que menos progrediu.

Se atentarmos nas palavras de Guerra Junqueiro, depressa nos damos conta de que há mais de um século já os Portugal sofria de um grave problema. Nem os mais inteligentes e excelentes Ministros da Educação conseguiram dar a volta a esta questão porque, de facto, sendo provenientes do povo, eles são também pão feito com a mesma farinha... Logo,

A greve geral está aí a bater à porta. Caminhamos para o abismo. O comodismo está a retirar cada vez mais o lugar ao comunismo. Cada um apenas pensa em satisfazer o seu umbigo. Dizem por aí, sem pejo nem vergonha: "Para quê fazer eu greve se, com as lutas dos demais, vou conseguir obter o mesmo resultado? Ou melhor, ficarei ainda a ganhar pois ficarei com mais dinheiro na minha conta bancária ao fim do mês... Sim, focarei ainda com mais dinheiro do que esses pacóvios, estúpidos, imbecis que decidem fazer greve quando eu, sem nada perder (e fico bem com o poder!) acabo por  beneficiardo mesmo. E se nada houver, pelo menos fico a ganhar porque nada perdi. Por isso,  quem faz greve tem de ser ou idealista ou muito estúpido, não há dúvida...

Afinal, em que se baseia esta mentalidade? Simples. Àqueles que fazem greve ser-lhes-á descontado um dia de salário. Aos que foram trabalhar, ser-lhes-á processado o dia normal de salário. Porém, se benefícios houver da greve, todos ficam a ganhar. Aliás, e de acordo om a mesma filosofia (ou modo de estar na vida) os que não fazem greve, ficam a ganhar duplamente... Isto sucede porque num Estado que se diz democrático, os que nada lutam podem beneficiar das conquistas dos que lutam. Se tal não fosse "democrático", veríamos quantos se acobardariam e compareceriam no local de trabalho sabendo que depois, ficariam a perder os benefícios alcançados com as lutas justas.

 

Há, de facto, muito a mudar na sociedade. Isto é um princípio injusto pois quem não vai à luta é porque sente que está bem como está. Logo, nunca deveria participar dos benefícios da mesma. Esta filosofia de aplicar a todos os resultados das conquistas obtidas com perdas de salário de apenas alguns é uma falsa atitude democrática. Quem está contente deveria ficar com o que ganha. É porque, de facto, considera que nada faz para merecer mais do que aquilo que lhe dão. Pretender beneficiar das lutas, do esforço dos outros, para além do mais,  é uma atitude desonesta própria de parasitas.

 

Ora, é com esta mentalidade tacanha que, infeliz e tristemente temos de saber viver. Sem dúvida que Guerra Junqueiro tinha razão, há já mais de um século. Somos um povo que "nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas".

Já em 1896, Junqueiro escrevia assim sobre o povo português:

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas;

Um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai;

Um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta (...)

 

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta ate à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados (?) na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro (...)

Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do país, e exercido ao acaso da herança, pelo primeiro que sai dum ventre - como da roda duma lotaria.

 

A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas; Dois partidos (...), sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes (...) vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se amalgamando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar (...)"

 

Guerra Junqueiro, in "Pátria", escrito em 1896

publicado por J.Ferreira às 23:13

02 Novembro 2010

Portugal tem um governo que não sabe fazer mais nada senão prometer e nunca cumprir.

Sócrates e os socialistas que nos (des)governaram durante quase 15 anos, prometeram tudo!

Prometeram um mundo de sonho mas os portugueses despertaram com um pesadelo:  o pesadelo do Buraco das Contas Públicas (BCP).

Pode agora prometer "mundos e fundos" que já poucos acreditam nele. Ele prometeu Aeroportos e TGV's... prometeu melhor saúde, melhor educação, melhor segurança social, melhores reformas, melhor estado social... melhor tudo...  Mas nada cumpriu. E despertamos, de um dia para o outro com a realidade, nua e crua das contas públicas. Buracos e mais buracos... E os Gestores Públicos levam a maior fatia.  É incrível como apenas 46 gestores já levam 7,5 milhões de euros. Um autêntico assalto aos cofres das empresas públicas. Não faz qualquer sentido. Vêm sempre com a desculpa da excelência nos resultados, quando os há e são bons. Mas quando há prejuízos (como os da TAP) aí a coisa já muda de figura. Ora, se gerem bem, não fazem mais do que a sua obrigação. Foi para isso que os contrataram E se gerem mal a empresa, rua com eles. E que paguem pelos prejuízos... ! Afinal, quando houve ganhos, levaram a pasta...! Mas não é isso que se passa! Se as empresas dão prejuízo (como o caso da TAP) pagamos nós, os portugueses, com os impostos. Onde está a política do utilizador pagador se quem nunca andou de avião está a pagar os prejuízos da TAP?

