"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." (Martin Luther King)

31
Out 18

Foi no inído da década de 90 do século passado, que se iniciou uma onda que levou à machadada na solidariedade inter-geracional. Tal ocorreu quando o governo de então, dirigido por Aníbal Cavaco Silva, avançou com a decisão de aumentar colossalmente o valor das propinas a pagar pelos jovens que frequentavam as universidades, fazendo passar a ideia de que ser estudante universitário era um luxo.

 

Algumas atitudes impensadas de alguns, levaram a juventude universitária a perder a razão, dizem alguns. Que fique claro que, ainda que discorde das atitudes de meia dúzia de estudantes perante o Sr. Ministro da Educação, demonstrando, de facto, uma clara “falta de educação”, na verdade o que estava para acontecer veio retirar a muitos o direito à Educação e ao prosseguimento de estudos. E discordo porque, se a luta estudantil teve episódios caricatos (e até censuráveis) da parte de uma meia dúzia de estudantes mais irreverentes ou com a cabeça quente, não concordei nunca que, por meia dúzia de “andorinhas” terem tomado uma atitude criticável (repito, de meia dúzia de estudantes) se afirmasse que as outras centenas de milhares de estudantes tivessem perdido a razão. Mas, a maioria não foi assim que pensou. E a lei avançou. Os estudantes perderam. Sim. Perderam. Mas perdeu todo o país. E veremos por que motivo afirmo isso.

 

Com a chegada das eleições legislativas de 1995, renasceu a esperança de que a lei não fosse avante, fosse revertida. António Guterres chega a primeiro-ministro e os valores inicialmente referidos foram moderados. Porém, e como diz o povo, “foi Sol de pouca dura”. E não tardou que o valor das propinas chegasse aos patamares previstos por Aníbal Cavaco Silva e, passados poucos anos, chegou mesmo a ultrapassar o absurdo de 2 salários mínimos por ano!

 

Em 1997, Miguel de Sousa Tavares (MST) dirigindo o programa da SIC “Viva a Liberdade” com a participação permanente dos comentadores José Pacheco Pereira e António Barreto. Num dos programasem que se debateu o tema PropinasMST (hoje nem sei se comentador, se jornaleiro, se advogado ou se escritor) apareceu como um acérrimo defensor do princípio do "utilizador-pagador", justificando e aplaudindo o colossal aumento das propinas com o pretenso “balúrdio” que os formados com licenciatura viriam um dia a ganhar.

 

Deveria ter em mente entulhada com a ideia de que, as universidades estavam repletas de malandros que só fugiam para as universidades porque não queriam trabalhar e, como tal, mereciam ser castigados.

 

Ora, as famílias perdiam muito dinheiro pois os jovens que (com 18 anos já poderiam trabalhar e levar para casa um salário…!) iam estudar (e contribuíam para melhorar os níveis de habilitações dos portugueses e ajudar Portugal e abandonar a cauda da Europa) deixaram de ganhar um salário (mais grave, estudando só gastavam dinheiro aos pais) e, ainda por cima, viram as suas famílias a ter de fazer sacrifícios ou um esforço extra para desembolsar milhares em propinas absurdas e, sobretudo, injustas. Repito: absurdas e injustas. Absurdas, porque nos termos da Constituição, a justiça faz-se através dos impostos, e não das taxas que inventam, duplicando os impostos sobre rendimentos que já foram taxados! E injustas, porque (o pior de tudo!) os que pagavam impostos eram os que voltavam a pagar e os que devida ou indevidamente não pagavam impostos, continuaram a não pagar propinas. E, infelizmente, ainda hoje é assim!

 

Com a aplicação do princípio do "utilizador-pagador" (que não aplicam a todos os âmbitos da sociedade) criaram tremendas injustiças e afugentaram jovens das universidades que, contrariamente ao espírito inscrito na lei (que nenhum estudante deixasse de estudar por motivos económicos) “deixaram de estudar por motivos económicos”.

 

Estive contra por motivos óbvios. Todos os cidadãos de uma sociedade beneficiam da melhoria dos níveis de formação dos seus compatriotas. Porém, aqueles que até então se formaram nas universidades “sem pagar um chavo”, não estiveram com meias medidas e cortaram o financiamento da formação dos seguintes. MST pertence a uma geração que recebeu formação grátis, paga pela geração anterior mas que não quis contribuir para formar a geração seguinte... E muitos tiveram que sacrificar as suas famílias para que os seus filhos pudessem estudar. A geração de MST recebeu mas não esteve disposta a dar...

 

E lá de e foi a solidariedade entre gerações.

publicado por J.Ferreira às 23:32

13
Nov 12

 

Acordamos muito tarde. Sim.  Nós, os portugueses em geral, andamos a dormir há muito tempo.

