"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." (Martin Luther King)

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Out 15

Os políticos em Portugal têm vindo a levar a cabo sucessivas reformas do sistema educativo que conduzem a um massacre sobre as crianças. Em nome da qualidade dos resultados, em nome do êxito escolar e profissional futuro, aumentam exponencialmente as dificuldades do currículo. Como se não bastasse, aumentam a pressão sobre os professores para que se forcem aprendizagens apra as quais a criança não está preparada. 

A criança, ainda mal se equilibra e já está a ser periodicamente submetida a testes e mais testes, mais avaliada que acompanhada nas aprendizagens. E cada vez mais em mais tenra idade. Os governos são os únicos responsáveis pelo estado a que chegou a educação. Os professores, confrontados com a imagem degradada que os políticos fizeram passar na comunicação social, há muito que deixaram de ter voz junto dos progenitores das crianças e, ainda que a tivessem, nada poderiam fazer frente a políticos irresponsáveis que fazem as leis.  Aos professores não lhes resta outra alternativa que cumprir o estipulado nos normativos legais sob pena de processos disciplinares.

Desta forma, vemos crianças de muito tenra idade submetidas a pressão de aprendizagens inadequadas para as suas estruturas mentais. Esta inadequação dos programas e metas curriculares às estruturas psicológicas e mentais das crianças, leva-nos a afirmar que, o que os responsáveis ministeriais têm vindo a fazer com as alterações curriculares é uma autêntica pedofilia académica. 

Por isso, não admira que outros países europeus sejam os ideais não apenas para se ser pai, mãe, avô e avó mas, e sobretudo, para se ser filho, se ser criança...!

 

"Os países do norte da Europa, sabemos, são os melhores lugares do mundo para se ter um filho, porque estes países investem, valorizam e sustentam a criação de famílias e filhos. E no que concerne à educação infantil, na Finlândia, a peça fundamental dos jardins de infância e escolinhas deverá ser única e exclusivamente o “brincar”.

 

Que a brincadeira é a chave de uma melhor aprendizagem para as crianças pré-escolares (e provavelmente até mesmo depois desta idade) já se sabia. A novidade é que aos pequenos finlandeses que frequentam a pré-escola (crianças que têm cinco ou seis anos) não lhes serão mais ser ensinados os instrumentos para a leitura e a escrita, nem a tabuada ou probleminhas simples de matemática para se resolver. As escolas serão focadas totalmente nos jogos e nasbrincadeiras e na aprendizagem alegre e divertidas através do contato com a natureza, músicas, dança, esportes e outras atividades lúdicas.

É propriamente deste modo que, de acordo com os finlandeses, as criançaspodem usar melhor os seus potenciais para desenvolver a linguagem, para aprender a fazer as contas de matemática e para conviver com os outros, de uma forma positiva.

Nas escolinhas finlandesas existem mesinhas e cadeiras, mas são muito pouco usadas, apenas uma vez por semana. No resto do tempo não se senta: se corre, se salta, se faz molduras com argila e tantas outras coisas.

Na Finlândia portanto, o foco da educação infantil está totalmente ligado à aprendizagem alegre através do jogo. Os finlandeses estão convencidos de que esta é a chave que vai ajudar as crianças a aprender melhor e também a se lembrarem do que aprenderam.

Isso não quer dizer que a leitura e a escrita serão automaticamente proibidas das escolinhas finlandesas, mas simplesmente que tais atividades não serão mais impostas automaticamente nos métodos tradicionais de ensino infantil porque “é assim que se aprende.”

Pelo contrário, uma reunião entre educadores e pais poderá estabelecer um plano de aprendizagem personalizado para cada criança, de acordo com suas necessidades. Além disso, se a criança demonstra interesse em livros e escrita, será, obviamente, incentivada e ajudada pelos professores para melhorar as suas habilidades.

Parece que esta abordagem é particularmente bem sucedida a longo prazo. A Finlândia é um dos países mais alfabetizados do mundo e com uma das mais altas taxas de instrução. E vamos admitir, quem não gostaria de ter estudado em um jardim de infância nestes moldes?"  Podem ver aqui o Texto Original

 

publicado por J.Ferreira às 01:32

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