Lérias, lérias... Claro. Os ricos (ou remediados na sua maioria!) que viajam diariamente de avião (por certo devem lembrar-se da notícia sobre As Viagens da deputada Inês de Medeiros...!) que paguem os bilhetes mais caros ou que fechem a companhia. Vamos lá jogar com as mesmas regras dos demais sectores... Ou só se fala de excelência quando dá jeito?

Afinal, Ryanair consegue vender os bilhetes muito mais baratos para um grande número de destinos. E terá de dar lucro caso contrário fecharia. mas as empresas do estado funcionam de maneira diferente. Se dão lucro, distribuem a maioria dos ganhos entre os seus administradores subindo-lhes o ordenado (e o Estado fica a ver navios!). Se dão prejuízo, lá vão buscar dinheirinho dos contribuintes ao Orçamento de Estado... Mas que porcaria de governação é esta? Até quando teremos de aguentar com isto? E, o pior ainda, é que muitas daquelas que dão prejuízo anualmente desde longa data, têm administradores ou gestores com salários chorudíssimos (como o caso da TAP, superior a 400.000 euros por mês!...). Uma vergonha nacional. Um atentado à dignidade de quem se suja e sua a camisa para no fim do mês ganhar menos de 600 euros!

 

Por isso, este governo incompetente pode até prometer  a Lua e as Estrelas... prometer o Céu e a Terra... que o único que deles poderemos esperar é um Inferno. É um Governo medíocre que só sabe exigir aos outros "excelência" mas que é constituído, essencialmente, por incompetentes. Por isso caminhamos, seguramente e a passos largos, para o abismo. Ora, temos um governo chefiado por um vaidoso que nunca irá perceber que, quando o destino é o abismo... a melhor forma de seguir em frente é... dar um passo atrás ! Por isso, Sócrates só se dará conta do destino do barco tiver o mesmo destino do que aparece na Tempestade Perfeita.

 


Os governos de José Sócrates tentaram destruir o que funcionava bem nos mais diversos sectores da sociedade. Simplesmente porque há que mudar as coisas. O objectivo é claro: justificar a nomeação de uma quantidade de amigos para os mais diversos lugares públicos. E isso só se consegue destruindo o que funciona bem para, funcionando mal, justificar a intervenção dos (ainda que mais incompetentes) boys do partido que se encarregarão de dominar as classes e destruir o funcionamento do sistema democrático.

 

Desde a saúde à Educação, passando pelas estruturas rodoviárias, Portugal está cada vez mais na cauda da Europa. Aos socialistas portugueses ficaremos, eternamente gratos, por nos darem esta honra de sermos os melhores em alguma coisa: a afundar o país. Aliás, Sócrates é o timoneiro de um barco que enfrentou a Tempestade Perfeita. Eram estes os temos que Sócrates utilizava para, vaidosamente (pobre, coitado, nem sabia de que ia o filme!) resumir o balanço final da sua primeira legislatura. É triste. Mesmo muito triste. É triste que Portugal tenha um Primeiro Ministro que, mesmo com um diploma de licenciado em engenharia envolvido em tantas polémicas, seja tão ignorante. Para onde vamos com tanta incompetência? Vejam o noticiado no PÚBLICO :

Carlos Moreno (O autor do livro "Onde o Estado Gasta o Nosso Dinheiro") auditou os contratos de muitas das PPP quando estava no Tribunal de Contas. E disse que os contratos da Parcerias Público-Privadas (PPP) deveriam ser renegociados. Ora, tal situação só confirma a incompetência de governantes que sempre falam de exigir mais e mais excelência aos trabalhadores da Função Pública, mas que mais não fazem senão arruinar as finanças do país, de dia para dia... Percebe-se! Percebe-se! Com as "Novas Oportunidades" são os incompetentes que têm direito a exigir mais competência a quem já deu provas dela. Enfim. Uma palhaçada criada pela incompetência (de que nunca serão responsabilizados) dos nossos (des)governantes que continuam a arruinar o país. Nos contratos efectuados, o Estado fica seriamente prejudicado.
Carlos moreno referiu que é preciso renegociar os contratos das PPP. E especificou: "Aqueles que se mostram manifestamente desequilibrados em desfavor do Estado concedente, na relação entre o risco assumido pelo Estado, nomeadamente financeiro e comercial, e a taxa de rentabilidade dos concessionários." Exemplos: Metro Sul do Tejo, novas subconcessões da Estradas de Portugal e renegociações dos contratos Scut.

