Até que o Teclado se Rompa!
"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." (Martin Luther King)

27 Junho 2012

O Diário Económico intitula a notícia: "Emigrantes não enviavam tanto dinheiro para Portugal desde 2002".

Na verdade, a crise a que nos conduziram os políticos (des)governantes tremendamente incompetentes que o povo português colocou à frente dos destinos do país está a obrigar a emigrar cada vez mais portugueses. Segundo a notícia, "o aumento da emigração já se faz sentir desde há três ou quatro anos, período em que estima terem saído 80 mil a 100 mil portugueses por ano do País".

Porém, a explicação que é apresentada neste jornal contrasta com o afirmado pelo Secretário de Estado Cesário. Este explicou de forma ridícula este aumento do dinheiro que entrou no nosso país e que é aqui referido como remessas dos emigrantes.

Com efeito, afirmou que os emigrantes portugueses continuam a acreditar no país. Ora, meus caros, se os emigrantes continuam a acreditar no país não é porque tenhamos um Secretário de Estado das Comunidades que pugne por isso. De facto, as suas medidas acabam por penalizar os emigrantes que afinal não tão ingratos com a pátria como este senhor é com os seus emigrantes. Este foi o que lhes retirou os professores que lhes leccionavam a língua portuguesa. Este foi o que lhes quer impor o pagamento de 120 euros para que os filhos possam ter um professor de Língua e Cultura Portuguesa.

Este governante deveria pensar nos rios de dinheiro (que se gastam ou se gastaram com nomeados) para organizar e implementar os cursos de LCP. Quanto dinheiro não voltará a ter de se gastar para que se possa protocular de novo os cursos nas escolas desses países, diríamos que passamos o tempo a fazer como os trabalhos nas ruas de Portugal: vêm os canalizadores dos esgotos e abrem e fecham buracos, no dia seguinte vêm os da energia, voltam a abrir e a fechar, depois vêm os da tv por cabo, e fazem o mesmo... e passamos o tempo a gastar dinheiro para esburacar as ruas e as obras nunca estão acabadas!

O senhor SE das comunidades, José Cesário, sabe muito bem que o que afirmou pouco ou nada corresponde à verdade. Entre os emigrantes, o descrédito sobre os governentes (políticos) portugueses é total. Diria mesmo igual ou superior ao da Grécia. Porém, os emigrantes não têm alternativa.

Poderemos ser mais credíveis que há dois, três ou até quatro anos atrás! Mas estamos longe de sentir confiança em políticos que já por cá andaram e que mais não fazem que retirar os direitos constitucionais aos emigrantes. A máxima "quanto mais me bates mais eu gosto de ti" pertence ao passado.

O problema dos novos emigrantes é que tiveram de buscar a vida noutras paragens. Mas, parte da família continua em Portugal.

Tal como a notícia bem refere, o número de emigrantes aumentou exponencialmente. O que termos é um maior número de portugueses que, por culpa de alguns políticos (incompetentes que levaram as finanças à ruína!) deste triste país (onde a justiça tem os olhos bem abertos para saber a quem condena!), se viram forçados a procurar trabalho no estrangeiro. Isto porque os novos cidadãos portugueses (que foram forçados a emigrar) têm compromissos em Portugal . Isso sim, poderá ser um motivo por que Portugal recebe mais dinheiro vindo dos nossos emigrantes! E não porque confiam em Portugal. Muitos dos portugueses que emigraram estão hipotecas "até ao pescoço". Não conseguem vender nem casa nem nada do que compraram... Que fazer? Deixar que a (in)justiça lhes tire o suor dos anos que pagaram a sua hipoteca ou emigrar? Na verdade, aos emigrantes não lhes resta outra alternativa senão enviar dinheiro para Portugal se não querem ficar sem nada... Sem a casa que têm hipotecada, sem os bens, sem os familiares que sem esse dinheiro estariam já a morrer de fome...

Por isso, meus caros. Aos cidadãos portugueses da segunda década do século XXI não lhes resta outra alternativa senão seguir o destino dos cidadãos da década de 60 e 70 do século passado. Voltamos ao mesmo. Depois... Só de pensar que estes políticos de meia-tigela foram dos mais críticos com os governos de Salazar... dá nojo! Salazar morreu pobre! Os actuais políticos saltam dos governos para a vida pública ou para empresas que beneficiaram e vêm ou ficam podres de ricos em pouco tempo! E não lhes acontece mesmo nada...

Duvidam? Mas alguém é capaz de explicar por anda o primeiro-ministro que afundou o país com a sua desgovernação (com as PPP, por exemplo), fruto da sabedoria adquirida no curso de engenharia (ou já se esqueceram que, ele como tantos outros desgovernantes, também era engenheiro?) ou com o desnorte das suas ideias megalómanas (construir um TGV com as finanças à beira da bancarrota) e persecutórias (com a cruzada contra os professores, por exemplo)? Ah! Claro... Emigrou também... Ele também deve ser o emigrante que envia dinheiro para Portugal! E vive literalmente "à grande e à francesa" na capital da luz: Paris? Como é possível isto numa democracia? Quem responsabiliza a sua equipa (des)governativa? Um cidadão deixa de pagar 30 euros e já paga jurtos de mora, hipotecam-lhe os bens... Estes senhores, usam uma caneta, defraudam o país e ficamos a ver navios?