Enquanto os políticos faziam de pica-paus, criando buracos por todo o lado, nós estivemos tranquilos que nem espanhóis na hora da sesta.

Na última década, os políticos fecharam hospitais, urgências, maternidades, escolas... E nós estivemos caladinhos... Aqui e ali, simplesmente, se ouvia um ou outro grito de alerta mas, como os estudantes que gritaram contra as propinas, cada um seguiu o seu caminho, criticando o outro porque não queria perder a porcaria da mordomia de ter de levantar o traseiro pela manhã, percorrer umas dezenas de quilómetros para ganhar pouco mais que o rendimento mínimo que o vizinho do lado recebia sem fazer um ... (adivinhe o palavrão). Mas estávamos solidários com todos porque o governo foi endividando o país... deixando claro que se aumentariam todos os direitos... Nos viveríamos como "senhores feudais" porque, tal como afirmava Sócrates (o chefe da banda política que nos governou até há bem pouco tempo), "pagar a dívida é ideia de criança", isto é, a dívida dos países não é para ser paga.

Claro. Claro que não são para ser pagas... mas só até chegarem os senhores de negro... Sim, até chegarem aqueles que mais se parecem com os "homens do fraque"  (coincidência ou não, dizem, também eles vestem de negro!), muitos portugueses viviam na expectativa de um dia solarengo atrás de outro... Como a cigarra que canta todo o verão... E não se cuidara, foram viajando, acumulando dívidas... Os bancos incluídos, com ordenados chorudos de fazerem inveja ao maior dos milionários do mundo...Que o diga Cristianos Ronaldo, que ainda que o seu ordenado seja um autêntico atentado a quem recebe o salário mínimo, é com o seu suor (e a desgraça dos que pagam para ir ver um jogo de futebol, ou subscrevem os canais da especialidade, dirá o leitor!!...

Bom. Mas não assaltam o bolso do contribuinte em geral para o fazer... tal como as esmolas que caiem na igreja, só o dá quem quer! E se alguns têm dívidas ao fisco, que o governo tenha coragem de faazer como faz aos particulares: acção de despejo!... Fora com esse clubes do mundo futebol. Em geral, os jogadores não conseguem os seus ordenados chupando os todos os cidadãos... Ao contrário, os banqueiros chupam com os exorbitantes juros que cobram aos que se socorrem de crédito e depois ainda pedem resgates... com o dinheiro público, de todos os cidadãos.

Creio que é chegada a hora de ir directamente à questão que nos traz hoje aqui: inaugura-se uma escola sem alunos? Como é possível isto?

Quem cometeu semelhante erro? Onde está a planificação? Agora já fechamos as universidades?

Bom. Por este caminho, de seguida é só colocar uma corrente com um cadeado nas fronteiras e... fechar o país!

publicado por J.Ferreira às 16:33

04
Set 07

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Na edição Online do Jornal  "Público" de 23 de Agosto de 2007, foram publicados dois artigos em que o Governo de Sócrates apresenta as suas medidas "inovadoras", para financiar os cursos superiores a jovens necessitados que pretendam frequentar o Ensino Superior. Como títulos podíamos ler : 

 "Governo aprova crédito para estudantes do superior e afasta aumento de propinase  "Estudantes do superior vão poder contrair empréstimos para financiar os cursos (...)" .

 

De facto, José Sócrates mais do que timoneiro de um governo, ou Engenheiro Sanitário, demonstra ter capacidades próprias de um Engenheiro Náutico. Com efeito, domina perfeitamente a técnica da "navegação à bolina", aproveitando muito bem para (des)governar o país, quaisquer ventos e marés que lhe surjam favoráveis...Neste sentido, lá surgiu na comunicação social com mais uma medida "para inglês ver". Até seria interessante se não viesse, despropositadamente, com 15 anos de atraso. Na verdade, esta ideia governamental, surge como que inspirada na proposta de um Estudante da Universidade do Minho já publicada em 1992... !

Há 15 anos atrás, no Jornal CAMPUS da Universidade do Minho, em Dezembro de 1992, sob o título "Uma Alternativa Credível", um estudante de Sociologia  fazia publicar o que, no essencial, agora surge como se fosse uma medida original e inovadora do governo de José Sócrates que, não se coibiu de apresentar a iniciativa à comunicação social, como se de uma ideia genial ou um artífício de magia se tratasse... Enfim...

O que não deixa de ser estranho é que, tendo Sócrates estado no Governo que se seguiu a Cavaco Silva (a partir de 1995 e até à "fuga de Guterres"), só agora tenha sentido necessidade de tomar esta medida... Por que deixou passar 15 ANOS para  lhe dar credibilidade... Ou então (admitindo que o desconhecia) só 15 anos depois é que o português mais iluminado de todos os tempos, aquele que exige a todos a excelência (veja-se o que se passa com a avaliação na função pública)... teve a ideia de financiar os jovens?