 

Carlos Moreno disse ao Público que há contratos de PPP que é urgente renegociar. Enquanto membro do tribunal de Contas, Carlos Moreno contabilizou 50.000.000.000 € (CINQUENTA MIL MILHÕES DE EUROS) de encargos só nas parcerias rodoviárias, ferroviárias e da saúde.

 

Porém, incompetentemente (ou, talvez apenas para enganar, uma vez mais o pacóvio que, com o caminho que Sócrates empreendeu para a Educação,  cada vez menos perceberá de contas mercearia quanto mais de finanças...) os documentos publicados pelo Governo "só" atingiam os 28.000.000.000 (VINTE E OITO MILHÕES DE EUROS. Legitimamente, queremos saber, por onde andam os restantes 22 mil milhões?

E reafirma que "os bancos e os consórcios concessionários devem participar, ao lado do povo, no saneamento das contas públicas".

 

E esperam-se novos cortes... É claro que depois é o povo que terá de "apertar o cinto". E optam sempre pelo caminho mais fácil. E a medida mais fácil, como se pode ver,  é reduzir os apoios às famílias...  Prometeram fazer uma coisa na campanha eleitoral e agora levam a cabo políticas totalmente contrárias às promessas eleitorais que serviram para derrotar a oposição. A isto se chama "jogo sujo". Agora que chegaram ao poleiro, deveriam ser postos na rua imediatamente a seguir à primeira medida que tomaram contrária ao seu programa eleitoral. E, se Durão Barroso, em 2002, desconhecia a situação das finanças (porque quem governava anteriormente era o partido socialista em que o Estado fazia vida de milionário!) que os amigos deste senhor José Sócrates (que já então também fazia parte do (des)Governo da Nação, quando José Sócrates se recandidatou a um novo mandato depois da Tempestade Perfeita do primeiro (que, como se pode ver no vídeo acima, só poderia ter como objectivo afundar o barco!) não tem qualquer desculpa para não saber o estado em que tinha deixado as contas públicas. Ainda assim, na campanha eleitora, prometeu mundos e fundos: desde o TGV ao novo aeroporto (como que se estivesse a sonhar da mesma forma irresponsável com que sonhava Alice no País das Maravilhas). Ora, ele bem sabia como tinha o país. Por isso se recandidatou para continuar a enganar o país... Não estava lhe interessava que viesse "outro como o Durão Barroso" e lhe desmascarasse mais rapidamente a incompetência governativa de que a sociedade se vai agora dando conta, a conta-gotas, porque os mercados internacionais e a Alemanha assim o exigiu: Transparência. Verdade. Eficiência. É o "vale tudo" para se manter no poder deu no que deu. Eles compraram carros novos, submarinos, carros de combate... Eles pagaram para GNR's no Iraque e no Afganistão... Enfim... E o povo que passe fome.

 

Ora perguntamos:

Por que não se corta na despesa e luxos dos representantes máximos do Estado, ou nos salários milionários de administradores  ou gestores de empresas públicas? Ah. Isso, nem pensar: é lá que se encontram os boys nomeados pelo partido. Claro. É lá que estão os boys... E nos boys não se pode mexer... O Zé pavóvio que pague a crise... enquanto outros vão enchendo cada vez mais os bolsos e as contas off-shore até o país ir à ruína, isto é, até que se cumpra o destino prometido por Sócrates que se vangloriava de ter tido uma primeira legislatura semelhante à "Tempestade Perfeita". E foi! Quase. Sim, quase porque no fim da primeira legislatura, Portugal ainda não está afundado!

 

E Perguntamos também:

Por que motivo se recuou na medida anunciada segundo a qual "O Governo avança ainda com a eliminação da possibilidade de acumulação de vencimentos públicos com pensões do sistema público de aposentação. "

Mas, se é verdade neste jogo de poder, com a viabilização do Orçamento do Estado para 2011, José Sócrates acaba de ganhar "mais uma vida", não é menos verdade que ela está por um fio. Temos que esperar que essa vida seja suficiente para que o Governo de Sócrates encontre onde cortar os 500 milhões que faltam para acertar as contas do Estado.