 

 

 

publicado por J.Ferreira às 14:14

19 Maio 2012

A Constituição da República reconhece o direito aos filhos de todos os cidadãos nacionais (mesmo que emigrados) a aprenderem a Língua Portuguesa.

Porém, por incrível que pareça, os nossos (des)governantes (os de outrora como os de hoje) colocaram a sua incompetência ao serviço da destruição da "máquina produtiva nacional" esbanjando os dinheiro dos impostos em múltiplas iniciativas, desde o rendimento mínimo até aos estádios de futebol, desde as SCUT's até às parcerias público-privadas que arruinaram, pouco a pouco, o dinheiro dos nossos impostos e conduziram o país para a beira do abismo.

Com as suas políticas ruinosas, os distintos governos levaram muitos dos nossos cidadãos a emigrar. Aliás, recentemenete aconselharam mesmo a emigrar... É triste, mas é a realidade a que os nossos eleitos nos conduziram... E os portugueses estiveram impávida e serenamente calmos assistindo a este triste espectáculo embora muitos de nós tenham alertado atempadamente... Mas ninguém quis dar ouvidos... Na verdade, a velha máxima "O rei vai nu!" não interessa. Sempre é mais simpático dizer que "O rei vai vestido"! Ou seja, no politicamente correcto, é mais aceitável a afirmação de que "o rei vestido" ainda que seja "com a roupa que a mãe lhe deu antes de nascer, do que dizer, nua e cruamente, "o reui vai nu!". Por isso, hoje temos o que merecemos.

E na diáspora, igualmente. Aqueles que sempre mal trataram dos emigrantes, voltaram a ser eleitos...! Temos o que merecemos.

Por isso, o futuro da língua materna de milhares de jovens filhos de emigrantes está em causa. De facto, numa época em que os portugueses vêem o futuro cada vez mais negro (sendo mesmo aconselhados a emigrar até pelo primeiro-ministro!) a fuga para o estrangeiro é a única forma de seguir em frente. Tristemente, a política de apoio à emigração é em sentido contrário. E reduz-se o número de professores de Língua e Cultura Portuguesa que servem as comunidades espalhadas pelo mundo. Está na hora das comunidades fazerem algo. Será que, se os emigrantes se organizassem e informassem o Governo de Portugal de que deixariam de enviar verbas para Portugal, que procederiam ao levantamento dos seus depósitos bancários no nosso país e o levariam para os países onde residem, o Governo manteria a sua arrogância e maltrato com os nossos emigrantes? Será que a política do "paga e não bufes" continuaria? Ou o Governo seria obrigado a "fazer marcha-atrás" com a política de retirada de apoio aos emigrantes, que começou há já muito tempo com a diminuição dos consulados..:?

Está na hora de fazer algo. Ou o Governo continuará a retirar aos filhos dos nossos emigrantes a possibilidade de manter um vínculo linguístico  entre os jovens lusodescendentes e a pátria lusa.

 

De facto, é inaceitável a redução das condições de acesso à Língua Portuguesa por parte dos filhos de milhares de cidadãos que, tendo sido maltratados por um bando de governantes incompetentes que conduziram o país para a fronteira do abismo, se viram forçados a emigrar em busca de uma vida com um mínimo de dignidade. Abandonados à sua sorte por políticos esbanjadores, vêem hoje negado aos sues filhos o que Portugal garante aos filhos dos imigrantes que se instalam em Portugal, oriundos dos mais diversos países, oe quantas vezes com  outos gastos e ajudas que também sobrecarregam as finanças públicas (como é o caso dos rendimentos mínimos garantidos de que beneficiam imensas comunidades de imigrantes em Portugal!), quantas vezes em troca de muito pouco ou até nada.
Ora, não pode haver semelhante discriminação face aos filhos dos emigrantes não são menos que os filhos dos imigrantes. E se os imigrantes nada pagam em Portugal e beneficiam de um professor durante 25 horas semanais (ou até mais), não é justo nem admissível que os filhos dos nossos emigrantes paguem para terem acesso a APENAS 2 horas semanais da sua lingua materna... Aliás, o dinheiro pago aos professores para ensinarem Língua e Cultura Portugesa de escola em escola (apenas e tão só 2 horas semanais como se de mulheres a dias!) não é um gasto: é um investimento!
O alheamento do país face a estes filhos de emigrantes sairá bem mais caro: nenhum terá vontade de regressar se não conhece a língua.  A médio prazo, este desinvestimento do Estado português será meio caminho andado para que milhares e milhares de jovens deixem de ter qualquer motivo para manter laços com uma pátria.
Com este tipo de prática, só podemos concluir que Portugal continua a ser (des)governado por políticos imediatistas, que não têm visão prospectiva, visão de futuro. Para além de ingratos para com os emigrantes (que enviam anualmente milhões de euros) os políticos atacam agora os filhos daqueles que se viram forçados a buscar formas de ganhar a vida longe do país.
publicado por J.Ferreira às 19:32

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