De facto, o Governo (!?...), chefiado pelo excelente ex-aluno da Universidade Independente, José Sócrates, vem propor em 2007 o que o jovem estudante havia proposto em 1992. Pasme-se o Zé-Povinho ao ver que está governado por gente tão vanguardista! !!!...

De facto, o que na altura era apresentado por um simples estudante, de 26 anos, como uma real alternativa ao sistema de propinas que estava em vias de ser alterado, tendo em conta um dos objectivos da alteração da lei das propinas - permitir mais bolsas para os estudantes que delas necessitassem(?!) para continuar os seus estudos - aparece como se fosse uma proposta genuinamente governamental em 2007...

Se o ditado popular diz que “mais vale tarde do que nunca”, nas circunstâncias actuais, quase me arrisco a dizer que “mais vale nunca do que tarde”. Isto porque, devemos ter em linha de conta a evolução recente das potencialidades de emprego dos jovens licenciados... Se possuir uma licenciatura era outrora (anos 80 e 90) uma garantia de um emprego qualificado, hoje já não dá qualquer garantia de emprego a nenhum licenciado pois a maioria dos cursos (incluindo medicina para o que a Espanha soube formar, atempadamente, recursos que ocupam agora os quadros dos hospitais e centros de saúde de Portugal) não passam já de uma garantia de trabalho para os professores do ensino superior e um "Passaporte para o Desemprego"! Se a isto juntarmos o facto do mesmo (des)governo de José Sócrates ter, absurdamente, dilatado a idade da reforma para os 65 anos, depressa se conclui que, com o excesso de docentes e de outro pessoal qualificado na função pública e a sua consequente fuga para as empresas em busca de um lugar ao sol, apenas um número reduzido de estudantes que ingressam  hoje na universidade terão o retorno do seu investimento! Se a isto juntarmos a filosofia europeia que se está a disseminar como um cancro pois querem que trabalhemos em qualquer parte da Europa pelo mesmo dinheiro (veja-se o que fez o ME de José Sócrates com o ensino português no estrangeiro, em que se ganha o mesmo em qualquer comunidade Espanhola quando os locais recebem diferentemente em função do nível de vida da Comunidade Autónoma em que exercem!) então... depressa se conclui que as licenciaturas serão, certamente e na sua maioria, para o desemprego!

Assim, de que servirá a um jovem o investimento num curso por mais que dele goste se a garantía de retorno do investimento já não passa de uma miragem para uma grande parte dos cursos?

 

Que terá levado Sócrates a implementar esta medida? Claro... É óbvio. A falta de alunos nas universidades ou a falta de emprego para os jovens que assim ficam no número dos estudantes e não aumenta as taxas de desemprego!

 

Que fez o Estado ao formar tantos e tantos professores para agora lhes dizer “que procurem outros empregos, fora da função pública” se a grande maioria, das escolas portuguesas são públicas? Como procurar no privado o que é quase monopólio do Estado?

Se não há garantia nem expectativa de conseguir um emprego com uma licenciatura que têmd e pagar... como vai o jovem retribuir ao Estado o dinheiro emprestado?

Quem vai o Estado (conduzido por este ou por outro partido no governo) que se habituou a fazer leis com aplicação retroactiva (basta ver a vergonha do concurso de professores titulares no qual fui promovido mas que continuo a contestar... por ser vergonhoso), obrigar o jovem a pagar a factura do custo do empréstimo concedido para concluir a sua licenciatura? Claro... aos pais! Aos fiadores... À familia!

 

Enfim... Os governantes deveriam andar à frente no tempo... conduzir a sociedade com vista a um futuro melhor. Ser capaz de conduzir os jovens criando-lhes legítimas expectativas e não falsas ilusões. Por isso, esta medida vem com 15 anos de atraso. É inadaptada aos dias de hoje.

Perguntem ao mesmo jovem se considera hoje válida uma sua proposta que deveria ter vigorado desde há 15 anos e a resposta será, segura e inequívoca: Não. Infelizmente, os políticos portugueses (que chegam aos lugares de decisão porque são eleitos ou nomeados, não porque tenham demonstrado competência em qualquer das áreas de que têm o leme!) continuarão atrasados no tempo. Por isso, a proposta que hoje apresentaria, seguramente, só será elevada a lei daqui a outros 15 anos!

 

Paul-Henry Chombart de Lauwe, sociólogo francês, afirmara (numa palestra levada a cabo no Campus de Gualtar Universidade do Minho) que os governantes deveriam andar 10 anos à frente dos governados... Para o sociólogo francês, seria espectável que os governantes de qualquer país, tivessem uma visão de futuro...