 

Por tudo isto se conclui que na campanha eleitoral José Sócrates enganou o povo. José Sócrates enganou o país. e o Presidente da República. Apresentou um país com capacidade económica e financeira para grandes investimentos e nem sequer tem a possibilidade de manter o abono de família...  Uma vergonha, senhor "injinheiro"...

Assim se confirma o que há já muitos anos defendemos: que enquanto um Presidente da República não for eleito para um único mandato (de 7 anos, por exemplo)  nunca mais teremos um Homem na Presidência da República (que é eleito nominalmente!) capaz de obrigar os governantes eleitos (sejam de que partido forem) a falar verdade ao povo, a servir o país e não a servirem-se do país. Só num democracia retrógrada como a nossa é possível que um bando de incompetentes enganem o povo e continuem no poder...

publicado por J.Ferreira às 22:11

02 Junho 2010

Adivinhe o que faz tanta gente na mesma profissão, ao serviço de Sua Ex.cia o Senhor Primeiro-Ministro José Sócrates...

 

Depois, venham daí e... Vamos lá! Atrevam-se a falar de crise...!

 

CRISE?!! QUEM FALOU EM CRISE?

 

·               Despacho n.º 8346/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral

Requisita à empresa Deloitte & Touche, Lda., António José Oliveira Figueira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

 

·               Despacho n.º 8347/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral

Requisita à Associação dos Bombeiros Voluntários de Colares Rui Manuel Alves Pereira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

 

·               Despacho n.º 8348/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral

Requisita ao Sindicato dos Trabalhadores de Escritório, Comércio, Hotelaria e Serviços Vítor Manuel Gomes Martins Marques Ferreira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

 

·               Despacho n.º 8349/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral

Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Augusto Lopes de Andrade para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

 

·               Despacho n.º 8350/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral

Requisita à empresa Companhia Carris de Ferro de Lisboa, S. A.,Arnaldo de Oliveira Ferreira, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

 

·               Despacho n.º 8351/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral

Designa o assistente operacional Jorge Martins Morais da Secretaria-Geral do Ministério da Cultura, para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

 

·               Despacho n.º 8352/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral

Designa o assistente operacional Jorge Orlando Duarte Vouga do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, I. P., para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

 

·               Despacho n.º 8353/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral

Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Jorge Henrique dos Santos Teixeira da Cunha para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

 

·               Despacho n.º 8354/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral

Designa a agente principal da Polícia de Segurança Pública Liliana de Brito para exercer funções de apoio administrativo no Gabinete do Primeiro-Ministro

 

·               Despacho n.º 8355/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral

Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública José Duarte Barroca Delgado para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

 

·               Despacho n.º 8356/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral

Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Manuel Benjamim Pereira Martinho para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

 

·               Despacho n.º 8357/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral

Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Horácio Paulo Pereira Fernandes para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

 

·               Despacho n.º 8358/2010. D.R. n.º 96, Série II de 2010-05-18

Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral

Designa o agente principal da Polícia de Segurança Pública Custódio Brissos Pinto para exercer funções de motorista no Gabinete do Primeiro-Ministro

 

Contaram bem? Apenas 1 para apoio administrativo.

Os restantes 12 são motoristas! Doze condutores! …

Incrível… Só para o gabinete do primeiro-ministro!???

Será que o Sócrates quer montar uma firma de táxis?!

Grande Crise!!! É só saber ler... e não ser muito estúpido!

publicado por J.Ferreira às 19:17

31 Maio 2010

Vale a pena ler o artigo de Clara Ferreira Alves no "Expresso".

É forte... É directo... É acutilante... Põe o dedo na ferida e pode provoca ainda mais e maiores verdadeiras feridas.


"Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, (Olá! camaradas Sócrates...Olá! Armando Vara...), que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.
Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido.
Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.
Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.
A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.
Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.
Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.
Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado.
Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos?
Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?
As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu?
Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade. Este é o maior fracasso da democracia portuguesa".

 

Mais palavras... para quê?

publicado por J.Ferreira às 17:04

pesquisar
 
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Maio 2019
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

13
14
15
16
17
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30
31


mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

7 seguidores

blogs SAPO