Neste sentido, Portugal vai muito mal governado... Esta medida deveria ter sido implementada nos anos 80, ou, o mais tardar (como o jovem propunha) no início da década de 90... Mas, nunca no século XXI... Só em 2007 Sócrates acordou? Por onde andou estes anos todos? Será que já se esqueceu que esteve no Governo de António Guterres?

Porque afirmamos isto? Simples... Se as tivessem proposto esta medida nessa altura os políticos e governantes teria tido uma visão de futuro, muitos dos estudantes que abandonaram o ensino teriam continuado no sistema... E teríamos uma sociedade mais competitiva... Assim... Temos o que temos. Abriram vagas nas universidades "sem conta, nem peso, nem medida". E ainda por cima, em cursos sem qualquer saída assegurada como são as licenciaturas com via de ensino (já sobram os professores nas escolas) ou o Direito (pois que, a não ser que se pense incrementar a conflitualidade entre os portugueses, o que já não faltam é placas a anunciar advogados, em qualquer rua de qualquer cidade). E isto tudo quando a luta contra o numerus clausus servia de "cavalo de batalha" da "arena política". Políticos irresponsáveis que nunca pensam nas consequências porque nunca respondem por elas: são erros políticos. Paga-os quem neles votou. Isto é o problema da democracia actual!

Esta realidade estava bem à vista e a olho nu.

Hoje, como ontem, continuam a faltar médicos em Portugal. Vêm de Espanha, da Colômbia ou de leste... Por que esperam para abrir novas vagas em medicina? Será que os organismos corporativos não o permitem? Claro. Por isso, em França, apenas pagava 20 euros por uma consulta com um especialista do mesmo foro que em Portugal onde me custava mais de 40 euros. Somos um país pobre onde se paga tudo como se fôssemos ricos. Qualquer consulta da especialidade, em Portugal custa ao doente entre 40 e 80 (ou até mais). Porquê? E é isto que temos hoje: excesso de professores e de advogados mas uma grande falta de médicos... Culpa de quem? Terá sido por pressão de alguma organização corporativa que impediu que abrissem vagas apra medicina? Ou será que o curso de medicina fica assim tão dispendioso para as universidades que lhes é mais vantajoso continuar a formar professores e advogados...?

Enfim... Na verdade, se "10 anos é muito tempo" na voz de Paulo de Carvalho, que seriam 15 ANOS para o mesmo cantor?...   Porém, se pensarmos em termos políticos, para uma colectividade, para uma nação, para um povo... então, 10 anos pode ser o preço de uma vida... o futuro de milhares de jovens que se vai e não tem retorno...!

 

Voltemos ao tema. Infelizmente, Sócrates (que tinha estado no governo desde 1995 a 2002) só em 2007 é que despertou para o problema do financiamento do ensino superior. E veio com a ideia de financiar os jovens para que pudessem estudar (actualmente, pagar as propinas!) como se fosse uma ideia inovadora. No entanto, esta ideia ou proposta de financiamento, aparentemente original, não passa de um plágio (ou simples coincidência com um atraso de mais de 15 anos!). Com efeito, a legislação agora aprovada, foi outrora (1992) proposta por um jovem estudante de Sociologia da U.M., um simples cidadão comum (que, após recusa de outros órgãos de comunicação social, foi publicada no jornal oficial de uma Universidade do Minho (Campus), no último mês de 1992.

 

Ora, meus caros, isto é, simplesmente, uma vergonha para o governo de José Sócrates, pois corresponde à passagem de um autêntico atestado de falta de visão política, ou até mesmo, por que não, de incompetência governativa...! E o mais triste nem é estar com 15 anos de atraso. É que permanece a falta de visão prospectiva. Sim... Isso é o mais triste. É que, o estudante que outrora fazia essa proposta, passados 15 anos já não a vê como "credível" pois que a licenciatura já não é garantia de emprego. Por certo, no futuro, poucos serão os estudantes que beneficiarão, de facto, de um melhor emprego por terem concluído uma licenciatura.

Por isso afirmamos que, se nesse longínquo ano de 1992, apresentada essa proposta, nas circunstâncias do futuro próximo, jamais apresentaríamos uma tal alternativa. Hoje e ainda mais no futuro, poucos serão os jovens que terão garantia de emprego pelo facto de uma terem concluído uma licenciatura. Antes, pelo contrário, muitos terão de esconder a licenciatura se quiserem encontrar emprego numa pastelaria, padaria, sapataria, ou até numa estufa de flores.

 

Enfim. Quase somos tentados a comentar a ideia genial do Senhor Ministro com a frase: SEM COMENTÁRIOS !...

 

 


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